sábado, outubro 21, 2006

O Súcialismo de Sócrates

Desde que subiu ao poder, o governo de Sócrates tem apresentado medidas draconianas para combater os sucessivos défices: encerramento de serviços da administração pública, aumento do imposto sobre os combustíveis, introdução do pagamento de portagens em SCUTs, redução do período de subsídio ao desemprego, dispensa de centenas de milhar de funcionários públicos, aumento das taxas moderadoras na saúde, cortes no investimento público, etc. A maior parte dos economistas são unânimes no aplauso à coragem, determinação e discernimento do nosso Premier.

Paralelamente a estes cortes, Sócrates decidiu, há muito, apostar a fundo nos chamados investimentos estruturantes:


Diário de Notícias - 1 de Julho de 2005

5 de Julho de 2005 - o primeiro-ministro garantiu que as linhas ferroviárias de alta velocidade e o novo aeroporto da Ota serão concretizados e que o Governo está "determinado" em acabar com anos de hesitações em relação a estes projectos. Serão 14 mil milhões de euros para o TGV (quase três mil milhões de contos), mais três mil milhões de euros para o novo aeroporto da Ota (600 milhões de contos).


Mas o que é «Sócrates» afinal?



Jornal Público, 17 de Dezembro de 2003:

Manuel Queiró acredita que o traçado do TGV, anunciado na Cimeira Ibérica do mês passado, "não é um projecto do Governo", mas sim de "um grupo exterior". "Este não é um projecto de um Governo, é um projecto de um grupo exterior que se impôs sucessivamente aos dois [últimos] Governos", denunciou o dirigente do CDS/PP, anteontem à noite, em Coimbra, num debate onde foi discutido o impacte do transporte ferroviário de grande velocidade na região centro.

"É de um grupo exterior que não tem rosto, que não aparece ou só dá a cara fugazmente", reforçou o ex-deputado centrista, sem contudo nomear responsáveis." Na sua opinião, "é o menos transparente do ponto de vista político, [uma vez que] não foi apresentado à opinião pública, ao Parlamento e nem sequer ao Conselho de Ministros."




Miguel Sousa Tavares – Expresso – 07/01/2006

É como a Ota e o TGV: ninguém ainda conseguiu explicar direito a lógica de interesse público, de rentabilidade económica ou de factor de desenvolvimento. Mas todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos, não apenas os directamente interessados - os empresários de obras públicas, os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos - mas também flutuantes figuras representativas dos principais escritórios da advocacia de negócios de Lisboa. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. Não há nada pior e mais perigoso do que a relação dos socialistas com o grande dinheiro: são saloios, deslumbrados e complexados. E o grande dinheiro agradece e aproveita.

Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro -, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre. Jogando com o que resta do património público, com o dinheiro que receberemos até 2013. Cá fora, na rua e frente a eles, estão os que acreditam que nada pode mudar, mude ou não mude o mundo. Sobreviveremos depois disso?


Miguel Sousa Tavares - Expresso – 20/10/2006

Em primeiro lugar, grave não é que se diminua o investimento em 3%: grave é que, enquanto se vai cortar em coisas que são importantes para estimular a economia ou defender a justiça social, se mantenha a aposta nos projectos megalómanos e irresponsáveis da Ota e do TGV para Madrid. Por que é que o PSD não faz disso cavalo-de-batalha? Porque, tal como sucede com o PS, nesses ruinosos projectos estão envolvidas as empresas que lhe garantem o grosso dos seus financiamentos, para onde os seus dirigentes esperam retirar-se mais tarde ou que os seus deputados/advogados irão patrocinar, após cessada a sua passagem pela política?


Mas a apetência de Sócrates por «investimentos estruturantes» não é de agora:
A 12 de Fevereiro de 2005 António José Seguro lembrou as responsabilidades de Sócrates na realização do Euro-2004: "Hoje, como no Euro-2004, houve um homem que lançou a semente, a semente de uma força que ninguém pode parar. Esse homem chama-se José Sócrates, futuro primeiro-ministro de Portugal", acentuou.


O Correio da Manhã de 21/05/2004 avaliava o impacto do Euro 2004:

E o dinheiro investido neste espectáculo de grande escala também não teve grande retorno. Quase seis meses depois do Euro 2004, alguns estádios onde foram investidos milhões de euros para receber a prova estão «às moscas». Dos recintos do Euro2004, só os dos «três grandes» tiveram sucesso comercial.

Numa auditoria desenvolvida pelo Tribunal de Contas junto dos estádios de Guimarães, Braga, Leiria, Coimbra, Aveiro, Loulé e Faro, ficou claro que todos custaram mais do que o orçamentado, e que as autarquias se endividaram para os próximos 20 anos. As sete autarquias que receberam jogos do Euro 2004 contraíram empréstimos bancários no valor global de 290 milhões de euros para financiar obras relacionadas com o campeonato. Na sequência destes empréstimos, as câmaras terão que pagar juros no montante de 69,1 milhões de euros, nos próximos 20 anos, refere o relatório de auditoria do Tribunal de Contas.



Comentário:

Quando Jorge Sampaio se despediu dos portugueses como Presidente da República, fê-lo sem grandes alaridos. Podia no entanto ter sido mais audaz. Bastava ter pegado no discurso de despedida do Presidente Americano Eisenhower de 1961 e adaptá-lo à realidade lusitana, substituindo o termo «complexo militar-industrial» pelo termo «complexo financeiro-empreiteiro». Seria literalmente:

«Esta conjunção de uma imensa instituição bancária e uma enorme indústria de construção é um facto novo na experiência portuguesa. A influência total – económica, política, e até espiritual – é sentida em qualquer cidade, repartição ou ministério do Governo. Nós reconhecemos a necessidade imperativa deste desenvolvimento. Mas não podemos deixar de compreender as suas graves implicações. O nosso trabalho, recursos e meios de vida estão todos envolvidos; assim como a própria estrutura da nossa sociedade.»

«Temos de nos precaver contra a aquisição de influência injustificada, desejada ou não, por parte do complexo financeiro-empreiteiro. O potencial para o crescimento desastroso de poder indevido existe e persistirá.»

17 comentários:

RS disse...

Ah... Eisenhower...
Words of wisdom seldom heard.
Resistir.

Abraço,
RS

Fragil disse...

Gastaram-se 800 milhões de euros em dez estádios que hoje estão às moscas. Pretende-se agora gastar 14 mil milhões de euros em comboios para passear as ditas moscas. Os nossos governantes e os seus padrinhos querem governar-se a 350 à hora! É o voo dos moscardos.

ReiArtur disse...

O discurso do presidente Eisenhower assenta que nem uma luva aos bancos e às construtoras do CCB, da Expo 98, dos estádios do Euro 2004 e dos futuros TGVs e OTA. Esqueci-me de alguma? Ou de muitas?

Anónimo disse...

Pelo menos no geral, pela primeira vez na vida estou de acordo com o Sofocleto.

No entanto, deixe-me chamar a atenção para uma pequena contradição. Você abriu o artigo com a introdução das portagens nas Scut's. Ora toda a negociata original de Guterres, Cravinho e Pina Moura do «complexo financeiro-empreiteiro» das Scut's em nada fica atrás dos projectos megalomonos que citou, antes pelo contrário, é o maior pesadelo do «complexo financeiro-empreiteiro» jamais feito em Portugal.

A maioria dos portugueses não tem sequer a mais leve noção das enormidades deste negócio chamado Scut.

Daí a pequena contradição que lhe apontei no início desde comentário. O fim de algumas Scut's só pode ser uma boa notícia.

Algumas leituras:

Tribunal de Contas
Concessões Rodoviárias em Regime de Portagem SCUT
RELATÓRIO DE AUDITORIA
http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2005/audit-dgtc-rel034-2005-2s.pdf

As SCUTs...e o amanhã ?

Tribunal de contas - auditoria aconselha nova estratégia
Borlas nas Scut custam 17 mil milhões
As Scut (sem custos para o utilizador) podem ser grátis para os automobilistas, mas custaram até agora ao Estado 17 mil milhões de euros. Desde a celebração dos primeiros contratos (em 1997) até à actualidade, as seis concessões celebradas em regime de Scut (Costa da Prata, Beira Interior, Algarve, Grande Porto, Interior Norte e Beira Litoral/Beira Alta) custaram, a cada português, mais de 170 mil euros.

Sofocleto disse...

Anonymous,

Concordo consigo em que toda a negociata original de Guterres, Cravinho e Pina Moura do «complexo financeiro-empreiteiro» das Scut's em nada fica atrás dos projectos megalómanos das Otas e dos TGVs. Também considero este modelo de investimento errado e muitíssimo mais caro que o tradicional.

Isto não obsta, no entanto, que determinadas auto-estradas não precisassem de ser construídas. A Via do Infante no Algarve é gritante. A EN 125 passou, já há muito, a ser uma rua praticamente intransitável. Colocar portagens na Via do Infante seria absurdo.

Por outro lado, as auto-estradas são estradas com duas faixas para cada lado. Não obriga necessariamente a que haja portagem. A construção de uma estrada ou auto-estrada deve estar de acordo com os volumes de tráfego existentes e racionalmente previsíveis. E a utilização de portagens deve ser bastante criteriosa, obedecendo a um equilíbrio de diversos factores. Ninguém se lembraria de colocar portagens na Segunda Circular.

Macillum disse...

Há muito tempo que procuro alertar sobre as intensões governamentais de diminuir em muito a população portuguesa e desmoralizar a restante.
Porquê?
Porque destinaram para Portugal -esses tais "grupos exteriores" - que o país venha a ser anexado a Espanha para posterior cedência aos E.U.A. a fim de ser utilizado na grande guerra contra o Médio Oriente; isto porque a base das Lajes não será suficientemente grande para sustentar o movimento de toda a logistica necessária para tal empreendimento. Com a população de Portugal envelhecida e diminuida, todas as manifestações populares contra estas medidas (a anexação a Espanha e a futura cedência aos E.U.A.) serão facilmente dispersadas e anuladas pelas forças nacionais, as quais, enfraquecidas, contarão com o apoio de forças militares internacionais estacionadas no território português nessa altura.
Dado que a terceira fase de aceleramento da receção(?) começa em 2007, acredito que algo de muito terrivel venha a acontecer na Europa no princípio primeiro trimestre daquele ano (um atentado realizado por certos interesses norte-americanos e europeus, em que a culpa será atribuida aos povos islâmicos), uma vez que a única forma de sair de uma receção(?) é através de uma grande guerra. Isto elevará os níveis de emergência para vermelho, dando asas a que medidas extremas de segurança e controle populacional sejam praticadas sem qualquer tipo de resistência.
Geograficamente, Portugal está a meio caminho entre os E.U.A. e o Médio Oriente, mas também está num canto europeu: uma força de resistência contra esta Nova Ordem Mundial terá neste fim da Europa muito mais possibilidades de concretizar os seus objectivos do que qualquer outra resistência em qualquer outra parte do Velho Continente.
É bom que se comece cada vez mais a pensar em termos de resistência prática para não sermos apanhados de surpresa numa reviravolta política e social repentina, a qual, maior parte dos portugueses, nem sequer sonha.
Muitos temerão a acção directa de uma verdadeira resistência, devido à inevitável violência que isso írá criar, ou devido à quantidade de mentalidades e ideologias que hoje existem em Portugal.
"Em quem confiar?" será esta a grande questão... depois "- Para onde ir?"
Independentemente destes receios e destas dúvidas, não haverá mais nenhum meio de acção que possa impulsionar a grande mudança: nem blogues, nem documentários, nem notícias de jornais, nem propostas de lei, nem greves, nem manifestações: a solução é sair para as ruas.
Será que teremos coragem para isto, ou refugiar-nos-emos na atitude diplomática, deixando que meia dúzia de gatos pingados tomem conta de um território inteiro, escravizando e sugando o povo, como está a acontecer, presentemente, em Portugal?

contradicoes disse...

Este comentário de Macillum não me parece nada despropositado. Isto porque se atendermos à quantidade de portugueses que está a tentar imigrar podemos concluir estar perante essa mesma intenção. Esvaziar o quanto possível Portugal de portugueses facilitando a fixação de emigrantes de leste ou mesmo até brasileiros, para os explorar e proporcionar o aumento da riqueza dos exploradores instalados e criar uma sociedade baseada em exploradores e explorados, entregando
a Nação a Espanha. Com um abraço do Raul

xatoo disse...

1 - parte da situação exposta como provável pelo Macillum já existe de facto. O ultimato feito pelos yankees ao Salazar durante a IIGG foi o ponto de viragem. "Ou aceitas a utilização das Lages, ou nós tomamos posse administrativa dos Azores" ter-lhe-ão dito.
2 - quanto ao esvaziamento de Portugal e à tomada de posse do território por grupos estrangeiros, tb já acontece de facto. O Algarve já é uma espécie de lar de 3ª idade para os reformados ingleses, deixando alguns trocos nos impostos.Tomar posse administrativa de um território pressupõe tomar a responsabilidade pelas despesas. Foi essa a tese que presidiu ao fim do colonialismo - assim, puderam continuar a ser ainda mais explorados sem mais despesas de manutenção para o explorador. Logo, não estou a ver isto tudo cheio de marines de camuflado; agora de homenzinhos executivos de pasta preta já os hotéis estão cheios.
3 - sobre a tese da entrega a "Espanha" subscrevo Saramago - pouco me importa desde que a "espanha" acabe e se passe a chamar "Ibéria" antendo as identidades regionais que cada vez mais se afirmam: Catalunya, Euskadi, Galicia, são comunidades que cada vez mais se afirmam apenas só por si - desde que a gente possa deixar de ser taxados por uma entidade centralizadora que vá dispender os impostos na exploração imperialista, tudo bem.

Anónimo disse...

Sofocleto, parece que tem direito a 1ª página no Blasfémias hehehehe

Macillum disse...

Como indivíduo (de que outra maneira, então?) acredito que temos de sonhar uma nova humanidade e não uma nova ordem mundial.
Isto torna-se difícil quando, p. ex., encontramos situações como a de Barrancos, na qual, em ritual anual, touros são mortos com a desaprovação de pessoas que não moram sequer em Portugal!... ou seja, intervenção nas práticas culturais de outras regiões.
Existe uma ténue linha de fronteira entre a liberdade de expressão foclórica, tradicional, regional e a defesa dos direitos sobre a vida humana, animal e da Natureza.
Existem outros casos mais meticulosos, como é o caso de haverem famílias com mais do que 2 adultos em relação sexual e amorosa, numa atitude completamente desaprovada por maior parte das pessoas do mundo: o que diriam as outras regiões se existisse uma região assim?
E se existisse uma região, tradicionalmente, pedófila?
Ou canibal?
Eu não concordo com a centralização de poder, porém, a divisão do mundo em regiões completamente independentes em suas escolhas, tradições e cultura, faz nascer a hipótese de surgirem regiões do planeta em que as pessoas passem a praticar os mais aberrantes rituais domésticos, alimentícios, sexuais, etc - inevitavelmente e mais uma vez, surgiriam regiões que concentrariam indivíduos com sede de poder e toda a história imperial se repetiria.
A fórmula mágica para uma nova civilização, ou humanidade, não é fácil de alcançar devido à quantidade de carácteres, de visões de vida, completamente diferentes.
Uma coisa eu sei: a verdade sobre o verdadeiro poder que está a afundar a humanidade em relação aos seus valores naturais encaminhando-a num suicídio colectivo, precisa ser revelado, expôsto!!!
A revolução urbana, inevitavelmente, vai acontecer!... aqui e na Europa.
Temos nós, o povo, porém, o defeito de não termos um plano que nos encaminhe numa diferente direcção sonhada. "Eles" têm vindo a cortar a nossa capacidade de, verdadeiramente, sonhar: de uma revolução como a que "eles" próprios querem que aconteça na Europa, só resultará uma síntese: a da Nova Ordem Mundial de controle tecnológico absoluto.
Acredito que aqui em Portugal possa nascer o sonho que nos apresentará a civilização alternativa que necessitaremos quando o sistema borucrático, fisdcal, bancário, de crédito, parlamentar, republicano, demo-crático (casa do demónio), cair.
Caindo estes mecânismos de Estado, como faremos a máquina funcionar? Que alternativa?
Acredito que este seja um dos maiores desafios que a Europa está a enfrentar desde que existe: ou saltamos para o vazio da revolução assumida, ou entregamo-nos às exigências desta Nova Ordem Mundial, tal e qual como tem vindo a acontecer até ao dia de hoje!
Não há 2ª opção!

Patriota disse...

Os governos portugueses são controlados por grupos "sombra" políticos, económicos e financeiros desde o 25 de Abril de 1974. Entre muitas outras coisas, são eles que seleccionam os candidatos que vão às eleições. E sim, tal como Eisenhower, também tivémos um presidente que deu o aviso. Se conhecessem melhor a História de Portugal saberiam isso.

Barão da Tróia II disse...

Só discordo do Patriota numa coisa, Os governos portugueses são controlados por grupos "sombra" políticos, económicos e financeiros desde sempre, não só a partir do 25 de Abril. Desde sempre que é assim, não só por cá. Boa semana

a.castro disse...

Assim de repente e de memória há que acrescentar a privatização da Galp. É uma alegria: A Galp está cotada na Bolsa!!! O valor das acções subiu!!! É uma Festa!!!
E assim vai passando tudo para as mãos dos privados, sem qualquer tipo de controlo pelo Governo.
Apesar de tudo, enganei-me redondamente acerca do Sócrates. Não porque lhe tenha dado o meu voto, mas porque pensava que não fosse tão conservador e estando longe de saber que também é Bilderberger...

Biranta disse...

Quanto ao post em si:

Na verdade o Sucialismo de Sócrates já há muit que é só Súcia (de mafiosos controlados pelo Bilderberg ou pelo raio que os parta).

Mas não percebo como se poderia esperar dum presidente que faz parte da mesma súcia, com o maior cinismo, que denunciasse os interesses "do betão".

Quanto às SCUTS lembro-me sempre de ter feito uma viagem, de carro, até Madrid. Nos menos de 200 Km percorridos em Portugal gastei cerca mais de 12 euros em Portagens. Nos mais de 400 Km percorridos em Espanha (numa via com duas faixas de rodagem em cada sentido, que não atravessa localidades) paquei ZERO euros de portagem. Não percebo como é que os Espanhóis, sendo assim "esbanjadores" dos seus recursos conseguem ter um nível económico superior ao nosso. Por isso já existe muita gente que preferiria pertencer a Espanha. Não admira!

É para acabar com esta e outras bandalheiras e escândalos que eu defendo A VALORAÇÃO DA ABSTENÇÃO; porque, como as coisas estão agorea, as pessoas podem não saber quem escolher, mas saberão, SEMPRE, perceber quem lhes mente, os engana, agrava os problemas em vez de os resolver, e é incompetente...

Anónimo disse...

Má semana para citar o Tavares...

Anónimo disse...

Macillum, isso não imaginação em demasia?
Sem ofensa, mas faz-me lembrar o finado Zandinga a fazer prognosticos (antes do jogo :)), para a conquista de um campeonato pelo Sporting.
Ou voce é um Bandarra ou eu não tenho dois dedos de testa, mas pode ser que seja eu que não enchergo memso nada.
Cumprimentos

Sauridio

inominável disse...

O que gosto mais neste post é mesmo do "Sucialismo"... e de pensar que os espanhóis dizem "sucio" para dizer "sujo"... é pena que foneticamente não tenha viabilidade, se não propunha o "Sujoalismo de Socrates"....