Num artigo publicado no "The Independent" em 25/8/2007 por Robert Fisk, o jornalista questiona a verdade sobre o 11 de Setembro (artigo no www.esquerda.net), mas queixa-se de que nas palestras que profere, por esse mundo fora, sobre o Oriente Médio, surgem sempre os «delirantes».Os «delirantes», para Fisk, são os que colocam irritantemente sempre a mesma questão: «A pergunta dele - ou dela - é mais ou menos assim: se você se considera um jornalista livre, por que é que não diz o que sabe realmente sobre o 11 de Setembro? Por que não conta a verdade - que a administração Bush (ou a CIA, a Mossad, sabe-se lá o quê) explodiu as torres gémeas? Por que não revela os segredos por trás do 11 de Setembro?»
E, embora Fisk reconheça que «jornalisticamente, existem muitas coisas estranhas sobre o 11 de Setembro», recusa-se terminantemente em enveredar por «teorias da conspiração» - «Não sou um teórico da conspiração. Poupem-me dos "delirantes". Poupem-me das maquinações. Mas, como toda a gente, gostaria de conhecer a história completa do 11 de Setembro»
E Robert Fisk tira da cartola os seus dois grandes trunfos contra as teorias dos "delirantes":
1 - «O meu argumento final - como é que alguma vez essa mesma administração [que estragou - do ponto de vista militar, político e diplomático - tudo o que tentou fazer no Médio Oriente] poderia realizar com sucesso aqueles crimes contra a humanidade nos Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001?»
2 - «Qualquer militar [que diga - como os americanos fizeram dois dias depois - que a Al-Qaeda está desbaratada,] não é capaz de fazer algo na escala do que aconteceu em 11 de Setembro.»
Comentário:
O aparente «bom-senso» de Robert Fisk, ao dar uma no prego e outra na ferradura, é perfeitamente falacioso. Os seus «argumentos», assentes na «incompetência» da administração Bush para levar a cabo os atentados, têm tanto de enganadores como de néscios.Ao pretender dar uma imagem pseudo-equidistante em relação aos atentados, Fisk pretende instilar nos seus leitores e ouvintes uma dúvida razoável sobre a autoria do 11 de Setembro (cujas provas contra a administração Bush são actualmente esmagadoras).
O «agnosticismo» de Fisk é falso. O seu objectivo é perpetuar a incerteza quando já não há dúvida possível. Tal tem sido a política dos monopólios mediáticos que, em conjunto, têm apoiado a política imperial neoconservadora desta Administração. O "The Independent" pertence ao grupo Independent News & Media PLC, dono de mais de duzentas publicações no Reino Unido, Irlanda, Austrália, África do Sul e Nova Zelândia.
.