segunda-feira, março 28, 2016

Papa Francisco culpa os fabricantes de armas (os Complexos Militares-Industriais do Ocidente) pelos atentados de Bruxelas



Quinta-feira, 24 de Março de 2016

Nas cerimónias da Semana Santa, em referência aos ataques de Bruxelas, o Papa Francisco afirmou:

"Também aqui hoje há dois gestos. Estarmos aqui. Juntos. Muçulmanos, hindus, católicos, coptas, evangélicos… mas irmãos. Filhos do mesmo Deus. Que queremos viver em paz, integrados. Um gesto." 

"Há três dias atrás, houve um gesto de guerra, de destruição, numa cidade da Europa por pessoas que não querem viver em paz. Por trás desse gesto estão os fabricantes de armas, traficantes de armas, que querem sangue, e não a paz, que querem guerra, e não a fraternidade."





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O Papa Francisco tem razão. Se eu fosse dono de uma fábrica de mísseis também iria querer que existisse uma situação de guerras permanentes para poder vender os meus produtos e lucrar o máximo possível. E se não houvesse guerras teria de as engendrar. E se não houvesse inimigos teria de os criar

Um jihadista radical da Al-Qaeda ou do Estado Islâmico (ou DAESH, ou ISIS, ou etc.)


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O negócio do armamento e o complexo industrial-militar

Artigo de Jorge Cadima

Foi um Presidente dos Estados Unidos da América, que era também um militar de carreira, quem primeiro utilizou esta expressão em 1961, no seu discurso de despedida após 8 anos na Presidência. As palavras do General Eisenhower são seguramente fruto da sua experiência directa nas mais altas esferas do poder militar e político dos EUA. Após relatar a crescente e enorme influência da estrutura militar e de grandes grupos económicos nas esferas do poder, afirmava Eisenhower:

"«Nas esferas da governação, devemos proteger-nos contra a aquisição de uma influência indesejada, procurada ou não, por parte do complexo militar-industrial. Existe, e permanecerá, o potencial para um surto desastroso de poder mal concentrado. Não devemos nunca permitir que o peso desta conjugação ameace as nossas liberdades ou o processo democrático. Não devemos partir do pressuposto de que tudo esteja garantido.»

As palavras de Eisenhower são de actualidade nos dias de hoje. Mas cabe perguntar quais são as razões do desenvolvimento deste complexo militar-industrial. Como não podia deixar de ser, as razões são múltiplas. Existem razões de índole política, relacionadas com o papel de polícia mundial que, no passado como hoje, as classes dominantes dos Estados Unidos pretendem desempenhar. Aquilo a que se convencionou chamar Guerra Fria é disso um claro exemplo. As intervenções militares no estrangeiro obedecem também a objectivos de promoção dos interesses económicos das grandes empresas norte-americanas. A igualmente famosa expressão «República das Bananas» exprime uma faceta dessa realidade, ao descrever as relações de subjugação que durante o Século XX os EUA impuseram a numerosos países da América Central, e não só. São inúmeros os exemplos, ao longo da História, da utilização directa ou indirecta do poder militar norte-americano, em defesa dos interesses económicos da sua classe dirigente.

As despesas militares dos EUA são realmente colossais. Vale a pena considerar a dimensão dos recursos envolvidos. O Orçamento militar pedido pelo Governo dos EUA para o ano de 2004 foi de 399,1 mil milhões de dólares: 379,9 mil milhões para o orçamento do Ministério da Defesa e 19,3 mil milhões para o programa de armas nucleares do Ministério da Energia. Trata-se duma verba astronómica, que corresponde a mais de mil milhões de dólares por dia em despesas militares, mais de 46 milhões de dólares por hora, mais de 760 mil dólares por minuto. Compare-se aquilo que os EUA gastam na sua máquina de guerra e morte, com aquilo que seria preciso para pôr cobro aos grandes flagelos sociais que afectam muitos milhões de seres humanos.

How Convenient for the Military-Industrial Complex … The Boogieman Is Back! Que conveniente para o Complexo Militar-Industrial ... O Papão está de volta!

Esta colossal máquina de morte e destruição alimenta-se do famoso “dinheiro do contribuinte”. São essencialmente os orçamentos públicos que financiam as despesas militares (em material, pessoal ou serviços). Mas os lucros resultantes beneficiam (em particular nos EUA, mas cada vez mais nos restantes países também) empresas do sector privado.

No seu número de 20/Jul/02, a revista britânica The Economist publicou um suplemento dedicado à indústria militar. Esse suplemento contém dados interessantes. Como o facto de as sete maiores empresas militares dos EUA darem emprego a cerca de um milhão de trabalhadores. Ou de, neste meio que «não é conduzido por forças económicas» haver um grau de concentração gigantesco e que se tem reforçado nos últimos tempos, de forma a deixar apenas «cinco grandes grupos a obter os contratos principais» nos EUA. O maior construtor naval do planeta é hoje um grupo militar norte-americano: a Northrop Grumman, mais conhecida como fabricante de caça-bombardeiros e respectivos sistemas electrónicos. A aeronáutica militar (incluindo mísseis) é responsável por cerca de metade das despesas de aquisição de equipamento militar, despesas que totalizam hoje cerca de 200 mil milhões de dólares por ano «nos quais predomina a América, a Europa segue atrás e o resto do mundo é apenas uma colecção de indústrias essencialmente desactualizadas ou subcontratadas pelos americanos». A militarização do Espaço é uma realidade em movimento, tal como a ciber-guerra.

Ainda segundo o referido suplemento do The Economist, a dependência do negócio privado militar em relação ao Estado vai muito para além de uma mera relação de vendedor-comprador. «As empresas [do sector] da Defesa são frequentemente subsidiadas, directa ou indirectamente. [...] Muito esforço diplomático é feito para tentar assegurar este tipo de contratos no estrangeiro. O governo britânico até tem um Director para as vendas de armas, sediado no Ministério da Defesa, cuja função é a de promover as vendas de armamento britânico no estrangeiro».

Mas os malefícios deste gigantesco sorvedouro de dinheiros públicos vão para além dos aspectos já referidos. « Os subsídios [estatais] para créditos de exportação e o auxílio governamental [a outros países] vão frequentemente de mãos dadas com os negócios de exportação de armas», afirma o The Economist. Estes negócios “lubrificados” alimentam os conflitos militares e a corrupção. « O Ministério do Comércio americano estima que metade das luvas pagas no comércio internacional dizem respeito a negócios de armas».



Para além destes aspectos, digamos “clássicos”, da indústria da morte e destruição, refira-se ainda uma faceta que tende a adquirir uma importância cada vez maior nos últimos anos: a da privatização das funções militares e para-militares. O Center for Public Integrity dá conta duma investigação do International Consortium of Investigative Journalists identificando 90 empresas militares privadas, que operam em 110 países. Segundo essa investigação, desde 1994 o Ministério da Defesa (nome cada vez mais despropositado e hipócrita) dos EUA atribuiu 3061 contratos a 12 destas empresas, num valor total de mais de 300 mil milhões de dólares. A quase totalidade (mais de 2700) destes contratos foram para apenas 2 empresas: a Kellogg, Brown & Root e a Booz Allen Hamilton.

E a história torna-se cada vez menos edificante. Em 1992, o Pentágono, na altura chefiado pelo que viria ser o Vice-Presidente dos EUA, Richard Cheney, atribuiu vários contratos à Kellogg, Brown e Root. Em 1995, o mesmo Cheney (que já não era Ministro) ocupa o cargo de Director Executivo Principal (CEO) da Halliburton Corporation, a empresa-mãe da Kellogg, Brown e Root. Nesse período, a empresa ganha vários contratos para a Bósnia, no âmbito da ingerência das potências ocidentais nos Balcãs. Em 1999, Cheney sai da Halliburton para ocupar a Vice-Presidência dos EUA, embora continue a receber cerca de um milhão de dólares por ano da empresa nos termos do acordo de cessação do seu contrato. A KBR é, entretanto, brindada com outros negócios criados pelas guerras imperiais dos EUA, como a construção de instalações no campo de concentração criado pelas Forças Armadas dos EUA na sua base de Guantanamo, em território cubano ocupado. É destes dias a notícia que a Kellogg, Brown e Root ganhou um contrato milionário, sem concurso, para obras no Iraque ocupado e destruído pela invasão norte-americana. As teias dos negócios são notáveis: fazem-se lucros a destruir, e lucros a reconstruir o que foi destruído. E não é difícil adivinhar que o pagamento dessas despesas será feito com as receitas do petróleo iraquiano, roubado na sequência da ocupação militar do país...

Longe de "não gostar do Estado", o complexo militar-industrial gosta tanto dele que o utiliza sistematicamente para criar artificialmente os mercados, pagar as despesas, subsidiar e assegurar a continuação dos seus lucros. O actual Governo dos EUA é o Estado-Maior da indústria petrolífera e militar, o Estado-Maior do complexo militar-industrial, que traça e define a política dessa super-potência em função dos interesses económicos da casta que representa.

quinta-feira, março 24, 2016

O embuste dos atentados terroristas de Bruxelas


Há uns tempos, algo inexplicavelmente, o Canal História trouxe a lume, apresentando provas bastante consistentes, a exposição do terrorismo americano contra cidadãos europeus ocidentais em solo do velho continente nos anos 50, 60 e 70. Os atentados mais famosos foram os levados a cabo na Bélgica, na Alemanha e ainda os que ficaram conhecidos como Operação Gládio na Itália. É um vídeo fundamental para se perceber o mundo em que vivemos hoje, que poderes se mexem na sombra e como somos insignificantes e sacrificáveis nestes jogos de guerra. É um documentário que eu não aconselho ninguém a perder.






Depois do desmoronar da União Soviética, a NATO, a CIA e os Serviços Secretos da Europa Ocidental converteram de forma magistral os «terroristas radicais da extrema-esquerda e da extrema-direita europeus» em «terroristas radicais islâmicos».

Alguns dos grupos terroristas radicais europeus mais conhecidos foram o «Nuclei Armati Rivoluzionari» e as «Brigadas Vermelhas», respectivamente da extrema-direita e da extrema-esquerda italiana, o «Nationalsozialistischer Untergrund» e o Grupo «Baader-Meinhof», respectivamente da extrema-direita e da extrema-esquerda alemã, o «Projekt 26» da extrema-direita suiça, etc.

A Operação Gládio consistiu numa operação secreta americana na Europa Ocidental que recorreu a redes clandestinas ligadas à NATO, à CIA e aos serviços secretos da Europa Ocidental durante o período da Guerra Fria, chamadas células «stay-behind». Implantadas em 16 países da Europa Ocidental, essas células visavam (supostamente) deter a ameaça de uma ocupação pelo bloco do Leste e estavam sempre prontas para ser activadas em caso de invasão pelas forças do Pacto de Varsóvia. A mais famosa foi a rede italiana Gládio.

O verdadeiro objectivo da Operação Gládio era espalhar o terror e criar um clima de tensão permanente na Europa Ocidental.


A rede clandestina internacional englobava o grupo dos países europeus que pertenciam à NATO: Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Turquia, bem como alguns países neutrais como a Áustria, a Finlândia, a Suécia e a Suíça.


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Entre os muitos actos de terrorismo da Operação Gládio, destacam-se:


O massacre de Bolonha (em italiano: Strage di Bologna) foi um atentado terrorista na Estação Central em Bolonha, Itália, na manhã de sábado, 2 de agosto de 1980, que matou 85 pessoas e feriu mais de 200. O ataque foi materialmente atribuído à organização terrorista neofascista Nuclei Armati Rivoluzionari. As suspeitas de envolvimento do serviço secreto italiano surgiu pouco depois, devido aos uso de explosivos ​​para a bomba e o clima político em que o massacre ocorreu, mas nunca foi provado.


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O atentado bombista dentro do Banco Nacional de Agricultura, na Piazza Fontana da cidade de Milão, em Itália, a 12 de Dezembro de 1969, que matou 17 pessoas e feriu 88. O atentado da Piazza Fontana foi uma grave ação terrorista que pela sua gravidade e importância política, assumiu um papel histórico, sendo geralmente considerado como o primeiro ato produzido pela estratégia da tensão. A responsabilidade pelos ataques foi atribuída a grupos de Extrema direita.

No "Memorial Moro", compilação do interrogatório a que Aldo Moro (que ocupou por cinco vezes o cargo de primeiro-ministro da Itália ) foi submetido pelas Brigadas Vermelhas, enquanto foi mantido em cativeiro, Moro teria indicado como prováveis responsáveis pelo atentado, bem como pela estratégia da tensão, ramificações do Servizio Informazioni Difesa (o antigo serviço secreto italiano), onde estariam infiltradas várias figuras ligadas à direita, com possíveis influências de elementos de fora da Itália.


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Os massacres de Brabant, na Bélgica, que decorreram entre 1982 e 1985 e nos quais morreram 28 pessoas e outras 20 ficaram feridas. Na imagem o supermercado Delhaize onde foram mortas cinco pessoas.

Os últimos ataques dos massacres de Brabant levaram a rumores de que os terroristas tinham algum tipo de conhecimento interno e, possivelmente, a cumplicidade da Gendarmerie (corporação policial). Foi sugerido que o "Stay-behind" belga (Gladio) - operando como um ramo secreto do serviço militar belga tinha ligações com o gangue terrorista.


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O ataque terrorista Oktoberfest foi um ataque terrorista atribuído à direita radical. Em 26 de setembro de 1980, 13 pessoas morreram e 211 ficaram feridas após a explosão de uma bomba improvisada na entrada principal da Oktoberfest em Munique, Alemanha Ocidental. O ataque foi atribuído ao extremista de direita Gundolf Köhler, que foi morto ao colocar o dispositivo explosivo; no entanto, permanecem dúvidas quanto a saber se ele agiu sozinho.

Tudo o que se sabe sobre o ataque à bomba na Oktoberfest de Munique e, especialmente, a reação das autoridades, está em conformidade com o padrão de cooperação seguida pela NATO e pelas suas forças paramilitares secretas na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial - cooperação que está, possivelmente, ainda em curso. A existência dessas forças "stay-behind" tornou-se amplamente conhecida na Itália em 1990. Foi provado que os atentados em muitos países europeus, como à estação central de Bolonha, poucas semanas antes de ataque ao Oktoberfest em 1980, puderam ser atribuíveis à Gládio. As primeiras tropas de choque paramilitares das forças Gladio na Alemanha foram estabelecidas por agentes da inteligência americana e ex-nazis logo depois da guerra.


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Evidentemente que, com a implosão da União Soviética houve que arranjar outros "inimigos" para continuar o terrorismo da NATO e da CIA - os «felizes» contemplados foram os Muçulmanos.


E aí entram os «terroristas islâmicos» em acção para aterrorizar os ocidentais:







A Lista completa dos "atentados islâmicos" AQUI.


terça-feira, março 22, 2016

O que verdadeiramente está por detrás dos atentados terroristas de Bruxelas



(Nota minha: O Sem-Abrigo da imagem, quando fala em Terroristas de Bruxelas, referir-se-á a meia dúzia de muçulmanos do "DAESH" ou à rapaziada da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu?)




State sponsored terrorism .
Publicado por Never give up em Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

quinta-feira, março 17, 2016

Paulo Morais - Perguntas a António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa


Paulo Morais - Professor Universitário

Artigo de Paulo Morais - Facebook - 15.03.2016



ORÇAMENTO DE ESTADO 2016

Perguntas a António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa:



I - Porque prevê o Orçamento de Estado de 2016 um aumento de 13,6% em encargos com as diversas parcerias público privadas? Porque cresce este encargo para 1.690 milhões de euros? PORQUE AUMENTAM EM 20% OS CUSTOS DAS PPP RODOVIÁRIAS, que passam de 1005 milhões de euros para 1206 milhões de euros?

II - O Governo anunciou o fim das ISENÇÕES DE IMI nos imóveis detidos por Fundos de Investimento Imobiliários, o que seria uma boa medida. Doravante, todos os prédios pagarão (?) IMI por igual, independentemente de o seu proprietário ser uma família, uma rede de supermercados, um banco ou um promotor imobiliário rentista. Esta medida deveria render (largas) centenas de milhões de euros. Mas onde está inscrita no Orçamento de Estado de 2016 a receita que esta medida deve representar?

III – E se há este acréscimo de receita fiscal, porquê então aumentar os combustíveis em 7 cêntimos por litro, agravar o Imposto sobre Veículos ou o Imposto de Selo, num total de 655 milhões?

IV - Porque não há qualquer receita prevista por via de recuperação de activos de crimes económicos, fuga ao fisco ou corrupção - quando só nos casos BPN e BES deveriam ser confiscados milhares de milhões de euros?

V - Que anda afinal a fazer esta Troika de Esquerda de diferente da antiga Troika de Direita?

segunda-feira, março 14, 2016

Essa fraude imensa chamada Austeridade



Como podem os políticos representar o povo, se lhes são dados milhões para representar uma elite?


Texto de Caoimhghin Ó Croidheáin

Global Research - 08/02/2013


A austeridade é uma farsa. Dívida é a economia dos "pequenos". Se são as pessoas que produzem a riqueza, então por que é que elas são sempre pobres e / ou pessoas a pagar dívidas? Porque as pessoas ricas, nacionais e estrangeiros, emprestam-nos o dinheiro (com juros) que retiraram à sociedade, sob a forma de lucros, para preencher o buraco que eles criaram. Desta forma, somos triplamente explorados:

1 - Somos tributados sobre os salários;

2 - Somos alienados (roubados) da riqueza criada (lucros);

3 - Pagamos juros sobre o dinheiro pedido emprestado pelos ricos para pagar o capital e as despesas correntes necessárias para a subsistência da sociedade.


Quando existe uma crise económica causada por essa drenagem constante da riqueza da economia, os "especialistas" debatem a melhor maneira de impor cortes para nos trazer de volta para "o caminho para a recuperação". Isto até seria engraçado se tantas pessoas não fossem apanhadas pelo mar do desemprego e por uma vida de subsistência. Além disso, qualquer rejeição dessa "Dívida" não é tolerada pelas elites que supervisionam os “reembolsos da Dívida” pelos "pequenos".

Se uma forma de pagamento de uma dívida (notas promissórias) é vista como desonesta e provavelmente insustentável (devido à lei ou oposição pública), então é criada legislação à pressa para converter a "Dívida" numa forma mais aceitável aos olhos do povo - títulos do tesouro. Esta era a situação esta semana (8/2/2013) em Dublin. Como é que isto aconteceu?

"Em 2010, dois bancos, na altura, o Anglo Irish Bank e o Irish Nationwide (agora Irish Bank Resolution Corporation ou IBRC), tiveram necessidade de receber do Estado cerca de 30 mil milhões de Euros por causa de seu “estado periclitante, na sequência do colapso do mercado imobiliário.”



Eu sou irlandês, não Anglo-Irlandês.
A dívida do banco não é um problema meu.

O ministro das Finanças, Brian Lenihan passou uma nota promissória ao IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) - dizendo basicamente "Devemos-lhe € 31 mil milhões de euros" - que o banco usou como garantia para pedir esse dinheiro emprestado ao fundo de emergência de assistência de liquidez ao Banco Central da Irlanda (ELA). Segundo esse acordo, o Estado concordou em pagar € 3.06 centenas de milhões de euros (€ 306.000.000) todos os anos ao IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) até 2023, seguido de pagamentos menores até completar o pagamento do capital emprestado mais os juros.

Como Stephen Donnelly, que foi veementemente contrário às notas promissórias, salienta: "[Isso] iria entrar certamente em conflito com duas directivas europeias: Que nenhum banco europeu poderia falhar e que as perdas potenciais e perda de lucros dos grandes investidores jamais seria pago integralmente pelo público ".

Uma das hipóteses colocadas na mesa pela Irlanda foi trocar as notas promissórias por um título do tesouro a longo prazo - possivelmente proveniente do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) - com os pagamentos distribuídos por 40 anos. O que é que se pretendia com tudo isto? Bem o primeiro-ministro da República da Irlanda - Enda Kenny – explica provavelmente melhor quando recentemente afirmou que seria como trocar um "gravíssimo saque a descoberto (ordem de pagamento de valor maior que o existente numa determinada conta) por uma hipoteca a longo prazo com juros baixos.



Enda Kenny: Eu sei como é estar desempregado.
Durante anos não fiz a ponta de um chavo.

A aterradora expectativa do BCE (Banco Central Europeu) seria a perda do controlo sobre a oferta de dinheiro e o efeito de arrastamento que isto iria ter nos mercados se cada governo da UE fizesse o mesmo. Portanto, de um dia para o outro, foi aprovada em Dublin uma legislação para passar notas promissórias para títulos do tesouro, para encerrar o IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) e colocar os pagamentos numa base mais estável, mais "normalizada". O primeiro-ministro Enda Kenny explicou no parlamento:

A parte principal do pagamento sobre esses títulos será feita em 25 anos (até 2038), com o resto a ser pago até 2053. O prazo médio desses títulos do tesouro será de 34 anos em vez dos normais 7 – 8 anos das notas promissórias.” A taxa de juro média desses títulos do tesouro será de 3 por cento, comparada com os 8 por cento das notas promissórias.”

Claro que os filhos e os netos dos "pequenos" podem pagar a "Dívida" em vez de nós! Isto foi confirmado pelo ministro das Finanças Michael Noonan, que disse que o acordo sobre a Dívida bancária garantida pelo Governo "alivia a carga distribuindo-a por todos" (exceto os seus filhos desavisados).

O Anglo Irish Bank: não apenas o nosso porta-voz da campanha da Dívida, Andy Storey, descreveu a Dívida como "ilegítima – como se arranjou dinheiro para pagar aos especuladores que apostaram o seu dinheiro num banco desonesto, agora sob investigação criminal, e que a Dívida não é das pessoas comuns e não deve em nenhuma circunstância ser reclassificada como "soberana". Afirmou igualmente que apressar hoje "legislação de emergência através do parlamento e do senado nessa base, seria "desonesto e antidemocrático - em vez de haver um debate adequado e informado sobre este assunto extremamente sério, o governo corta a direito através de legislação que levará as pessoas que vivem na Irlanda a assumir a responsabilidade formal do pagamento de dívidas que não são suas"."

Como se isso não fosse suficientemente cruel, o Eurostat, a agência de dados da Comissão Europeia, calculou o custo da crise bancária em cada país da UE e de acordo com Michael Taft, a Irlanda ficou quase a par da Alemanha no sombrio título de gastar mais com a crise bancária. € 41 mil milhões de euros até agora, de acordo com os dados da contabilidade do Eurostat (este número não leva em conta os milhares de milhões enterrados nos bancos pelo nosso Fundo Nacional de Reserva de Pensões, não sendo estes contados como um "custo" para o orçamento do Governo Geral). [...] A crise bancária europeia até o momento custou a cada indivíduo na Irlanda quase 9.000 €. A média em toda a UE é de € 192 por habitante. [...] O povo irlandês pagou 42 por cento do custo total da crise bancária europeia. "

Não é por acaso que Angela Merkel declarou que a Irlanda era um "caso especial" para um acordo da Dívida bancária. Revisando a famosa frase de Churchill - "Nunca tão poucos roubaram tanto a tanta gente ".


segunda-feira, março 07, 2016

Sabão Humano - uma nódoa difícil de remover da história oficial do Holocausto Judeu


Sabão alegadamente produzido pelos nazis partir de gordura de prisioneiros Judeus

Uma das mais pavorosas reivindicações do Holocausto Judeu foi a história da produção de sabão a partir dos corpos das suas vítimas judias por parte dos alemães. Esta acusação foi «provada» no principal tribunal de Nuremberga de 1945-1946, e foi oficialmente confirmada por numerosos historiadores nas décadas seguintes. Mais recentemente, contudo, como parte de uma ampla retirada dos aspectos mais obviamente insustentáveis da história «ortodoxa» do extermínio judaico, historiadores do Holocausto admitiram de má vontade que a lenda do sabão humano era uma mentira da propaganda de guerra. Permanecem, contudo, ainda alguns restos desta lenda:




«Aqui descansam quatro barras de sabão, os últimos restos terrenos de vítimas Judias do Holocausto Nazi.» [Grave marker in Atlanta's Greenwood Cemetery. It reads, "Here rest four bars of soap, the last Earthly remains of Jewish victims of the Nazi Holocaust."]





«Em tributo à sua memória, neste lugar estão enterrados pedaços de sabão feitos de gordura humana de Judeus, parte dos seis milhões de vítimas da barbárie nazi ocorrida no século vinte. Paz aos seus restos





No cemitério Judeu de Sighetu (terra natal de Elie Wiesel na Roménia), encontra-se um monumento que de acordo com as inscrições: contém barras de sabão proveniente de Judeus mortos. [Inside the Jewish cemetery in Sighetu is a monument which according to the inscription contains bars of soap made from dead Jews.]



The Mount Zion Foundation - Fundação do Monte Sião, foi fundado inicialmente em Jerusalém, Israel, em 1949, pelo Director Geral do ministério de Assuntos Religiosos, Dr. S. Z. Kahane. A fundação foi formada para ajudar a manter os valores materiais e culturais, e a dignidade e a glória de Monte Santo do Sião. Na Câmara do Holocausto [The Chamber of the Holocaust] da Fundação do Monte Sião pode ler-se o seguinte:


Cinzas e Sabão dos Mártires Judeus cujas palavras agonizantes proclamaram a sua fé na vinda do Messias. [Ashes and Soap from the Jewish Martyrs whose dying words proclaimed their faith in the coming of the Messiah].


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Procurador Soviético Chefe - Roman Andreyevich Rudenko


Procurador Soviético Rudenko: «No Instituto Anatómico de Danzig, foram levadas a cabo experiências semi-industriais na produção de sabão a partir de corpos humanos e curtume de pele humana com fins industriais. Apresento ao Tribunal, como Prova Número USSR-197 (documento número USSR-197), o testemunho de um dos participantes directos na produção de sabão humano. É o testemunho de Sigmund Mazur, que foi assistente de laboratório no Instituto Anatómico de Danzig.»



19 de Fevereiro de 1946 - (IMT Vol. 7 Blue Series)


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Comentário

No entanto, a verdade e o bom senso acabaram por vir ao de cima: O The Jerusalem Post, de 5 de Maio de 1990, noticiava - O Yad Vashem, o Memorial do Holocausto de Israel, confirmou na semana passada as recentes declarações do Professor Yehuda Bauer, um eminente historiador do Holocausto, em que este afirma que os Nazis nunca fizeram sabão a partir de gordura humana.



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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

A assombrosa burla perpetrada pelos Bancos às Famílias, às Empresas e aos Estados, admiravelmente explicada por três professores de economia monetária e financeira


Um pequeno excerto do livro "Política Monetária e Mercados Financeiros" que nos explica de maneira extraordinariamente acessível a forma pela qual os Bancos roubam de forma assassina os Estados, as Empresas e as Famílias:




Comprei há tempos um excelente livro - Política Monetária e Mercados Financeiros - que me foi aconselhado por um jornalista do Diário Económico. O livro, síntese da experiência de ensino ao longo dos últimos dez anos, dos autores Emanuel Reis Leão, Sérgio Chilra Lagoa e Pedro Reis Leão, na área da economia monetária e financeira (professores no ISCTE), está escrito de forma perfeitamente compreensível a todos.

O livro começa praticamente pelo processo de criação de moeda e, coisa espantosa, explica-nos, de forma muito simples, a forma como os bancos comerciais perpetram diariamente roubos de proporções inimagináveis aos Estados, às Empresas e às Famílias:


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Excerto do Livro «Política Monetária e Mercados Financeiros»

A criação de massa monetária

De seguida, passaremos a explicar a criação de depósitos resultante da concessão de crédito pelos Bancos Comerciais (ou de 2ª ordem), por exemplo o Santander Totta, o BCP, o BPI, o BES, etc., ao sector não monetário da economia: Famílias, Empresas [não financeiras] e Estado:


Concessão de crédito por um banco cria nova moeda na economia

Suponha-se que um Banco-A concede crédito a uma família no valor de 100.000€. Esta operação pode ser registada da seguinte forma:

Isto é, o Banco-A credita a conta de depósitos à ordem da família no montante de 100.000€ (algum funcionário do Banco-A altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família), somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente).



Um funcionário do Banco-A altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família, somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente.


Isto significa que, como resultado desta operação de crédito, passam a existir na economia mais 100.000€ de depósitos à ordem. Uma vez que os Depósitos à Ordem fazem parte da massa monetária, a operação de crédito fez aumentar o stock de moeda existente na economia.

A operação de concessão de crédito é realizada pela área comercial do banco. O facto de, como resultado dessa operação, terem surgido mais 100.000€ de Depósitos à Ordem no passivo do Banco-A, obriga a sua área de tesouraria a tomar medidas para que o banco continue a possuir reservas suficientes para:


(a) Satisfazer eventuais pedidos de conversão de Depósitos à Ordem em notas e moedas físicas pela família,

(b) Fazer face a eventuais cheques que a família venha a usar e,

(c) Cumprir as obrigações legais em termos de reservas (as Reservas Legais de 2% da Zona Euro).


Podemos perguntar se o montante de reservas adicionais que a área de tesouraria do banco vai ter de adquirir é próximo dos 100.000€ ou não. A resposta é não. O montante de reservas necessário para suportar o acréscimo de Depósitos à Ordem é comparativamente reduzido. Senão vejamos.

A exigência referida em (a) diz respeito ao facto de a família poder solicitar a conversão de parte ou da totalidade dos 100.000€ em notas e moedas. Suponhamos que a família decide levantar 1.000€. Ora, é natural que a família gaste estas notas e moedas no valor de 1.000€ a comprar algo que o comerciante que vier a receber estas notas e moedas volte a depositá-las no banco.

No caso de o banco com o qual o comerciante trabalha não ser o Banco-A mas sim o Banco-B, devemos ter em conta que existirá provavelmente uma situação simétrica de outra família que solicitou 100.000€ ao Banco-B, que levantou 1.000€ e os usou para pagar a um comerciante que tem conta no Banco-A. Sendo assim, em média, a quantidade de notas e moedas que sai de cada banco é aproximadamente igual à que entra.



Em média, a quantidade de notas e moedas que sai de cada banco é aproximadamente igual à que entra.


Isto não significa que o Banco-A não necessita de notas e moedas para este fim. De facto, mesmo no caso do comerciante a quem a família paga também tem de ter conta no Banco-A, existirá sempre algum tempo durante o qual as notas e moedas estarão fora do banco e, por isso, este é obrigado a possuir notas e moedas para o efeito. Por outro lado, no caso de o comerciante ter conta no Banco-B, não há garantia de que o outro comerciante, que tem conta no Banco-A (comerciante da situação simétrica), venha a depositar notas e moedas no Banco-A exactamente no mesmo montante. Por esta razão, a área de tesouraria do Banco-A terá de obter alguma quantidade de notas e moedas.

Em resumo: em qualquer dos dois casos existe necessidade de alguma quantidade de notas e moedas, embora não muito elevada. Admita-se que, por experiência, o Banco-A sabe que necessita de cerca de 0,5% do montante de Depósitos à Ordem criado em cada empréstimo para fazer face a este tipo de exigência. Sendo assim, o crédito de 100.000€ faz com que a área de tesouraria do Banco-A decida ir procurar 500€ de reservas de cobertura adicionais para responder à exigência mencionada em (a).




A exigência referida em b - (fazer face a eventuais cheques que a família venha a usar), refere-se ao facto de a família poder escrever um cheque, por exemplo no valor de 99 000€, e entregá-lo como pagamento de algum bem ou serviço. Se o comerciante que recebe o cheque possuir conta num banco que não o Banco-A, por exemplo no Banco-C, quando este banco recebe o cheque que o comerciante lá deposita, leva-o à compensação no Banco de Portugal. Com base nesse cheque, o Banco de Portugal moverá 99.000€ da conta de depósito do Banco-A no Banco de Portugal para a conta de depósito do Banco-C no Banco de Portugal. Para estar preparado para esta eventualidade, o Banco-A tem que possuir reservas suficientes na sua conta no Banco de Portugal.

Um raciocínio idêntico ao feito para o caso da exigência de tipo (a) mostra-nos, no entanto, que o montante de reservas necessárias para este efeito não é muito elevado. De facto, tenderá a existir uma situação simétrica, de uma família que obteve um crédito de 100.000€ junto do Banco-C, que passou um cheque no valor de 99.000€ a um comerciante que depositou o cheque no Banco-A.



Tenderá a existir uma situação simétrica, de uma família que obteve um crédito de 100.000€ junto do Banco-C, que passou um cheque no valor de 99.000€ a um comerciante que depositou o cheque no Banco-A.


Ao levar este cheque à compensação junto do Banco de Portugal, o Banco-A consegue assim reaver as reservas que perdera para o Banco-C. O Banco-A deve no entanto precaver a possibilidade de desfasamentos entre o montante que recebe e o montante que tem que pagar, facto que o leva a ter reservas preparadas na sua conta junto do Banco de Portugal. Admita-se que, por experiência, o Banco-A sabe que necessita de possuir 1% do crédito concedido para fazer face a este tipo de desfasamentos. Neste caso, o crédito de 100.000€ obriga o banco a obter 1000€ adicionais de reservas de cobertura.

Finalmente, a exigência referida em (c - cumprir as obrigações legais em termos de reservas), decorre do facto de os Depósitos à Ordem fazerem parte da base de incidência. Assim sendo, o crédito de 100.000€ implica um aumento na base de incidência e consequentemente no montante de reservas necessário para cumprir os requisitos de reservas legais. No entanto, sendo a taxa de reserva legal de 2% na Zona Euro, o montante de reservas que o banco precisa para este fim é também comparativamente reduzido: o Banco-A irá necessitar de 0,02 x 100.000€ = 2.000€ de reservas para poder cumprir os requisitos legais.

A conclusão a tirar é que, para fazer face às exigências referidas nas alíneas (a), (b), e (c), o Banco-A necessita apenas de 3.500€ ( 500€ + 1.000€ + 2.000€ ) em reservas adicionais. Ou seja, para fazer face às exigências referidas em (a), (b), e (c), o Banco-A apenas necessita de um montante comparativamente reduzido de reservas adicionais (reduzido quando comparado com o valor do empréstimo, que foi de 100.000€ e que criou massa monetária também no valor de 100.000€). Se estendermos este raciocínio ao sistema monetário como um todo, chegamos à conclusão de que, para o conjunto da economia, a massa monetária é muito superior à base monetária. Esta ideia é traduzida quantitativamente pelo conceito de multiplicador monetário.




[......]

Stock de moeda e operações de crédito bancário

Como vimos, a operação de crédito do Banco-A à família provocou o aparecimento de Depósitos à Ordem - e portanto de moeda que não existia antes - no montante de 100.000€.

Vamos agora fazer uma afirmação mais forte: nas economias modernas, a principal fonte de criação de moeda é a concessão de crédito pelos Bancos Comerciais às famílias, às empresas e ao Estado. Repare-se que uma coisa é dizer que uma operação de crédito bancário cria moeda; outra, bem mais forte, é dizer que a maior parte da moeda que existe numa economia nasceu de operações de crédito bancário efectuadas até ao presente.

Note-se que, para que ocorra criação de moeda, a operação de crédito tem de ser de um banco para um agente do sector não monetário; caso contrário, não ocorrerá criação de moeda. Por exemplo, quando uma empresa emite obrigações que são compradas por famílias, as famílias estão a conceder crédito à empresa, mas esta operação não cria nova moeda - implica apenas uma transferência de Depósitos à Ordem já existentes das famílias para a empresa. Outro exemplo: quando um banco concede crédito a outro banco ocorre uma mera transferência de reservas de um banco para outro e nenhuma moeda é criada no processo. Terceiro exemplo: quando uma instituição financeira não monetária (por exemplo, uma locadora) concede crédito a uma empresa, não há criação de depósitos à ordem - ocorre uma mera transferência de depósitos à ordem da locadora para a empresa.

Repare-se também que quando a família paga um crédito que pediu anteriormente (e os juros) fá-lo por débito da sua conta de Depósitos à Ordem e, portanto, esse pagamento destrói depósitos e, assim, moeda. Consequentemente, pode dizer-se que nas economias modernas, a moeda está constantemente a ser criada e destruída: é criada quando os bancos concedem crédito ao sector não monetário e é destruída quando os agentes que pediram crédito aos bancos fazem o pagamento do empréstimo e juros correspondentes.


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Em suma


Graças a «dinheiro criado a partir do nada», os Bancos sugam as populações com os juros que cobram de dinheiro que eles criam a partir do nada.


Um banco concede crédito a uma família no valor de 100.000€ para a compra de uma casa, creditando a conta de depósitos à ordem dessa família no montante de 100.000€.

Para essa operação, um funcionário do banco altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família, somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente.

Esse dinheiro não existia antes em lado nenhum. O banco cria-o a partir do nada digitando essa quantia no teclado de um computador.

Como resultado desta «operação de crédito», passam a existir na economia mais 100.000€ de depósitos à ordem. Uma vez que os depósitos à ordem fazem parte da massa monetária, a operação de crédito fez aumentar o stock de moeda existente na economia.

Ao fim de 30 anos, a uma taxa de juro de 5%, a família pagou ao banco um total de cerca de 193.000€, dos quais 93.000€ são juros.

Resumindo, o banco inventou 100.000€ que emprestou com juros a uma família, e esta, ao fim de 30 anos, entrega os 100.000€ inventados pelo banco mais 93.000€ em juros, estes bem reais. A família foi espoliada pelo banco em 93.000€ de juros sobre um capital que o banco fez surgir do nada e lhe «emprestou».

Esta fraude sem nome acontece quotidianamente em todos os empréstimos dos bancos comerciais às famílias, às empresas e ao Estado. Haverá roubo maior na história da civilização?


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Atentemos igualmente nas palavras de Murray N. Rothbard [Professor de economia e liberal da Escola Austríaca] quando fala da gigantesca fraude bancária que os bancos comerciais têm vindo a praticar até aos nossos dias:

Murray N. Rothbard

"Desde então, os bancos têm criado habitualmente recibos de depósitos, originalmente notas de banco e hoje depósitos, a partir do nada [out of thin air]. Essencialmente, são contrafactores de falsos recibos de depósitos de activos líquidos ou dinheiro padrão, que circulam como se fossem genuínos, como as notas ou contas de cheques completamente assegurados."

"Os bancos criam dinheiro literalmente a partir do nada, hoje em dia exclusivamente depósitos em vez de notas de banco. Este tipo de fraude ou contrafacção é dignificado pelo termo reservas mínimas bancárias [fractional-reserve banking], o que significa que os depósitos bancários são sustentados apenas por uma pequena fracção de activos líquidos que prometem ter à mão para redimir os seus depósitos."




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Os bancos comerciais praticam essencialmente dois grandes tipos de fraude

1 – Quando lhes é pedido um empréstimo, os bancos criam dinheiro a partir do nada sob a forma de depósitos bancários, e cobram juros desse «dinheiro» que possui uma existência apenas contabilística.

Estas «operações» são tornadas possíveis porque os bancos comerciais funcionam em circuito fechado - o dinheiro levantado num banco é depositado noutro, e actuam sob a batuta dos bancos centrais, na sua maioria privados ou geridos por privados, que determinam as taxas directoras e regulam os movimentos financeiros entre os bancos comerciais.


2 – Com esta capacidade mágica de criar do nada ou fazer desaparecer dinheiro, os Banqueiros geram alternadamente dois ciclos «económicos»:

a) O período da Sementeira: os banqueiros baixam os juros e os spreads, facilitam os empréstimos, e, deste modo, injectam dinheiro na economia. As pessoas pedem dinheiro emprestado para montar empresas, os negócios florescem, a produção e o emprego crescem e a riqueza da população aumenta.

b) O período da Colheita: os banqueiros aumentam os juros e os spreads, dificultam os empréstimos, conduzindo a depressões económicas em que as empresas fecham, a produção diminui, o desemprego aumenta e levando as empresas à falência e famílias à pobreza, e de cujos bens se apropriam por uma fracção do seu real valor.



quarta-feira, fevereiro 24, 2016

O judeu Elie Wiesel, prisioneiro em Auschwitz, preferiu fugir com os nazis para a Alemanha do que esperar pelos libertadores Soviéticos...


O judeu, Prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel

Elie Wiesel é um judeu nascido na Roménia a 30 de Setembro de 1928. Aos 15 anos é deportado para Auschwitz, onde esteve prisioneiro durante dez meses, e depois para Buchenwald. Sobrevivente dos campos de concentração nazis, torna-se cidadão americano em 1963 e obtém uma cátedra de ciências humanas na universidade de Boston.

Em 1980, Elie Wiesel funda o Conselho para o Holocausto americano. Condecorado em França com a Legião de Honra, recebeu a Medalha do Congresso americano, recebeu o título de doutor honoris causa em mais de cem universidades e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1986. O Comité norueguês do Nobel denominou-o "mensageiro para a humanidade."

As suas obras, quase 40 livros, edificadas para resgatar a memória do Holocausto e defender outros grupos vítimas de perseguições receberam igualmente vários prémios literários. Em Outubro de 2006, o Primeiro-ministro israelita Ehud Olmert propôs-lhe o cargo de Presidente do Estado de Israel. Elie Wiesel recusou a oferta explicando que não era mais do que um "escritor". Elie Wiesel preside, nos EUA, desde 1993, à Academia Universal de Culturas.


Elie Wiesel, no seu livro autobiográfico «Noite», onde descreve os dez meses em que esteve prisioneiro no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, não refere uma única vez nenhuma das cinco enormes câmaras de gás que funcionaram em Auschwitz-Birkenau. Ele diz, realmente, que os Alemães executaram Judeus, mas... com fogo, atirando-os vivos para as chamas incandescentes, perante muitos olhos de deportados.


Excerto do livro «Noite» de Elie Wiesel:

«Não muito longe de nós, chamas elevavam-se dum fosso, gigantescas chamas. Eles estavam a queimar algo. Um camião aproximou-se da cova e descarregou a sua carga – crianças pequenas. Bebés! Sim, eu vi – vi-o com os meus próprios olhos... Aquelas crianças nas chamas. (É surpreendente que eu não tivesse conseguido dormir depois daquilo? Dormir era fugir dos meus olhos.)»

«Um pouco mais longe dali estava outra fogueira com chamas gigantescas onde as vítimas sofriam "uma lenta agonia nas chamas". A coluna de Wiesel foi conduzida pelos Alemães a três passos da cova, depois a dois passos. A dois passos da cova foi-nos ordenado para virar à esquerda e ir-mos em direcção aos barracões.»



Pintura de um sobrevivente do Holocausto mostra

crianças a serem queimadas vivas pelos nazis em Auschwitz

E quando os Russos estavam prestes a tomar conta de Auschwitz em Janeiro de 1945, Elie e o seu pai escolheram ir para a Alemanha com os nazis em retirada em vez de serem libertados pelo maior aliado de América. Se tivessem permanecido no campo, teriam podido, dentro de dias, contado ao mundo inteiro tudo sobre o extermínio dos judeus perpetrado pelos nazis em Auschwitz - mas, Elie e o pai escolheram, em vez disso, viajar para oeste com os nazis, a pé, de noite, num Inverno particularmente frio, e consequentemente continuarem a trabalhar para a defesa do Reich.

Outro excerto do livro «Noite» de Elie Wiesel:

- O que é fazemos, pai?
Ele estava perdido nos seus pensamentos. A escolha estava nas nossas mãos. Por uma vez, podíamos ser nós a decidir o nosso destino: ficarmos os dois no hospital, onde podia fazer com que ele desse entrada como doente ou como enfermeiro, graças ao meu médico, ou, então, seguir os outros.
Tinha decidido acompanhar o meu pai para onde quer que fosse.
- E então, o que é que fazemos pai?
Ele calou-se.
- Deixemo-nos ser evacuados juntamente com os outros – disse-lhe eu.
Ele não respondeu. Olhava para o meu pé.
- Achas que consegues andar?
- Sim, acho que sim.
- Espero que não nos arrependamos, Elizer!



A escolha aqui feita em Auschwitz por Elie Wiesel e o seu pai, em Janeiro de 1945, é de extrema importância. Em toda a história do sofrimento judeu às mãos dos nazis, que altura poderia ser mais dramática do que o precioso momento em que um judeu podia escolher entre a libertação pelos Soviéticos ou fugir com os genocidas nazis para a Alemanha, continuando a trabalhar para eles e ajudando-os a preservar o seu regime demoníaco?


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Associated Free Press - 23.04.2009 - O presidente Barack Obama e o prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel, numa cerimónia em Israel, em Abril de 2009, que lembrou os seis milhões de judeus massacrados durante a Segunda Guerra Mundial:

Barack Obama e Elie Wiesel
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quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Uma bolha infectada no pé, ou pior, as «desumanas experiências médicas» nazis, salvaram a vida a um jovem rabino em Auschwitz

Retrato do rabino Israel Rosenfeld

Num post de 9/10/2007, com o título «Os sobreviventes do Holocausto», coloquei um trecho de uma entrevista ao rabino Israel Rosenfeld, publicada no jornal Intermountain Jewish News de 4 de Fevereiro de 2005. Essa entrevista foi removida da Internet.




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Eis parte da entrevista do rabino de 2005:

O rabino Israel Rosenfeld falou pela primeira vez da sua experiência em Auschwitz ao jornal Intermountain Jewish News, a 27 de Janeiro de 2005, exactamente 60 anos depois do dia em que foi libertado de Auschwitz:

«... o trabalho duro, combinado com tudo o resto, conjugaram-se para fazer de Rosenfeld um jovem muito doente. Uma bolha não tratada no pé cresceu e piorou até que se tornou numa infecção debilitante na parte de trás da perna. Por fim, já não podia estar de pé, e muito menos andar, diz ele, enquanto levanta a perna das calças para mostrar a cicatriz deixada pela infecção de há seis décadas atrás. Na altura, a meio do Inverno de 1944-45, foi colocado na enfermaria de Auschwitz, incapaz de trabalhar. Isto provavelmente salvou-lhe a jovem vida.»

[... the hard work, combined with everything else, combined to make young Israel very sick. An untreated blister on his foot steadily grew worse until it became a debilitating infection on the back of his leg. Eventually, he could no longer stand, let alone walk, he says, lifting his pant leg to show the still-vivid scar left behind by the raging infection of six decades ago. By then, it was the middle of the winter of 1944-45, and he was placed in the Auschwitz infirmary, unable to work. It probably saved the youth's life.]

Uma das enfermarias de Auschwitz


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Em 2007, o rabino tem uma versão radicalmente diferente:

Em Fevereiro de 2007, o rabino Israel Rosenfeld contou a um grupo de sete jovens uma versão substancialmente diferente sobre o que lhe acontecera em Auschwitz:

«O rabino Rosenfeld contou como sobreviveu miraculosamente ao campo de concentração, embora tenha depois passado três meses num hospital incapaz de estar de pé ou caminhar, porque as pernas tinham sofrido cortes fruto das experiências médicas a que os nazis o submeteram.»

[Rabbi Rosenfeld spoke about how he miraculously survived the concentration camp, although afterwards he spent three months in a hospital unable to stand or walk, his legs having been cut up by the Nazis performing medical experiments on him.]


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Vale a pena ler o artigo da entrevista de 2005 dada neste LINK ao Intermountain Jewish News

e o artigo da entrevista de 2007 dada neste LINK ao mesmíssimo Intermountain Jewish News.


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Seguem-se alguns dados neste LINK sobre a extensa rede de hospitais e enfermarias existentes em Auschwitz, em Auschwitz-Birkenau e nos subcampos de Auschwitz (dê-se o desconto à propaganda de atrocidades sempre que se fala neste assunto):


O elemento fundador da extensa rede de hospitais de campo de Auschwitz foi a enfermaria criada na segunda metade de junho de 1940, vários dias após a chegada do primeiro transporte de prisioneiros políticos polacos.

Os primeiros doentes eram prisioneiros que haviam sido muito agredidos ou que estavam a atingir o colapso por causa dos exercícios assassinos (chamados "desporto") que eram característicos do período de quarentena preliminar. À medida que mais transportes chegavam e o número de doentes aumentava, o hospital foi sendo amplificado. No seu formato final o hospital no campo principal de Auschwitz I, era composto pelo bloco 19, o Schonungsblock, para prisioneiros convalescentes; o bloco 20 para tratar as doenças contagiosas; o bloco 21 - o bloco cirúrgico; e o bloco 28, o bloco de medicina interna.

Com a expansão de Auschwitz entre 1942 e 1944, foram abertos novos hospitais no campo principal de Auschwitz (para os prisioneiros de guerra soviéticos e mulheres prisioneiras mantidos ali em vários momentos), em Birkenau [Auschwitz II] (nos campos para homens, mulheres, ciganos e judeus do gueto de Theresienstadt), e nos subcampos de Auschwitz.

Em várias alturas, os chefes dos "hospitais" dos campos [para além dos médicos prisioneiros] incluíram médicos das SS: Max Popiersch, Siegfried Schwela, Oskar Dienstbach, Kurt Uhlenbroock, e Eduard Wirths no campo principal de Auschwitz; Erwin von Helmersen, Heinz Thilo, e Rudolf Horstman no acampamento dos homens Birkenau; e Werner Rohde, Fritz Klein, e Hans Wilhelm König no campo das mulheres de Birkenau. Josef Mengele começou como o médico-chefe na Zigeunerlager ("acampamento cigano"), e acabou ao comando de todos os hospitais e enfermarias de Birkenau.


Fotografias de quatro dos blocos hospitalares referidos acima no campo Auschwitz I

Bloco 19, o Schonungsblock, para prisioneiros convalescentes


Bloco 20 para doenças contagiosas


 Bloco 21 - o bloco cirúrgico


Bloco 28, o bloco de medicina interna