terça-feira, abril 18, 2006

Bush: o povo americano está mais seguro

Num discurso em Oak Ridge (12 de Julho de 2004), George W. Bush repete oito vezes a frase: «O povo americano está mais seguro». Jon Stewart, com humor, comenta-o.

«Today, because we acted to liberate Afghanistan, a threat has been removed, and the American people are safer

«Today, because we're working with the Pakistani leaders, Pakistan is an ally in the war on terror, and the American people are safer

«Today, because Saudi Arabia has seen the danger and has joined the war on terror, the American people are safer

«Today, because America and our coalition helped to end the violent regime of Saddam Hussein, and because we're helping to raise a peaceful democracy in its place, the American people are safer

«Today, because the Libyan government saw the seriousness of the civilized world, and correctly judged its own interests, the American people are safer

«We have ended one of the most dangerous sources of proliferation in the world, and the American people are safer

Today, because America has acted, and because America has led, the forces of terror and tyranny have suffered defeat after defeat, and America and the world are safer.


Vídeo (2:18 minutos)

segunda-feira, abril 17, 2006

É tão bom ter uma Al-Qaeda sempre à mão!

Neste vídeo, o humor ímpar de Jon Stewart desmonta, de forma magistral, a forma como a administração Bush, pela voz do seu ministro da Segurança Interna Tom Ridge, utiliza uma «pretensa ameaça da Al-Qaeda» para fins eleitorais (8 de Julho de 2004).

«The United States has "credible" information indicating that the al Qaeda terrorist network is preparing a large-scale attack in the United States aimed at disrupting this year's electoral process, Homeland Security Secretary Tom Ridge said today.»

Duração do vídeo: 2:46 minutos



Este vídeo levanta uma questão interessante: terá a «Al-Qaeda» sido utilizada também nos idos de 2001? Mais energicamente na altura?

domingo, abril 16, 2006

O mistério do avião que se despenhou na Pensilvânia - Flight 93

Existem testemunhos contraditórios em relação ao que realmente se passou com o avião (Flight 93) que deveria atingir a «Casa Branca». Uns dizem que aterrou no Aeroporto Internacional Hopkins em Cleveland, outros que o avião se vaporizou na Pensilvânia:

Um Boeing 767 saído de Boston fez uma aterragem de emergência na Terça-Feira (11 de Setembro de 2001) no Aeroporto Internacional Hopkins em Cleveland devido à ameaça de ter uma bomba a bordo, disse o presidente da câmara (Mayor) Michael R. White.

White afirmou que o avião foi levado para uma zona segura do aeroporto e evacuado.

A United Airlines identificou o avião como o voo 93. A companhia não disse quantas pessoas estavam a bordo do avião.

A United Airlines também se mostrou “muito preocupada” com outro avião, o 175, um Boeing 767 que se dirigia de Boston para Los Angeles (que alegadamente embateu numa das torres gémeas).

Em nome da companhia, o Presidente James Goodwin afirmou: “Todas as preocupações da United Airlines são para com os passageiros e a tripulação destes aviões. As nossas orações são também para todas as pessoas que estão no solo e que estejam envolvidas.”

“A United Airlines está a trabalhar com as autoridades, incluindo o FBI, de forma a obter mais informação acerca destes voos.”


Paradoxalmente é a Fox News a levantar a lebre (vídeo 4:11 minutos):






quinta-feira, abril 13, 2006

As mentiras usadas para invadir o Iraque aplicadas agora ao Irão

Neste clip de vídeo imperdível, Jon Stewart expõe de forma magistral como as mentiras de Bush para a invasão do Iraque foram mudando à medida que os factos vinham a lume.

Clip de vídeo (4 minutos e 30 segundos)



Praticamente as mesmas mentiras usadas para invadir o Iraque são agora despudoradamente aplicadas ao Irão.

Simplesmente, desta vez, a Rússia e China não parecem estar pelos ajustes:

Já há muitos anos que os estrategas soviéticos deixaram de desafiar a marinha americana, seguindo os seus passos a cada navio, canhão ou dólar. Não estando em condições de competir no plano orçamental, optaram por uma solução estratégica defensiva. Começaram a procurar fraquezas no adversário e a desenvolver meios relativamente baratos de as explorar, aliás com êxito. Foi assim que desenvolveram vários mísseis terra-terra supersónicos, um dos quais, o SS-N-22, foi descrito como «o míssil mais assassino do mundo»

A marinha americana ainda não defrontou um adversário tão extraordinário como o Sunburn. As unidades americanas no Golfo já estão ao alcance dos Sunburn iranianos, para já não falar dos SS-NX-26 Yakhont, igualmente de fabrico russo (velocidade: Mach 2,9; alcance 290 km), que os iranianos também encomendaram. Todos os navios estão expostos e vulneráveis. Quando o cerco se fechar, todo o Golfo se transformará num temível campo da morte.


Ver também:

http://www.axisglobe.com/article...asp? article=150

Targeting Washington?

«At the same time, the head of Israeli military intelligence is convinced that the USA is the main target of the Iranian missiles.»


The Russian Shield of Tehran

«Iran recently purchased modern anti-aircraft defense complexes in Russia, which are intended for protection of the major Iranian nuclear objects from the American or Israeli attack. Islamic Republic has received several upgraded S-300 complexes and that became a reason for serious American diplomatic demarches.»


The New Russian "Toys" for Ayatollahs – Threat to American Air Force

«The S-300PMU is considered the best Russian air defense missile available, easily surpassing the U.S. Army Patriot PAC-2, and it can destroy any current western fighter aircraft including B2 bomber.»

quarta-feira, abril 12, 2006

Há males que vêm por bem



Em Setembro de 2000, poucos meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o “Project for a New American Century” (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses").

O vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld e o vice-presidente Dick Cheney adoptaram o projecto PNAC antes das eleições presidenciais.

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo estrangular qualquer potencial "rival" ou qualquer alternativa viável à visão americana de uma economia de mercado”.

O projecto do PNAC também esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":



Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataque do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".

A referência do PNAC a um "evento catastrófico e catalisador" reflecte uma declaração semelhante de David Rockfeller em 1994 ao United Nations Business Council:

"Estamos à beira da transformação global. Tudo o que precisamos é da grande crise certa e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial".


De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard:

"... pode considerar-se mais difícil moldar um consenso [na América] sobre questões de política externa, excepto nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida".

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos chave da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para o assalto aos soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

“Estamos a tentar preparar as nossas armas contra a Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a Bin Laden (...) Pensem por um momento no que foi o atentado à bomba contra o World Trade Center, em 1993. Agora, considerem que é possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas [it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people] (...) .


Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-industrial:



Cujos grandes beneficiários foram:




Comentário:

O 11 de Setembro, o mais mortífero ataque jamais feito aos Estados Unidos da América, beneficiou, ironicamente, todos os Rockfellers do lado de lá do Atlântico. Beneficiou, igualmente, os testas de ferro desses magnatas que ocupam, neste momento, todas as cadeiras do poder nos EUA.

Estranho atentado, este 11 de Setembro, simultaneamente tão funesto, tão lucrativo e tão a propósito.

segunda-feira, abril 10, 2006

Os últimos cartuchos da insurgência iraquiana

Neste clip de vídeo (2 minutos e 28 segundos), o humorista Jon Stewart mostra-nos como Cheney e Rumsfeld, respectivamente o vice-presidente e o secretário da defesa dos EUA, metem os pés pelas mãos quando procuram explicar a duração da insurgência iraquiana.




Comentário:

Dada a existência de duas insurgências com propósitos opostos no Iraque, uma que tem por alvo as forças americanas, e outra, comandada por «Zarqawi», cujo alvo são invariavelmente civis iraquianos, ficamos sem saber de qual delas estão os dirigentes americanos a falar.

sexta-feira, abril 07, 2006

Aquilo não era um avião de passageiros

Uma mulher a fugir das torres do World Trade Center em chamas após o embate do segundo avião grita repetidamente: aquilo não era um avião de passageiros!

That was not an american airliner!

CLIP DE VÍDEO (1 minuto)




Comentário:

Se às palavras desta mulher somarmos o testemunho do repórter da FOX NEWS Mark Burnback que descreve, também em directo, o impacto do avião na Torre Sul do World Trade Center, em que afirma que o avião não tinha janelas na parte lateral e que possuía um logótipo azul junto ao nariz do avião, somos levados a perguntar-nos: se não era um avião de passageiros, afinal que tipo de avião é que embateu no prédio!

quarta-feira, abril 05, 2006

Segundo a Fox News o avião que bateu na Torre Sul do WTC não era um avião de passageiros


O repórter da FOX NEWS Mark Burnback descreve, em directo, o impacto do avião na Torre Sul do World Trade Center

CLIP DE VÍDEO (1 minuto e 28 segundos)


(Clip da Fox News com o repórter da Fox, Mark Burnback ao telefone, respondendo à pergunta se estava suficientemente perto para observar algumas marcas no avião)

Mark Burnback: Meus senhores, como estão. Sim havia, havia efectivamente um logótipo azul, um logótipo circular na parte da frente do avião. Próximo, exactamente próximo da parte da frente do avião. Não parecia de forma nenhuma um avião comercial de passageiros, não vi janelas nenhumas de lado.

Apresentador da Fox: Mark, se o que está a dizer é verdade podem ser aviões de carga ou qualquer coisa parecida. Você disse que não tinha visto janelas nenhumas na parte lateral do avião?

Mark Burnback: Não vi janelas nenhumas nas partes laterais do avião, vi o avião voar baixo, eu estava provavelmente a um quarteirão de distância do metropolitano em Brooklyn e o avião desceu muito baixo, e mais uma vez, não era uma avião normal dos que estamos habituados a ver num aeroporto, era uma avião que tinha um logótipo azul na parte da frente e, para ser franco não parecia um avião normal, quero dizer isto não foi um acidente.



FOX NEWS reporter Mark Burnback, describing the second World Trade Center impact live:

(Clip of FOX news with a Fox employee Mark Burnback on the phone, answers the question if he was close enough to see any markings on the airplane.)

Mark Burnback: Uh hi gentlemen, how are you doing. Yeah there was uh, there was definitely a blue logo, it was like a circular logo on the front of the plane. Uh towards the uh, yeah definitely towards the front. Um, it definitely did not look like a commercial plane, I didn't see any windows on the side."

Fox Anchorman: Mark, if what you say is true those could be cargo planes or something like that you said you didn't see any windows on the side?

Mark Burnback: I didn't see any windows on the sides, I saw the plane flying low, I was probably like a block away from the subway in Brooklyn and that plane came down very low, and again, it was not a normal flight that I've ever seen at an airport, it was a plane that had a blue logo on the front and, it just did not look like it belonged in this area to be frank about it, I mean that was not an accident.



Comentário:

Este testemunho faz lembrar a operação Northwoods (elaborado pelos generais Lemnitzer, Walker e William Craig do Estado-Maior Interarmas em 1962), que visava convencer a comunidade internacional de que Fidel Castro era irresponsável ao ponto de representar um perigo para a paz do Ocidente. Com esse estava previsto orquestrarem-se, imputando-os depois a Cuba, graves danos nos Estados Unidos. Eis uma das provocações projectadas:

Um grupo de passageiros cúmplices, por exemplo estudantes, tomaria um voo charter de uma companhia mantida sub-repticiamente pela CIA. Ao largo da Florida, o avião cruzar-se-ia com uma réplica, na verdade um avião em tudo idêntico mas vazio e transformado em drone (avião não tripulado). Os passageiros cúmplices regressariam a uma base da CIA, ao passo que o drone prosseguiria aparentemente o seu trajecto. O aparelho emitiria mensagens de socorro indicando que estava a ser atacado por aviões de caça cubanos e explodiria em pleno voo.

segunda-feira, abril 03, 2006

Irão = Armagedão?

Senador John McCain - Penso que poderemos ter um Armagedão

O senador John McCain afirmou no Domingo (2 de Abril de 2006) que as consequências de um conflito militar com o Irão por causa do seu programa nuclear podem ser tão sérias que podem conduzir a um Armagedão (fim do mundo).

O republicano do Arizona emitiu o seu terrível aviso depois de dizer que antes de qualquer opção militar contra o Irão, a comunidade mundial deve fazer a máxima pressão sobre Teerão através de sanções.

“Nós vamos para o Conselho de Segurança das Nações Unidas com os nossos aliados Europeus”, disse no programa «Meet the Press» da NBC. “Estamos à procura de sanções...Temos de ter sanções contra o Irão”.

McCain afirmou que se as sanções falharem, os Estados Unidos terão de se preparar para fazer uso da força militar.

“A opção militar será difícil?” perguntou retoricamente. “Claro, será uma opção difícil. Mas não a podemos descartar”

Questionado por Tim Russert, o apresentador do programa «Meet the Press», se os Estados Unidos podiam estar envolvidos em duas guerras em simultâneo, McCain teve uma resposta directa:

“Penso que poderemos ter um Armagedão (fim do mundo)”.

Sem amenizar muito o seu terrível aviso, o ex-prisioneiro de guerra do Vietname afirmou que ainda havia uma possibilidade de as sanções funcionarem.

“Se tratarmos disto correctamente e os nossos aliados Europeus estiverem connosco, e os Russos e os Chineses também estiverem connosco, as sanções poderão resultar. E estou confiante de que esta administração esgotará todas as possibilidades antes de encarar seriamente a opção militar”.



E no Correio da Manhã de hoje – 3 de Abril de 2006

Londres - Blair planeia operação militar contra o Irão - Ataque inevitável

O governo britânico vai debater hoje secretamente com as chefias militares a possibilidade de ataques aéreos contra o Irão. A reunião, que alegadamente contará com a presença do primeiro-ministro Tony Blair, foi negada pelo Ministério da Defesa, mas um alto responsável citado pelo jornal ‘Sunday Telegraph’ garante que os ataques são considerados “inevitáveis”.

Os EUA esperam que a operação seja multinacional, mas as chefias militares britânicas pensam que o presidente Bush está disposto a seguir em frente sozinho ou com o apoio de Israel.

O Irão revelou ontem a realização bem sucedida de um teste daquele que afirma ser o mais veloz míssil subaquático do Mundo. Designado Fajr-3, o míssil não é detectável pelos radares e tem um alcance de 40 km.

E há dois dias atrás o Irão testou com êxito um míssil capaz de escapar aos radares e transportar ogivas nucleares múltiplas. A notícia do ensaio foi dada pela televisão oficial. Refira-se que o país ainda não possui ainda foguetões com o raio de alcance de cinco mil quilómetros, mas já tem um, o Shahab-3, que atinge os dois mil quilómetros.

Clip de Vídeo do teste do míssil subaquático iraniano (25 segundos):




Comentário:

É óbvio que os mísseis testados pelos iranianos são de origem russa. Esta foi a forma de Putin avisar que a coisa agora é a sério. O cerco que tem vindo a ser feito à Rússia, com os EUA a colocarem base militares na Ásia Central (Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Afeganistão) e na Europa (Kosovo, Bulgária, etc.), vai ter de ser travado. Tudo se vai jogar no Irão. Quantos vão morrer é um pormenor sem interesse para os assassinos que governam do outro lado do Atlântico.

domingo, abril 02, 2006

Rice Sucks!

Agência EFE – 1/4/2006

Reino Unido: visita de Condoleezza Rice rodeada de protestos

Em todos os actos previstos em Liverpool e em Blackburn, cidade pela qual é deputado o ministro de Assuntos Exteriores britânico, Jack Straw, Rice teve que suportar gritos e vaias de grupos pacifistas.

Na sexta-feira, durante a presença da secretária americana numa escola de Blackburn, os manifestantes perguntaram a Rice, após chamá-la de "terrorista", quantos iraquianos tinha ela matado só nesse dia.

Uma planeada visita à mesquita local teve que ser anulada em face dos protestos de grupos muçulmanos críticos à guerra do Iraque, ao tratamento dado pelos Estados Unidos aos detidos na base de Guantanamo (Cuba) e à política pró-israelita no conflito palestino.

Num concerto realizado ontem em homenagem a Rice no Instituto de Artes Cénicas de Liverpool e que foi boicotado por alguns músicos, a cantora Jennifer John apresentou a canção "Imagine", de John Lennon, lembrando aos presentes que fora do edifício havia gente protestando pacificamente.

Num claro sinal de apoio aos manifestantes, a artista cantou outra música emblemática do beatle assassinado, chamada "Give Peace a Chance", acompanhada por cerca de duas mil pessoas reunidas em frente à catedral católica de Liverpool.

Hoje, um coro de gritos recebeu Rice e Straw em sua chegada à Prefeitura de Blackburn, onde a dirigente americana teve uma troca de pontos de vista com líderes muçulmanos moderados numa discussão considerada "sincera" por ambas as partes.

Fora da Prefeitura, membros da organização "Stop the War" e porta-vozes de mesquitas locais, grupos pacifistas e sindicatos reivindicaram a saída imediata do Iraque das tropas britânicas e americanas, para que os iraquianos possam governar.

Um porta-voz da organização islâmica Hizb U-Tahrir, ameaçada de ilegalização pelo Governo britânico, afirmou-se hoje horrorizado pelo discurso que Rice pronunciou ontem em Liverpool, em defesa da guerra do Iraque.

A secretária de Estado "diz que há paz no Iraque quando o país está à beira da guerra civil. Mentiu antes da guerra e mente agora. Ela diz que (os EUA) não querem ser o carcereiro do mundo, mas o que ocorre com os presos da base de Guantanamo?", criticou o porta-voz.

Sem se intimidar pelos contínuos protestos, Rice defendeu hoje, em declarações à rede "BBC", a decisão de seu Governo de invadir o Iraque, argumentando que "o nascimento da democracia é difícil, às vezes". Além disso, acrescentou que "não foi um erro derrubar Saddam Hussein" nem "desencadear as forças da democracia no Oriente Meio".

Rice, por outro lado, admitiu que cometeram "erros tácticos" na guerra do Iraque. "Cometemos milhares de erros tácticos, tenho certeza", disse ontem, embora tenha esclarecido hoje que a palavra "milhares" tinha sentido metafórico.


Comentário:

Definitivamente o noroeste inglês não é grande apreciador de arroz. É mais «Fish and Chips»!