segunda-feira, janeiro 02, 2006

Os Muscídeos


Expresso Online - 2 Janeiro 2006

António Mega Ferreira será o próximo presidente do Centro Cultural de Belém (CCB).

O nome do jornalista e escritor, que já tinha sido avançado pelo EXPRESSO, voltou hoje a ser referido pela agência Lusa, depois de ter sido anunciada a exoneração do actual presidente da Fundação, João Fraústo da Silva.

O despacho ministerial refere que a tutela pretende «imprimir uma nova dinâmica ao CCB, consentânea, por um lado, com o programa do actual governo e, por outro lado, com novas valências de intervenção cultural e internacional».

A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, alegou também a «necessidade de uma mudança de orientação».

Fraústo da Silva presidia ao Conselho de Administração do CCB desde 1996, por convite do então ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho.



Comentário:

O excremento é o mesmo. O que muda são os insectos dípteros, pertencentes à família dos Muscídeos, sempre muito bem remunerados e com excelentes indemnizações quando esvoaçam em busca de novo monte de estrume.

3 comentários:

Um Homem das Cidades disse...

Soberba justificação: «programa do actual governo e, por outro lado, com novas valência de intervenção cultural e internacional».
Podiam ter dito simplesmente que agora o Governo quer dar a massa ao Mega. O interessante é que o estrume foi criado pelo homem do rigor...

Biranta disse...

Este (Mega Ferreira) não foi o responsável pela Expo, onde proliferaram os crimes de corrupção e de extorsão, alguns conhecidos e "investigados" (se é que isso existe, neste país) e outros de que eu tenho conhecimento, mas que nunca foram tornados públicos?
Não é o mesmo da "brilhante" ideia dos novos estádios para o Euro, os que agora estão ás moscas e dão prejuízos, contribuindo para "enterrar" as finanças locais respectivas?
Estes empreendimentos (Expo e Euro) não fazem parte da lista, interminável, das escandalosas derrapagens orçamentais (que vão contribuindo, decisivamente, para afundar a nossa economia)?
Já agora, e para que conste, aqui fica a história que eu conheço, da Expo:
Segundo ouvi, contado na 1ª pessoa, a "gestão" do espaço cultural da Expo só contratava actores e artistas que pagassem, ao respectivo "director?" 5% dos respectivos vencimentos. E era "comer e calar", porque, se não, não tinham trabalho. Alguns ainda ensaiaram resistir e denunciar a extorsão (mafiosa), mas de nada lhes serviu, ninguém lhes deu ouvidos, foram lixados!
Mega Ferreira e seus "muchachos"...

Anónimo disse...

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