sábado, fevereiro 03, 2007

Ota - o maior embuste jamais vendido aos portugueses

Texto de Miguel Sousa Tavares - Jornal Expresso - 3 de Fevereiro de 2007

À medida que os estudos sobre a Ota vão sendo feitos e que mais e mais vou lendo sobre o assunto, as minhas dúvidas vão-se progressivamente dissipando. Receio que estejamos na iminência do maior embuste jamais vendido aos portugueses

O Governo agradece que o país ande tão entretido a discutir o aborto e que tudo o resto lhe passe, entretanto, ao lado. Neste resto, inclui-se o aeroporto da Ota, que lá vai fazendo o seu caminho através dos estudos preparatórios e da promoção junto da opinião pública, confiada a uma conhecida agência especializada em campanhas políticas e defesa da imagem de empresas públicas ou semipúblicas mal geridas. No final, a ideia é apresentar-nos a Ota como necessidade vital e facto consumado.

É preciso, pois, que os portugueses percebam, enquanto ainda é tempo, o que nos estão a preparar. A Ota é um projecto ruinoso, errado e prejudicial, sobretudo para Lisboa e para os utentes do seu aeroporto. Nem Lisboa nem Portugal precisam de um novo e gigantesco aeroporto. Precisam, quanto muito, apenas de um aeroporto alternativo, pequeno e barato, para as «low cost» - de forma a desanuviar a Portela e deixá-la simplesmente para as companhias regulares, assim assegurando, por exemplo, a sobrevivência da TAP face à concorrência imbatível das «low cost». É isto que se está a fazer em Espanha, em França, na Alemanha, na Inglaterra, países onde os grandes aeroportos ‘regulares’ têm um movimento muito para além daquilo que a supostamente ‘saturada’ Portela jamais teve ou terá.

A construção da Ota juntamente com o TGV vai liquidar as ligações aéreas Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid, que representam actualmente 12% do movimento da Portela. Vai retirar de Lisboa turistas e viajantes de negócios. Vai pôr a capital uma hora mais longe da Europa e do mundo. Vai dificultar a vida a todos os passageiros de Lisboa e do Porto. E vai, fatalmente, custar uma fortuna incalculável ao país - que o Governo disfarçará, através da privatização da ANA e das receitas do novo aeroporto e do de Faro (os únicos rentáveis), de que o Estado vai abdicar a favor dos privados durante gerações, para assim se poder enganar os tolos dizendo que praticamente não há custos públicos envolvidos.

Na semana passada, tropecei num artigo do ‘Jornal de Negócios’ daqueles que fazem logo desconfiar à légua. Baseando-se num dos estudos em curso sob a alçada da NAER (a empresa da Ota), nele se analisavam os impactos previstos para o turismo e decorrentes da construção do novo aeroporto, concluindo-se que a Ota “deverá gerar cerca de 1100 milhões de euros para o turismo nacional, que terá um acréscimo de 7,35 milhões de dormidas com a nova infra-estrutura”. Dito assim, deve ter impressionado os incautos; analisado de perto, percebia-se que se tratava de uma aldrabice pegada - não sei se do estudo, se do jornal, se da agência de comunicação ou se de todos juntos. Vale a pena olhar, para se entender a forma como nos estão a impingir a Ota.

Basicamente, o estudo prevê que as entradas de turistas continuarão a crescer indefinidamente ao ritmo de 1,5% ao ano, o que fará com que em 2020 se atinja os 23,5 milhões. Então, fizeram-se as seguintes contas: se em 2017, quando a Ota entrar em funcionamento, a Portela (que, entretanto, continua sempre em expansão) estará já a responder por 16 milhões de passageiros, os 7,35 milhões que faltam até chegar aos tais 23,5 milhões em 2020 serão atingidos graças à Ota. Os pressupostos em que assenta este raciocínio são hilariantes: primeiro, que todos os turistas que entram em Portugal o fazem por via aérea (na realidade, são apenas 42%) e, segundo, que todos eles, rigorosamente todos, chegarão através do aeroporto da Ota. Mas há mais e igualmente anedótico, se não fosse grave. A certa altura, o estudo tem de reconhecer que, segundo os inquéritos que terão sido feitos, também há turistas que deixarão de vir a Lisboa, com um aeroporto situado a 55 km da cidade: “apenas 14%”, escreve o jornal. Apenas? Saberão eles que o grande crescimento do turismo se tem situado justamente em Lisboa? Pouco importa: informam-nos que isso será compensado com “o aumento do fluxo de turistas na Região Oeste e na Comporta (?), por exemplo”. Sejamos então suficientemente crédulos para acreditar que os quase 900.000 turistas/ano que o próprio estudo reconhece que deixarão de vir a Portugal e a Lisboa, devido à localização da Ota, serão amplamente compensados por outros que só cá virão para desembarcar na Ota e ficar logo por ali, ou então para ir à Comporta, que fica 55 km mais longe! Estarão a brincar connosco?

(...)

E assim vai a Ota. Quando comecei a seguir de perto a questão, a minha grande dúvida era saber se Lisboa e o país precisavam realmente de um novo aeroporto ou se estávamos perante um gigantesco negócio de favor, em benefício de poucos e com prejuízo de todos. À medida que os estudos vão sendo feitos e que mais e mais vou lendo sobre o assunto, as minhas dúvidas vão-se progressivamente dissipando. Receio que estejamos na iminência do maior embuste jamais vendido aos portugueses. Oxalá eu esteja enganado!


Comentário:

Felizmente Miguel Sousa Tavares enganou-se. O maior embuste jamais vendido aos portugueses é o TGV. A Ota ocupa apenas um honroso segundo lugar.


Porquê, Sócrates?

12 comentários:

ReiArtur disse...

Porquê, Sócrates? Porque por detrás do 1º ministro outros valores mais altos se levantam. Três mil milhões de euros a distribuir por uns quantos se por milagre não houvessem derrapagens.

Pedro Soares disse...

Considerando o nível de saturação do aeroporto da Portela é inevitável a construção de um novo aeroporto internacional, seja na Ota ou noutro sítio qualquer. Miguel Sousa Tavares é um velho do Restelo miserabilista que ainda não percebeu que o barato sai caro. É o turismo e toda a economia portuguesa que estão em jogo.

Anónimo disse...

Sofocleto, não pode colocar todo o artigo ?
Queria enviar o artigo para algumas pessoas.
É que a melhor parte não vem referenciada, a parte dos aterros e do relatório sobre o assunto.

Anónimo disse...

Pedro Soares, eu também não partilho de todas as criticas do MST porque alguns pormenores não são bem assim, mas no geral ele está correcto, falha apernas em um ou outro pormenor porque obviamente não domina técnicamente o assunto.

Eu tal como você, fui dos que defendiam um novo aeroporto, será inevitável mais dia menos dia.

Mas atenção, tenho duvidas de que o melhor momento seja este, dada a nossa situação económica. E no curto prazo uma solução de Portela +1 para low-cost e carga resolve perfeitamente o problema da saturação da Portela.

Até lá, estude-se novamente a localização porque a OTA tem problemas graves que vou descrever mais abaixo.

Porque é que isto tem que ser estudado de novo ? Ora, é aqui começam os problemas. Os estudos são muitos e contraditórios, e a maioria completamente desactualizados. Não existe um único estudo que aborde a realidade actual das low-cost, companhias que querem voar para aeroportos simples sem grandes infraestruturas de apoio. O crescimento do tráfego aereo nos ultimos dois anos é particamente exlusivo do fenónomo low-cost.

Segundo, nos estudos, na OTA menorizam aspectos ambientais, que no caso de Rio Frio são amplamente sobrevalorizados. Aqui vem outro problema, o estudo preliminar ambiental da OTA foi negativo e inconclusivo segundo os peritos. Portanto imagine o absurdo. Rio Frio é afastada por questões ambientais, mas o estudo preliminar posteriormente feito para a OTA chumbou. E o que é que um governante disse há poucos meses quando lhe perguntaram pelo estudo ambiental definitivo ? Disse que a OTA seria construida e que o estudo entretanto se faria, pois as obras teriam que começar rápidamente ... Não acha isto notável ?

Agora sobre os problemas da OTA, e isto tem a ver com a sua afirmação, tem que se construir na OTA ou noutro lado qualquer. Sim, tem que se construir um novo aeroporto, agora ou mais tarde, mas nunca na OTA. Porquê ?

Observe esta fotografia, tirada durante as chuvas do ano passado:
http://img135.imageshack.us/img135/522/ota1ot9.jpg

Como pode ver, tem uma ideia da localização da OTA, numa zona quase pantanosa, dum lado tem a A1 e o Tejo que não se vê, doutros lados tem algumas localidades. Observe também o monte mais próximo, bem como outros montes em redor e serras mais afastadas.

Construir aqui o aeroporto será uma das maiores, senão a maior movimentação de terras de sempre na Europa. Aquele monte mais próximo terá que ser terraplanado por exemplo. Aquele autêntico lago terá que ser enchido.
Os tipos de terrenos são muito moles, são terrenos que para ficarem bem assentes após a terraplanagem às vezes podem levar anos ou mesmo décadas a ficarem estáveis para construção. Isso consta dum dos estudos. Ou então constroi, mas ao longo do tempo vai remendando abatimentos mais do que inevitáveis.

Além disso tudo, como pode ver, o aeroporto não terá capacidade de expansão, daqui a 40 ou 50 anos não será possível por exemplo construir mais duas pistas, por causa das localidades, da A1, do Tejo, etc. Terá a sua capacidade esgotada. Nessa altura terá que se começar a escolher outro local para um novo aeroporto ficando a funcionar a OTA e esse novo.

Finalmente, o problema da operação aerea. Todas estes montes e a serra não são boas para localização de aeroportos. Terão limitações operacionais, nas aproximações, deslocagens e atterragens. Ou seja, mesmo com duas pistas, nunca será um aeroporto que possa explorar ao máximo as duas pistas como alguns aeroportos muito movimentados que existem pelo mundo, e que tem muitas dezenas de milhões de passageiros anualmente

Finalmente o problema dos nevoeiros. Esta zona é de nevoeiros, alguns dos mais graves choques em cadeia na autoestrada A1 ocorreram aqui ou próximo daqui. Na aviação, os nevoeiros podem não ser um grande problema, pois existe o recurso à navegação assistida por ILS. Só que aqui existe novamente o problema dos montes e serras. O aeroporto nunca terá a certificação máxima ILS por causa disso, pelo que em dias de nevoeiro o aeroporto também terá graves problemas de operacionalidade.

Dito isto tudo, não se percebe a localização da OTA. E agora na semana passada foi posta a nu mais uma mentira. O governo decidiu pela OTA justificando-se com rapidez de decisão por causa dos fundos europeus, que se podiam perder. É uma boa justificação, mas na semana passada ficámos a saber que afinal a OTA vai ter apenas 170 milhões de euros de fundos europeus, menos de 5% do investimento total. A Europa não financia megalomanias hoje em dia. Inacreditável ! Recordo que o chumbo de Rio Frio por factores ambientais também foi justificado com os fundos comuntários.

Para finalizar este longo comentário, na semana passada o governo informou toda a imprensa de que iria apenas gastar 600 milhões no projecto, que o restante seria dos privados. Mas se ler as mesmas noticias com atenção, perceberá que é mentira. Além desses 600 milhões, faltam todas as acessibilidades, e mais importante, o governo vai entregar ao consórcio a empresa ANA, que gere todos os aeroportos do país e que foi avaliada em 2003 por mais de 1200 milhões de €. Não houve um único jornal que tenha posto isto a nu. Um único ! Dá que pensar !

Agora diga-me voce, o que acha disto tudo ?

A OTA fede, fede imenso ! E como o Sofocleto diz, a OTA ao pé do TGV é uma brincadeira sem importância. Enquanto na OTA o estado vai oferecer a ANA para gastar menos, no TGV não há negócios desses para fazer, e é um projecto que custará o dobro da OTA. E enquanto um aeroporto é sempre rentável, o TGV não tem qualquer viabilidade económica. Quem o pagará serão os contribuintes ao longo dos próximos 30 anos em cargas fiscais cada vez mais violentas. Acaberemos a bater tachos nas ruas como a Argentina, pois o país já não é competitivo hoje, muito menos o será após estas megalomanias.

A OTA e o TGV deveriam merecer um grito de revolta de toda a sociedade. Da esquerda à direita, dos liberais aos não liberais. Mas ... mas só se ouve um pequena ruido lá muito ao fundo. É incompreensível para mim. Não entendo e é revoltante. Chega a ser caricato ver por exemplo o CDS a fazer mais barulho sobre a OTA que o BE ou o PCP.

Diogo disse...

Anonymous das 18:05, aqui vai a parte dos aterros e do relatório sobre o assunto do artigo do MST:

Entretanto, saiu outro estudo encomendado pela NAER e este, compreensivelmente, tratado com toda e discrição possível. Trata-se do ‘Relatório Final da Análise de Terraplenagens’, encomendado à empresa de construção californiana Parsons, actualmente com grandes obras em curso no Iraque. São 59 páginas de ‘engenharia pesada’ para um leigo na matéria, como eu. Mas, avançando devagar e em esforço, é possível reter as principais conclusões.

Já se sabia que o futuro aeroporto da Ota tem um ‘problemazinho’ com a existência de uma serra com 660 metros de altura a norte do enfiamento da pista principal - o que só consente duas soluções: ou se arrasa a serra ou se põe os aviões a fazer manobras escapatórias assim que levantem do chão. Já se sabia que, em termos de segurança de voo na aproximação às pistas, a Ota, devido aos ventos dominantes e outras condicionantes, irá ter fatalmente uma baixa classificação de segurança, em contraste com a Portela, que tem uma excelente certificação internacional. Agora, através do relatório da Parsons, ficamos a saber outras coisas sobre a Ota. Por exemplo, que “a área do novo aeroporto se situa numa região de forte risco sísmico, na Zona A do zoneamento sísmico nacional (falha do Vale Interior do Tejo)”. Por exemplo, que será necessário desmatar 1100 hectares de terreno arborizado e remover biliões de metros cúbicos de terras. Bem pior, que o terreno é todo ele alagadiço e atravessado por três ribeiras (uma das quais terá de ser desviada), o que leva os engenheiros a afirmar que “pelas suas características geomecânicas desfavoráveis e condições hidrológicas associadas, é particularmente condicionante do tipo de ocupação prevista, delimitando a sua ocorrência zona de risco e exigindo a adopção de disposições de estabilização”. Acontece, de facto, que, para azar dos obreiristas, os terrenos da Ota são integralmente compostos por areia, argilas e lamas, fazendo prever que, após as obras de terraplenagem, “o tempo de consolidação, sem contar com o factor sísmico, possa variar entre 25 e 110 anos”. Mas, há solução: os engenheiros chamam-lhe “colunas de brita” - é cara, complicada e vai durar, só ela, dois anos e meio.

Diogo disse...

Anonymous das 18:55,

Concordo absolutamente com tudo o que diz. E é de lembrar que o aumento exponencial dos "low cost" viabilizam as pistas de Alverca, Montijo, Tires e Sintra. Será mesmo necessário um novo aeroporto?

contradicoes disse...

Meu caro Diogo, este governo tal como outros que o precederam tiveram sempre uma apetência especial pela realização de grandes Obras Públicas. É sabido tendo em vista outras anteriormente realizadas tais como o Centro Cultural de Belém, o seu custo final chega a quadruplicar face ao valor da adjudicação inicial. Já várias vezes postei sobre a necessidade de simplesmente revogar o Decreto-Lei que define as regras dos concursos públicos e limitados para além dos chamados ajustes directos e que absurdamente permite às empresas adjudicatárias, fundamentando as razões, requererem revisões de preços, o que é-lhes sempre concedido o que faz com que as mesmas
se concluam com valores absolutamente absurdos, isto é, a triplicar ou quadruplicar. Determina o Decreto-Lei
cujo número agora não me vem à memória que em regra se deve optar pela proposta economicamente mais vantajosa
para o Estado, para depois e logo a seguir permitir que a empresa adjudicatária possa depois pedir revisões de preços sempre que o entenda. Para terminar porque já está demasiado extenso este comentário. E por detrás disto nunca são determinados quais os interesses de quem determina o lançamento deste tipo de obras e que são uns absorvedores de milhões de euros dos cofres do Estado, nunca ficando a saber quais os benefícios de
quem tal decidiu.

Anónimo disse...

Governo acusado de impôr TGV
O tribunal de Contas defende que se as obras de modernização da linha férrea do Norte continuassem, «o TGV não teria clientes»

O Governo travou a modernização da linha ferroviária do Norte, que liga Lisboa ao Porto, para garantir que o TGV venha a ter clientes.

A acusação foi feita pelo Tribunal de Contas (TC), que mencionou este caso para exemplificar as falhas permanentes na execução dos projectos de investimento programados pelos governos e no desperdício de recursos que essa atitude acarreta.

A história começa em 1991, quando tiveram início as obras de modernização da linha do Norte. Nessa data, era Cavaco Silva primeiro-ministro, projectaram-se obras de melhoria no valor de 75,8 milhões de euros e conclusão prevista para 1993. Era também intenção reduzir o tempo de duração da viagem para 2h15.

Passados 16 anos, não só as obras não estão terminadas como os custos derraparam mais de 2000%. Além disso, o actual tempo de duração da viagem entre Lisboa e Porto está longe dos objectivos. Segundo dados do Tribunal de Contas, a viagem em Alfa Pendular demorava 2h55 em 2005.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=21569

BellaMafia disse...

Isto faz lembrar a ENRON, a famosa empresa norte-americana que de tudo passou a nada num ano. Os seus executivos andavam a meter ao bolso bónus consideráveis sob a razão de "futuros" ganhos... ou seja liquidez virtual. Foi óptimo para quem encheu os bolsos, péssimo para quem investiu na empresa e viu tudo a ir por água a baixo quando os supostos lucros se transformaram em vários biliões de dívidas.
Não consigo deixar de pensar que tanto na OTA como no TGV os senhores de colarinho branco, estejam já de bolsos abertos à espera de um bónus.

Estupidos disse...

Visitem e avaliem:

http://estupidos-stupid.blogspot.com/

Macillum disse...

Eu respondo por Socrates... para preparar Portugal para ser utilizado pelos americanos quando estalar a Grande Guerra no Medio Oriente, envolvendo o Irao e a Siria, uma vez que a Base das Lajes sera insuficiente... ainda ha duvidas sobre isto?

Macillum disse...

"O Governo agradece que o país ande tão entretido a discutir o aborto e que tudo o resto lhe passe, entretanto, ao lado."... quando eu disse algo semelhante houve quem nao levasse a serio, agora vem O M.S.T. com a mesma visao... esta historia do aborto 'e so para afastar a atencao daquilo que esta realmente a passar-se... uma conspiracao imensa sobre a posicao estrategica militar de Portugal para os E.U.A.... e existe uns poucos que estao a ganhar imenso com tudo isto, apoiados pelo silencio da comunidade internacional.
Afinal, Henry Kissinger esteve em Portugal ha pouco tempo a fazer o que, senao a tratar dos preparativos para uma das maiores movimentacoes militares dos tempos modernos, que ajudara erguer uma sociedade de controle tecnologico a caminhar para o absoluto?
O pessoal vai alinhando nas cantigas... qualquer dia, distraido, la vai colocar um VERICHIP no braco, ou na mao, sempre pensando que nao ha conspiracao alguma e que 'e tudo politica e desenvolvimento...