domingo, maio 25, 2008

Auschwitz - Ser fiel à História?


Sapo Notícias:

«A companhia Hotel Modern, criada e estabelecida em Roterdão, trouxe a Portugal o espectáculo «Kamp», que de 15 a 18 de Maio esteve no Centro Cultural de Belém. Nesta criação do Hotel Modern, mais de 3 mil pequenas marionetas (poucos maiores que uma caneta) contam a história de Auschwitz.»

«Pode um espectáculo produzido em tão pequena escala dar conta de tamanha atrocidade? Ser fiel à História? A verdade é que a «pequenez» dos cenários e das marionetas acentua o drama vivido em Auschwitz, e ao mesmo tempo atenua algumas das imagens mais violentas que envolvem cadáveres na câmara de gás. Ou a imagem de milhares de marionetas a serem descarregadas de um mini comboio. E de repente, a miniatura torna realidade presente.»


No Wikipedia encontra-se uma descrição mais detalhada de Auschwitz:

Auschwitz II (Birkenau)

«Auschwitz II (Birkenau) é o campo que a maior parte das pessoas conhece como Auschwitz. Ali se encerraram centenas de milhares de judeus e ali também foram executados mais de um milhão de judeus e ciganos. »

«O objectivo principal do campo não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (caso de Auschwitz I e III) mas sim de exterminá-los. Para cumprir esse objectivo, equipou-se o campo com quatro crematórios e câmaras de gás. Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na primavera de 1942. »

«A maioria dos prisioneiros chegava ao campo por trem, com frequência depois de uma terrível viagem, em vagões de carga, que durava vários dias. A partir de 1944, estendeu-se a linha para que os trens chegassem directamente ao campo. Algumas vezes, logo após a chegada, os prisioneiros eram conduzidos directamente às câmaras de gás. Noutras ocasiões, os nazis seleccionavam alguns prisioneiros, sob a supervisão de Josef Mengele, para ser enviados a campos de trabalho ou para realizar experiências. Geralmente as crianças, os anciãos e os doentes eram enviados directamente para as câmaras de gás


Evacuação e libertação

«As câmaras de gás do Birkenau foram destruídas pelos nazis em Novembro de 1944 com a intenção de esconder as actividades do campo das tropas soviéticas. A 17 de Janeiro de 1945 os nazis iniciaram uma evacuação do campo. A maioria dos prisioneiros deveria partir para o oeste. Aqueles muito fracos ou doentes para caminhar foram deixados para trás. Perto de 7.500 prisioneiros (ou 3.000 segundo outras fontes), pesando entre 23 e 35Kg, foram libertados pelo Exército Vermelho a 27 de Janeiro de 1945.»



Comentário:

Face ao que é dito sobre a libertação e evacuação de Auschwitz, duas questões se colocam:

1 – Se os nazis destruíram as câmaras de gás para esconder os gaseamentos e o Holocausto, porque deixaram ficar para trás 7.500 prisioneiros como testemunhas?

2 – Se «o objectivo principal do campo não era o de manter prisioneiros como força de trabalho, mas sim exterminá-los», e se «geralmente as crianças, os anciãos e os doentes eram enviados directamente para as câmaras de gás», porque mantiveram vivos 7.500 prisioneiros «muito fracos ou doentes para caminhar»? Se o objectivo era o extermínio, porque alimentavam prisioneiros que pesavam entre 23 e 35 Kg e que eram, portanto, incapazes de trabalhar?
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9 comentários:

Zorze disse...

A verdadeira História ainda está por contar.
Quando Mahmoud Ahmadinejad veio dizer que tinha dúvidas quanto ao genocídio, houve, meio mundo que tremeu. Por que será ?

Abraço,
Zorze

xatoo disse...

pensei que fosse uma exposição, mas não, era uma peça de teatro; Passei por lá por acaso no final do último espectáculo e assisti (por gentil amabilidade do porteiro) a um breve (foi imposto que fosse breve) diálogo dos autores (2 deles judeus) aberto a questões postas pelo público.
3 perguntas ficaram sem resposta:
- pq é que durante 30 anos nunca se falou no "holocausto
- durante a época da Cortina de Ferro o curador de Oscewin Franscizek Piper reportou não haver câmaras de gaz no campo
- pq é que só se começou a falar da "shoa" depois da administração Carter ter resolvido financiar o Museu do Holocausto em Washington no final da década de 70

Em compensação levantou-se um individuo que disse ter estado preso no Tarrafal (demasiado novo para isso, mas enfim) que ocupou bem um terço do tempo disponivel a tecer loas à solidariedade entre prisioneiros politicos - obviamente tratava-se de um emissário com a precisa missão de exercer uma concreta acção de "spin".
É impressionante como todos os espectadores acreditam em tudo, sem pestanejar - o que é que podemos fazer contra isto?

Diogo disse...

A história do holocausto (aliada à censura sobre o assunto) está extremamente entranhada nas pessoas. Tenho colegas que, quando abordo o assunto, reagem com se eu estivesse a blasfemar. Fomos bombardeados durante muitos anos com muitos filmes, muitos programas de televisão, muitos artigos de jornais e muitos livros. É difícil analisar o assunto com obejectividade.

Apache disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Apache disse...

Deixo mais uma pergunta - Matar as crianças não seria acabar com a força de trabalho futura? Estariam os nazis a prever antecipadamente a derrota?
Já agora (como ainda não comentei este assunto, deixo mais uma achega…
A história, não é, de todo, tema que domine, mas acho surreal este artigo da Wikipédia. Diz o autor que o 1º teste com Zyklon B foi realizado em Setembro de 1941 e que foi bem-sucedido tendo sido de imediato construídas as câmaras de gás. Admitamos que entraram em funcionamento a 1 de Outubro de 1941, tendo funcionado até 30 de Novembro de 1944 (segundo o autor, foram destruídas neste mês). São 1127 dias. Diz também que o campo tinha entre 13 a 16 mil prisioneiros (em média). Consideremos 14 500. Acrescenta que terão morrido (pelo menos) 1 milhão de pessoas. Ora bem, considerando (na melhor das hipóteses para esta versão) que todas as pessoas do campo eram gaseadas e este era “repovoado de imediato (1000000/14500=69), houve 69 repovoamentos. Ou seja (1127/69=16,3) cada pessoa passava 16 dias no campo. Como é que conseguia ser tão maltratada e tão mal alimentada que pesava 25 a 35Kg, em tão pouco tempo?
Conclusão, ou os prisioneiros eram bem mais “gordinhos” ou jamais por lá passou 1 milhão de pessoas.
Mas há muitas mais contas (simples) a fazer… Por exemplo, (1000000/1127=887). Como é que se cremam 887 pessoas por dia? Grandes fornos… Produção industrial, certamente…
Mas a história nunca se deu bem com a matemática…

Diogo disse...

Apache, a história não tem ponta por onde se lhe pegue.

Aqui, fotografias mostrando as crianças libertadas no campo de concentração de Auschwitz em 27 de Janeiro de 1945. As fotos foram tiradas pelos soviéticos imediatamente após a libertação do campo.

Ashera disse...

É tudo muito estranho, de facto considero uma historia mal contada, até onde chegará a imaginação das pessoas?e qual o objectivo de tamanha invenção (medonha)...
Mas nada como os m€rdia para difundirem o terror...já aqui concordo com Bento XVI quando diz:
"Sem dúvida, a pobreza é um fator subjacente a esses fenômenos", disse Bento 16, que nasceu na Alemanha.

"Mas há um outro aspecto que precisamos reconhecer. Estou me referindo à trivialização da sexualidade nos meios de comunicação e na indústria do entretenimento, o que alimenta o declínio dos valores morais."

Boa semana amigo diogo
Beijos com beijos

Diogo disse...

Ashera: «qual o objectivo de tamanha invenção (medonha)...»

O objectivo foi a criação do Estado de Israel na Palestina.

Primeiro para forçar os judeus (não ricos) a emigrarem para Israel. Depois para financiar a construção de Israel (graças às compensações financeiras).

Um beijo

Anónimo disse...

...e qual o objectivo de tamanha invenção (medonha)...
pergunta a ashera. Eu tento responder:
Sem "Holocausto" haveria ocupação da Palestina e "Estado de Israel"?
Depois, como sou mauzinho, ainda adianto mais: Que jeito fez Hitler e o Nazismo "À causa".

Um @bração
Zecatelhado