terça-feira, abril 18, 2006

Bush: o povo americano está mais seguro

Num discurso em Oak Ridge (12 de Julho de 2004), George W. Bush repete oito vezes a frase: «O povo americano está mais seguro». Jon Stewart, com humor, comenta-o.

«Today, because we acted to liberate Afghanistan, a threat has been removed, and the American people are safer

«Today, because we're working with the Pakistani leaders, Pakistan is an ally in the war on terror, and the American people are safer

«Today, because Saudi Arabia has seen the danger and has joined the war on terror, the American people are safer

«Today, because America and our coalition helped to end the violent regime of Saddam Hussein, and because we're helping to raise a peaceful democracy in its place, the American people are safer

«Today, because the Libyan government saw the seriousness of the civilized world, and correctly judged its own interests, the American people are safer

«We have ended one of the most dangerous sources of proliferation in the world, and the American people are safer

Today, because America has acted, and because America has led, the forces of terror and tyranny have suffered defeat after defeat, and America and the world are safer.


Vídeo (2:18 minutos)

11 comentários:

Alves dos Reis disse...

Sofocleto em desespero, recorre cada vez mais nos seus post's a Jon Stewart, o maior comediante americano da actualidade. Leram bem: "comediante" e "americano".

Tremenda ironia não acham ?

Dica: Se a crise criativa é por falta de matéria prima, sugiro-lhe o "Gato Fedorento" às 6ªas feiras na RTP1, depois do Telejornal. É uma boa alternativa. Pelo menos é produto nacional !

Memória disse...

19 de Abril - A Memória e o esquecimento

Vai fazer exactamente 500 anos, nos dias 19, 20 e 21 de Abril, que um cataclismo se abateu sobre Lisboa. A alma da Capital do Império sofreu um abalo tão grande – senão mesmo maior – quanto aquele que a haveria de destruir em 1755. Durante três dias, em nome de um fanatismo sanguinário, mais de 4 mil pessoas perderam a vida numa matança sem precedentes em Portugal.
Como vozes que teimam em emergir de entre as poeiras da História, cronistas como Damião de Góis e Samuel Usque deixaram relatos detalhados dos motins sangrentos. Contam os testemunhos que tudo terá começado na Baixa, no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, na Igreja de São Domingos, quando alguém gritou ter visto o rosto do Cristo crucificado iluminar-se inexplicavelmente no altar. Em redor, gente que rezava pelo fim da seca prolongada que grassava pelo país clamou que era milagre. Entre eles, um judeu convertido à força terá tentado explicar que a luz que emanava do crucifixo era apenas um reflexo de um raio de sol que entrava por uma fresta. Terão sido as suas últimas palavras. Arrastado para a rua, o marrano e um irmão seu foram espancados até à morte. Os seus corpos mutilados foram arrastados para o Rossio e queimados em frente dos Estaus – onde décadas depois foi instalada a Inquisição. Eles eram apenas os primeiros de entre mais de 4 mil mortos – anussim, judeus portugueses, homens, mulheres e crianças, assassinados em três dias sangrentos.
Incitada por frades dominicanos, a multidão que entretanto se aglomerara decide partir em direcção da Judiaria, gritando “morte aos judeus” e “morram os hereges”. As incompreensíveis cenas de violência que se deram a seguir fazem parte de um pedaço da história de Portugal que a História resolveu esquecer. Conto voltar ao tema e às descrições desta tragédia de há 500 anos. Por agora, queria apenas deixar um apelo. Em Portugal comemoram-se há muito os grandes feitos da História, testemunhos quase sebastianistas de uma grandeza perdida. Que não se esqueça também a desgraça que prova ser mito a velha máxima do tal “povo de brandos costumes”.


Aqui fica o desafio: que no dia 19 de Abril vão à Baixa de Lisboa e no Rossio acendam uma vela simbólica por cada uma das vítimas. Quatro mil velas que iluminem a memória.

escrevi disse...

Este blog está realmente a incomodar muita gente...

Mas somos, como a América, um País livre. Não quer ler? Não leia.

Ou como diz o povo: não gosta, não estrague!

Ou ainda: os cães ladram e a caravana passa...

O rumsfeld já desistiu ou só mudou o nome por falta de argumentos?

Sofocleto disse...

Meu caro Alves dos Reis,

Não há nenhum desespero meu caro. Jon Stewart é o melhor humorista a desmontar as trapalhadas neoconservadoras que você gosta de engolir. Não há portanto ironia. Não sou anti-americano. Sou anti-Bush.

Quanto à crise criativa também não existe. Possuo, graças a Deus, muita matéria prima para colocar aqui.

Mas deixo-lhe um repto: faça uma crítica consistente a um dos meus artigos. Era um bom ponto de partida para um diálogo mais frutuoso.

Biranta disse...

alves dos reis ou "desesperados" falando de desespero... Eles sabem do que falam...

contradicoes disse...

Os americanos estão efectivamente mais seguros porque os libaneses, afegãos,
iraquianos e os arábes em geral, não lhes farão mal, pela simples razão
de já disporem dum Presidente que outra coisa não lhes tem feito, senão
ajudar a matar-lhes os filhos que estão mobilizados no exército.

Sofocleto disse...

Meu caro contradicoes,

Talvez, na realidade, os americanos não estejam assim tão seguros.

Não nos esqueçamos que têm um governo que levou a cabo um 11 de Setembro. E que poderá realizar outro. A vida de um cidadão americano (que não pertença à lista Forbes) pouco mais vale que a de um iraquiano.

Por outro lado têm um governo que os quer colocar em guerra com todo o mundo, incluíndo a Rússia e a China.

Em suma, têm um governo que os ameaça tanto por dentro como por fora. Não, os americanos não estão mais seguros. Muito pelo contrário!

Fragil disse...

O filme já tem dois anos mas Bush continua tão estúpido como sempre. A repetição da mentira torna-se verdadeira para os pobres de espírito.

Anónimo disse...

Today, because the launching of an outright war using nuclear warheads against Iran is now in the final planning stages, the American people is close to Armageddon.

fvaz disse...

A administração Bush está em processo de implosão. Karl Rove hoje foi reajustado, ScottMcLellan saiu; há dias saira Andy Card. Rumsfeld trauteia o "Should I stay or should I go"

Conservador disse...

tás a ver que não há só doidos na rua...na net tb os há. Dá uma vista de olhos..., raciocina...e eis a conclusão: depressão espazanoideholisticomelindral é do que esta palhaçada sofre!