segunda-feira, dezembro 05, 2005

Os mercenários da Al-Aegis

Vídeo relaciona uma empresa britânica e a violência contra iraquianos

Ver o vídeo AQUI

Um vídeo divulgado num site não oficial da Aegis Defence Services, empresa britânica de segurança no Iraque, mostra supostos funcionários dessa empresa atirando indiscriminadamente contra pessoas em Bagdad, denunciou ontem o jornal britânico The Times.

Aparentemente as imagens foram captadas por uma câmara de dentro de um veículo. Segundo o site do jornal ontem (1/12/2005), a empresa vai investigar o comportamento dos seus funcionários no Iraque.

Num comunicado, a empresa diz investigar as filmagens em "parceria com o Exército dos Estados Unidos". Terça-feira funcionários do Ministério britânico das Relações Exteriores informaram que especialistas assistiram às imagens, alegando em seguida não haver "indícios" que relacionem o incidente a funcionários da Aegis.

De acordo com o "Times", cópias do vídeo foram enviadas a vários meios de informação britânica, anonimamente. A cópia recebida pelo jornal mostra o veículo circulando numa estrada a oeste de Bagdad, e também na auto-estrada que liga a capital do Iraque ao aeroporto internacional.

O vídeo exibe várias situações diferentes: na primeira, tiros são disparados de dentro do veículo contra condutores que circulam na estrada. As rajadas provocam um acidente, e um dos carros alvejados bate noutro que está parado. Noutro episódio, um condutor deixa o seu veículo após vários tiros terem sido disparados contra ele. Durante uns momentos, é possível ouvir, ao fundo, a música "Mistery Train", de Elvis Presley.

Especialistas iraquianos em segurança que viram a gravação disseram que ela pode ter sido feita há um ano, alegando que na época havia menos "controle" sobre as "empresas particulares de segurança", serviços de mercenários, contratadas pelo Pentágono.

A Aegis foi fundada em 2002 por Tim Spicer, um ex-soldado britânico. Spicer era dono de uma outra empresa, que se chamava Sandline International, que chegou a negociar armas com Serra Leoa, na África, na década de 90, desobedecendo a um embargo de armas da ONU sobre o país.
No Iraque, a Aegis tem cerca de emprega 916 mercenários — 235 iraquianos e 450 britânicos, a maioria deles ex-militares.


Comentário:

O al-Zarqawi está a fazer batota. Recorrer a mercenários inimigos do Islão para massacrar iraquianos não vale. Ainda por cima, não tendo estes direito às setenta virgens da ordem. É um claro aproveitamento da ingenuidade de algumas empresas ocidentais. Deplorável.

7 comentários:

Fragil disse...

O tiro aos pombos no Iraque levado a cabo por assassinos contratados por outros assassinos. Não importa se nos carros vão crianças ou mulheres ou inocentes. Nada importa já.

martelo disse...

não sei se a palavra ingenuidade cabe neste ambiente...

augustoM disse...

Sempre tive uma péssima ideia dos mercenários, uma espécie de criminosos consentidos.
Um abraço. Augusto

Anónimo disse...

Zarqawi move-se com excessivo à vontade em terras iraquianas. Não se percebe o que é que está lá a fazer a CIA.

Anónimo disse...

Best regards from NY! » » »

Anónimo disse...

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