terça-feira, maio 18, 2010

Teixeira dos Santos sobre as medidas para cortar na despesa e aumentar a receita: «Não prevejo casos de violência»



Jornal Record - 12 Maio de 2010

O ministro das Finanças acha que o Governo vai "enfrentar a tensão social" devido aos cortes da despesa pública e afirmou que, sem o auxílio da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) o cenário no mercado de dívida seria muito difícil.

"Vamos enfrentar a tensão social", disse Fernando Teixeira dos Santos à Bloomberg, agência internacional de informação financeira, acrescentando que Portugal tem "de tomar medidas para cortar na despesa e aumentar a receita".

"Os sindicatos vão protestar e vão existir outras expressões de descontentamento em relação a estas medidas, mas não prevejo casos de violência, como vimos na Grécia", acrescentou. O ministro admitiu que as medidas de redução da despesa e aumento da receita são "impopulares por natureza", mas salientou que "os portugueses não têm tradição de violência".

"Vamos anunciar em breve medidas e estamos a completar um acordo político com o principal partido da oposição para ter condições políticas fortes para seguir em frente com este pacote fiscal", disse ainda Teixeira dos Santos.

O detentor das pasta das finanças considera que a dívida soberana portuguesa beneficia agora de melhores condições de mercado, depois do pacote de auxílio que a UE e o FMI aprovaram no passado fim-de-semana: "Os mercados estão a aceitar a dívida portuguesa em melhores condições que há dois ou três meses. Acredito que se a UE e o FMI não tivessem conseguido prosseguir com esta pacote, diria que estaríamos a viver um momento muito difícil nos mercados de dívida soberana."


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Cortar na despesa «investindo» em elefantes brancos
escandalosamente inúteis e pornograficamente dispendiosos



Diário Económico - 08.05.2010 - A Soares da Costa, em comunicado, confirmou hoje a assinatura do contrato de concessão do troço do TGV entre Poceirão e Caia, um projecto que envolve quase 1,5 mil milhões.


A Bola - 17.05.2010 - O Ministro, António Mendonça, garantiu que a construção de uma terceira travessia sobre o Tejo «é um processo para avançar». «Confirmo que a ideia é de retomar o processo e abrir um novo concurso. Não pode haver alta velocidade só até ao Poceirão sem a nova ponte e sem ponte não há novo aeroporto». (O troço entre Poceirão e Lisboa com a nova ponte rodoferroviária custarão mais cerca de 2 mil milhões de euros)
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13 comentários:

Anónimo disse...

Dá-lhe ka moka,
ó machado, portuga,
oh, dá-lhe tamém.

Anónimo disse...

A rede bombista em 1975,o que era?Pacifica?

Amilcar disse...

O ministro das finanças ainda goza com a malta. Nós não somos comos os gregos. Somos pacíficos. Vale a pena comer-nos tudo o que temos, não fazemos mal a estes governantes de carregar pela boca. O pior, dos piores, governos que tivemos, desde o 25 de abril que nunca se deveria ter dado. Esses senhores que o fizeram e que ainda estão vivos é que deviam pagar o mal que nos fizeram.

Castanheira disse...

Será que anda tudo a dormir? Até quando é que vamos permitir que estes pacóvios e aldrabões brinquem connosco?... Toda a gente percebe que andam a brincar. A população não se mexe. Só se queixa! Está na hora de acordar. Corramos todos à rua. Tenho a certeza que até a policia os come. Isto é por demais vergonhosa. Temos um país com gente sensata, inteligente, inovadora e temos uma cultura centenária. Estes tipos estão a abusar porque o nosso povo não reage. É vergonhoso... Até quando?

zedeportugal disse...

Este pesadelo está mesmo quase no fim.

Filipe disse...

Lamento, mas o Teixeira dos Prantos TEM RAZÃO: a carneirada não faz nada. Está-lhes na massa do sangue. A realidade fala por si.

Mas creio que há algo que eles temem ainda mais do que a violência.

Matar um banqueiro ou um político, será sempre um acto isolado (para além de difícil), contrário à suposta "natureza pacífica" do nosso povo - leia-se, corno manso.

O que é que está na "nossa" natureza, que podia ser útil? Isto: desrespeitar normas, sobretudo as que nos vão ao BOLSO. A proverbial fuga aos impostos - inteiramente justificável, no caso actual - é o melhor exemplo.

E é também o que esta canalha mais teme, ainda mais que a violência: e se amanhã, boa parte da população protestasse não com greves, não com manifestações pífias ou vidros partidos, mas simplesmente DEIXASSE DE PAGAR?

Falo de pagamentos ao Estado, e à Banca. Isso sim, seria uma medida de pressão. Não podem prender centenas, até dezenas de milhares de pessoas, ou confiscar-lhes os bens, se todas resistirem em uníssono.

E é tão fácil: deixa-se de se pagar, e pronto. A adesão é garantida, desde que se saiba que não se está só. Fica-se com campo para EXIGIR - e só aí, se volta a pagar.

Bilder disse...

O filipe tem toda a razão,essa era de todo a forma mais inteligente de combater o sistema,mas parece-me
que a resposta de Morpheo no filme a Matrix se apropria ao nosso mundo quando disse que aqueles(escravos na matrix)dependentes do sistema eram aqueles que mais defendiam o proprio sistema!
E quem eram aqueles?Ora,as pessoas comuns que atravessavam as ruas indo a caminho das suas vidinhas ignorando o sistema(Matrix)!

Lusitano disse...

DEMISSÃO DO GOVERNO JÁ!!!
Caros
Amigos,
Dizem alguns, e depois quem é que está por aí a jeito para tomar conta do barco???
Aliás, isso era um grande jeito que faziam a Sócrates, ficava livre que nem um passarinho.
Em pouco mais de 5 anos, conseguiu mandar isto ao fundo ainda mais do que já estava, estamos na bancarrota, mesmo que venham dizer o contrário, estas medidas tomadas agora com "urgência", quando muito, poderão resolver" de momento problemas imediatos de Tesouraria do Estado, mas não resolvem o problema de fundo, a incapacidade de produção nacional que não é suficiente, nem para o consumo interno, nem para compensar as importações, e esta situação tende a agravar-se, reparem, o aumento do IVA e o aumento do IRS, poderá retirar em média, uns 2% aos rendimentos familiares, ora para uma família que tenha m rendimento médio de 1500 Euros, isso pode corresponder a cerca de 30 Euros por mês, vezes 12 meses (já nem falo na fatia que vão retirar aos subsídios de Férias e de Natal, isto, se os trabalhadores os chegarem a receber, o que é mais que certo nalguns casos), dá qualquer coisa como 360 Eurospor ano, aonde vão as pessoas cortar nos gastos???
Nas coisas mais supérfluas e naquelas que podem dispensar, se houver uma média de um milhão de famílias a serem-lhes retirados esse valores, estamos falar de 360 milhões de Euros, acham que numa Economia frágil como a nossa e altamente dependente do emprego no comércio e serviços, isso não vai fazer mossa???
Calculo, que pelo menos, esse corte nas despesas familiares, vá acrescentar "apenas" mais um 100.000 desempregados à longa lista que já existe, com a agravante, de muitas dessas pessoas já terem uma idade em que não é fácil arranjar emprego, o qual, devido à crise económica vai ser cada vez mais raro.
Assim, se fizermos as contas e calcularmos por alto, que cada pessoa precisa para se sustentar, mesmo com todos os cortes possiveis, de cerca de 300 Euros por mês (incluo a renda de casa, gás, electricidade, água, etc.), vamos ter cerca de 3.600 Euro por ano, o que multiplicando por 100.000 dá exactamente 360 milhões de Euros, tanto como aquilo que tiraram ao milhão de contribuintes em causa, mas, não nos ficamos por aqui, supondo que cada uma dessa pessoas descontava 225 euros por mês para a SS (750 E x30 % =225 Euros (inclui a parte do desconto do trabalhador e da entidade patronal) x 12 meses= 2.700 por ano, é o que em média o Estado vai deixar de receber de cada trabalhador, mesmo já nem contando com os descontos sobre os subsídios já aqui falados, ora 2.700 E x 100.000 = 270 milhões de Euros,por conseguinte este é o valor que o Estado passa a receber a menos (e já não falando da parte de IRS correspondente a esses vencimentos que o Estado passa a ver por um canudo), mas, mais ainda, e o trabalhador não tem direito a subsídio de desemprego???
Claro, que tem (tinha), vamos pôr só metade do ordenado 750 E/2= 375 Euros x 12 meses=4.500 Euros x 100.000 (o número de desempregados criados), dá a"módica quantia de 450 milhões de Euros, coisa pouca como se vê.
(continua)

Lusitano disse...

conclusão)
Assim, o Estado vai sacar numa primeira oportunidade cerca de 360 milhões de Euros, a um milhão de famílias, mas como vai criar 100.000 desempregados (isto por baixo), vai deixar de receber só da SS cerca de 270 milhões de Euros de SS, e vai pagar (vamos a ver) mais 450 milhões de Euros de subsídios, tirando o lápis detrás da orelha, temos; receitas 360 milhões de contos, despesas: 270+450=720 milhões-360 milhões de receitas extraordinárias)= 360 milhões negativos, como se vê, um rico "negócio", e isto, feito assim desta forma simplista à merceeiro de vão-de-escada, pois, não conto com os IRS que o Estado vai deixar de receber, uns bons milhões), não conto com os IRS e IRC que vão igualmente deixar de receber pelo "simples" motivo de que muitos estabelecimentos comerciais e empresas vão fechar, já não conto com os milhares e milhares de senhorios que vão ver as suas lojas vazias sem ninguém lhes pegar (nem os chineses, que esses só querem lojas grandes), e vai igualmente deixar de receber os 15% de IRS que se paga mensalmente sobre as rendas às Finanças, posso avaliar assim por baixo, muito mesmo, que o Estado vai deixar de receber "só" 500 a 600 milhões de Euros, com este negócio, com agravante de que a desmoralização se está apossar das pessoas, que o povo português ao começar a ver a sua vida andar para trás, não vão cortar só os 2% que agora vão ter de "doar" ao Estado, vai voltar o tempo do pé-de-meia, as pessoas vão deixar (já deixaram), de acreditar nos políticos, vão-se fechar ainda mais, o desespero, a frustração e a depressão vão assumir aspectos ainda mais graves, os suicídios vão subir, a desmoralização, até dos empresários e investidores, não vai ficar na mesma, a sua inquietação quanto ao futuro vai levá-los a segurar o que puderem, com fecho de empresas, com a retirada de dinheiro (quem o tiver e puder), daqui para fora e finalmente será o descalabro total, pois todos vão acusar todos, sendo, que todos sãos culpados, uns porque não cumpriram as promessas, só lhes interessavam eram os tachos, outros, porque foram "anjinhos" e foram no canto da sereia dos aldrabões dos políticos e votaram neles, temos assim, um bom cenário para uma valente cena de pancadaria, tanto mais, que sem umas Forças Armadas com prestígio, que meteram a honra de defender a soberania portuguesa na gaveta, hoje, sem capacidade de resposta perante a desintegração da Pátria, mais que certa, sem um PR com tomates, com um1º Ministro que diz uma coisa hoje para se desdizer amanhã, ainda por cima, culpando "as voltas que o Mundo dá", com partidos sem líderes, por exemplo, ninguém vai acreditar em ninguém, vamos ter uma Banquecoque um dia destes.
Ah! Vamos, vamos!!!
Não digam que eu não vinha avisando há muito tempo, não serão os Freeport's, os diplomas de fim-de-semana, as Faces Ocultas, e outras alegadas trapalhadas que irão retirar o tapete a Sócrates, é a sua incompetência e arrogância, é a sua mania de que é um bom governante, é a sua soberba ao não querer ouvir ninguém, parece aquele Ministro de Saddam, que dizia que estavam a bater os americanos quando eles já estavam dentro da capital iraquiana.
É só cromos!!!
Cumprimentos e divirtam-se enquanto podem!!!

LUSITANO

Diogo disse...

Amílcar - É necessário acordar os atenienses, os bizantinos, os éfesos, os coríntios e os espartanos que há em nós (sobretudo estes últimos – os espartanos), e ir pedir explicações directamente a estes cavalheiros que conduzem país à ruína. Se as respostas não foram satisfatórias (e não o serão seguramente), que seja feita justiça à moda antiga.


Castanheira – A população anda a dormir, a ver telenovelas, reality shows, a «informação» dos telejornais, a ouvir o Tony carreira e a dar vivas ao futebol. Mesmo na penúria (e com esta a agravar-se a cada dia que passa) continuam uns comportar-se como uns mortos-vivos. Será que pessoas com os filhos a passar fome não têm um mínimo de brio?


Zé de Portugal – Esperemos que as pessoas acordem do torpor.


Filipe – Pode ser uma boa ideia. Mas para isso era preciso que muita gente se pusesse de acordo. Todos, em uníssono.


Bilder - De acordo.


Lusitano - «temos assim, um bom cenário para uma valente cena de pancadaria». De acordo.

Ricardo disse...

Voltando ao comentário do Filipe devo acrescentar o seguinte: para que realmente desse resultado era preciso que todos os povos da Europa aderissem em completo e ao mesmo tempo para assim desafiar o sistema,pois de outra forma só se criava mais problemas e tinha-se uma série de grupos de interesses a cair em cima do povo(a começar pela policia de carga claro como se vê na Grécia)muito antes dos senhores no cimo da piramide sentirem qualquer comichão!
Mas temos ainda outro problema bem sério que é arranjar um sistema alternativo que impedisse o mundo de cair no caos completo,sabendo como sabemos que tudo no mundo está globalizado e dependente do sistema financeiro para manter a sociedade a funcionar!
Porque meus amigos o mais fácil é cairmos no abismo e na guerra nesse espaço de tempo entre a revolução(mesmo que seja pacifica)e a criação do tal sistema!
Vejam só a História do século XX!

Eurico Moura disse...

Para rebentar com os gajos tem que se começar por Berlim, Paris, Bruxelas...

Carlos disse...

Caro Diogo
Chama-se a isto, a redistribuição da riqueza.