segunda-feira, janeiro 25, 2016

A propaganda da caixinha mágica é a grande vencedora das Eleições Presidenciais 2016




Os dois grandes vencedores destas Eleições Presidenciais 2016 foram indubitavelmente os candidatos que tiveram mais presença no pequeno ecrã – duas estrelas televisivas:


1 - Marcelo Rebelo de Sousa, também conhecido por «Picareta Falante», «Catavento» ou «Uma no Cravo, Outra na Ferradura», obteve 51,99% dos votos, mais 29,09% do que o segundo classificado – o candidato do PS, Sampaio da Nóvoa – e conseguindo a maioria absoluta à primeira volta.

Marcelo Rebelo de Sousa ganhou notoriedade no comentário político na televisão, colaborando no Jornal Nacional da TVI (2000-2004), com As Escolhas de Marcelo, na RTP1 (2005-2010), e novamente na TVI (2010-2015). Total = 14 anos de tempo de antena.


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2 - Vitorino Silva, popularmente conhecido como Tino de Rans, obteve 3,29% dos votos, menos 0,66% que o candidato do PCP, Edgar Silva.

Em 2001, Tino de Rans participou no programa de entretenimento da SIC - Noites Marcianas e em 2005 no reality-show da TVI - Quinta das Celebridades. Em 2013 regressou à televisão, participando no reality-show - Big Brother VIP, exibido pela TVI.

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if You don't appear on TV, You don't exist!

21 comentários:

Thor disse...

Diogo, o grande vencedor foram os 51% que cagaram nesta palhaçada e nos quais, obviamente me incluo. 51%, enquanto o "vencedor" teve 25,4%...metade, portanto.

eu já nem sei em que país vivo, um país onde um atrasado como o "Tino de Rans" consegue ficar muito à frente de um Paulo Morais.

os mass merda não chegam para explicar tudo. há aqui um atraso qualquer, uma inaptidão mental atroz.
será que agora já percebem porque é que a democracia de massas não funciona?
e como disse bem o Pedro Lopes, isto foi praticamente democracia directa e não partidocracia representativa...as massas votaram em pessoas e nada mais.

a democracia, qualquer democracia, não funciona. a maioria é ignorante e/ou estúpida. é a realidade nua e crua.

Diogo disse...

Thor,

Não concordo. Os Mass Merdia tiveram um peso bastante importante nestas eleições.

1 - Até ao começo dos debates eu nunca tinha ouvido falar no Tino de Rans. E ontem, quando anunciaram os resultados, não percebi a votação que ele tinha conseguido. Só hoje é que soube que ele tinha entrado em reality-shows...

2 - Quanto ao prof martelo, este já andava a preparar a sua candidatura semanalmente na televisão há anos. E aquela simpatia toda a martelar todas as semanas durante anos a fio...

3 - Quanto ao Paulo Morais, houve um blackout total por parte das televisões e um achincalhamento por parte dos comentadeiros (até pela merda do Louçã).

4 - Tens razão quando lembras que a abstenção foi de 50%. O que é bom sinal. Significa que uma parte significativa dos cidadãos se recusam a entrar em farsas eleitorais.

5 - Ignorância não é estupidez. E embora a maioria dos cidadãos possa ser ignorante em termos académicos, se tiverem de escolher entre opções concretas (construir um centro de saúde ou uma escola), casos em que a sua vida é directamente afectada, eles provavelmente escolherão bem. Já um professor universitário estúpido pode escolher mal.

Por outro lado, a Democracia Directa pode ter regras, já inventadas ou por inventar, que conduzam à melhor escolha possível por parte dos cidadãos.

Continuar a sonhar com Estadistas impolutos e geniais, como se alguma vez tivesse havido algum, parece-me uma ingenuidade total

Filipe Bastos disse...

O Diogo sabe que concordo com o que escreveu, em geral, e o Thor sabe o que penso do estadista-maravilha. Mas tenho de dar razão ao Thor: «os mass merda não chegam para explicar tudo; há aqui um atraso qualquer, uma inaptidão mental atroz».

Caramba, Diogo, menos de 1% da população votou no Morais. Um por cento. O Tino teve mais.

Sim, mais de metade não votou. Mas tal como a canalha política não se pode apropriar da abstenção - "a malta não vota porque está satisfeita" - também nós não podemos apropriar-nos dela. Não nestas eleições.

Muitas pessoas viram o Morais. Ele não foi vago ou ambíguo. O que elas passam a vida a repetir nos cafés e em casa, disse ele na TV, em horário nobre, semanas a fio. É impossível que só 1%, ou 10%, o tenham visto. A maioria viu, ou pelo menos ouviu falar. E preferiu manter tudo como está.

Como perguntava ontem ao Lopes: que se há-de fazer, que se pode fazer com gente assim?

N disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
N disse...

"os mass merda não chegam para explicar tudo. há aqui um atraso qualquer, uma inaptidão mental atroz.
será que agora já percebem porque é que a democracia de massas não funciona?"


E com a maior emigração nativa(e grande parte qualificada ainda por cima) de sempre+Mais baixa taxa de natalidade nativa de sempre+Condições salariais de merda que só dão para atrair de fora o esgoto do terceiro mundo e pouco melhor que isso...

Espera-se obviamente uma brutal queda de média de QI (cada vez menos)nacional+Gajos sem raízes biológicas, culturais e espirituais à nação; e que como tal irão estar SEMPRE contra os superiores interesses da Nação.


Estamos no bom caminho portanto...e 2+2=3 e 2+2+=5.

Mas tem que ser! Porque a Nação afinal de contas é apenas uma forma de regime escolhida para gerir a democracia.
Não é assim?

Diogo disse...

Caro Filipe Bastos,

Tanto nas Presidenciais 2016 como nas Legislativas 2015 houve 50% de abstenção. Penso que cada vez mais pessoas chegam à conclusão de que o seu voto não serve para nada. Os representantes dos grandes partidos são todos uns corruptos. Os dos pequenos partidos e os independentes não têm hipótese. Donde, para quê votar?

Ao contrário do que pensa, não houve muita gente a ver o Paulo Morais na televisão. Houve um blackout contra ele e os comentadeiros a soldo, quando eram obrigados a falar nele, diziam invariavelmente mal. Até o “senador” Louçã ou o Daniel de Oliveira o fizeram. Mesmo assim, Paulo Morais teve 2,15% dos votos. O Henrique Neto, que ficou a seguir, teve 0,84%. Falei com várias pessoas antes das eleições que nunca tinham ouvido falar no Paulo Morais, mas todas sabiam quem era o Tino de Rans…

Faço aqui um paralelo entre a Televisão versus Internet e Democracia Representativa versus Democracia Directa. Tanto a Televisão como a Democracia Representativa têm vindo a perder audiência – Espectadores e Votantes:

Uma pesquisa divulgada pela Deloitte sobre “O Futuro dos Media” mostrou que as pessoas passam hoje três vezes mais tempo por semana conectados à Internet do que a assistir à televisão. A pesquisa mostra que a Internet consome, semanalmente, 32,5 horas, enquanto a TV fica com 9,8 horas. Outro dado importante da pesquisa é que 83% dos entrevistados fazem seu próprio conteúdo de entretenimento por meio, por exemplo, da edição de fotos, vídeos e músicas.

Na Democracia Representativa, é também óbvio que as “audiências” têm vindo igualmente a diminuir:

Abstenção nas Eleições Legislativas em Portugal:

1975 8.34% PS
1976 16.47% PS Mário Soares
1979 17.13% AD Sá Carneiro
1980 16.06% AD Pinto Balsemão
1983 22.21% PS Mário Soares
1985 25.84% PSD Cavaco Silva
1987 28.43% PSD Cavaco Silva
1991 32.22% PSD Cavaco Silva
1995 33.70% PS António Guterres
1999 38.91% PS António Guterres
2002 38.52% PSD Durão Barroso
2005 35.74% PS José Sócrates
2009 40.32% PS José Sócrates
2011 41.93% PSD Passos Coelho
2015 44,14% PS António Costa


O que eu pretendo dizer é que, assim como as pessoas, na internet, fazem cada vez mais o seu próprio conteúdo de entretenimento e controlam mais aquilo que querem ver, assim também, na Democracia Directa, as pessoas apresentam e escolhem as suas próprias prioridades em termos de beneficiação da comunidade, políticas sociais, etc.

Ou seja, tanto na internet como na Democracia Directa a participação das pessoas é muitíssimo maior, e os conteúdos e os projectos estão muito mais ligados às pessoas e às comunidades.

João disse...

Ola Diogo

As mumias paraliticas e os velhos do restelo disfarçados de nobres vão continuar a governar-se.

1 abraço

Diogo disse...

Caro Filipe Bastos, não tenho a certeza absoluta de me ter feito entender no meu comentário anterior.

O que eu quis dizer foi que na idade da Televisão e da Democracia Representativa, como disse Eça de Queirós há 140 anos atrás, a elite económica e financeira «ordena à população o que há-de fazer, o que há-de pensar, como se há-de governar e com quem se há-de bater!»

O que eu defendo é que, com passagem para a Internet e Democracia Directa, será a população a decidir o que há-de fazer, o que há-de pensar e como se há-de governar!

Será um faça-você-mesmo a todos os níveis.

Filipe Bastos disse...

Caro Diogo,

Eu espero o mesmo da Democracia Directa, daí defendê-la, mas por agora não passa disso: esperança. Não consigo demonstrar que este povo - falamos de Portugal, no nosso tempo de vida - se vai interessar, informar, e depois votar de forma mais consistente e consciente do que agora.

A sua analogia da TV/Internet é válida, mas não se esqueça como é passado grande parte do tempo online: não é a fazer algo produtivo... mudou a tecnologia, mudou a criação e o controlo sobre os conteúdos, mas a estupidez e a alienação não mudaram. Acho que até aumentaram.

Para uma boa amostra da média global basta entrar no Youtube, o 2º ou 3º site mais visitado do mundo, numa tab sem registo (i.e. viciada pelas nossas preferências), e ver as sugestões. Há vídeos com 20, 50, 100 milhões de visitas, ou mais, cuja indigência mental deixaria a geração dos nossos pais de boca aberta. Já nem falo dos comentários...

Sim, temos hoje blogs como este, e outras fontes independentes, mas quantas pessoas aqui vêm? Quantas se interessam? E quantas, por comparação, vêem e lêem o Prof. Martelo, o Marques Mendes, o Loucão, e os demais 33865 "especialistas" que lhes ensinam o que pensar?

Neste mundo de facilitismo e carneirismo, dos "famosos", do "Mourinho anuncia que vai votar Marcelo", das inanidades das redes sociais, dos media a soldo e dos sound bites manipulados por quem manda (e paga), vê a maioria - ou sequer uma parte significativa - da população a filtrar tudo isto, a pensar pela sua cabeça, e a votar em consciência?

Filipe Bastos disse...

Diogo, um teste que me ocorre às vezes: imagine que faziam amanhã um referendo vinculativo - "Escolha o regime que quer a governar Portugal".

As hipóteses eram:
1) Monarquia: D. Duarte Pio, ou outro rei a seu gosto.
2) Novo Estado Novo: até fizemos um clone de Salazar.
3) Democracia directa: as decisões passam para si, para todo o povo.
4) Nenhuma mudança: fica tudo como está.

Antes do referendo enviavam para todas as casas do país um caderno de 20 páginas a explicar como cada hipótese iria funcionar, menos a 4ª, claro.

Não havia pressão. As pessoas podiam realmente votar como queriam. E se votasse menos de metade da população, ganhava a 4ª: ficava tudo como está.

Qual acha que ganhava?

democrata convicto disse...

Qualquer um marcava o golo que o Gaitán ontem marcou porque nós somos todos iguais.

Diogo disse...

Caro Filipe,

Eu julgo que, passo a passo, mas inexoravelmente, caminhamos para a Democracia Directa. Porque tudo força nesse sentido:

1 – O número de espectadores de televisão e leitores de jornais e revistas está, de ano para ano, a diminuir em todo o lado. Isto significa que o controlo da informação e da opinião por parte das elites e dos seus comentadores a soldo é cada vez menor.

2 – Em vez da «informação» provir toda de um centro e disseminada por todos, com a Internet «todos falam com todos». E se há «produtores de informação internauta» que não dizem uma para a caixa, muitos outros há que sabem do que estão a falar.

3 – Desde que criei o meu Blog, há 10 anos, aprendi infinitamente mais com os outros internautas do que aprendi na escola e na televisão.

4 – Quantas pessoas aqui vêm (ao meu blog)? Cerca de 130 por dia. Além disso, envio todos os meus artigos por email para 500 pessoas (5 grupos de 100), que é o que o Google permite. Agora, quantos artigos interessantes são postados diariamente por milhões de bloguistas (e retransmitidos por outros)? É certo que cada um de nós só lerá uma ínfima parte, mas comparados com o esterco que é impresso nos jornais ou transmitido pelas televisões?

5 – Pessoalmente, já não suporto ver os comentadeiros televisivos, todos eles com a sua «opinião» falsificada, e todos com «calões profissionais» para que ninguém perceba o que é que eles estão a dizer: economês, advocacês, politiquêz, financeirês, etc.

6 – Os carneirismos e as inanidades vão continuar na Internet, mas já não serão monopólio dos mass media.

7 – Filipe, em vez de "Escolha o regime que quer a governar Portugal", estou convencido que os portugueses gostariam de tomar as decisões por si próprios (Democracia Directa). Seja numa reunião de condóminos, em decisões a nível de freguesia, a nível municipal, a nível de regional, a nível de país e a nível europeu e mundial.

8 – Os Orçamentos Participativos, já a funcionar em algumas Câmaras (e de forma ainda muito limitada), podem muito ser o pontapé de saída da Democracia Directa. À medida que a sua importância (e orçamento) for crescendo, menor será a relevância dos autarcas eleitos.

9 – O interesse pelas questões concretas, acessíveis, que nos dizem mais directamente respeito, será muito maior do que «políticas abstractas» que os comentadeiros debatem infindavelmente nas televisões e jornais.

10 – Estou convencido de que as pessoas, dispondo de poder efectivo de decisão, preferirão escolher entre colocar ou não novos intercomunicadores nos seus prédios, optar entre construir uma escola ou um centro de saúde, eleger a construção de uma auto-estrada ou um aeroporto, ou, a nível nacional, decidir mais na educação e na saúde do que recapitalização dos bancos.

Abraço

Anónimo disse...
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Filipe Bastos disse...

Diogo,

Quero acreditar que sim, e também não vejo alternativa à Democracia Directa. Não é certamente esta Democracia fantoche, na prática Partidocracia corrupta, onde uma classe de privilegiados inimputáveis continua a decidir tudo nas costas do povo - o mesmo povo que depois paga as trafulhices, e os calotes criminosos, que esta canalha contrai em seu nome.

Também não é certamente o estadista/ditador dos nacionalistas: além de ser um retrocesso a todos os níveis - excepto talvez na honestidade, pois ser menos honesto que esta canalha não é fácil - também não se vislumbra nenhum estadista, e muito menos qualquer receptividade da maioria da população a um ditador.

Há ainda muitos admiradores de Salazar, até ganhou um concurso de popularidade há uns anos, e um desejo mais ou menos universal de "pôr isto na ordem", mas o mundo mudou demasiado. E ninguém está realmente para isso. Os jovens, em particular, estão-se a borrifar para o passado: até para a cangalhada abrileira dos Mários Chulares, Mamões Alegres, Vascos Lourenços e afins.

Resta a Democracia Directa, não só para Portugal, para o mundo. Parece o (único) futuro para tudo isto. Há-de ser passo a passo, como diz, Orçamentos Participativos, pequenas decisões, pequenos referendos, devagar. Parece certo é que será bem depois do nosso tempo.

democrata convicto disse...

iço, iço...
Devagar, devagarinho...

Temos mais que tempo a perder. Temos natalidade nativa pujante, já estamos muito avançados no que diz respeito a satélites no espaço, temos bombas nucleares para que ninguém se meta connosco, temos crescimento económico que suporte o avanço na educação, ciência, e modernização militar, não temos fuga de cérebros e nem debandada dos jovens.


A democracia directa é a nossa salvação.

Aqueles que dizem que 2+2=4 não passam de uns faixistas.

Diogo disse...

Caro Filipe Bastos,

Os «Estadistas», de queixo espetado e olhar zangado-paternalista, foram apenas a forma pré-contemporânea de controlo de populações pouco letradas. Depois veio a «Democracia-Representativa», que deu (dava) às pessoas a sensação de escolha e eliminava sentimentos de revolta. Mas tudo isto está a acabar:

A tecnologia está a evoluir a uma velocidade exponencial. Quem dissesse a alguém com 20 anos (nascida no ano 1900) que ainda no seu tempo de vida poderia ir num avião de Lisboa a Nova Iorque em 7 horas, a mil km/h e a 10 Km de altura, essa pessoa seria considerada maluca.

O mesmo se poderá dizer de tudo o resto: a computação; a automação; telecomunicações - um tipo, hoje, pode estar a falar, a ver a cara e a enviar imagens e dados em directo de Lisboa para Tóquio; transplantar não sei quantos órgãos, clonar e criar tecidos in vitro , etc...

E mais importante de tudo: a inteligência artificial. O cérebro é apenas um computador biológico. Nada impede a criação de computadores «mecânicos» ou «digitais-biológicos», cem, mil, um milhão, um bilião, infinitamente mais inteligentes do que nós. E depois?

Anónimo disse...

"Os «Estadistas», de queixo espetado e olhar zangado-paternalista"


Isto é o parolismo no seu expoente máximo. Pior que esta diarreia mental é impossível.
FODA-SE!!! Como é que possível tamanho haver cérebros tão tacanhos e tão medievais.
O crente nas "tecnologia de massas" dos dias de hoje é muito mais analfabeto que o homem medieval, mas muito pior.

N disse...

"Os «Estadistas», de queixo espetado e olhar zangado-paternalista, foram apenas a forma pré-contemporânea de controlo de populações pouco letradas."


Claro...A Alemanha que escolhe Hitler nem era um dos maiores pólos civilizacionais do mundo no campo da indústria, ciência, filosofia, música, arte, etc...
A Itália de Mussolini, apenas tinha como "bagagem" histórica o antigo Império Romano....Coisa pouca também...

Já os democratíssimos EUA, o povo é dos mais cultos, sábios, com grande maturidade espiritual. Wrestling, keeping up with the kardashians, os talks shows com a oprah, o jackass, a lewinsky a fazer broches ao clinton e este a ter que ir-se explicar depois a um talk show!!!
Um autêntico farol civilizacional!

Filipe Bastos disse...

Diogo, é essa a grande esperança: tudo evolui cada vez mais depressa.

Como refere a "lei dos ganhos acelerados", cujo link aqui deixei, há um CÍRCULO VIRTUOSO nesta evolução: cada descoberta introduz ferramentas e técnicas melhores, que por sua vez facilitam e aceleram novas descobertas. Diz um autor: «Não vamos assistir a 100 anos de progresso no Séc. XXI - vão parecer, ao ritmo de hoje, 20.000 anos de progresso».

Qualquer pessoa nascida em 1900, como no seu exemplo, sentiu isto no século passado. O mundo dos seus pais e avós mudou em poucas décadas o que não mudara em séculos. E ao contrário do passado, qualquer inovação é hoje difundida de forma imediata. A internet mudou tudo. E há gente a querer limitá-la...

É incalculável o tempo e potencial que se desperdiça, todos os dias, em tretas absolutamente inúteis. Economia, politiquices, futebóis, nada disto valerá um caracol daqui a cem anos - ou menos. Daqui a mil anos, será uma espécie de pinturas rupestres, mas sem o interesse arqueológico. Uns gatafunhos em cavernas. Damos hoje tanta importância ao que não tem qualquer importância. E endeusamos os broncos Ronaldos da vida, milionários da vacuidade, enquanto pessoas brilhantes fechadas em salinhas e laboratórios, ignoradas por todos, produzem o nosso futuro.

Creio que há três grandes fronteiras: a inteligência artificial, a eventual inteligência alienígena, e a morte. A última é tanto a morte pessoal, que por agora nos afecta a todos, como a morte colectiva da espécie.

Pensar nisto, numa ínfima parte disto, e depois voltar às nossas questões quotidianas - como as nossas discussões de ditadores e estadistas - pode ser desconsolador.

Abraço,
FB

voza0db disse...

Boas!

"7 – Filipe, em vez de "Escolha o regime que quer a governar Portugal", estou convencido que os portugueses gostariam de tomar as decisões por si próprios (Democracia Directa). Seja numa reunião de condóminos, em decisões a nível de freguesia, a nível municipal, a nível de regional, a nível de país e a nível europeu e mundial."

Aqui é que acho que não estás a contemplar a REALIDADE tal e qual ela se apresenta!

É que nem sequer a nível de condomínio o pessoal quer perder tempo nem se chatear!

Já vivi em condomínios de várias dimensões e em todos a situação é sempre a mesma: FRACA INTERVENÇÃO E PARTICIPAÇÃO!

No actual existem quase 200 frações de habitação, se não fosse a situação das procurações nem sequer existam condições legais para efectuar as reuniões pois apenas 5 a 6% comparece! E mesmo assim os que aparecem é que tem de andar atrás das procurações!

A REALIDADE é que a maioria dos escravos modernos não quer se chatear nem preocupar com NADA! O que importa é que tudo funcione e esteja há disposição deles quando eles quiserem...

De resto basta incrementar a escala e é exactamente isto que contemplamos a nível nacional! Os escravos só se chateiam e se mexem quando as coisas que eles consideram importantes não lhes agradam!

Enquanto tiverem acesso simples e fácil a maioria dos serviços e bens DEIXAM ANDAR!

E assim vai!

Pedro Lopes disse...

"A democracia não é uma religião, é uma raça".

Para meio entendedor.....