quarta-feira, setembro 19, 2007

O dilema dos Judeus de Auschwitz em Janeiro de 1945 - Liberdade ou Extermínio?

Friedrich Paul Berg

No livro que tornou mais famoso Elie Wiesel, «Die Nacht» "A Noite", que é uma leitura recomendada em escolas públicas em todo o país, Wiesel pinta um quadro horroroso de vida em Auschwitz de Abril de 1944 a Janeiro de 1945, quando ele lá esteve. Embora muitas centenas de milhares de judeus tivessem supostamente sido gaseados durante este período, Wiesel não faz nenhuma menção aos gaseamentos ou a câmaras de gás em qualquer parte do livro, como Jürgen Graf e Robert Faurisson salientaram. Reivindica contudo ter visto chamas a sair das chaminés e o Dr. Mengele a usar um monóculo.

Quando os Russos estavam prestes a tomar conta de Auschwitz em Janeiro de 1945, Elie e o seu pai "escolheram" ir para ocidente com os Nazis e os SS em retirada em vez de serem "libertados" pelo maior aliado de América. Eles poderiam ter contado ao mundo inteiro tudo sobre Auschwitz dentro de poucos dias - mas, Elie e o pai, assim como incontáveis milhares de outros judeus escolheram, em vez disso, viajar para oeste com os Nazis, a pé, de noite, num Inverno particularmente frio e consequentemente continuarem a trabalhar para a defesa do Reich. De facto, escolheram colaborar.

Algumas das exactas palavras de Wiesel no seu livro «Die Nacht» "A Noite":

"A escolha estava nas nossas mãos. Por uma vez podíamos decidir o nosso próprio destino. Podíamos ter ficado ambos no hospital onde eu tinha a possibilidade de, graças ao meu médico, colocar o meu pai como paciente ou enfermeiro. Ou então podíamos seguir os outros. 'Bem, o que é que vamos fazer, pai?' Ele ficou calado. 'Vamos ser evacuados com os outros,' disse-lhe."

A história de Elie a este respeito é confirmada pelas de outros "sobreviventes" que incluem o testemunho de Primo Levi. No livro de Levi «Sobreviver em Auschwitz», o autor escreve sobre o dia 17 de Janeiro de 1945:

"Não era uma questão de raciocínio: Eu teria provavelmente seguido também o instinto de rebanho se não estivesse tão fraco: o medo é extremamente contagioso, e a reacção mais imediata era fugir dali para fora."

Levi está a falar de fugir com os Nazis – e não dos Nazis, que não eram apenas soldados comuns mas supostamente os piores dos Nazis. Levi está a falar de fugir com os mesmos Nazis e SS que supostamente tinham levado a cabo o maior assassínio em massa de judeus em toda a história universal.

Levi está a falar sobre fugir com as pessoas que supostamente fizeram matanças de milhares diariamente durante vários anos. Mas, de acordo com as suas próprias palavras, ele teria fugido provavelmente com eles [Nazis], e só não o fez porque não se estava a sentir bem naquele dia; sentia-se fraco. O "medo" que Levi superou era claramente o medo dos russos e não dos Nazis; não há nenhuma referência ao medo daquilo que os Nazis e os SS pudessem fazer quando os evacuado entrassem na floresta ou o que pudesse acontecer alguns dias depois.

As escolhas que foram feitas aqui em Auschwitz em Janeiro de 1945 são extremamente importantes. Em toda a história do sofrimento judeu às mãos de gentios, que altura poderia ser mais dramática do que o precioso momento em que os Judeus podiam escolher, por um lado, a libertação pelos Soviéticos com a possibilidade de contar a todo o mundo sobre as malfeitorias Nazis e ajudar à sua derrota - ou então fugir com os assassinos em massa Nazis, continuando a trabalhar para eles e ajudando-os a preservar o seu regime demoníaco. Na grande maioria dos casos, escolheram ir com os Nazis. De acordo com Levi, 800 escolheram ficar em Auschwitz, mas 20.000 preferiram ir e colaborar com os assassinos em massa Nazis.

Todos os Judeus que vieram para ocidente [a fugir dos russos para a Alemanha Nazi] negaram o Holocausto embora o tenham feito apenas com os pés. Os Judeus foram, eles próprios, os primeiros verdadeiros negacionistas do Holocausto.
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30 comentários:

luis oliveira disse...

Primo Levi - If this is a man (Surviving Auschwitz é o título americano), págs 160-161:

A chegada das tropas soviéticas está eminente e Primo Levi está no hospital com escarlatina. Os alemães decidem evacuar o campo.


"In the afternoon the Greek doctor came." [...] We asked him what would happen to [the sick]. He replied that probably the Germans would leave us to our fate: no he did not think that they would kill us. He made no effort to hide the fact that he tought otherwise. His cheerfulness bode ill.
He was already equipped for the march. He had hardly gone out when the two Hungarian boys began to speak excitedly to each other. They were in a advanced state of convalescence but extremely wasted away. It was obvious that they were afraid to stay with the patients and were deciding to go with the healthy ones. It was not a question of reasoning: I would probably also have followed the instinct of the flock if I had not felt so weak: fear is supremely contagious, and its immediate reaction is to make one try to run away. [...] It was crazy of them to think of walking even for one hour, weak as they were, especially in the snow with those broken-down shoes found at the last moment. I tried to explain, but they looked at me without replying. Their eyes were like those of terrified cattle. [...] They did not return; I learnt much later that, unable to continue, they had been killed by the SS a few hours after the beggining of the march. [...]
All the healthy prisoners (except a few prudent ones who at the last moment undressed and hid themselves in the hospital beds) left during the night of 18 January 1945. They must have been about twenty thousand, comming from different camps. Almost in their interety they vanished during the evacuation march."


Resumindo: os alemães decidiram evacuar o campo deixando os prisioneiros doentes para trás. Alguns, com medo de ser executados se ficassem, tentaram a sorte juntando-se aos saudáveis na marcha. Outros pelo contrário, temendo ser executados durante a marcha de evacuação tentaram esconder-se no meio dos doentes e permanecer no campo.

Diogo disse...

Levi: «dois rapazes húngaros começaram a falar excitadamente um com o outro. Encontravam-se num estado avançado de convalescença mas extremamente debilitados.»

Diogo: É extraordinário que na maior fábrica de morte nazi, onde centenas de judeus eram gaseados todos os dias, dois jovens se encontrassem na enfermaria em «estado avançado de convalescença mas extremamente debilitados». Num campo de concentração que era simultaneamente um campo de trabalhos forçados e um campo de genocídio, «dois jovens doentes e muito debilitados» seriam naturalmente os primeiros candidatos à câmara de gás. Inexplicavelmente, estavam em convalescença na enfermaria, com direito a alimentação e sem produzir um chavo.


Levi: «Era óbvio que eles receavam ficar no campo com os outros doentes e estavam a decidir partir com os mais saudáveis»

Diogo: decidiram partir com os mais saudáveis e com os nazis. Os mesmos nazis que os estavam a massacrar diariamente. Estranha decisão esta.


Levi: « "Não era uma questão de raciocínio: Eu teria provavelmente seguido também o instinto de rebanho se não estivesse tão fraco: o medo é extremamente contagioso, e a reacção mais imediata era fugir dali para fora.»

Diogo: Fugir dali para fora na companhia dos seus algozes nazis. É o que Levi está a dizer.

Diogo disse...

Oliveirinha da Serra: «Resumindo: os alemães decidiram evacuar o campo deixando os prisioneiros doentes para trás. Alguns, com medo de ser executados se ficassem, tentaram a sorte juntando-se aos saudáveis na marcha. Outros pelo contrário, temendo ser executados durante a marcha de evacuação tentaram esconder-se no meio dos doentes e permanecer no campo.»


Porque é que havia prisioneiros doentes numa enfermaria num campo de genocídio? Mais, para quê uma enfermaria para prisioneiros num campo de extermínio?

Alguns tentaram a sorte juntando-se aos saudáveis na marcha? E juntando-se aos seus carrascos de sempre, sujeitos a ser mortos a qualquer momento… Extraordinária decisão!

luis oliveira disse...

Não me dei ao trabalho de transcrever o livro do Levi para seu benefício, mas sim de eventuais leitores que não sofram da sua desonestidade mental patológica. É para eles que acrescento mais alguns comentários.

Relativamente à "enfermaria, com direito a alimentação" poderia transcrever alguns excertos do capítulo onde Levi descreve o "hospital" do campo. Não o faço, não por falta de tempo, mas por falta de estômago, é um dos capítulos mais arrepiantes do livro.

[decidiram partir com os mais saudáveis e com os nazis. Os mesmos nazis que os estavam a massacrar diariamente. Estranha decisão esta.]

Os que ficaram por estarem doentes estavam convencidos de que seriam executados. Daí muitos terem tentado juntar-se à marcha de evacuação.

"About midday an SS officer made a tour of the huts. He appointed a chief in each of them, selecting among the remaining non-jews, and ordered a list of the patients to be made at once, divided into Jews and non-Jews. THE MATTER SEEMED CLEAR. [...] [NO] JEW SERIOUSLY EXPECTED TO LIVE UNTIL THE FOLLOWING DAY."

Pág 162, destaques meus.

Acho que é fácil de perceber a "estranha decisão". Pelo menos para quem não sofra de idiotia ou má fé patológica.

[Fugir dali para fora na companhia dos seus algozes nazis. É o que Levi está a dizer]

É a interpretação que faz a sua cabecinha de micróbio. O que Levi diz é que na altura considerou que teria maiores hipóteses de sobrevivência juntando-se à marcha de evacuação do que ficando no campo, opção que ele considerava uma morte certa.

Não houve "escolha" nenhuma da parte de Levi. Não tendo forças para se locomover teve de ficar.

Felizmente o seu instinto estava errado e sobreviveu, se bem que a maior parte dos que ficaram no campo também pereceram.

Tudo isto poderia aprender se lesse o livro, coisa que nunca irá fazer. Prefere continuar a continuar os cantos mais mal frequentados da internet e à procura no google de citações que confirmem a sua paranóica visão do mundo. O lidador, com a sua acutilância habitual, e faço minhas as palavras dele, fez-lhe o retrato-robot perfeito:

"um tipo cujo universo mental assenta em comprovadas mentiras e exóticas teorias da conspiração, que nega a realidade ao ponto de recusar as leis da física e da aritmética, cuja (in)cultura filosófica é bebida nos sites extremistas da direita neonazi e da esquerda trostkysta, merece menos crédito que o meu gato."

Estou farto de si, as teorias da conspiração dão-me vontade de rir, mas o "revisionismo" não. Dá-me vómitos. Até nunca.

Wise, Tall (e mais ou menos incrédulo...) disse...

Respondendo então à pergunta do post anterior.

Já não lhe interessa a exactidão das vítimas do holocausto (curioso como nunca se deixa cair o adjectivo "judeu"... acaso o objectivo do Holocausto nazi seriam apenas os judeus?).

Já se auto-convenceu que não existiram câmaras de gás (em solo germânico) que praticassem a "solução final".

Falta então expôr a terceira parte do seu silogismo de uma forma mais directa:

Não houve Holocausto, não houve solução final, enfim, os nazis não mataram ninguém, ou para o que a si lhe interessa, pelo menos não mataram nenhum judeu.

Isto são tudo balelas da conspiração judaico-sionista, maçónico-norte-americana e da alta finança bilderberguiana. Cujo objectivo, claro está, é aumentar ad absurdum as taxas de juros para que o reles do "ariano" vive na mais franciscana miséria e para que os especuladores e agiotas dos "judeus" vivam na maior das abundâncias.

É mais ou menos isto, não é?

Anónimo disse...

A negação do holocausto não chega a ser uma polémica. É uma crença de fascistas e racistas.

Wise, tall & jewish disse...

Não vejo porque é que tem que ser só uma crença de fascistas: os regimes comunistas (nomeadamente o de Stalin) tiveram uma predilecção especial pelos "pencudos"...

E o melhor de tudo é que a argumentação era a mesma que Hitler e a extrema-direita usava (e que se vai vislumbrando aqui e ali neste blog também...)

xatoo disse...

Para além da existirem cuidados médicos em Auschwitz, mais estranho ainda foi o facto de as autoridades se permitirem abrir um Bordel, cujo acesso era facultado como prémio a quem de entre os prisioneiros demonstrasse ter melhores capacidades de trabalho. Tudo isto era gerido pelos judeus de maiores habilitações culturais: esses "gestores" é que escolhiam de entre eles quem melhor servia o Reich. (inclusivamente seleccionavam os inúteis que eram para abate) Os prisioneiros tinham um grupo coral, orquestra, biblioteca, cinema, etc. Então, e que tal se se parasse com as mentiras sobre Auschwitz? - com um bocado de bondade pode-se afirmar: viviam melhor os judeus ali naquele tempo do que vive muita gente (principalmente os coloured e os hispânicos) hoje no Harlem. Pelo contrário, os Judeus (exscepto a tropa de choque empregue nos colonatos em Israel) vivem quase todos em apartamentos de luxo, em Manhattan ou na Potsdamer Platz em Berlim.

xatoo disse...

"Stalin teve uma predilecção especial pelos "pencudos"

Em português deve escrever-se Estaline e não a palavra inglesa (o modo como se exprimem certas almas reaccionárias que por aqui vagueiam define-os logo à anteriori como anglófonos wasp, colonizados culturais, bushistas e outros espécimens de ignorantes)

o verdadeiro nome de Estaline era Joseph David Djugashvili, o que traduzido dá qualquer coisa como "José, O Filho do Judeu David"
dá para entender o porquê da "simpatia" ou é preciso fazer um desenho?

Diogo disse...

Que muitos judeus foram arrebanhados e utilizados como mão-de-obra escreva em campos de concentração nazis, parece-me que está fora de questão. Que desses prisioneiros, uma boa parte morreu por doença (sobretudo tifo), fome, esgotamento e maus tratos, também me parece pacífico.

A grande questão é: Houve extermínio deliberado? Existiram câmaras de gás? Houve uma Solução Final?

Cada vez estou mais convencido que não.

o moço da bodega™ disse...

Caro Diogo, teu espaço nos enriquece a cada post. Estes episódios são realmente contestados por vários intelectuais e ativistas, quase todos taxados de anti-semitas.

Abraços e obrigado pela força. Se o encontro, sigo o teu conselho: quebro-lhe a cara!

Anónimo disse...

Não houve Holocausto, não houve solução final, enfim, os nazis não mataram ninguém, ou para o que a si lhe interessa, pelo menos não mataram nenhum judeu.


até qure enfim, que alguém de boa fé diz a verdade, sem ir na onda straussiana do império!

Anónimo disse...

O bisavô materno de Hitler era judeu,como é que ele iria exterminar o sangue do seu sangue ?

Wise, Tall, Jewish & Bullshist disse...

o verdadeiro nome de Estaline era Joseph David Djugashvili, o que traduzido dá qualquer coisa como "José, O Filho do Judeu David"
dá para entender o porquê da "simpatia" ou é preciso fazer um desenho?


Ó Xatoo,

Larga lá o Photoshop, pá! Já chega de apagar pessoas das fotografias...

E quanto a Stalin (eu prefiro a grafia "wasp", "bushista" e não sei mais o quê...), não é necessário referir-se a ascendência desse seu amigo: toda a gente já percebeu de quem é que ele era mesmo filho...

Wise and Tall disse...

Diogo Says

"nem esta redução de dois milhões e meio no número de mortes em Auschwitz, nem o reconhecimento oficial de que não existiam câmaras de gás nos campos de concentração em TERRITÓRIO ALEMÃO"

Ao valer-se desta pequena permissa está a desvirtuar toda a discussão:

Os CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO (como Dachau e Belsen) estavam situados na Alemanha propriamente dita. Mas estes campos eram meras prisões, que não estavam dotadas de infra-estruturas para liquidar maciçamente milhares de pessoas.

Os CAMPOS DE EXTERMÍNIO de Auschwitz-Birknau, Chelmno, Belzec, Majdanek, Sobibor e Treblinka situavam-se em território ocuapado pelos alemães, mas que era formalmente a POLÓNIA. Bem como Maly Ttostenets situado na Bielorrúsia.

Ou seja, Hitler, se tivesse sido julgado, poderia facilmente advogar o mesmo falacioso argumento que o Diogo usa aqui: "Eu, na Alemanha não matei judeu nenhum, nem tinha um plano para a erradicação em massa de judeus". A frase pode encerrar uma ambiguidade em termos de Direito Internacional Público, mas não terá ambiguidade nenhuma ao que às violações dos direitos humanos diz respeito.

Diogo disse...

Wise and tall, vulgo Lidador,

Você é tão estúpido que até dói ler os seus «comentários». Para quando uma frase simplesmente medíocre?

xatoo disse...

wise and small
Nada de especial neste tipo de argumentação: A maioria das vítimas foram-no devido às vicissitudes da guerra, que se desenrolou de inicio, como é sabido, fora de território alemão; começou pela invasão da Polónia, Ucrânia, Rússia, etc. Claro que todos os judeus que foram caçados nestas primeiras campanhas de invasão e ocupação foram vítimas de trabalho escravo (como muito bem obesrvou o Diogo). Daí que se compreenda também que, o maior número de campos de concentração tenha sido nestes territórios. Porém os trabalhadores com maiores valências eram exportados para o campo-mãe onde se concentrava o maior apoio ao esforço de guerra nazi: Auschwitz-Birkenau-Belsen (onde este último cumpria a função de hospital)
Em Auschwitz havia uma única câmara de encineração (suponho que para cremação dos restos dos infelizes que sucumbiam às condições extremamente desumanas de trabalho): Em mais nenhum campo existiram "câmaras de morte" - uma visão dos vencedores para diabolizarem os derrotados. Há um pequeno filme feito por um investigador inglês sobre o facto de haver apenas esta câmara de gaz(que de momento não tenho aqui disponivel, mas voltarei aqui a postar o link, logo que me fôr possivel).
Este facto torna impossivel o "holocausto" de 6 milhões de pessoas em tempo útil desde a Conferência de Wansee (uma pequena localidade perto de Potdsam nos arredores de Berlin) em 1942 onde foi decidida a "Solução Total" (que em função das condições de derrota eminentes previu a impossibilidade de fazer subsistir e alimentar tanta gente, decidindo-se pura e simplesmente pela sua eliminação física) até ao fim da guerra, selada noutra Conferência também em Potsdam após Maio de 1945 quando o glorioso exército soviético libertou os campos! ou seja, tiveram pouco mais de dois anos para construir instalações de exterminio em massa, prepara pessoal, etc, para o fazerem, o que era manifestamente impossivel (nem que trabalhassem 24 sobre 24 horas como agora os nossos supermercados de Abu-Graib) na situação de carência em que o exército alemão já se encontrava.
A posterior propaganda dos Aliados haveria de mudar capciosamente o nome ao documento da 1ª conferência de "Solução total" para "Solução Final"

ps: De notar, por curiosidade, como todos estes termos: "invasão", "ocupação" "instalações de destruição macissa" nos soam hoje tão familiares a propósito de outros (neo)-nazis contemporâneos
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W&T disse...

Diogo says
Wise and tall, vulgo Lidador,

Você é tão estúpido que até dói ler os seus «comentários». Para quando uma frase simplesmente medíocre?

Não sou o lidador.
Não responde ao perguntado.

Diogo disse...

Wise and Tall disse... : « Os CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO (como Dachau e Belsen) estavam situados na Alemanha propriamente dita. Mas estes campos eram meras prisões, que não estavam dotadas de infra-estruturas para liquidar maciçamente milhares de pessoas.»


Mas não foi isso que se provou em Nuremberga (veja o meu post anterior):

'Provas' de gaseamentos em Dachau:

"Provas" abundantes de que os prisioneiros eram gaseados em Dachau foram fornecidas durante anos, particularmante no julgamento principal de Nuremberga de 1945-1946. Antigo prisioneiro, o Dr. Franz Blaha, por exemplo, forneceu um testemunho ocular em Nuremberga sobre os assassínios em câmaras de gás de "muitos prisioneiros" em Dachau.

De acordo com um documento do governo americano de Maio de 1945, que foi aceite como prova pelo Tribunal de Nuremberga como documento L-159 (E.U.A. - 222), "uma característica distintiva do Campo de Dachau era a câmara de gás para a execução de prisioneiros." O relatório oficial descreveu a alegada operação de gaseamentos com grande detalhe.


Está você, Wise and Tall, a chamar mentirosas às autoridades americanas? I’m shocked! Leia o documento L-159, imbecil! Estão lá descritos os gaseamentos todos em Dachau, com grande detalhe!

xatoo disse...

apanha-se mais depressa uma troupe de mentirosos que um coxo
O próprio interlocutor pró "justiça americana" clama (e bem) que não havia câmaras de gáz em Dachau. Afinal parece que a justiça dos vencedores com esse relatório L-159 de Nuremberga inventou provas sobre factos inexistentes.

Anónimo disse...

fonte: http://www.whatreallyhappened.com/letters/

"Look at the situation from the Zionists' point of view. Here the whole world had united to stop HItler from marching into other peoples' lands and stealing them for his own use, and yet that was EXACTLY what the Zionists wanted to do to the Palestinians. That's a tough sell. So, the Zionists needed a propaganda tool so powerful that the world would decide that it was okay for the new Israel to do to Palestine what the world had stopped Hitler frm doing to Europe. So, the Zionists spun the horrors of the Third Reich into a deliberate attack on the Jews as a race, creating the perceived need for a homeland of their own.

But not just any homeland, for indeed the Zionists had been offered many places to create a Jewish state in Africa and Madagascar. The Zionists wanted Palestine becaise the Bible said that was their homeland, even though the vast majority of the Zionists were and are Ashkenazi, and are the descendants not of the Old Testiment Hebrews but of converted Khazars.

The Zionists justified their disposession of the Palestinians from their lands by saying in so many words, "We were here first." Historically, the Egyptians and Hittites had that real estate before Israel came along. Present day Egypt has more right to that land than converted Khazars under the "who was first" argument.

Of course, the Zionists establishment of Israel was made possible only with the propaganda tool of the holocaust, and in order to keep the spin going, they have adopted a simple tactic of claiming that anyone who doesn't think the German slave labor camps operated EXACTLY as the Zionists claim is therefore denying that they ever existed at all. This is, of course, absurd. Of course the slave labor camnps existed. And of course a lot of people died in them from the typhus outbreaks. But where the available facts end and the spin starts is the claim that the Germans were targeting only Jews in those camps, and that there was a deliberate plan of extermination. The truth is that Jews died in those camps, and so did Gypsies, so did gay people, so did the mentally ill, and indeed so did a lot of the Germans themselves as the typhus got out of control. The big crematorium at Aushwitz shown to the tourists did not exist to execute the Jews, for it was not built until after the war, by the Russians, in order to cremate the infected bodies of the typhus victims to halt the epidemic. Do9n;t take my word for it, the curator of the Aushqitz museum will tell you if you ask him a direct question.

If there is one thing the majority of Americans now know that we did not know just ten years ago it is that governments do tell huge whoppers to their people to trick them into agreeing with desired policy. We know we were lied to about Iraq's weapons of mass destruction. Prudence demands we assume we have been lied to about everything else on whcih we are expected to oppose or support those we are commanded to oppose or support.

Fool me once."

David Lourenço Mestre disse...

Diogo, cercado de sordidez e terror por todos os lados, não se sente nem ao de leve indisposto com o seu comportamento?

Diogo disse...

Meu caro David,

Sinto precisamente que o meu dever é destapar a merda que nos rodeia e pô-la à vista e ao olfacto de todos. Evidentemente que é preciso ter estômago para isto.

David Lourenço Mestre disse...

Para que a memoria se mantenha viva, Primo Levi:

"Começa um dia como todos os dias, a tal ponto longo que não se pode razoavelmente conceber o seu fim; pelo que é melhor concentrar a atenção e o desejo no pedaço de pao cinzento, que é pequeno, mas dentro de uma hora será certamente nosso, e durará cinco minutos, e, enquanto o não tivermos devorado, constituirá tudo o que a lei daquele lugar nos permite possuir"

"Resnyk é polaco; viveu durante vinte anos em Paris, mas fala um frances incrivel. Tem trinta anos, mas, como a todos nós, poderia dar-se-lhe entre dezassete e cinquenta."

"Por detrás das palpebras mal fechadas, irrompem os sonhos com violencia, e tambem estes são os sonhos habituais. Estarmos em nossas casas, num maravilhoso banho quente. Estarmos em nossas casas sentados à mesa. Estarmos em casa e contarmos este nosso trabalhar sem esperança, este nosso constante ter fome, este nosso dormir de escravos."

"Todos os estrangeiros vivem em varios lager, que circundam a Buna: o lager dos prisioneiros de guerra ingleses, o lager das mulheres ucracianas, o lager dos franceses voluntarios e outros que nao conhecemos. O nosso lager fornece dez mil trabalhadores, provenientes de todas as nações da europa; e nós somos os escravos dos escravos, a quem todos podem dar ordens, e o nosso nome é o numero que trazemos tatuado no braço e cosido no peito."

Diogo disse...

Caro Mestre, para que a verdade venha ao de cima - Primo Levi, 17 de Janeiro de 1945:

"Não era uma questão de raciocínio: Eu teria provavelmente seguido também o instinto de rebanho se não estivesse tão fraco: o medo é extremamente contagioso, e a reacção mais imediata era fugir dali para fora."

Levi está a falar de fugir COM os Nazis – e NÃO dos Nazis, que não eram apenas soldados comuns mas supostamente os piores dos Nazis. Levi está a falar de fugir com os mesmos Nazis e SS que supostamente tinham levado a cabo o maior assassínio em massa de judeus em toda a história universal.

Não é admirável?

David Lourenço Mestre disse...

Indique me a pagina do livro. Depois comento

Diogo disse...

P. Levi, Survival in Auschwitz, Summit Books, New York 1986

Pg.154 - “I would probably also have follower the instinct of the flock if I had not felt so weak; fear is supremely contagious, and its immediate reaction is to make one try to run away.”

David Lourenço Mestre disse...

O diogo é um mentiroso, ignorante e obstinado, e pior do que isso não leu o livro. Em todos os capitulo reina o medo das selecções, e da chaminé.

"Isto significa fortes possibilidades de não adoecer gravemente, de escapar às congelações, de superar as selecções"

"Ao primeiro vidro partido, ao primeiro erro de medição, À primeira falta de atenção, voltarei a consumir-me na neve e no vento, até ficar eu também pronto para a chamine."

"No mês passado, um dos fornos crematorios de birkenau foi mandado pelos ares. Nenhum de nós sabe exactamente como é que a iniciativa foi levada a cabo; fala-se do sonderkommando, do kommando especialo que trabalha nas camaras de gas e nos fornos"

Para mais, nos ultimos dias reina a euforia no lager com a aproximação dos sovieticos. Como se verifica no ultimo capitulo "Historia de dez dias".

A parte que descereve para consumo proprio foi retirado do seu contexto e não acentua o facto que ficar no campo era para morrer e não para viver.

Só lhe posso sugerir uma coisa, leia o livro

David Lourenço Mestre disse...

Descreve e não descereve

A. Azevedo disse...

Basta uma ligeira leitura dos comentários para verificar que a turba negadora das chacinas e ladroagens perpretadas por adolfo hitler e esbirros pertence à ultra extrema-direita representada pelo pnr e quejandos.
Mentem descaradamente, tentando arrebanhar mais algum ingénuo para a sua (triste) causa.
Sabem que o adolfo hitler foi o maior assassino (e não só) da longa história da humanidade. É por essa razão que fazem uma penosa cruzada tentando convencer quem puderem, do contrário.