quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Paulo Morais afirma que são colossais os encargos do Estado com as parcerias público-privadas (PPP). E acrescento: é forçoso extinguir os contratos e exterminar os criminosos que os forjaram.


Em baixo, seis membros de uma máfia que destruiu economicamente Portugal, enviando milhões para a miséria e o desemprego e muitas centenas para a morte, seja por cortes nos cuidados de saúde, por despejos, por desespero e por fome.


a) À esquerda, dois dos principais lacaios da Banca responsáveis por obras faraónicas e inúteis com o único objectivo de endidividar o país o máximo possível;

b) Ao centro, dois dos vampiros da Banca que proveram os empréstimos para a execução e exploração das ditas obras;

c) À direita, dois serviçais da Banca que têm como missão cobrar aos portugueses impostos colossais para pagar os juros agiotas e os lucros usurários que os vampiros financeiros embolsam à tripa forra.


Perante as exigências da renegociação dos contratos das Parcerias Público-Privadas (PPP’s), o governo veio rapidamente publicar um decreto-lei, o Decreto-Lei 111/2012, de 23 de Maio. Este documento garante aos privados das referidas parcerias lucros fabulosos para sempre (salvo seja, porque o povo não vai deixar que estes e outros roubos continuem).

O Decreto-Lei n.º 111/2012, de 23 de Maio, que tem por objecto a definição de normas gerais aplicáveis à intervenção do Estado na definição, concepção, preparação, lançamento, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público-privadas determina que "da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações [anulações] das regras nelas estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor."


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Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 12/2/2013


Parcerias? Patifaria


Aqui chegados, só há uma solução aceitável: extinguir os contratos e prender quem os forjou.

Os encargos do estado com as parcerias público-privadas (PPP) são colossais, comprometem as finanças públicas por toda uma geração e hipotecam o futuro da economia do país. Mas os governos continuam a ser cúmplices destes negócios ruinosos. O atual ministro das finanças nem sequer diminuiu a despesa com as PPP, a que estava obrigado pelo memorando de entendimento assinado com a troika. Pelo contrário, os custos não cessam de aumentar.

Nos últimos quatro anos, os encargos líquidos com as PPP quadruplicaram, atingindo por ano montantes da ordem dos dois mil milhões de euros. O valor dos compromissos futuros estima-se em mais de 24 mil milhões de euros, cerca de 15% do PIB anual. Uma calamidade!

Fingindo estar a cumprir o acordo com a troika, que obrigava a "reavaliar todas as PPP", as Finanças anunciam, aqui e além, poupanças de algumas centenas de milhões. Valores ridículos, pois representam apenas cerca de um por cento do valor dos contratos.

Mas, o que é pior, Vítor Gaspar continua a proteger os privados. Já em 2012 e por decreto-lei, determinou que da nova legislação que regulamenta as PPP, "não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados". As rentabilidades milionárias para os privados e a sangria de recursos públicos continuam como dantes... para pior. No último relatório disponível pode apurar-se que em 2011 houve, só nas PPP rodoviárias, um desvio orçamental de 30%. Sendo as despesas correntes de cerca de oitocentos milhões de euros, os custos com pedidos de reequilíbrio financeiro são de… novecentos milhões. A variação é maior que o próprio custo! Só ao grupo Ascendi e seus financiadores foram pagos, a mais (!), quinhentos milhões de euros. Uma patifaria. As poupanças do estado com a redução salarial da função pública em 2011 foram, afinal, diretamente para os bolsos do senhor António Mota, seus associados e financiadores.

Aos acordos ruinosos das PPP, vieram, ao longo dos anos, acrescentar-se custos desmesurados, resultado de negociações conduzidas por responsáveis públicos corruptos. Aqui chegados, só há uma solução aceitável: extinguir os contratos e prender quem os forjou.


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Miguel Sousa Tavares - Expresso 07/01/2006

«Todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos [Ota e o TGV], não apenas os directamente interessados - os empresários de obras públicas, os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos - mas também flutuantes figuras representativas dos principais escritórios da advocacia de negócios de Lisboa. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. E o grande dinheiro agradece e aproveita.»

«Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre.»

10 comentários:

Rolando disse...

Concordo "Aqui chegados, só há uma solução aceitável: extinguir os contratos e prender quem os forjou." Onde está a PGR? Quem nos salva dessas patifarias? Tribunais fantoches para quê? Avançar é preciso!

AKA disse...

Acreditando que é na modernização das infraestruturas e da indústria que um país se desenvolve, não compreendo esta fúria toda contra as Parcerias Público Privadas. Talvez algumas sejam dispensáveis e outras redundantes, mas o desenvolvimento faz-se com quê? Carros de bois e moinhos de vento?

PEDRO LOPES disse...


Diogo,

Como já deves saber os partidos metem os Jotas a espalhar poeira nos blogs.

Por isso não estranhes este comentário anterior.

Diogo disse...

Rolando – É de facto preciso avançar. Sem medo e com consciência do crime que estes indivíduos andam a praticar.


AKA – A modernização do país não se faz com roubos faraónicos à população.


Pedro Lopes – Pode ser que seja apenas palermice.

Carlos disse...

Caro AKA
Em princípio é na modernização que o país se desenvolve.
Grosso modo, essa modernização normalmente dá-se de preferência nos vários sectores da economia, industria, comercio, agricultura e serviços.
As infraestruturas são efectivamente necessárias, ferrovias, estradas, portos, etc., embora sejam parte integrante no desenvolvimento, não são propriamente sectores da economia.

O desenvolvimento faz-se com equilíbrio e com visão das necessidades futuras, projectando-se infraestruturas para satisfazer essas necessidades. Claro que não se pode esquecer o presente.
Imaginemos então uma auto-estrada que é o que está em causa.
1 - Os governantes decidem a construção de uma.
Temos visto como se tem construído auto-estradas, sem qualquer necessidade, apenas para dar a ganhar a meia dúzia de crápulas, construtoras, bancos e afins.

2 - Depois de construída, alguém tem de suportar os custos de manutenção.
Aqui temos duas opções:
a) fica o estado a fazer a sua manutenção ou
b) dá-se a um privado para o fazer
Se for o estado, não tem necessidade de obter lucros, se for um privado, este só fará a manutenção se tiver lucros. Fica portanto mais barato a todos nós se for o estado a fazer a manutenção dessa auto-estrada. Se no entanto o estado decidir pela obtenção de lucros, será menos esse dinheiro que teremos de desembolsar através dos impostos, logo continua a ser mais barato para nós.
Para além dos governantes optarem por entregar essa manutenção a privados, ainda garantem um determinado lucro aos privados. Isto é, calculam por exemplo que vão passar por lá 500.000 carros, mas se passarem menos o estado (nós) paga a diferença, que é o que está a acontecer nas auto-estradas pelo país.
Mas, ainda há outro problema. As auto estradas são construídas com o dinheiro de todos nós, mas depois ainda temos de pagar para por lá podermos passar. Se fosse para pagarmos a manutenção só, concordo, mas depois de ter contribuído para a construção da mesma, ter de pagar a manutenção, mais, repito, mais os lucros a alguém que ficou a fazer a sua manutenção é que é absolutamente aberrante.
Conclusão:
Pagamos a construção de uma auto-estrada, pagamos a sua manutenção e ainda pagamos os lucros de alguém. Quer a utilizemos ou não. Temos visto também que os benefícios têm sido inferiores aos custos, logo não tem ajudado no desenvolvimento da economia, do país.
Embora muito mais possa ser dito, espero ter ajudado.

Anónimo disse...

http://alfredobragasobcensura.wordpress.com/2013/01/

;-)

simon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

E o que faltava era era então uma bala na testa dos ladrões, sem o que não se muda nunca mais nada .

Anónimo disse...

E o teu amigo, amigo dos pedófilos, um tal de daniel oliveira, agora que os amigos vão outra vez para a cadeia, já não acredita na justiça?

alf disse...

o Equador começou a resolver os seus problemas quando um tipo como o Paulo Morais tomou conta daquilo; e nós temos de fazer o mesmo.