quarta-feira, junho 13, 2007

Henrique Monteiro, director do Expresso – um jornalista de pouca bagagem e inteligência mediana

Jornal Expresso – 9 de Junho de 2007

Henrique Monteiro, director do jornal Expresso, repreende com severidade o secretário de Estado da Cooperação, António Braga, pela condescendência do diplomata português para com o ditador venezuelano Chávez:

«Portugal, em nome de interesses muitas vezes ilusórios, contemporiza demasiado com regimes que não merecem tanta compreensão. Na mesma semana, em Moscovo e em Caracas, este estilo ficou claramente expresso.»

«Há frases mortais, toda a gente sabe, e uma delas foi proferida pelo a propósito do Governo da Venezuela: “Fiquei com muito boa impressão do elenco governativo, da sua formação de base, técnica e política”. O momento em que a frase foi proferida - Chávez acabava de proibir, por censura política, um canal de televisão - tornou estas palavras ainda mais letais.»

«Pode dizer-se que António Braga, o secretário de Estado, tem de rodear-se de especiais cuidados por causa dos 600 mil portugueses que ali vivem. Mas chegar à ideia repugnante de elogiar o Governo de um ditador é demasiado. Portugal tem interesses na Venezuela, mas deve ter princípios gerais; a sua diplomacia não deve ofender gratuitamente o Governo de Caracas, mas jamais deve elogiar um Governo que tem a liderança e a atitude de um homem como o Presidente daquele país.»

«(...) E a Europa, que tanto se preocupa - e bem - com os direitos humanos, não pode contemporizar com regimes como os de Cuba e da Venezuela, se quer ter verdadeira voz e moral na denúncia de Guantánamo ou na crítica dos excessos israelitas.»


Na versão online (paga) do Expresso, os comentaristas, um tudo nada melhor documentados, não se pouparam a esforços para salvar o artigo de Monteiro:

1 a 3 comentários:

adias - 9 de Junho de 2007 às 10:33:

«Fica, então, mal elogiar Chavez. Monteiro dixit... »

«Talvez o mísero pasquinaço em que o Expresso se tem vindo a transformar, cheio de prosódia "pensamento único" e muito "modernaço", passe a não bajular tão reverencialmente o Dr. Mário Soares que, nesta mesma edição, responde a um escriba que lhe pergunta: "O que é que achou de Chávez?" desta elogiosa maneira: »

«[Chávez] é um homem de convicções. Tem uma referência: Simon Bolívar. Acredita na integração da América Latina. Uma integração - como dizem - contra o domínio dos «gringos». Quer contribuir para fazer uma espécie de União Europeia na Ibero-América para o desenvolvimento sustentável da região. É um projecto político, de cooperação entre estados soberanos, voluntário, ambicioso e, ao contrário do que alguns insinuam, não militar. Chávez tem petróleo, gás e muito dinheiro. Aproximou-se de Cuba e de Fidel de Castro. E envia petróleo para os cubanos em troca de professores, médicos e enfermeiros. Um bom negócio para ambas as partes. Na primeira vez que fui à Venezuela, no seu mandato, convidou-me e ao Raul Morodo para darmos uma volta de avião. Fomos no avião presidencial, com vários ministros."»
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Diógenes - 11 de Junho de 2007 às 06:35:

«Censura política? Boa resposta do comentador anterior (Adias)»

«Aliás, caro Monteiro, você, como habitualmente, não conta a história toda: A RCTV apelou ao golpe de Estado contra um presidente eleito. Você, obviamente, concorda.»

http://resistir.info/venezuela/les_dessous_caches_p.html
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Epicurus - 12 de Junho de 2007 às 12:21:

«Chávez acabava de proibir, por censura política, um canal de televisão».

«Numa só frase, duas mentiras: Chávez não proibiu, limitou-se a não renovar uma licença - como é prerrogativa de qualquer Governo democrático, por isso mesmo é que as licenças de emissão têm prazo; e não foi por censura política, foi por ter apelado - como também em Portugal é ilegal - ao derrube pela força de um governo sufragado em eleições democráticas

«É natural e legítimo que Chávez não queira ter o destino de Allende. O que a TV agora encerrada estava a fazer - de modo sistemático, planeado, e concertado com os americanos - era abrir caminho a um qualquer Pinochet venezuelano.»

«De qualquer modo, descanse Henrique Monteiro: depois de encerrada esta, ainda ficam na Venezuela dezenas de televisões privadas - que certamente poderão emitir as opiniões políticas que quiserem, só não poderão convocar golpes de Estado.»

10 comentários:

Henrique Monteiro disse...

Faça o favor de me actualizar a fotografia. Esta não me favorece.

Faustino disse...

É impressionante o esforço que a burguesia faz em promover/vender a imagem de "ditador" do Chavez e da "deriva autoritária" da Venezuela!

Infelizmente, muita gente de esquerda cai no engodo e acaba por ir na mesma bitola.

Se estes dados fossem conhecidos pelas massas, certamente que seria mais difícil à propaganda burguesa manipular as consciências

Anónimo disse...

Hugo Chávez, o espectro que ameaça a sua nação com a ditadura do século passado, desloca-se a Cuba para ouvir sugestões do moribundo Fidel Castro.

faustão disse...

Vergonhoso, vergonhoso é ainda haver "faustinos" que campeiam por aí a tentar indultar qualquer ditadorzeco de extrema-esquerda e
a tentar ganhar na secretaria o que perderam nas trincheiras da guerra fria!

"o moço da bodega" disse...

Caríssimo Diogo.
Que belo artigo nos remete o "Um Homem das Cidades sobre a RCTV e Hugo Chàvez".

É uma lástima que pessoas às vezes tão boas, tenham que se submeter a lavagem cerebral imposta pela mídia espúria e seu venais jornalistas formadores de opiniões. Achei que este clarim fosse imparcial...mas que tolice a minha, não exite mídia imparcial, existem blogs se contrapondo a esse bandidos.
Parabéns, vou enviar esta matéria aos colaboradores brasileiros.

Basílio disse...

Beleza no Bilderberg 2007

Anónimo disse...

E Merda e da esquerda! Vais ver o fim do ditador! Espara pelo fim do outro democrata........... o teu amigo fidel....... voces sao tao poucos porqur nao vao viver para la?

fcr disse...

Os Directores dos jornais são, com certeza, escolhidos pelos magnatas da imprensa e, ou são burros, ou fazem-se para agradar aos seus “donos”…

fs disse...

Boa rezenha! Thanks for sharing because sharing is caring... :-)

Anónimo disse...

Henrique Monteiro, director do Expresso – um jornalista de pouca bagagem e inteligência mediana

Hi, thanks, Diogo, pela resenha de tal director de palha, com a fronha que a desfavorece ou outra. Que o gajo não vale nada, burro burro, santanome, chegando ao ridículo da asneira, e então lá sirva aqui o propósito de se repor o nome às coisas.

amélie