sábado, abril 12, 2008

Lá dentro, no «inner circle» do poder, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos




Miguel Sousa Tavares (Expresso 07/01/2006)

«Todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos [Ota e TGV], [...] os empresários de obras públicas e os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. O grande dinheiro agradece e aproveita.»

«Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre.»


TSF Online: Um estudo da consultora PriceWaterCoopers indica que o preço da ligação em alta velocidade Lisboa-Porto-Madrid disparou para os 11 mil milhões de euros, mais 40,6 por cento que os 8 mil milhões de euros previstos em 2004.



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5 comentários:

xatoo disse...

toda a gente sabe que "as grandes obras" (cujo centro de decisão é gerido por lobies como nos States)é que são o "motor da economia" (capitalista)
Num cenário destes, qual é a alternativa?
(acabar com o capitalismo)
Mas não me parece ser este entreparentesis que seja o objectivo pelo qual o Sousa Tavares escreve. E sendo assim não tem remédio. Dão-se alvissaras a quem encontrar uma solução credível dentro deste quadro.

PintoRibeiro disse...

E pouco ou nada vamos mesmo sabendo...

hans disse...

Seja o que for, os xico-espertos do governo suxialista é que assim as fazem ao gosto e medram como bichos porque o pobo imbecil o permite. E é então isso bem feito.

Anónimo disse...

O preço do TGV é agora mais 40,6%, do que as previsões iniciais ?
Imagino qual será o total da obra, depois de feito.

Queria também responder ao anónimo das abelhas, Vê este filme:
http://video.google.com/videoplay?docid=-842180934463681887
E depois diz algo.
(O filme é impressionante, e apesar de um pouco longo, vale a pena.)

Zorze disse...

E apenas sabemos isto. E o que não sabemos ?

Um abraço,
Zorze