quinta-feira, setembro 03, 2009

Bergen-Belsen - Um campo de convalescença nazi para judeus demasiado doentes para trabalhar



Texto no site judaico-americano - Jewish Virtual Library:



[Tradução minha]

Bergen-Belsen foi um campo de concentração perto de Hanôver no noroeste da Alemanha, localizado entre as vilas de Bergen e Belsen. Construído em 1940, era um campo para prisioneiros de guerra para prisioneiros Franceses e Belgas. Em 1941, foi renomeado Stalag 311 e recebeu 20 mil prisioneiros russos.

O campo mudou de nome para Bergen-Belsen e foi convertido num campo de concentração em 1943. Os Judeus com passaporte estrangeiro eram ali detidos para serem trocados por nacionais alemães presos fora do país, embora poucas trocas tenham sido feitas. A cerca de 200 Judeus foi permitido emigrar para a Palestina e a cerca de 1.500 Judeus húngaros foi permitido emigrar para a Suíça, tendo ambas as migrações sido feitas sob o plano de troca por nacionais alemães.

Bergen-Belsen serviu principalmente como campo de detenção para prisioneiros Judeus. (...) [Bergen-Belsen] Foi concebido para albergar 10 mil prisioneiros, mas, no final da guerra, estavam lá detidos mais de 60 mil prisioneiros, devido ao grande número de prisioneiros evacuados de Auschwitz e de outros campos do Leste. Dezenas de milhar de prisioneiros de outros campos vieram para Bergen-Belsen após cruéis marchas da morte.

As condições no campo [de Bergen-Belsen] eram boas atendendo aos padrões dos campos de concentração e a maioria dos prisioneiros não era sujeita a trabalhos forçados. Porém, no começo da primavera de 1944 a situação deteriorou-se rapidamente. Em Março, Belsen foi renomeado um Ehrholungslager [Campo de Convalescença], para onde eram trazidos prisioneiros de outros campos de concentração, demasiado doentes para trabalhar, embora nenhum recebesse tratamento médico.


Mulheres sobreviventes em Bergen-Belsen, a 28 de Abril de 1945
(United States Holocaust Memorial Museum Photo Archives)



À medida que o Exército alemão retirava em face do avanço Aliado, os campos de concentração foram evacuados e os prisioneiros enviados para Belsen. As instalações do campo não podiam acomodar a súbita afluência de milhares de prisioneiros e os serviços - comida, água e os serviços sanitários – desmoronaram-se, levando à eclosão de doenças. Anne Frank e a irmã, Margot, morreram de tifo em Março de 1945, assim como outros prisioneiros numa epidemia de tifo.


Anne Frank e a sua irmã Margot Frank, evacuadas de Auschwitz,
morreram de tifo em Bergen-Belsen



Conquanto Bergen-Belsen não tivesse câmara de gás, mais de 35.000 pessoas morreram de fome, excesso de trabalho, doença, brutalidade e experiências médias sádicas. Em Abril de 1945, mais de 60 mil prisioneiros estavam encarcerados em Belsen, em dois campos separados por três quilómetros. O Campo nº 2 foi aberto apenas umas semanas antes sob a forma de um hospital militar e barracas.

Membros do 63º Regimento Anti-Tanque da Artilharia Real Britânica libertaram Belsen em Abril de 1945, e prenderam o seu comandante, Josef Kramer. A operação de socorro que se seguiu foi dirigida pelo Brigadeiro H. L. Glyn-Hughes, Vice-Director dos Serviços Médicos do Segundo Exército.

Quando o campo principal foi libertado pelos aliados, o evento recebeu uma enorme cobertura mediática e o mundo viu os horrores do Holocausto. Sessenta mil prisioneiros estavam presentes na altura da libertação. Depois disso [da libertação], 500 pessoas morriam diariamente de fome e tifo, chegando quase aos 14 mil mortos. Valas comuns foram escavadas para receber milhar de corpos daqueles que pereceram.


Corpos definhados eram atirados para valas comuns em Bergen-Belsen


Entre 18 de Abril e 28 de Abril, os mortos foram enterrados. A princípio, os guardas SS foram obrigados a apanhar e enterrar os corpos, mas por fim, os Britânicos tiveram de recorrer a bulldozers para empurrar os milhares de corpos para as valas comuns. A evacuação do campo começou a 21 de Abril. Depois de terem sido desparasitados, os prisioneiros foram transferidos para o Campo nº 2, que fora convertido temporariamente num hospital e num campo de reabilitação. À medida que cada barraca era evacuada, era queimada para combater a propagação do tifo. A 19 de Maio, a evacuação estava terminada e dois dias mais tarde a queima cerimonial das últimas barracas representaram o fim do primeiro estágio das operações de socorro. Em Julho, 6 mil ex-prisioneiros foram levados pela Cruz Vermelha para a Suécia para convalescença, enquanto os restantes ficaram no campo recém-edificado Displaced Person (DP) [pessoas deslocadas] à espera de repatriação ou emigração.


Queima das barracas infectadas com tifo em Bergen-Belsen
(United States Holocaust Memorial Museum Photo Archives)


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Em suma e de acordo com o texto do Jewish Virtual Library:

1 - As condições no campo de Bergen-Belsen eram boas atendendo aos padrões dos campos de concentração e a maioria dos prisioneiros não era sujeita a trabalhos forçados.

2 - Em Março de 1944, Bergen-Belsen foi renomeado um Campo de Convalescença, para onde eram trazidos prisioneiros de outros campos de concentração, demasiado doentes para trabalhar.

3 - Bergen-Belsen foi concebido para albergar 10 mil prisioneiros, mas, no final da guerra, estavam lá detidos mais de 60 mil prisioneiros, devido ao grande número de prisioneiros evacuados de Auschwitz e de outros campos do Leste.

4 - Em face do avanço Aliado, os campos de concentração foram evacuados e os prisioneiros enviados para Bergen-Belsen. As instalações do campo não podiam acomodar a súbita afluência de milhares de prisioneiros e os serviços - comida, água e os serviços sanitários – desmoronaram-se, levando à eclosão de doenças.

5 - Sessenta mil prisioneiros estavam vivos na altura da libertação. Depois da libertação, 500 prisioneiros morriam diariamente de fome e de tifo, chegando quase aos 14 mil mortos.

Ou seja, quase 30% de todas as mortes de prisioneiros acontecidas em Bergen-Belsen (de um total de 50.000), aconteceram depois da libertação do campo pelos Aliados.


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Clicar nas imagens para ampliar o texto no site judaico-americano
Jewish Virtual Library:

11 comentários:

Helena Simões disse...

Então os judeus que adoeciam nos campos de extermínio vinham curar-se para o campo hospital de Bergen Belsen...

JCM disse...

O Holocausto judeu foi uma tentativa directa, deliberada e consciente de conseguir uma solução final para um sector bem definido da população com o objectivo de o suprimir definitivamente.

Filipe disse...

Os nazis cada vez desiludem mais. Que troca-tintas! Eram uns a exterminar os judeus, e outros a tratá-los!

Se calhar, a "Solução final" era tão secreta, tão secreta, que muitos dos próprios exterminadores nem a conheciam... Os próprios judeus ficavam confusos:

- Então, já se sente melhor? O hospital, é bom?
- Sim, ainda fraco, mas bastante melhor.
- Óptimo, óptimo... então vou colocá-lo na lista de gaseamentos de sexta-feira. Nessa altura já deve estar recuperado.

Anónimo disse...

"- Então, já se sente melhor? O hospital, é bom?
- Sim, ainda fraco, mas bastante melhor.
- Óptimo, óptimo... então vou colocá-lo na lista de gaseamentos de sexta-feira. Nessa altura já deve estar recuperado"

:)

Diogo disse...

Helena, assim parece, minha cara.


JCM, excepto em Bergen Belsen.


Filipe, :)

ovigia disse...

http://www.guardian.co.uk/uk/2009/sep/03/david-irving-interview-el-mundo

um artigo interessante.

Anónimo disse...

David Irving entrevistado no o "El Mundo"

Johnny Drake disse...

Portanto, vamos ver se percebo: a política da Alemanha Nazi era MATAR TODOS OS JUDEUS E NÃO APENAS EXPULSÁ-LOS. Isto é o que dizem os crentes. Há reuniões, documentos, testemunhos disso, acrescentam eles.
No entanto, se a política oficial era a de "extermínio" não era preciso reuniões onde o assunto principal era ONDE COLOCAR A COMUNIDADE JUDAICA E NÃO ERA PRECISO REUNIÕES COM LÍDERES SIONISTAS - este último facto é absolutamente esquecido pelos historiadores também crentes!
Se a política fosse a de extermínio, como explicar Bergen-Belsen?...
Devo ser, realmente, muito ignorante e cego...

Luís Oliveira disse...

As doenças mentais são uma coisa terrível...

Anónimo disse...

O holocausto foi uma tetativa de satanás contra o povo de Deus. Os Judeus sofrem muito antes de Jesus Cristo nascer.De 1889 a 1945 o diabo teve o nome de Adolfo Hitler

Anónimo disse...

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