Segunda-feira, Maio 12, 2008

Falsos «analistas militares» a soldo do Pentágono

Jon Stewart, do Daily Show, põe a nu a desinformação sobre o Iraque veiculada pelo Pentágono através dos «independentes» meios de comunicação americanos:

Jon Stewart: Olhem para estas adoráveis e bondosas ex-máquinas de matar. Os canais contrataram-nos para dar opiniões de especialistas acerca do esforço bélico do nosso país.

Especialista 1: Estamos a vencer a guerra contra o terrorismo.

Especialista 2: Esta é a força mais bem preparada que já tivemos.

Especialista 3: Esta é a melhor liderança que os militares já tiveram.

Especialista 4: Quando pergunto a amigos meus de longa data do exército, que não vão mentir-me sobre como estamos a sair-nos e se estamos a ganhar ou a perder, eles dizem que estamos a ganhar.

Jon Stewart: Pois parece que muitos destes ex-militares não eram assim tão «ex», trabalhando para empresas de armamento e do Pentágono. Enquanto os canais noticiosos lhes chamam «analistas militares», o Pentágono, em memorandos vindos a público há pouco tempo, referia-se a eles como «multiplicadores de mensagens».

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Segunda-feira, Maio 05, 2008

SIC Notícias – a Al-Qaeda é uma invenção da CIA, criada para permitir o controlo do petróleo do Médio Oriente pelos EUA

SIC: Professor Chossudovsky, o senhor publicou um livro onde diz que o terrorismo islâmico beneficia a agenda de Washington. O que quer dizer com isso?

Chossudovsky: O que eu quero dizer é que esta guerra não foi realizada para lutar contra o terrorismo islâmico. Trouxe a Washington objectivos económicos estratégicos, que são, essencialmente, o controlo das reservas petrolíferas do Médio Oriente e da Ásia Central que perfazem 70% das reservas petrolíferas mundiais actuais.


SIC: No mesmo livro diz que a guerra contra o terrorismo é uma mentira. O que significa isso?

Chossudovsky: A noção de um inimigo externo, que é usada para justificar a guerra contra o terrorismo deve ser entendida com a possibilidade desse "inimigo externo" ser uma criação da CIA. É uma criação da Administração americana, não há qualquer inimigo externo.


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Segunda-feira, Março 31, 2008

Richard Perle - Não há fases. Isto é guerra total



Richard N. Perle é um conselheiro político e lobista americano que trabalhou para a Administração Reagan como assistente do ministro da Defesa e, também, no Conselho do Comité Consultivo da Política da Defesa [Defense Policy Board Advisory Committee] de 1987 a 2004. Foi igualmente Presidente desse Conselho de 2001 a 2003 sob a Administração Bush.

O jornalista John Pilger entrevistou Richard Perle em 1987, quando este era conselheiro do presidente Reagan e falava sobre guerra total. Nessa altura, Pilger pensou que ele era louco. Recentemente Perle usou novamente esse termo sobre a «guerra ao terrorismo»

Richard Perle, presidente do Conselho do Comité Consultivo da Política de Defesa do Pentágono, comentou, em finais de 2002, os planos da administração Bush na guerra ao terrorismo:

- «Não há fases. Isto é guerra total. Estamos a lutar contra uma série de inimigos. São imensos. Esta conversa toda acerca de irmos primeiro tratar do Afeganistão, depois, do Iraque, de seguida olharmos em volta e vermos em que pé estão as coisas. Esta é a maneira mais errada de fazer as coisas... se deixarmos a nossa visão do mundo ir para a frente, se nos dedicarmos totalmente a ela, e se deixarmos de nos preocupar em praticar diplomacia elegante, mas simplesmente desencadearmos uma guerra total... daqui a uns anos os nossos filhos cantarão hinos em nosso louvor.»
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Quinta-feira, Março 27, 2008

Quem quer que controle o volume de dinheiro em qualquer país é senhor absoluto de toda a sua indústria e comércio

"Whoever controls the volume of money in any country is absolute master of all industry and commerce." - James A. Garfield, President of the United States


Os Bancos Centrais injectam triliões nos bolsos dos Senhores do Dinheiro




Miguel Sousa Tavares - Expresso 22/3/2008

A cor (suja) do dinheiro

Parece que, afinal, as notícias de que a Santa Sé teria declarado como novo pecado mortal ser-se rico demais eram ligeiramente exageradas. A Santa Sé não disse tanto - aliás, não se atreveu a relembrar o que está escrito no Novo Testamento há dois mil anos sobre o camelo e o buraco da agulha. Bem o podia ter feito, que vinha mesmo a calhar, agora que o mundo vive na iminência de uma recessão económica global e grave, causada pelo excesso de ganância dos muito ricos.

Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal americana, lembrou-se agora de avisar que vem aí a maior recessão económica dos últimos sessenta anos. Pena que não se tenha lembrado de avisar antes, quando, do alto do seu imenso poder de controlo e influência sobre o governo federal e o sistema financeiro americano, assistiu tranquilamente ao crescimento da ‘bolha imobiliária’ nos Estados Unidos, à ganância de banqueiros de vão de escada (escudados em bancos mais poderosos e supostamente mais responsáveis), incentivando os consumidores a recorrerem desenfreadamente ao crédito e assim manterem os preços especulativos do imobiliário. E quando assistiu também, sem uma palavra, aos esforços perseverantes do sr. Bush para derreter os excedentes orçamentais herdados de Clinton e voltar a endividar os Estados Unidos até ao tutano, para melhor satisfazer a sua clientela de amigos e correligionários com interesses no petróleo, na indústria de armamento ou na ‘reconstrução civil’ do Iraque.

E é pena, porque há centenas ou milhares de milhões de pessoas no mundo inteiro que agora vão pagar a factura dos lucros episódicos da banca e dos amigos de Bush, para quem a destruição e posterior ‘reconstrução’ do Iraque foi um negócio de mão cheia. Com o dólar em queda livre, a Europa vai pagar o reequilíbrio da balança comercial e do défice americano: excelentes empresas portuguesas, a cuja capacidade de reconversão e de inovação deve Portugal muito da recuperação do défice, vão agora ver todo o seu esforço comprometido pela concorrência desleal dos produtos americanos, vendidos mais baratos apenas porque o dólar implodiu. Pior ainda (sem, ao menos, terem a protecção de um espaço comum e uma moeda comum forte) estão os países emergentes do Terceiro Mundo, como a Índia ou a China, cujo esforço titânico para arrancar da miséria biliões de pessoas vai agora esbarrar com as dificuldades de exportação e com o preço do barril de petróleo, que não têm, a escalar todos os dias, na proporção em que o dólar vai descendo e devido a essa descida.


Milhares de pessoas em todo o mundo vão ser devolvidas à mais infame miséria de que se tinham conseguido erguer para pagar as aventuras da Halliburton, do sr. Dick Cheney, do sr. Donald Rumsfeldt e dos amigos do Texas desse completo cretino que é o Presidente dos Estados Unidos da América. Mas, mesmo nos Estados Unidos, e como seria de esperar, são os pobres que vão pagar a factura do desgoverno dos milionários: vinte ou trinta milhões de americanos estão condenados a virar «homeless» a curto prazo, se medidas como a que propôs a candidata e senadora Clinton (seis meses de moratória para a execução de qualquer hipoteca sobre casas) não forem adoptadas de emergência.

Os Estados Unidos vão precisar de injectar biliões de dólares de dinheiros públicos para evitar a falência em série do sistema financeiro e, por arrasto, de todo o sistema empresarial. O que lhes poderá evitar a repetição de 29 é que agora a economia é global e eles esperam poder evitar a falência de um Estado já altamente endividado através das trocas comerciais: vendem ao mundo inteiro mais barato e não compram nada de volta porque, com o euro a 1,60 dólares, ninguém consegue vender nada aos americanos. Ou seja: provocaram a crise e agora somos nós que temos de a pagar. Eis a demonstração prática da frase do Hamlet: “a loucura dos poderosos não pode passar sem vigilância”. Espero que alguém se lembre de escrever isto no caixão do sr. Greenspan.

Obviamente, devia haver lições a extrair deste cenário de catástrofe e das razões para ele. Entregue a si próprio, após a queda do muro de Berlim, o capitalismo internacional parece que fez questão de confirmar que tudo o que de pior os marxistas tinham dito dele ao longo de um século só pecava por defeito. Só pode ser uma comédia histórica ver a Igreja Católica (decerto impressionada pelo exemplo indecente dos irmãos da Opus Dei no nosso tão católico BCP e outros) insinuar que ser escandalosamente rico é capaz de ser pecado mortal, e ver o Partido Comunista da China declarar que “ser rico é glorioso e revolucionário”. O mundo está de pernas para o ar. Pois está, mas há lições a extrair.

Marx dizia que o dinheiro faz dinheiro e esse era o pecado original do capitalismo. Em contraponto, os capitalistas juravam que o dinheiro produz riqueza e, entre os dois, os sociais-democratas propuseram que o dinheiro criasse então riqueza e que o Estado tributasse essa riqueza - “de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades”. Mas tudo isso foi antes da globalização.

Agora o que vemos é que, dos cem homens tidos como os mais ricos da Alemanha, quarenta tinham uma conta secreta numa «off-shore» do Liechtenstein, para fugirem ao fisco (também lá estão alguns portugueses, mas desconhece-se se o Governo se vai atrever a pedir os seus nomes à chanceler Merkel e agir em conformidade). Razão tinha o nº 1 da lista da ‘Forbes’, Warren Buffet, quando disse que doava um bilião de dólares para assistência social se houvesse um só presidente de banco americano que lhe conseguisse provar que pagava uma taxa mais alta de imposto que a sua secretária. (Já agora é interessante constatar que todos os bilionários do mundo - Buffet, Bill Gates, Carlos Slim, etc. - são conhecidos também pela sua veia filantrópica. E quantos milionários nossos conhecemos que financiem uma ala de hospital, um programa de saúde, um laboratório ou Faculdade na Universidade, um prémio literário ou artístico, um bairro social, um parque natural? Pior ainda é quando olhamos para a lista da ‘Forbes’ e constatamos que os grandes milionários portugueses que lá figuram devem a sua fortuna a relações íntimas com o poder, aqui ou em Angola, ou a simples especulação bolsista, sem que dêem ao país qualquer contrapartida de valor).


Tarde e a más horas outra vez, Alan Greenspan vem dizer que espera que a crise ensine que o sistema financeiro não pode continuar em auto-regulação. Infelizmente, não é certo que, mesmo agora, os governos aprendam a lição. Eles acham que o sistema financeiro é tão importante que não se lhe pode tocar nem com uma flor. E um dia, como agora sucedeu em Inglaterra e nos Estados Unidos, acordam em sobressalto e correm a meter dinheiro dos contribuintes para evitar a falência dos bancos - enquanto os seus administradores se retiraram com reformas escandalosas em paga do bonito serviço que deixaram. É verdade que a economia não é uma ciência certa. Mas a ética nos negócios e o decoro são-no: têm regras que todos conhecemos.
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Quarta-feira, Março 26, 2008

Guerra do Iraque – baixas americanas abaixo do que o governo Bush desejaria?

Jon Stewart, do Daily Show, entrevista o Tenente-General dos marines William B. Caldwell, que passou 13 meses no Iraque, a quem faz uma pergunta enigmática:

Jon Stewart: "As histórias que ouvimos da armadura corporal ou do carro blindado não chegar a tempo. São exagero? Aconteceu mesmo? Atrasaram mesmo a chegada de alguns camiões à linha da frente? Ou não percebemos bem o que se passou? "


O que nos leva a questionar: será que os inquilinos da Casa Branca estarão pouco satisfeitos com a morte de apenas quatro mil soldados americanos no Iraque? Desejariam mais baixas? Sentir-se-ão incomodados com a aparência de demasiada facilidade para as suas forças militares? Afinal morreram 50.000 jovens americanos no Vietname. Não deveriam haver mais baixas americanas no Iraque ao fim de cinco anos de guerra? Para dar ideia de uma autêntica insurgência?


Para finalizar, aparece um pequeno excerto da senadora Hillary Clinton a fazer um discurso de campanha eleitoral: «Digo-vos isto, o melhor emprego que já tive na preparação para ser candidata foi um emprego que tive a estripar peixe...»


Vídeo legendado em português:

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Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Mário Soares: Al-Qaeda? Qual Al-Qaeda?



Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

Variações sobre o terrorismo

«É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los. »

«(...) Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica


Comentário:

Os grandes responsáveis não precisam de fazer nenhum grande esforço mental para compreender o desvio fácil dos aviões e o célere desabamento dos edifícios do WTC na manhã de 11 de Setembro de 2001. Porque, muito simplesmente, os «grandes responsáveis» são, afinal, os verdadeiros autores da tragédia:

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Domingo, Fevereiro 03, 2008

The War on Terror, ou como há males que vêm por bem


Em Setembro de 2000, poucos meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses").


O vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld adoptaram o projecto PNAC antes das eleições presidenciais de 2000.

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo estrangular qualquer potencial "rival" ou qualquer alternativa viável à visão americana de uma economia de mercado”.

O projecto do PNAC também esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor." - «Mais ainda, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalizador – como um novo Pearl Harbor

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataque do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat" - "... pode considerar-se mais difícil moldar um consenso [na América] sobre questões de política externa, excepto nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida".

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos chave da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para o assalto aos soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"Estamos a tentar preparar as nossas armas contra a Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a Bin Laden (...) Agora, considerem que é possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas [Now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people] (...) .


Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-industrial. De 2001 até 2007 o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para 626 mil milhões de dólares, um aumento de 55% em seis anos. Abençoado Bin Laden!



Cujos grandes beneficiários foram:



Comentário:

O Complexo Militar-Industrial Americano, graças ao evento catastrófico e catalizador do 11 de Setembro, tem bons motivos para sorrir.

O diagrama seguinte é perfeitamente explícito: as empresas da defesa controlam as televisões, rádios, jornais e, portanto, as campanhas políticas. Estas, por sua vez, fazem eleger para presidentes, senadores e congressistas, os homens de mão da indústria da defesa. Estes agentes, por seu turno, votam sucessivos aumentos nos orçamentos da Defesa. E quando perante a opinião pública se torna impossível justificar tais aumentos em tempo de paz, organizam-se imaginativos eventos catastróficos e catalizadores:

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Sábado, Janeiro 12, 2008

Jon Stewart - Os Planos de Paz Americanos para o Médio Oriente

Jon Stewart, no Daily Show, explica candidamente os Planos de Paz americanos para o Médio Oriente.

Começa por relembrar as palavras de Condoleza Rice: "O que vemos aqui, em resumo, é a crescente... são as dores de parto de um Novo Médio Oriente."

E Stewart desabafa: "Dores de parto! O que leva à questão... onde é que está a merda do bebé?"


Vídeo - Legendado em português:

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Sábado, Dezembro 29, 2007

Dois palhaços da SIC Notícias ridicularizados por um humorista dos Monty Python


A dupla Buxa e Estica, da SIC Notícias (Martim Cabral - Nuno Rogeiro), entrevistou o humorista dos Monty Python, Terry Jones, no programa "Sociedade das Nações".

Martim Cabral e Nuno Rogeiro, os grandes arautos da "Guerra ao Terrorismo" na SIC, trouxeram à baila, evidentemente, a intolerância religiosa islâmica, o Iraque, o 11 de Setembro e o terrorismo em geral.

Terry Jones, de sorriso no lábios, explicou-lhes, candidamente, que a "Guerra ao Terrorismo" constitui um excelente negócio para a indústria do armamento, e que certos governos fazem dela um motivo para criar o caos no Médio Oriente, para que haja um estado permanente de guerra. Contou-lhes, ainda, que Bush é um presidente patético ao serviço das grandes empresas do armamento.

A SIC Notícias passou, prudentemente, esta entrevista às 20:10 (à hora dos telejornais) do dia 28/12/2007, e às 3:30 da madrugada do dia 29/12/2007, porque, como afirma Alcides Vieira, Director de Informação da SIC, este canal o que pretende é que "quando um telespectador olha para a informação da SIC, veja que todos os jornalistas que aparecerem no ecrã estão a falar verdade e não estão ao serviço de um interesse. Porque essa é uma marca da SIC."



Os principais momentos da entrevista a Terry Jones:

Terry Jones: Quando fizemos "A Vida de Brian" lembro-me de ter dito ao resto da equipa: "Sabem que isto pode ser muito perigoso. Podemos ter um fanático religioso a fazer de nós alvos." E eles responderam: "Não há problema." Mesmo nessa altura em 1978, achei que seria uma área potencialmente perigosa de abordar. Mas acho que não hesitava em retratar a vida de Maomé.


Martim Cabral: Acha que alguém o apoiaria? Não acha que existe uma atmosfera internacional em que ninguém considera sequer fazer este tipo de paródia, especialmente se recordarmos os problemas que houve devido aos cartoons de uma revista norueguesa?

Terry Jones: Sim, seria quase impossível obter apoio, mas não pensei em fazer isso. Não vejo o Islão como a grande fonte do Mal, como as pessoas dizem e como Bush quer fazer parecer. Em 1998… Não, em 1990, antes da primeira Guerra do Golfo, li uma revista interna da indústria do armamento, chamada "Weapons Today", que tinha grandes caças na capa. Era uma revista interna da industria do armamento e o editor-chefe escreveu: "Graças a Deus que Saddam existe." O editorial dizia que, com a queda do comunismo, o sector do armamento estava a atravessar uma crise. Não havia encomendas. "Mas agora temos um inimigo ao qual ninguém põe objecções, que é Saddam Hussein." Depois o editorial sugeria: "No futuro, podemos esperar que o Islão substitua o comunismo, porque haverá mais encomendas de armas." E podem apostar que, desde 1990, o sector do armamento tem promovido um conflito entre o Cristianismo e o Islão e é isso que temos visto desde então.


Martim Cabral: Já não é divertido nem legítimo fazer sátiras sobre religião, no ambiente em que vivemos actualmente.

Terry Jones: Concordo, mas não sei se esta situação se deve ao Islão ou à nossa indústria do armamento, que atiça e provoca o Islão.


Rogeiro: É curioso porque Chesterton, que era católico, comentou: "A superioridade de uma religião reflecte-se no facto de podermos satirizar com ela." Se pudermos gozar com ela, então, é uma religião superior.

Terry Jones: É um bom argumento para o Catolicismo.


Rogeiro: O que o irrita mais na conjuntura mundial actual? Sei que a questão do Iraque é algo que lhe custa a digerir.

Terry Jones: Sim, acho que o Iraque é o verdadeiro… Antes de invadirem o Iraque… A reacção ao 11 de Setembro foi completamente estúpida.


Rogeiro: O que significou, para si, o 11 de Setembro?

Terry Jones: Para mim, o 11 de Setembro resumiu-se a umas quantas pessoas que desviaram uns aviões para... Acho que o 11 de Setembro teve origem devido à situação no Médio Oriente com a Palestina, aquilo que os israelitas estão a fazer à Palestina, com a protecção e o aval dos Estados Unidos. O 11 de Setembro resumiu-se a isso. Claro que foi uma oportunidade imperdível para que os neo-conservadores norte-americanos transformassem isso numa cruzada contra o Islão.


Martim Cabral: Se fosse presidente dos Estados Unidos, como reagiria a um ataque como o das Torres Gémeas? O que faria? Como reagiria?

Terry Jones: Quando se é um presidente patético ao serviço das grandes empresas e do sector do armamento transformamos isso em algo politicamente vantajoso e fazemos disso um motivo para criar o caos no Médio Oriente, para que haja um estado permanente de guerra. Cria-se um estado permanente de guerra contra o "terror". É uma guerra que nunca pode ser vencida.


Martim Cabral: Mas o que faria? Imagine que está na Casa Branca.

Terry Jones: Foi um acto criminoso. Não podíamos apanhar os culpados porque estavam mortos. Tinha de haver operações secretas para descobrir os mentores. Não se fazem anúncios públicos, do género: "Achamos que estão escondidos no Afeganistão. Vamos bombardear-vos daqui a três semanas, está bem?" Isso dá à Al-Qaeda tempo suficiente para sair do Afeganistão e ir para outro local. Só então é que se bombardeia o Afeganistão.


Rogeiro: Escreveu no "The Guardian" que a gramática é vítima da guerra, penso eu, e defende que é impossível combater algo abstracto.

Terry Jones: Sim, na guerra contra o terror, estamos a enfrentar um substantivo abstracto.


Rogeiro: O terrorismo, além de ser abstracto, é algo muito concreto que mutila pessoas, que destrói vidas e cidades.

Terry Jones: Mas precisamos de um inimigo. Não podemos combater um conceito abstracto. É impossível combater o terrorismo. É como a luta contra a droga. É um conceito abstracto. Temos de saber quem vamos enfrentar. Temos de descobrir quem está por detrás disso para depois os capturar. Não se anuncia ao mundo onde estão os suspeitos para depois bombardear esses locais e criar ainda mais animosidade contra nós. É essa a intenção. A ideia não é salvar o Iraque, mas sim criar animosidade contra o Ocidente, para que haja um estado permanente de guerra.


Rogeiro: Porque acha que os britânicos reelegeram Tony Blair, depois de ele se ter envolvido na questão do Iraque?

Terry Jones: Porque reelegeram Tony Blair? Não faço ideia. Há muita… Até sei, mas não devia dizer isto. Acho que muita gente rema conforme a maré. Não sei.


Martim Cabral: Correndo o risco de sermos os três alvos de uma fatwa, não acha que Osama bin Laden seria uma personagem ideal para os Monty Pyton? Seria impossível inventar uma personagem como ele.


Terry Jones: Acho que ele (Osama bin Laden) deve ter sido influenciado pelos Monty Python.



A entrevista completa a Terry Jones, aqui:

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Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

Madeleine Albright - uma grande estadista ou uma assassina?


WASHINGTON (CNN) 13/11/2007 – A ex-Secretária de Estado Madeleine Albright a o ex-Secretário da Defesa William Cohen anunciaram na Terça-Feira que iriam co-liderar uma task force para desenvolver linhas de orientação para ajudar os governos futuros dos Estados Unidos a lidarem com genocídios.

"O que sabemos é que o mundo já há muito tempo que afirma que o genocídio é inaceitável,” afirmou Madeleine Albright numa conferência de imprensa. “E, no entanto, os genocídios e os assassínios em massa continuam, e o nosso desafio é basicamente fazer corresponder as palavras aos actos de forma a acabar com este tipo de actos inaceitáveis."

(…) Albright disse que a ideia da task force veio da infeliz história de fracasso em prevenir genocídios à volta do mundo.

"Eu diria francamente que isto é o resultado de frustração", disse ela. "Não interessa o que digamos, existem mortes em massa e genocídios. E queremos ver o que é que podemos fazer para tornar as palavras 'nunca mais' em realidade."


Comentário:

'Nunca mais' – diz Madeleine Albright. A madama, agora tão preocupada com os genocídios nos países com subsolo rico em petróleo, já tinha revelado idêntica preocupação em relação às crianças iraquianas.

Leslie Stahl no programa da CBS – 60 Minutos em 5/12/1996, a entrevistar a Secretária de Estado Medeleine Albright sobre as sanções impostas pelos Estado Unidos ao Iraque:

Leslie Stahl: "Soubemos que meio milhão de crianças morreram, quero dizer, são mais crianças do que as que morreram em Hiroxima. E, bom, acha que este preço valeu a pena?"

Madeleine Albright: "Penso que é uma escolha difícil de fazer, mas o preço – achamos que o preço valeu a pena."


Vídeo (22 segundos):



Para Madeleine Albright o preço de meio milhão de crianças mortas valeu a pena. Qual teria sido o destino desta doce mulher, se acaso usasse uma suástica no braço e tivesse sido julgada pelo Tribunal Militar Internacional em Nuremberga, nos idos de Novembro de 1945?


Wikipedia - Madeleine Albright

She was also criticized for defending the sanctions of Iraq under Saddam Hussein, which led to hundreds of thousands of civilian deaths. In 1996, she made highly controversial remarks in an interview with Lesley Stahl on CBS's 60 Minutes. When asked by Stahl with regards to effect of sanctions against Iraq: "We have heard that half a million children have died. I mean, that's more children than died in Hiroshima. And, you know, is the price worth it?". Albright replied: "I think this is a very hard choice, but the price — we think the price is worth it."


During her tenure at the UN, she had a rocky relationship with the United Nations Secretary-General, Boutros Boutros-Ghali. She did not take action against the genocide in Rwanda. Albright later remarked in PBS documentary Ghosts of Rwanda that "it was a very, very difficult time, and the situation was unclear. You know, in retrospect, it all looks very clear. But when you were [there] at the time, it was unclear about what was happening in Rwanda."


According to Colin Powell's memoirs, Albright once argued for the use of military force by asking, "What’s the point of having this superb military you’re always talking about, if we can’t use it?"


In September 2006 she received the MiE Award, with Václav Havel, for furthering the cause of international understanding.
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007

JFK vs. the Federal Reserve Banksters - (Bankers + Gangsters)

Texto de Anthony Wayne - Lawgiver.org

A 4 de Junho de 1963, um decreto presidencial quase desconhecido, o Decreto Executivo 11110, foi assinado com a autoridade para essencialmente retirar ao Banco da Reserva Federal o seu poder para emprestar dinheiro ao Governo Federal dos Estados Unidos com juros. Com o golpe de uma caneta, o Presidente Kennedy anunciou que o privado Banco da Reserva Federal estaria em breve fora do negócio.

A organização Christian Law Fellowship pesquisou exaustivamente este assunto através do Registro Federal e da Biblioteca do Congresso. Pode-se agora concluir com segurança que o Decreto Executivo11110 nunca foi anulado, emendado ou substituído por nenhum Decreto Executivo ulterior. Por outras palavras, continua ainda válido.

Quando o Presidente John Fitzgerald Kennedy – o autor de «Profiles in Courage» [Perfis de Coragem] – assinou este Decreto, restituiu ao governo federal, especificamente ao Departamento do Tesouro, o poder constitucional de criar e emitir moeda – dinheiro – sem passar pelo Banco da Reserva Federal na posse de privados. O Decreto Executivo do Presidente Kennedy, Ordem Nº 11110, deu ao Departamento do Tesouro a autoridade explícita para: "emitir certificados de prata em troca de lingotes de prata, ou dólares em metal de prata ou ouro existentes no Tesouro". Isto significa que por cada onça (28,349 gramas) de prata existente nos cofres do Tesouro dos Estados Unidos, o governo podia introduzir dinheiro novo em circulação avalizado nos lingotes de prata que lá existiam fisicamente. Por isso, mais de 4 mil milhões de dólares em Notas dos Estados Unidos foram postos em circulação com o valor facial de 2 e 5 dólares. Notas dos Estados Unidos de 5 e 10 dólares nunca entraram em circulação, mas estavam a ser impressas pelo Departamento do Tesouro quando Kennedy foi assassinado. Parece óbvio que o Presidente Kennedy sabia que as Notas da Reserva Federal que estavam a ser utilizadas, supostamente como moeda legal corrente, eram contrárias à Constituição dos Estados Unidos da América.

As Notas dos Estados Unidos foram emitidas como moeda livre de juros e livre de dívida (interest-free and debt-free) avalizadas pelas reservas de prata do Tesouro Americano. Comparámos um Nota da Reserva Federal emitida pelo Banco Central privado dos Estados Unidos (o Banco da Reserva Federal, também conhecido como Sistema de Reserva Federal), com uma Nota dos Estados Unidos proveniente do Tesouro Americano emitida pela Ordem Executiva do Presidente Kennedy. Parecem quase iguais, só que uma diz "Nota da Reserva Federal"” no topo enquanto a outra diz "Nota dos Estados Unidos". Do mesmo modo, a Nota da Reserva Federal possui um selo verde e um número de série enquanto a Nota dos Estados Unidos tem um selo vermelho e um número de série:


Nota dos Estados Unidos

Nota da Reserva Federal


O Presidente Kennedy foi assassinado a 22 de Novembro de 1963 e as Notas dos Estados Unidos que ele emitiu foram de imediato retiradas de circulação. As Notas da Reserva Federal continuaram a servir como moeda corrente da nação. Segundo os serviços secretos americanos, 99% de todo o papel-moeda a circular nos EUA em 1999 eram Notas da Reserva Federal.

Kennedy sabia que se as Notas dos Estados Unidos avalizadas por prata circulassem amplamente, teriam eliminado a procura as Notas da Reserva Federal. É apenas uma simples questão económica. As Notas dos Estados Unidos eram avalizadas por prata e as Notas da Reserva Federal não eram suportadas por nada que tivesse algum valor intrínseco. O Decreto Executivo 11110 teria evitado que a dívida nacional tivesse atingido o seu nível actual (praticamente toda a dívida federal, mais de 9 biliões de dólares [$9 trillion], foi criada desde 1963), se Lyndon B. Johnson e todos os Presidentes que lhe sucederam a tivessem aplicado. Teria permitido quase imediatamente ao governo americano reembolsar a sua dívida sem recorrer aos bancos privados da Reserva Federal e ser obrigado a pagar juros para criar "dinheiro" novo. O Decreto Executivo 11110 forneceu aos EUA o poder de, mais uma vez, criar o seu próprio dinheiro avalizado pela prata e com valor autêntico.

Assim, de acordo com a nossa pesquisa, apenas cinco meses depois do assassínio de Kennedy, deixaram de ser emitidos os Certificados de Prata da Série 1958, e foram mais tarde retirados de circulação. Talvez o assassínio de Kennedy fosse um aviso a todos os futuros presidentes para não interferirem com o controlo da criação de dinheiro pela privada Reserva Federal. Parece óbvio que o Presidente Kennedy desafiou os "poderes que existem por trás dos EUA e da finança mundial". Com verdadeira coragem patriótica, Kennedy enfrentou audaciosamente os dois mais poderosos instrumentos que alguma vez foram utilizados para aumentar a dívida:

1) A guerra do Vietname; e

2) A criação de dinheiro por um banco central privado.

O seu empenho em tirar todas as tropas do Vietname até 1965 combinado com o Decreto Executivo11110 teria destruído os lucros e o controlo do privado Banco da Reserva Federal.



Decreto Executivo Nº 11110


Emenda do Decreto Executivo nº 10289, como emendado, relativa ao desempenho de certas funções com influência no Departamento do Tesouro.

Em virtude da autoridade que me foi concedida pela secção 301 do capítulo 3 do Código Geral dos Estados Unidos, é ordenado o seguinte:

SECÇÃO 1. Decreto executivo Nº 10289 de 19 de Setembro de 1951, como emendado, é por este meio adicionalmente emendado –

(a) Acrescentando ao fim do parágrafo 1 o seguinte subparágrafo (j):

(j) A autoridade investida na Presidente pelo parágrafo (b) da secção 43 da lei de 12 de Maio de 1933, como emendado (31 U.S.C. (Lei Geral dos EUA) 821 (b)), para emitir certificados de prata em face de qualquer lingotes de prata, prata, ou dólares de prata correntes existentes na Tesouraria não retidos para resgate de qualquer certificado de prata excepcional, para regulamentar o valor desses certificados de prata e para cunhar dólares correntes de prata e dinheiro de prata subsidiário para o seu resgate”, e

(b) Revogando os subparágrafos (b) e (c) do parágrafo 2.

SECÇÃO 2. A emenda feita por este Decreto não irá afectar nenhuma lei já existente, ou qualquer direito que aumente ou tenha aumentado ou qualquer pleito ou processo judicial em andamento ou tenha começado em qualquer causa civil ou criminal anterior à data deste Decreto mas todas essas responsabilidades continuam e podem aplicar-se como se as emendas não tivessem sido realizadas.

JOHN F. KENNEDY
THE WHITE HOUSE (CASA BRANCA),

4 de Junho de 1963


Uma vez mais, o Decreto Nº 11110 continua a ser válido. Segundo o Diploma 3, Código dos Estados Unidos, Secção 301 datado de 26 de Janeiro de 1998:

Decreto Executivo (EO – Executive Order) 10289 datado. 17 de Setembro, 1951, 16 F.R. 9499, foi emendada por:

EO 10583, datado de 18 de Dezembro de 1954, 19 F.R. 8725;
EO 10882 datado de 18 de Julho de 1960, 25 F.R. 6869;
EO 11110 datado de 4 de Junho de 1963, 28 F.R. 5605;
EO 11825 datado de 31 de Dezembro de 1974, 40 F.R. 1003;
EO 12608 datado de 9 de Setembro de 1987, 52 F.R. 34617



As emendas de 1974 e 1978, acrescentadas depois da emenda de Kennedy de 1963, não mudaram ou alteraram nenhuma parte do Decreto Executivo 11110. Uma pesquisa nos Projectos Executivos e nas Directivas Presidenciais de Clinton de 1998 e 1999 não mostraram nenhuma referência a qualquer alteração, suspensão ou mudanças ao Projecto Executivo 11110.

O Banco da Reserva Federal, também conhecido como Sistema da Reserva Federal, é uma Corporação Privada. O Black's Law Dictionary (Dicionário de Leis dos EUA) define o Sistema de Reserva Federal como:

«Rede de doze bancos centrais à qual pertence a maioria dos bancos nacionais e à qual os bancos estatais comerciais podem pertencer. As regras dos membros requerem investimento em acções e reservas mínimas

Bancos Privados possuem acções do FED (Sistema de Reserva Federal). Isto foi explicado em mais detalhe no caso de Lewis vs Estados Unidos, 2ª Série, Vol. 680, Páginas 1239, 1241 (1982), onde o tribunal afirmou:

«Cada Banco da Reserva Federal é uma corporação distinta, propriedade dos bancos comerciais na sua região. Os bancos comerciais possuidores de acções elegem duas terças partes dos nove membros da direcção de cada Banco

Os Bancos da Reserva Federal são controlados localmente pelos seus bancos membros. Mais uma vez, de acordo com o Black's Law Dictionary, descobrimos que estes bancos privados emitem efectivamente dinheiro:

«A Lei da Reserva Federal que criou os bancos da Reserva Federal que actuam como agentes na manutenção de reservas de dinheiro, emitindo dinheiro em forma de notas de banco, emprestando dinheiro aos bancos, e supervisionando os bancos. Administrado pela Direcção da Reserva Federal (q.v. (quod vide - veja))


Os bancos privados da Reserva Federal (FED) emitem de facto (criam) o “dinheiro” que usamos. Em 1964, a House Committee (Comissão Parlamentar) sobre Banca e Moeda, Subcomissão em Finança Doméstica, na segunda sessão do 88º congresso, elaborou um estudo intitulado Factos sobre o Dinheiro que contêm uma boa descrição do que é o FED:

«A Reserva Federal é totalmente uma máquina de fazer dinheiro. Pode emitir dinheiro ou cheques bancários. E nunca tem problemas em converter os seus cheques porque pode obter as notas de $5 e $10 necessárias para cobrir os seus cheques, simplesmente pedindo à Agência Tipográfica do Departamento do Tesouro para as imprimir.»

Qualquer pessoa ou qualquer grupo estreitamente unido que possua muito dinheiro, tem muito poder. Agora imagine um grupo de pessoas que têm o poder de criar dinheiro. Imagine o poder que estas pessoas têm. Isto é exactamente o que o privado Sistema de Reserva Federal é!

Ninguém fez mais para expor o poder do FED que Louis T. McFadden,, que foi o Presidente do House Banking Committee (Comissão que supervisiona todos os serviços financeiros nos EUA) nos anos trinta.. Ao descrever o FED, McFadden comentou no Congressional Record (registo do Congresso dos EUA), páginas da Câmara 1295 e 1296 a 10 de Junho de 1932:

"Sr Presidente, temos neste país uma das mais corruptas instituições que o mundo jamais conheceu. Refiro-me à ao Conselho de Directores da Reserva Federal e aos bancos da Reserva Federal. O Conselho de Directores da Reserva Federal, uma Direcção Governamental, tem roubado o Governo dos Estados Unidos e o povo dos Estados Unidos com dinheiro suficiente para pagar a dívida nacional. O saque e as iniquidades do Conselho de Directores da Reserva Federal e dos bancos da Reserva Federal actuando em conluio custaram a este país o dinheiro suficiente para pagar várias a dívida nacional. Esta instituição corrupta tem empobrecido e arruinado o povo dos Estados Unidos; arruinou-se a si mesma, e arruinou praticamente o nosso Governo. Fê-lo através da administração desonesta dessa lei pela qual o Conselho de Directores da Reserva Federal foi criado e através das práticas corruptas dos abutres endinheirados que o controlam".

Algumas pessoas pensam que os Bancos da Reserva Federal são instituições governamentais dos Estados Unidos. Eles não são instituições governamentais, nem departamentos ou agências. São monopólios de crédito privados que roubam o povo dos Estados Unidos para benefício de si mesmos e dos seus sócios estrangeiros. Estes 12 monopólios de crédito privados foram falsamente colocados neste país por banqueiros que vieram da Europa e que nos retribuíram a nossa hospitalidade debilitando as instituições americanas.

A Reserva Federal (FED) opera basicamente desta forma: O governo outorgou o poder de criar dinheiro aos bancos do FED. Eles criam dinheiro, e a seguir emprestam-no ao governo cobrando juros. O governo cobra os impostos sobre o rendimento para pagar a dívida. Nesta altura, é interessante verificar que a Lei da Reserva Federal (Federal Reserve Act) e a décima sexta emenda (sixteenth amendment), que dá ao Congresso o poder de colectar os impostos sobre o rendimento, foram ambos aprovados em 1913.

O poder incrível do FED sobre a economia é admitido universalmente. Algumas pessoas, sobretudo nas comunidades bancárias e académicas, inclusivamente apoiam-no. Por outro lado, existem aqueles, como o Presidente John Fitzgerald Kennedy, que o denunciou. Os seus esforços foram referidos por Jim Marrs, no seu livro "Crossfire" de 1990.

Outro aspecto despercebido da tentativa de Kennedy para reformar a sociedade americana envolve dinheiro. Kennedy aparentemente argumentou que retornando à constituição que determina que apenas o Congresso tem o poder de cunhar e regular dinheiro, a crescente dívida nacional poderia ser reduzida não pagando juros aos banqueiros do Sistema da Reserva Federal, que imprimem papel moeda e emprestam-no ao governo com juros.

Kennedy abordou esta área a 4 de Junho de 1963, assinando o Decreto Executivo Nº 11110 que requeria a emissão de $4,292,893,815 dólares em Notas dos Estados Unidos através do Tesouro Americano em vez da tradicional Sistema de Reserva Federal. Nesse mesmo dia, Kennedy assinou um decreto que alterava o aval das notas de um e dois dólares de prata para ouro, dando mais força ao debilitado dinheiro americano.

O controlador do dinheiro de Kennedy, James J. Saxon, tinha estado em desacordo com o Conselho de Directores da Reserva Federal durante algum tempo, encorajando maiores poderes de investimento e empréstimo aos bancos que não faziam parte do Sistema de Reserva Federal. Saxon decidiu também que os bancos que não pertenciam à Reserva Federal podiam subscrever obrigações tanto estatais como gerais, de forma a enfraquecer os bancos dominantes da Reserva Federal.

Num comentário feito numa turma na Universidade de Columbia a 12 de Novembro de 1963, dez dias antes do seu assassínio, o Presidente John Fitzgerald Kennedy alegadamente afirmou:

"O cargo de Presidente tem sido usado para fomentar uma conspiração para destruir a liberdade americana e antes de eu deixar o lugar, devo informar os cidadãos desta situação".

Nesta matéria, John Fitzgerald Kennedy parece ser um personagem do seu próprio livro... um verdadeiro Perfil de Coragem.


Comentário:

No filme choque JFK, de Oliver Stone (1991), o realizador prova, graças a um sem número de incongruências, incluindo o filme amador de Zapruder (onde se vê Kennedy a ser alvejado de frente na cabeça, enquanto Oswald, o suposto assassino, estava num edifício atrás do Presidente no momento dos disparos), que foi o aparelho de estado norte-americano que assassinou kennedy.

Stone atribui o atentado ao complexo militar-industrial que, sem dúvida, teve muito a ganhar com a morte de kennedy e com a subsequente escalada da guerra do Vietname. Mas o filme pode ter servido para desviar atenções do principal suspeito – a Reserva Federal Americana (FED) – o banco central privado que controlava, e controla, toda a finança americana, e que Kennedy se preparava para desmantelar, colocando o governo americano a emitir o seu próprio dinheiro livre de juros.

Um pequeno excerto do filme JFK de Oliver Stone, exactamente na parte em que as culpas do assassínio de Kennedy são exclusivamente imputadas ao complexo militar-industrial americano:

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Terça-feira, Outubro 02, 2007

O Lobby Israelita: quão poderoso é de facto?



Quando se discute a política norte-americana em relação a Israel e à Palestina, grupos como o Comité de Negócios Públicos Americano-Israelita (American Israel Public Affairs Committee (AIPAC) e comités relacionados de acção política (PACs) influenciaram decerto alguns membros de Congresso Americano, assim como alguns decisores tanto em Administrações Republicanas como Democratas. Além disso, organizações judaicas democratas e conservadoras mobilizaram recursos de lobby consideráveis, contribuições financeiras da comunidade judia, e pressões de cidadãos nos media e outros fóruns de discussão pública em defesa do governo israelita. Às vezes, criaram até um clima de intimidação contra muitos dos que falam em paz e direitos humanos ou que apoiam o direito dos Palestinianos à autodeterminação. Mas daí a afirmar que o lobby israelita é o principal responsável pela política norte-americana no Médio Oriente, mesmo quando se trata de Israel, vai uma enorme distância.


O que é que motiva o apoio norte-americano ao governo israelita?

A triste realidade é que o governo dos EUA é perfeitamente capaz de apoiar as alas mais à direita de países aliados, de forma a invadir, reprimir e colonizar vizinhos mais fracos, sem que aqueles possuam uma minoria étnica bem organizada nos EUA, que de alguma forma force o Congresso ou a administração a fazer isso. Afirmar o contrário seria assumir que sem o lobby pró-israelita, os Estados Unidos seriam incentivadores do direito internacional e dos direitos humanos na sua política externa. Dado que a política externa americana raramente encorajou a lei internacional e os direitos humanos, excepto quando correspondem aos seus próprios interesses políticos de curto prazo, porque é que o Oriente Médio deveria ser uma excepção? Nunca existiu um lobby indonésio-americano responsável pelo apoio da ocupação brutal de Timor Leste pela Indonésia durante um quarto de século, nem existe um lobby marroquino-americano responsável pelo apoio da actual ocupação marroquina do Saara Ocidental.

É certamente verdade que os Estados Unidos, nas palavras de Mearsheimer e Walt, "não estão sintonizados" com a grande maioria da comunidade internacional na questão entre Israel e a Palestina. Todavia os Estados Unidos também estão "não estão sintonizados" em relação à grande maioria da comunidade internacional no que toca ao tratado que proíbe minas terrestres, ao Tribunal Penal Internacional, ao Protocolo de Kyoto sobre o efeito de estufa, e ao embargo contra Cuba. De igual forma, duas décadas atrás, os Estados Unidos estiveram também "não estiveram sintonizados"com a vasta maioria da comunidade internacional a respeito da colocação de minas nos portos nicaraguanos e no apoio aos Contra terroristas, bem como na oposição às sanções contra o regime do apartheid na África do Sul e aliando-se a Pretória no apoio aos rebeldes de UNITA em Angola.

A observação Mearsheimer e de Walt de que o apoio dos EUA a Israel é contrário aos interesses estratégicos americanos porque estimulam o anti-americanismo no mundo árabe / islâmico não é uma posição dissidente sem precedentes. Em qualquer administração americana, há elementos nos círculos da elite governante que chegam a conclusões que desafiam o pensamento dominante. Por exemplo, Mearsheimer e Walt juntaram-se a Zbigniew Brzezinski, Jacek Krugler e outros «pragmáticos» que reconheceram que a invasão de Iraque foi contrária aos interesses da segurança nacional dos EUA, mas a administração Bush e uma boa parte do Congresso (incluindo a liderança dos dois partidos) foram de opinião contrária. De igual modo, alguns líderes «pragmáticos» dos anos sessenta, como Hans Morgenthau, opuseram-se à Guerra do Vietname, mas isso não travou uma esmagadora maioria bipartidária em Washington de acreditar erradamente, pelo menos até finais de 1960, que a guerra servia melhor os interesses de América. Por outras palavras, administrações de ambos os partidos já provaram ser capazes repetidamente de agir contra os interesses nacionais americanos a longo prazo sem que o lobby israelita os force a tanto.

Nalguns aspectos claramente demarcados, o apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controle de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.

As frequentes guerras de Israel têm proporcionado o teste no campo de batalha das novas armas americanas e a indústria de armamento israelita tem fornecido armas e munições aos governos e movimentos de oposição apoiados pelos Estados Unidos. Além disso, durante os anos oitenta, Israel serviu como um canal para o escoamento de armamento americano para governos e movimentos impopulares nos Estados Unidos que receberam ajuda militar evidente, inclusive a África do Sul sob o regime do apartheid, a República islâmica de Irão, as juntas do exército de direita da Guatemala e os Contras da Nicarágua.

Conselheiros militares israelitas ajudaram os Contra da Nicarágua, a junta Salvadorenha e outros movimentos e governos apoiados pelos Estados Unidos. A agência de serviços secretos israelita Mossad cooperou com a CIA e com outras agências de informações americanas colhendo informações secretas e liderando operações secretas. Israel possui mísseis capazes de atingir alvos a milhares de milhas das suas fronteiras e colaborou com o complexo militar-industrial americano em pesquisa e desenvolvimento para os lutadores de novos caças e sistemas defensivos anti-mísseis, uma relação que cresce de ano para ano.

Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, "É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal, uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho." O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível de afundar.

Um dos princípios mais fundamentais na teoria de relações internacionais é que a relação militar mais estável entre adversários (além do desarmamento) é a paridade estratégica. Tal relação proporciona a cada oponente um dissuasor efectivo contra a possibilidade do outro lançar um ataque preventivo. Se os Estados Unidos estivessem simplesmente preocupados com a segurança de Israel, Washington deveria manter as defesas israelitas num nível aproximadamente igual a qualquer combinação de forças armadas árabes. Em vez disso, líderes de dos dois partidos políticos dos EUA exigiram assegurar a superioridade qualitativa militar israelita. Quando Israel era militarmente menos dominante, havia menos consenso em Washington para apoiar o Israel. O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.

A enorme quantia de ajuda militar recebida anualmente por Israel foi citada por Mearsheimer e Walt, entre outros, como indicador do poder do lobby israelita. Contudo este modelo de ajuda reflecte a importância de Israel para os próprios interesses americanos. Imediatamente a seguir à vitória espectacular de Israel na guerra de 1967, quando demonstrou a sua superioridade militar na região, a ajuda americana aumentou abruptamente 450%.

Parte deste aumento, segundo o New York Times, estava aparentemente relacionado com a vontade de Israel de fornecer aos Estados Unidos exemplos das novas armas soviéticas que capturou durante a guerra. A seguir à guerra civil na Jordânia de 1970-71, quando o Israel exibiu sua capacidade para deter a intervenção síria em defesa da insurreição contra a monarquia pró-ocidental jordana e assim manter os movimentos revolucionários fora das suas fronteiras, os EUA aumentaram ainda mais a sua ajuda.

Quando Israel provou a sua força ao opor-se com sucesso a uma agressão surpreendentemente forte do exército árabe em Outubro de 1973, a ajuda militar dos EUA aumentou uma vez mais. Estes aumentos de ajuda aconteceram em simultâneo com a decisão britânica de retirar as suas forças das áreas a leste do Canal de Suez. Conjuntamente com o Xá de Irão que também recebeu massiva cooperação em armamento e logística como um componente fundamental da Doutrina Nixon, Israel emergiu como uma importante força aliada após a retirada britânica.

Este padrão continuou quando a ajuda disparou novamente em 1977, a seguir à eleição do primeiro governo da ala direita do Likud em Israel. Aumentos subsequentes de ajuda coincidiram com a queda do Xá e a ratificação do tratado de Camp David com o Egipto. A ajuda americana cresceu ainda mais logo a seguir à invasão israelita de Líbano em 1982.

Em 1983 e 1984, quando os Estados Unidos e Israel assinaram um memorando de acordo em cooperação estratégica e planeamento militar e conduziram os primeiros exercícios navais e aéreos conjuntos, Israel foi recompensado com uma ajuda económica adicional de 1.5 mil milhões de dólares e mais 500 milhões de dólares para o desenvolvimento de um novo caça. Durante e imediatamente após a Guerra de Golfo, a ajuda americana aumentou em 650 milhões de dólares.

Na década seguinte, quando começaram a surgir preocupações relativas à ameaça de grupos terroristas, extremistas islâmicos, e os denominados "Estados párias", a ajuda americana a Israel aumentou ainda mais. Um tratado de paz com a Jordânia e uma série de acordos rompidos com os Palestinianos conduziram a transferências adicionais de armas para Israel.

Em lugar de ser uma despesa, como Mearsheimer e Walt reivindicaram, a Guerra do Golfo de 1991 provou uma vez mais que Israel constitui um recurso estratégico: Desenvolvimentos israelitas em tecnologia militar ar-solo foram integrados em raides de bombardeamento aliados contra bases de mísseis iraquianas e outros objectivos; Tanques de gasolina projectados por Israelitas para aviões de combate F-15 aumentaram grandemente o seu alcance; fornecimentos de minas israelitas foram utilizados durante os ataques finais às posições iraquianas; Pontes móveis israelitas foram usadas pelo marines americanos.

Sistemas de mira e dispositivos de prevenção de baixa altitude israelitas foram empregados pelos helicópteros americanos; e Israel desenvolveu componentes fundamentais para os muito utilizados mísseis Tomahawk. Israel é também o 5ª maior fornecedor de material militar de alta tecnologia ao Estados Unidos. Não surpreendentemente, a ajuda dos EUA a Israel intensificou-se ainda mais nos anos noventa, embora o apoio militar aos adversários árabes tenha decaído devido ao colapso do União Soviética.

Desde o 11 de Setembro de 2001, a percepção de Israel como um aliado natural na "guerra ao terrorismo" do Presidente George W. Bush cimentou ainda mais a aliança estratégica, à medida que o Pentágono posiciona equipamento militar em Israel de forma a aumentar a prontidão militar para outras intervenções no Oriente Médio. Israel também apoiou as operações militares dos EUA no Iraque ajudando a treinar as Forças Especiais americanas em técnicas de contra-insurgência agressiva e enviando especialistas de guerra urbana para Fort Bragg dar instrução a esquadrões da morte que têm por alvo líderes suspeitos de guerrilha iraquianos. A administração civil americana no Iraque, estabelecida no seguimento da invasão ema 2003, seguiu o modelo da administração civil de Israel nos territórios árabes ocupados após a invasão israelitade 1967. Oficiais americanos viajaram para Israel e oficiais israelitas viajaram para o Iraque para consultas adicionais.

Ainda por cima, os israelitas ajudaram a armar e a treinar milícias curdas pró-americanas e ajudaram funcionários americanos em centros de interrogatório para insurgentes suspeitos detidos perto de Bagdade. Conselheiros israelitas compartilharam conselhos úteis no levantamento de obstáculos em estrada operacionais e postos de controlo, forneceu treino na destruição de minas métodos de arrombamento de barreiras e sugeriram técnicas para localizar insurgentes suspeitos usando drones (aviões não tripulados). Israel também forneceu equipamento de vigilância aérea, drones de engodo e equipamento de construção blindada. Em troca, Israel recolheu ainda mais apoio dos EUA.

Em suma, quanto mais forte, mais agressivo e mais aquiescente com os interesses dos EUA, Israel se tornar, maior o nível de ajuda e cooperação estratégica que recebe. Um Estado de Israel militante é visto como promotor de interesses americanos. Na realidade, um Estado israelita em constante estado de guerra - tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos, está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.

Como o ex-Ministro de Estado de Henry Kissinger disse uma vez, em referência à relutância de Israel em fazer paz, "a obstinação de Israel… serve melhor os propósitos dos nossos dois países."

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Domingo, Setembro 30, 2007

O jornal Expresso, a propaganda, a mentira e as guerras do petróleo

A Invasão do Iraque em 2003 teve inicio a 20 de Março através de uma aliança entre os Estados Unidos da América, Reino Unido e muitas outras nações (unidade conhecida como a Coligação). O pretexto da ocupação, inicialmente, foi encontrar as armas de destruição em massa que, supostamente, o governo iraquiano teria em stock e que, segundo Bush, representavam um risco ao seu país, abalado pelos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. As supostas armas de destruição massiva que o Iraque possuiria jamais foram encontradas pelas forças de ocupação. As também alegadas ligações de Saddam com grupos terroristas islamistas nunca foram comprovadas.

Os EUA forneceram entre 1981 e 2001 cerca de 50% das importações de armas de Saddam Hussein. A dívida de Saddam aos americanos atingiu no período 1988-1998 um montante entre 7 e 8 biliões de dólares. A intervenção dos EUA no Iraque resulta de uma sequência de mentiras. Entretanto já morreram no Iraque 3.800 soldados americanos e mais de 1 milhão de civis iraquianos (Los Angeles Times - September 14, 2007).

Como no Iraque, o motivo principal por detrás das ameaças de guerra contra o Irão não são as armas de destruição em massa, mas o petróleo. O programa nuclear iraniano não é, na realidade, visto por Washington como uma grande ameaça. Assim como no Iraque, as armas de destruição em massa funcionam como casus belli para uma acção militar com outros objectivos.

Não existem quaisquer provas que o Irão tenha um programa de armas nucleares. As inspecções nos últimos três anos não encontraram qualquer programa de armamento nuclear. Já tiveram lugar mais de 2.200 pessoas/horas de inspecções das instalações nucleares do Irão pela Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), e Mohammed El Baradei já afirmou que não há qualquer evidência que o Irão tenha um programa de armas nucleares. Até o relatório oficial da CIA de 2005 concluiu que o Irão precisaria de pelo menos 10 anos para ter capacidade para produzir uma arma nuclear.

O Irão detém as terceiras maiores reservas de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita