quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Aquecimento Global - o IPCC tem tudo de político e nada de científico

O jornal Expresso (9/2/2008) entrevistou João Corte-Real, 65 anos, o mais antigo investigador português do clima e o único professor catedrático em meteorologia do país (Universidade de Évora). O professor afirma que os estudos científicos não permitem ainda concluir que a actividade humana é a principal responsável pelas alterações climáticas. E sublinha que o movimento contra o aquecimento global é politicamente orientado, tanto em Portugal como no resto do mundo.

Embora esta entrevista inclua questões de carácter climático e de carácter ambiental, esta transcrição, parcialmente truncada, abarca apenas a parte climática. Para ver a entrevista na totalidade consulte o site do Expresso.


Corte-Real: "Não estamos à beira de qualquer catástrofe"


Expresso: Estamos à beira de uma catástrofe nas alterações climáticas?

Corte-Real: Acho que não vai haver qualquer catástrofe (...) Falar em catástrofe não é científico, não é humano, é uma forma primitiva de apresentar as questões.


Expresso: Porquê?

Corte-Real: O clima não é uma constante, é por natureza variável, e o planeta Terra já foi sujeito a alterações climáticas no passado, para climas mais quentes e mais frios, e nunca houve um fenómeno catastrófico.


Expresso: Os dados sobre o clima são fiáveis?

Corte-Real: Há resultados de observações que apontam para uma alteração do clima e eu não os vou pôr em causa. O que ainda é discutível é se o homem é o principal responsável por essa mudança, isto é, não há certezas em relação às causas principais do fenómeno.


Expresso: Portanto, aposta mais em medidas adaptativas do que em medidas para contrariar o aquecimento global...

Corte-Real: Em relação ao clima, como este é o apuramento estatístico de um certo período temporal - de 30 anos, no mínimo -, aí não temos ainda previsões. (...) Não temos a certeza se o lançamento para a atmosfera de gases ditos com efeito de estufa é a principal causa das alterações climáticas.


Expresso: Será possível prever um dia o clima?

Corte-Real: Sim, com os desenvolvimentos tecnológicos, quer nas observações quer no cálculo científico, tal como hoje temos previsões do tempo. Agora, os actuais modelos de clima terão de ser muito melhorados em certos aspectos.


Expresso: Em quais?

Corte-Real: Repare que os actuais modelos estão a ser forçados para aquecer e, por consequência, se os processos naturais que podem contrariar o aquecimento estiverem mal representados nos modelos, obviamente que eles vão dar aumentos de temperatura que não se vão observar. É essa uma das razões por que prestigiados cientistas como Richard Lindzen, professor de meteorologia do MIT, não acreditam na corrente de pensamento dominante. Ele argumenta, e com razão, que o papel das nuvens, que é fundamental, está pessimamente representado nos modelos de clima existentes. E, de facto, estes modelos são ainda muito limitados - apesar de terem evoluído de uma forma fantástica - porque os processos ligados ao clima são muito complexos. Não é fácil estar a entender e a modelar estes processos.


Expresso: Ainda não há uma Teoria do Clima?

Corte-Real: Não, e é esse o problema. Enquanto nos limitarmos a utilizar estatisticamente resultados de modelos imperfeitos, as coisas não vão avançar muito. Mas os cientistas que usam métodos estatísticos quer para tratar observações quer para tratar de resultados de modelos não são para descredibilizar. Há muitas incertezas ligadas a esta problemática. Temos de investigar mais, de melhorar mais os modelos e de procurar entender os processos.


Expresso: As conclusões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU são credíveis?

Corte-Real: O IPCC é formado por um conjunto de pessoas que vão traduzir o trabalho da comunidade científica. São pessoas credíveis, agora não podemos esquecer que o Painel é politicamente orientado, as suas conclusões não são puramente científicas. E são apresentadas em termos probabilísticos, porque o IPCC toma as suas precauções na forma como fala. Mas também reconheço que muitas das pessoas que, em Portugal e fora do país, estão ligadas a esta problemática das alterações climáticas não são cientistas do clima.


Expresso: Então por que estão eles envolvidos no processo?

Corte-Real: Por causa da tal orientação política e porque as novas formas de produção de energia, justificadas pela necessidade de reduzir as emissões, envolvem interesses económico-financeiros, tal como as energias fósseis. Em Portugal há uma dezena de cientistas ligados ao clima que está fora de todo o processo nacional e internacional de preparação de medidas para enfrentar as alterações climáticas. A composição da delegação portuguesa na Cimeira de Bali é um bom exemplo desta realidade.


Expresso: E quanto aos fenómenos naturais?

Corte-Real: Olhe, em 2007/2008 temos um bom exemplo: estamos a viver um fenómeno que começa no hemisfério Sul, o La Niña (o oposto do famoso El Niño), bastante intenso, que provocou anomalias em várias regiões do globo. Quando há um El Niño há um aquecimento global da troposfera. Acredita-se que foi devido ao La Niña que o último Verão foi fresco e chuvoso, por exemplo. O instituto meteorológico do Reino Unido já veio dizer que 2008 vai ser provavelmente o ano mais frio depois de 2000 por causa do La Niña. Isto justifica os fenómenos extremos que se têm registado no mundo, sobretudo na América do Sul. Esses fenómenos são preditíveis, as suas consequências são conhecidas e pode haver, por isso, uma intervenção humana para os mitigar.


Expresso: O clima na Europa está mais quente?

Corte-Real: Um trabalho de investigação feito pelo investigador João Santos, da Universidade de Évora, no âmbito do projecto europeu MICE (Impactos Extremos de Clima na Europa) conclui que sobre a Europa, quer na temperatura mínima quer na máxima, o número de episódios frios (em que as temperaturas mínima e máxima estiveram abaixo da média) diminuiu entre 1961 e 1990, e o número de episódios quentes aumentou. Mas esse aumento não foi uniforme, deu-se sobretudo numa parte da Europa do Norte e no Mediterrâneo Ocidental. Quando se fala em aquecimento global, não quer dizer que ele se dê em todos os lados e em todos os locais. Quer antes dizer que o positivo dominou o negativo na evolução das temperaturas. João Santos verificou também que a grande responsabilidade destas distribuições de temperaturas no período de referência (estamos a falar em dados reais e não em cenários) é devida à Oscilação do Atlântico Norte (NAO). Registaram-se anomalias aquecimentos nuns lados, arrefecimentos nos outros - porque houve uma predominância da fase positiva da NAO em 1961-1990. Isto significa que não nos temos que reportar necessariamente a alterações climáticas.


Expresso: Além do NAO, há outros exemplos?

Corte-Real: Há também a chamada Oscilação Decadal do Pacífico, de baixa frequência, que acontece de 10 em 10 anos, que é referida por um cientista brasileiro que também não acredita nada no aquecimento global, Luís Carlos Molion, da Universidade de Alagoas, em Maceió. Segundo ele, o clima global é muito condicionado por esta oscilação na temperatura das águas do Pacífico (que sobe ou desce). E constata que esta oscilação está a caminhar para a sua fase negativa, o que significa que a partir de 2012-2015 vamos começar a ver as temperaturas na atmosfera a descer. Eu não sei se ele tem razão ou não, mas o que de facto sabemos é que quando determinadas oscilações estatísticas persistem, vão criar anomalias de tempo, de temperatura. Se existirem oscilações de grande período (de baixa frequência), podemos estar a sentir uma subida de temperatura e julgar que é uma tendência, quando na verdade não é.


Expresso: E como pode a ciência explicar estas diferenças?

Corte-Real: A atmosfera tem de obedecer às leis da Física, que obrigam a certos balanços de massa, de energia, de momento angular, etc. A circulação da atmosfera tem de ser feita para satisfazer esses balanços globais. Quando as temperaturas excedem um limiar, a atmosfera desestabiliza-se e criam-se perturbações (as frontais, as frentes) que acabam com a instabilidade. Portanto, podem acontecer ciclones tropicais para redistribui energia e momento angular. E isso pode explicar muita coisa, não é preciso pensar só em alterações climáticas.


Comentário:

Se o IPCC é politicamente orientado e as suas conclusões não são puramente científicas, tal como afirma João Corte-Real, tal significa que não é a ciência que dita os relatórios do IPCC, mas que uma poderosa agenda se esconde por detrás do actual e mediatíssimo «Aquecimento Global».

A atribuição simultânea do Nobel da Paz ao Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) e a Al Gore, produtor do filme «Uma Verdade Inconveniente», sugere uma concertação política muito forte.

Tal deve estar relacionado com os antevistos lucros das empresas ligadas à «Guerra ao Aquecimento Global» de olho nas recomendações de Sir Nicholas Stern, segundo o qual: "se todos os países gastarem 1% do seu Produto Interno Bruto no combate ao «Aquecimento Global» a situação poderá ainda ser «reversível»".

1% dos PIBs em receitas contra moinhos de vento. Imagine-se a inveja das indústrias do armamento e do petróleo...
.

20 comentários:

fernando disse...

Atenção ao facto de que muitos dos que dizem que «o aquecimento global é uma artimanha» são governantes de países que não podem viver sem gastos desmedidos de petróleo ou não estão dispostos a melhorar a sua eficácia energética.

xatoo disse...

há de facto uma instrumentalização politica do problema. Quanto ao mais não tenho conhecimentos cientificos para me pronunciar (e em boa verdade parece não haver unanimidade de opiniões entre os experts na matéria).
Como leigo só sei que já não chove há "bué da tempo" e que tenho de gastar energia e água "fabricada" pela epal para regar a horta

Pedro disse...

"há de facto uma instrumentalização politica do problema. Quanto ao mais não tenho conhecimentos cientificos para me pronunciar (e em boa verdade parece não haver unanimidade de opiniões entre os experts na matéria)." - Xatoo, é isto mesmo. Obviamente há uma politização do problema. Mas ninguém disse que ele não existe tal como ninguém provou definitivamente qual a influência da actividade humana nas alterações climáticas. Isto é, há um consenso relativamente generalizado acerca do aumento da temperatura média da Terra (atenção que há vozes discordantes, minoritárias, que apresentam argumentos válidos). Não existe é consenso sobre a principal causa para isso. O que é verdade é que a actividade humana tem consequências dramáticas, se não no clima, em inúmeros outros aspectos do nosso planeta. As políticas propostas pelo cromo Al Gore são necessárias na sua generalidade. Mesmo que ele as defenda por razões erradas, por interesses económicos. Por favor não pensem o contrário. Já li aqui barbaridades sobre o CO2. Aparentemente só para ser do contra. Enfim, se querem factos procurem artigos científicos. Para procurar artigos científicos usem o Google Scholar. É o que eu uso no meu trabalho porque por vezes ele apresenta repositórios onde se podem sacar artigos Nature, Science, etc, de graça.

Hey, eu curto este blog. Continua com o bom trabalho.

carlinhos medeiros disse...

Se não pararem com a emissão de c02 na camada de ozônio, a destruição dos recursos naturais, brevemente teremos um cataclismo, um hecatombe sem precendentes na história mundial.

xatoo disse...

obrigado Pedro pela dica do Google Scholar
só mais uma nota sobre o Gore: a mentira mais eficaz é aquela que utiliza um fundo de verdade

contradicoes disse...

Antes da industrialização do Mundo, da existência, dos frigoríficos, dos ar condicionados, do aumento significativo do tráfego automóvel, estas várias razões apontadas como a causa da destruição do nosso planeta, já este foi sofrendo ao longo dos vários milénios de existência mutações motivadas pelas várias razões que os próprios cientistas apuraram, ou seja apenas por factores meramente naturais e essas alterações foram significativas, daí haver quem se dedica ao estudo desta ciência que tem uma opinião diametralmente oposta aquela que outros defendem e todos os dias é relatada por mais diversos órgãos de comunicação social. Ninguém dúvida sobretudo aqueles como eu leigos nesta matéria, de que têm-se registado nestas ultimas décadas significativas alterações climatéricas, ás quais não são alheias as razões invocadas por alguns cientistas e sobretudo muitas ONGs que não se cansam de alerta as populações para a necessidade de se evitar a continua destruição do planeta. Verdade para uns mentira para outros, é um facto de que as catástrofes naturais continuam a registar com uma frequência jamais vista e com consequência devastadoras. Não será
hora de todos reflectirmos sobre a real necessidade de preservarmos melhor o meio ambiente de forma a garantirmos às gerações vindouras quanto mais não seja uma qualidade de vida semelhante aquela que os nossos antepassados nos proporcionaram em termos ambientais?
Pessoalmente julgo que sim se cada uma de nós quiser dar o seu contributo. Este tema é demasiado importante para que se esgote.

BMC disse...

Deixo aqui um link para um documentário que muitos já deverão ter visto:

http://video.google.com/videoplay?docid=-3638513262784790481&q=The+%22Great+Global+Warming+Swindle%22+duration%3Along&total=19&start=0&num=10&so=0&type=search&plindex=8

The Great Global Warming Swindle

Apache disse...

Vamos ver se é desta vez que eu consigo comentar aqui. Nas tentativas anteriores, ou a caixa de comentários não abre, ou o comentário não é publicado.


“O movimento contra o aquecimento global é politicamente orientado, tanto em Portugal como no resto do mundo.”
Política e economicamente.

“Falar em catástrofe não é científico”.
Nem honesto.

“O que ainda é discutível é se o homem é o principal responsável por essa mudança, isto é, não há certezas em relação às causas principais do fenómeno.”
Boa piada, Doutor… Nem o CO2, quanto mais o Homem!

“Os actuais modelos estão a ser forçados para aquecer e, por consequência, se os processos naturais que podem contrariar o aquecimento estiverem mal representados nos modelos…”
Se? Isto, são meias palavras, professor. Estão mal representados nos modelos!
O vapor de água, responsável por mais de 90% do efeito de estufa, tal como ele é entendido pelos alarmistas e foi propositadamente ignorado nos modelos. Pior que isso, toda a teoria parte de um erro crasso, o de considerar que um balanço entre radiação absorvida do Sol e radiação libertada para o espaço é suficiente para explicar a temperatura da Terra. Esqueceram-se das Leis da Física. A energia transfere-se por radiação, por condução, por convecção e por trabalho, não apenas por radiação.

“O Painel é politicamente orientado, as suas conclusões não são puramente científicas”.
O IPCC é um organismo político, controlado por políticos, para onde trabalham uns tipos que se dizem cientistas mas fazem figuras tristes de papagaios, repetindo tudo o que lhes dizem. Os sumários do IPCC são escritos por cientistas e depois se não agradarem, são “corrigidos”, palavra por palavra, por políticos.

“A partir de 2012-2015 vamos começar a ver as temperaturas na atmosfera a descer”.
Também tem uma bola de cristal… Parece que Janeiro de 2008 foi o mês mais frio desde Maio de 1995. (Vamos esperar pela confirmação dos cálculos).




“Só sei que já não chove há "bué da tempo" e que tenho de gastar energia e água "fabricada" pela EPAL para regar a horta”.
Acho que apesar de estar mais cara do que devia, deve sair mais barata que aquelas chuvadas que os russos vendem, Xatoo :)

“Já li aqui barbaridades sobre o CO2”.
Se for eu a escrevê-las, sinta-se à vontade para corrigir que eu agradeço, Pedro.
“Se querem factos procurem artigos científicos. (…) Nature, Science, etc.”
Não seja ingénuo, como em todo o lado, há bons e maus artigos, e às vezes lê-se cada “barbaridade” nestas revistas…

“Se não pararem com a emissão de C02 na camada de ozônio, a destruição dos recursos naturais, brevemente teremos um cataclismo, uma hecatombe sem precedentes na história mundial.”
Ó Carlinhos, isto era uma piada, não era?! A balela da destruição antropogénica da camada de ozono é mais antiga e o cenário é a Estratosfera. A questão do CO2 e do “aquecimento global” é aqui mais a baixo, na Troposfera. Não se preocupe, não vai haver nenhuma hecatombe, os desastres de grandes dimensões ocorrem sempre na terra dos pobres, ao planeta na sua globalidade não vai acontecer nenhum mal, que os ricos e poderosos também têm família e descendentes e com o bem-estar desses, eles preocupam-se. O dos outros é que corre perigo, mas é por se atreverem a pensar. Ainda assim, eu arrisco. Talvez seja uma questão ideológica, mas alguns chamam-me apenas teimoso :)

Diogo disse...

O Apache, no comentário anterior, colocou algumas questões interessantes aos comentadores anteriores.


Mesmo aceitando a tese dos «malefícios» do dióxido de carbono, existem uns dados interessantes (tudo do Wikipedia):

Esta é a composição da atmosfera, quando seca e abaixo de 25 km é: Azoto (N2) 78,08 %,; Oxigénio (O2) 20,94 %; Argônio 0,93 %; Dióxido de carbono (CO2) (variável) 0,035 %; Hélio (He) 0,0018 %; Ozono (O3) 0,00006 %; Hidrogénio (H2) 0,00005 %;Kripton (Kr) vestígios; Metano (CH4) vestígios; Xénon(Xe) Vestígios; Radão (Rn) vestígios.

O ar, em algumas áreas pode estar praticamente isento de vapor de água, enquanto em outras pode chegar a conter uma saturação de até 4%


Na Terra, os gases que mais contribuem para o efeito estufa são o vapor de água, que causa de 36 a 70% do efeito natural (não incluindo nuvens); O dióxido de carbono (CO2), que causa de 9 a 26%; O metano (CH4), causando entre 4 e 9%; E o ozônio, que causa entre 3 e 7%.

Ou seja, ao Dióxido de Carbono que representa apenas 0,000035 da atmosfera é atribuído de 9 a 26% (média de 17%) do efeito estufa. Pode-se dizer que os gases não se medem aos palmos.

xatoo disse...

o "Apache" como de costume tece umas pseudo-erudições sobre as manipulações politico-económicas do clima. Quando diz que "o cenário não é na Estratosfera, mas sim cá mais abaixo, na Troposfera" (e não é nem numa nem outra aquilo que está em causa) coloca o problema no AR na forma tecnocrata que está tão em moda: vidé os argumentos habituais do Sócrates.
Esquece que na verdade o que existe é um problema a nível da Biosfera, na relação do Homem com a Natureza - dito de outro modo, a impossibilidade de gerar uma auto-sustentação para as actividades humanas de crescimento exponencial contínuo que jamais serão possiveis, porque os recursos naturais para gerar energia e espaço para o Consumo no modo de produção da civilização tecnológica actual, pura e simplesmente não existem.

Apache disse...

“O ar, em algumas áreas pode estar praticamente isento de vapor de água, enquanto em outras pode chegar a conter uma saturação de até 4%.”
Isto que transcreveste da Wikipédia não está muito correcto, porque a área terrestre praticamente seca (isenta de água) é mínima, talvez apenas na zona mais interior dos grandes desertos, e também o centro do continente antárctico. Ao invés, quase todo o planeta tem, mesmo no Verão (excepto no interior dos continentes a grandes latitudes), uma quantidade de água no ar, igual ou superior a 2%. E sempre que chove, neva ou faz nevoeiro, a quantidade de água no ar, ronda os 4%. É portanto possível estimar que a quantidade média de água, no ar, é superior a 2%, ou seja, no mínimo 50 vezes superior à quantidade de dióxido de carbono.
Mas se as quantidades de água e de dióxido de carbono contidas no ar, fossem iguais, ainda assim, a água produziria muito mais “efeito de estufa” (repito, na definição dada pelos alarmistas), que o dióxido de carbono. A molécula de CO2 tem uma geometria linear, com o átomo de carbono a ocupar a posição central e de cada lado dele estão os átomos de oxigénio, ligados a ele por uma ligação covalente dupla (entenda-se, ligados por partilha entre o carbono e cada um dos oxigénios de 4 electrões). É por isso, uma molécula com fortes ligações e sem momento dipolar, pois a força electromagnética gerada entre o carbono e um dos oxigénios é anulada por outra igual e de sinal contrário, gerada pelo carbono e o outro oxigénio. Assim a energia que pode absorver é baixa, pois os seus átomos apenas podem vibrar, e pouco, devido à força da sua dupla ligação. A molécula de água é angular (em forma de V) com o átomo de oxigénio a ocupar o vértice. As ligações entre ele e cada um dos átomos de hidrogénio são covalentes simples (entenda-se, ligados por partilha de 2 electrões). O ângulo de abertura do V é de aproximadamente 104,5º. Assim, as forças electromagnéticas geradas entre o átomo de oxigénio e cada um dos hidrogénios têm igual valor mas não sentidos opostos e portanto não se anulam. A molécula apresenta momento dipolar (bastante significativo). Portanto pode vibrar, como a de CO2, mas com maior liberdade, devido à sua ligação menos forte, mas também pode rodar. Para tal, precisa de absorver energia. E fá-lo, tendo muito mais capacidade para isso que o CO2, cerca de 2,3 vezes mais, no caso do vapor.
Concluindo, se as moléculas de água fossem em igual número às do dióxido de carbono no ar, a água apresentaria 2,3 vezes mais “efeito de estufa”, mas há na Troposfera (pelo menos) 50 vezes mais água (habitualmente) que CO2.


Xatoo, quando disse que o cenário não era a Estratosfera mas sim a Troposfera, referia-me à frase do Carlinhos - “Se não pararem com a emissão de C02 na camada de ozónio (…)”. Aquilo a que grosseiramente chamam “camada de ozono” é a Estratosfera, o CO2 existe fundamentalmente na baixa Troposfera, junto ao solo. Na Estratosfera (entre os 12 e os 50 km de altura) não há CO2. Também aqui junto ao solo há pouco ozono, felizmente, porque o ozono é um poluente que afecta as vias respiratórias.

“(…) na verdade o que existe é um problema a nível da Biosfera, na relação do Homem com a Natureza - dito de outro modo, a impossibilidade de gerar uma auto-sustentação para as actividades humanas de crescimento exponencial contínuo que jamais serão possíveis, porque os recursos naturais para gerar energia e espaço para o Consumo no modo de produção da civilização tecnológica actual, pura e simplesmente não existem.
A Biosfera é um tema demasiado vasto para os meus modestos conhecimentos científicos.
É verdade que o Homem criou algum mau relacionamento com a natureza, poluindo, por descuido, ignorância e irresponsabilidade, continua a fazê-lo, sobretudo nos países pobres e em vias de desenvolvimento, nos países mais ricos e desenvolvidos as coisas já não se passam bem assim, felizmente.
Quanto ao esgotar dos recursos naturais, alguns não concordo, o petróleo, talvez, mas não nas próximas décadas.
A solução dos problemas, só pode passar por mais progresso científico e tecnológico, o regresso ao passado creio que seria o suicídio da espécie. Mas este é um assunto que daria muito pano para mangas.

P.S. “(…) coloca o problema no AR na forma tecnocrata que está tão em moda: vidé os argumentos habituais do Sócrates.” Sem comentários.

alf disse...

A Política conduz as massas humanas usando ideias simplórias credibilizadas pela ciência. A verdade é completamente irrelevante, o que interessa é a eficácia da ideia.

Por exemplo, a teoria do espaço vital, de que os recursos seriam a curto prazo insuficientes para a população humana, numa época em que o controlo de natalidade era insignificante, levou alguns lideres a considerar que lhes cabia conduzir os seus povos numa guerra de extermínio sobre os outros povos - o planeta não chegava para todos, logo teriam de exterminar os outros para garantir a sua sobrevivência.

Criaram-se então as teorias da superioridade rácica, da ascendência ariana. Os cientistas fabricaram as provas, as pessoas foram habilmente convencidas. Os alemães iniciaram o seu projecto de genocídio global, unica solução que os seus lideres encontraram para assegurar a sobrevivencia dos seu povo. Os japoneses fizeram algo semelhante, os soldados japoneses foram convencidos que os chineses não eram seres humanos.

Num passado mais remoto o mesmo processo foi usado, normalmente usando o nome de Deus.

Esta é uma constante dos lideres humanos: enfrentam os problemas com o recurso a soluções extremas e impoem-nas usando a religião (no passado) e a ciência (hoje, nos paises ocidentais). Umas vezes isso resulta bem, outras é uma catástrofe.

O que se passa por detrás do aquecimento global é muito simplesmente a necessidade de desenvolver energias alternativas ao petróleo. Os alemães fizeram um imenso investimento na fotovoltaica e precisam de a rentabilizar.

Isto até pode ser útil. Desde que não se ponham a fazer disparates como sequestrar o precioso CO2.

Quanto ao aquecimento global, admira como ainda falam disso. Há 7 anos que as temperaturas estão a descer. As mínimas deste inverno andam a bater recordes com 50 e 100 anos por todo o lado. Aliás, a teoria do aquecimento global já morreu para os lideres políticos, já arranjaram outra para o mesmo fim, não sabem ainda? Estejam atentos ao meu blogue porque vou falar dela em breve.

I_miss_my_lung disse...

Bem, como estou sem tempo para andar a sacar artigos sobre alterações climáticas resolvi explorar as referências da Wikipédia para "Global Warming":
Sim, o efeito de estufa é real. O efeito de estufa sempre existiu. Isto é sabido há bastantes anos. O efeito de estufa foi "descoberto" em 1824 e quantificado 70 anos depois.Se não fosse o efeito de estufa as temperaturas hoje em dia seriam cerca de 30ºC mais baixas. Bem geladinho. Os gases que mais contriuem para o efeito de estufa são o vapor de água e o CO2...

Dito isto, que é básico e não é fruto de qualquer polémica na comunidade científica vamos às respostas.

"Se? Isto, são meias palavras, professor. Estão mal representados nos modelos!
O vapor de água, responsável por mais de 90% do efeito de estufa, tal como ele é entendido pelos alarmistas e foi propositadamente ignorado nos modelos. Pior que isso, toda a teoria parte de um erro crasso, o de considerar que um balanço entre radiação absorvida do Sol e radiação libertada para o espaço é suficiente para explicar a temperatura da Terra. Esqueceram-se das Leis da Física. A energia transfere-se por radiação, por condução, por convecção e por trabalho, não apenas por radiação." - resposta a isto aqui:http://www.realclimate.org/index.php?p=142 (verificar os referênicas;os comentários também são engraçados,tb há muitos índios.). Na verdade é muito simples.Mas explicar é que não é tão fácil.Por isso visitem o link.
"O IPCC é um organismo político, controlado por políticos, para onde trabalham uns tipos que se dizem cientistas mas fazem figuras tristes de papagaios, repetindo tudo o que lhes dizem. Os sumários do IPCC são escritos por cientistas e depois se não agradarem, são “corrigidos”, palavra por palavra, por políticos." - se é assim, o que até acredito, os cientistas "honestos" que ainda restarem no mundo encarregar-se-ão de os desmentir. Esperemos.
"“A partir de 2012-2015 vamos começar a ver as temperaturas na atmosfera a descer”.
Também tem uma bola de cristal… Parece que Janeiro de 2008 foi o mês mais frio desde Maio de 1995. (Vamos esperar pela confirmação dos cálculos)."/"
Quanto ao aquecimento global, admira como ainda falam disso. Há 7 anos que as temperaturas estão a descer. As mínimas deste inverno andam a bater recordes com 50 e 100 anos por todo o lado." - Alguns cálculos (gráficos) em: http://www.grida.no/climate/ipcc_tar/wg1/fig2-1.htm. Como é do IPCC (se não confiarem) podem verificar as fontes.
"Não seja ingénuo, como em todo o lado, há bons e maus artigos, e às vezes lê-se cada “barbaridade” nestas revistas…" - Com certeza, mas convenhamos que em revistas como a Science e a Nature e mais algumas o número de "barbaridades" é mais baixo do que nos restantes 95% de revistas.
"É verdade que o Homem criou algum mau relacionamento com a natureza, poluindo, por descuido, ignorância e irresponsabilidade, continua a fazê-lo, sobretudo nos países pobres e em vias de desenvolvimento, nos países mais ricos e desenvolvidos as coisas já não se passam bem assim, felizmente." - CO2 emissions per capita:http://en.wikipedia.org/wiki/Image:CO2_emission_2002.png; absoluto:http://en.wikipedia.org/wiki/CO2_emissions. Mas "The Blacksmith Institute issues annually a list of the world's worst polluted places. In the 2007 issues the ten top nominees are located in Azerbaijan, China, India, Peru, Russia, Ukraine and Zambia.".

Tipo, eu não sou especialista neste campo. Portanto tudo o que eu sei vem de uma pesquisa (again, não exastiva)na web. Tecnicamente não sou habilitado para estar a interpretar modelos climáticos, quanto mais a julgá-los. Segundo o que li, não há consenso na comunidade científica neste assunto (aquecimento global) porque há muitas incertezas, ainda, nos modelos climáticos devido a variáveis como a sensibilidade do clima para o aumento (efectivo) da quantidade de CO2, os mecanismos de forcing/feedback nos modelos, importância de outros factores que interferem com o clima(sol, raios-cósmicos, nuvens, etc). No entanto, NUNCA NENHUM MODELO CLIMÁTICO FEITO ARREFECEU COM O AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DOS GASES DE EFEITO DE ESTUFA (aumento, aliás, mais do que provado:http://www.springerlink.com/content/x283l27781675v51/fulltext.pdf.)

Agora, que este assunto é aproveitado politicamente, é. E eu pensava que era só o Al Gore. Mas nesta pesquisa percebi que quem defender o Aquecimento Global é considerado de esquerda e os outros de direita. E assim, nem ouvem argumentos racionais. Que bestas...

I_miss_my_lung disse...

Ainda acerca disto, só para verem como não há consenso na comunidade científica acerca deste assunto e como o facto de se ter politizado e ter extravasado o domínio das publicações científicas:


“Nevertheless, there is a long-standing controversy on whether solar variability can significantly generate climate change, and how this might occur. This is a crucial issue not only in the field of paleoclimatology, but also for predicting the future of the Earth’s climate, which will be subject to perturbations by anthropogenic greenhouse gases. Indeed, if climate changes due to the Sun were large and rapid, this would make it more difficult to extract the anthropogenic effects from precise records of instrumental data over the past century. Hence, Sun–climate relationships have never been so controversial as today, forming a debate that often escapes the scientific arena.” E. Bard et al, 2006

“The uncertainty in the measurements of temperatures, the lack of validation of the predicting global climatic models, and the effects of natural cyclic effects affecting climate make it very difficult to ascribe culpability on anthropogenic carbon dioxide for global warming. Political dynamics have led to discussions moving from scientific and technical levels to emotional levels and bitter disagreement. The debate has moved from peer reviewed professional publications to personal attacks through internet blogs. These two camps can be unified as we recall that we humans are on loan on this earth and called to be good stewards and embrace the ideal of sustainability. This in turn calls for effective generation of power, effective use of energy, and control of pollution and emissions.” - V. Goldsmith et al, 2007

xatoo disse...

obrigado Apache
por reconhecer que
"A Biosfera é um tema demasiado vasto para os meus modestos conhecimentos científicos"

na verdade o que diz "Alf" explica cabalmente "o problema"
"O que se passa por detrás do aquecimento global é muito simplesmente a necessidade de desenvolver energias alternativas ao petróleo"

quanto ao mais - já não há suficientes combates politicos para serem feitos sobre o "terrorismo" 11/9, a perca de liberdades fundamentais, a manipulação dos media, as "guerras humanitárias em nome da liberdade" etc, para que se ande ainda a perder tempo com estas merdices pseudo cientificas do clima?

Diogo disse...

Xatoo - «com estas merdices pseudo cientificas do clima»


Estas merdices podem render muita massa. O equivalente a uma Grande Guerra:

Stern Report on Climate Change

Taking these together, the review estimates that the dangers could be equivalent to 20 percent of GDP or more.

In contrast, the costs of action to reduce greenhouse gas emissions to avoid the worst impacts of climate change can be limited to around one percent of global GDP each year. People would pay a little more for carbon-intensive goods, but our economies could continue to grow strongly, the review states.

"If we take no action to control emissions, each metric tonne of CO2 that we emit now is causing damage worth at least $85 – but these costs are not included when investors and consumers make decisions about how to spend their money," according to the review.

xatoo disse...

"each metric tonne of CO2 that we emit now is causing damage worth at least $85 – but these costs are not included when investors and consumers make decisions"
isto é outra manipulação, não tem nada a ver com os custos imputados aos consumidores, pq os danos causados ao ambiente (as externalidades dos custos como dizem os economistas) têm sido quase 100% exportados para os paises do 3º mundo

Apache disse...

“Se não fosse o efeito de estufa as temperaturas hoje em dia seriam cerca de 30 ºC mais baixas. Bem geladinho. Os gases que mais contribuem para o efeito de estufa são o vapor de água e o CO2...

Dito isto, que é básico e não é fruto de qualquer polémica na comunidade científica vamos às respostas.”
Lamento, i_miss-my-lung, isto não é verdade. Repare nas temperaturas do dia (123 ºC) e da noite (-233 ºC) lunares (fonte: NASA) e compare-as com a Terra. Entre o dia e a noite terrestre, as temperaturas variam no máximo uns 40 ºC no deserto (porque o ar é seco) e uns 15 ou 20 ºC ao nível do mar (onde o ar tem 2 ou 3% de humidade. Entre o dia e a noite lunar, as temperaturas variam 350 ºC). Os dois astros estão a aproximadamente igual distância do Sol. O “efeito de estufa” causado pela água, reduz a amplitude térmica nuns 20 ºC, a existência de atmosfera (é esta a grande diferença entre a Terra e a Lua) reduz a amplitude térmica em mais de 300 ºC. Percebe o que é o “efeito de estufa real? Chama-se atmosfera e tem mais de 78% de azoto e quase 21% de oxigénio.
Às “ligeiras” variações desse efeito de estufa real é que os “alarmistas” chamaram “efeito de estufa” e esse é praticamente causado pela água. O efeito do dióxido de carbono é mínimo, como já expliquei e o dos outros gases com alegado “efeito de estufa”, é desprezável.

Quanto ao ‘link’ que indicou, acho que o autor se safava bem na política, gosta de jogar com as palavras e inventa com facilidade, mas desfasa-se de tal modo do experimentalmente verificável que a seja a tornar-se ridículo.

“Se é assim, o que até acredito, os cientistas "honestos" que ainda restarem no mundo encarregar-se-ão de os desmentir.”
Quantos cientistas “bateram com a porta” do IPCC?! Quantos milhares assinaram já petições e manifestaram publicamente as suas posições condenando o embuste? A impressa é que parece ter outras preferências.

“Alguns cálculos (gráficos) em: http://www.grida.no/climate/ipcc_tar/wg1/fig2-1.htm”
O primeiro gráfico desta página é um dos que atira por terra a teoria do aquecimento global antropogénico. Mostra que nos anos 20, época de recessão e reduzido consumo de combustíveis fósseis, a temperatura do planeta subiu. Por sua vez, com o grande boom de consumo que surgiu no pós segunda guerra, a temperatura manteve-se constante. Além disso, o Alf referiu-se aos últimos 7 anos, se verificar bem, o gráfico só vai até 2000 e as barras referentes a 2000 e a 1999 são bem menores que a de 1998, ano do El Niño.

Quanto ao ’link’ da Wikipédia não funciona, de qualquer forma, o dióxido de carbono não é um poluente. Quanto aos países que indicou como os mais poluídos é discutível, concordo com a Índia e a China, mas destaco também a Indonésia. De qualquer forma, isto não invalida o que eu disse, destes, só reconheço a Rússia e a Ucrânia como países desenvolvidos e na ex-união soviética, as preocupações ambientais nunca foram uma prioridade, no entanto, a sua tecnologia de combate à poluição é a par da americana a melhor do mundo. Talvez, “em casa de ferreiros, espeto de pau”, não sei.

Admitir que não há consenso não é mau, há muitos extremistas que dizem que há consenso. Consenso é uma palavra sem significado científico, há sempre alguém que discorda e às vezes os discordantes são poucos mas têm razão. Não parece ser o caso, ao contrário do que a comunicação social propaga, não me parece possível que haja na comunidade científica (ligada à física e à química), muitos adeptos da antropogenia do aquecimento global, mas como lhe digo, não é uma questão de maioria, é uma questão de prova científica.

“NUNCA NENHUM MODELO CLIMÁTICO FEITO ARREFECEU COM O AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DOS GASES DE EFEITO DE ESTUFA”
É verdade! Foi para isso que eles foram feitos, para mostrar aquecimento! São como aqueles estudos em que quem encomenda o estudo, encomenda a conclusão.
Nunca, em nenhuma experiência laboratorial o CO2 demonstrou ter efeito de estufa apreciável, quando comparado (por exemplo) com água, de tal forma que associando isso, ao facto de ser um componente minoritário da atmosfera, podermos concluir que o seu efeito de estufa é praticamente desprezável. Acresce o facto de a maioria do CO2 atmosférico ser natural e não antropogénico. Mas há ainda outra questão: como já tive oportunidade de dizer noutros comentários, se o efeito de estufa estivesse a aumentar, os seus benefícios superariam os prejuízos.

Concordo consigo, Xatoo, a questão do clima é fumo atirado para esconder temas bem mais preocupantes, ainda que o Diogo também tenha razão, esta aldrabice vai levar-nos mais impostos e causar mais fome no terceiro mundo.

Nolung disse...

Apache, por acaso estou a ter uma discussão bastante interessante sobre teorias científicas noutro blog. E a conclusão é a óbvia para quem está habituado a mexer com a chicha: não há teorias definitivas em ciência e por isso nunca há consensos completos acerca de nada. No meu primeiro post aqui eu disse exactamente o que digo nos blogs ditos alarmistas, não há certezas acerca de nada. Portanto, actualmente, com o conhecimento científico que existe, dizer que o CO2, de origem antropogénica ou não, é a causa de um alegado aquecimento climático é tão irresponsável como dizer que isso não é verdade.

w disse...

"Agora, que este assunto é aproveitado politicamente, é. E eu pensava que era só o Al Gore. Mas nesta pesquisa percebi que quem defender o Aquecimento Global é considerado de esquerda e os outros de direita. E assim, nem ouvem argumentos racionais." i_miss_my_lung

Isto tudo irrita-me solenemente. Ando eu aqui, juntamente com mais 100maganos, a tirar Eng.Ambiental, para as pesquisas sobre os temas me confundirem mais, e ainda me mostrarem um lado completamente frustrante da historia: até nas imediações de mudanças catatróficas no Mundo como o conhecemos se joga com interesses e mentiras, com a politica, principalmente com a ignorância da plebe comum. Que tal abrirem o jogo, para que todos se possam aperceber do que realmente se passa? afinal a ciência é para bem de todos, e acredito que os cientistas, autores de grandes descobertas, gostariam que os novos conhecimentos não ficassem apenas limitados às organizações controladas, mas sim que chegassem com certificado de veracidade e autenticidade a todos os que os procurassem. Mentes brilhantes podem estar a ser confundidas e desperdiçadas!