quarta-feira, setembro 26, 2007

Holocausto – um segredo por demais anunciado

Hitler declarou as suas intenções francamente. Os Nazis cometeram atrocidades abertamente. Porquê escamotear os gaseamentos?

Os historiadores convencionais explicam a falta de fotografias e documentos [dos gaseamentos dos prisioneiros] invocando que o Holocausto era tão secreto que nenhumas fotografias foram tiradas, e que não seria permitida a existência de nenhuns documentos incriminatórios. Acredita-se que isto seria verdade quando a Solução Final estava ainda na fase de projecto em 1941.

Hitler falou sobre o extermínio ou o aniquilamento dos judeus em muitas ocasiões. Por exemplo, esta é uma frase de Mein Kampf. (página 338 de Houghton-Mifflin edição de capa dura. Outras referências podem ser encontradas nas páginas 169 e 679.) Hitler escreveu: a consolidação do nosso povo enquanto nação só terá sucesso quando, à parte toda a luta explícita pelo espírito do nosso povo, os seus envenenadores internacionais forem exterminados.

É suposto acreditar que Hitler anunciou ao mundo que os judeus seriam aniquilados, e que simultaneamente tempo se esforçou para manter a pretensão que eles não estavam sendo aniquilados? A intenção do Holocausto foi declarada abertamente, mas a própria operação em si era tão secreta que os Nazis nunca discutiram o assunto mesmo entre eles.

Na página 679 Hitler diz:

"Se no começo e durante a Guerra doze ou quinze mil destes corruptores hebreus tivesse sido sujeita a gás tóxico, como aconteceu a centenas de milhares dos nossos melhores trabalhadores alemães, o sacrifício de milhões na frente não teria sido em vão. Pelo contrário: doze mil salafrários eliminados a tempo poderiam ter poupado as vidas de milhões de alemães."

Nessa altura já não havia segredo nenhum. Tendo levantado a questão de suprimir os judeus com gás no Mein Kampf, não faria sentido nenhum Hitler fingir que tal não estava a acontecer, se ele na verdade o estivesse a fazer. Mas não há nenhuma outra referência sobre eliminar com gás em nada que ele tenha dito ou escrito. Existem registros de tudo que Hitler, Himmler e os outros Nazis disseram em público e muito do que eles disseram em privado e não existe nenhuma alusão, em lado nenhum, sobre gaseamentos, mesmo em ocasiões em que falavam sobre como verem-se livres dos judeus.

Existe uma cópia de um discurso (de Poznan) no qual Himmler discursou numa reunião privada dos oficiais seniores das SS. Mesmo se ele não quisesse mencionar os gaseamentos publicamente, Himmler sentir-se-ia livre para falar abertamente numa reunião privada das SS. (Ele teria que falar abertamente nalgum momento. Eles teriam que discutir isso entre eles). Mas Himmler nada disse sobre gaseamentos, embora estivesse a falar sobre enviar judeus para campos de concentração. Não disse "estou-me a referir ao gaseamento de judeus, ao «Ausrottung» das pessoas judias." Pelo contrário, Himmler disse:

"Estou-me a referir à evacuação dos judeus, ao «Ausrottung» do povo judeu."


Até mesmo na conferência de Wannsee, nada foi dito sobre gaseamentos. Em 1941, os Nazis estavam a ganhar a guerra. Julgamentos de crimes de guerra eram a última coisa que lhes passaria pela cabeça. (Na realidade não existia esse conceito até 1945. Julgamentos de crimes de guerra não tinham sido uma norma nas guerras do passado.) Os Nazis não tinham nenhuma razão para criar uma ilusão por posteridade. Eles julgaram que iam ser a posteridade. Nunca pensaram que tivessem de responder por aquilo que tivessem feito. E, mesmo assim, é suposto que acreditemos que já em 1941 eles estivessem a antecipar um período pós-guerra em que seria necessário encobrir as suas acções?

Os Nazis não eram tímidos quando se tratava de assassinar pessoas. Cometeram atrocidades abertamente. Ostentaram isso. Existem fotografias de soldados Nazis matando a tiro judeus a sangue frio e rindo-se disso. Essas fotografias não foram tiradas secretamente por outras pessoas, foram tiradas directamente pelos Nazis. Mas é suposto acreditarmos que as câmaras de gás eram tão secretas que nenhuma fotografia foi alguma vez tirada lá.


Também é suposto acreditarmos que seria possível encobrir uma operação que envolveu seis milhões de pessoas.

Aparentemente os gaseamentos processavam-se desta forma: um comboio carregado de judeus chega a Auschwitz. São separados em dois grupos, os que são aptos para trabalho e outros que não o são. Este segundo grupo é então levado directamente para os crematórios. Primeiro vão para uma sala onde se despem. Depois são conduzidos a outra sala que é suposto ser um chuveiro ou uma sala de desparasitação. Quando chegam a essa sala, são trancados e gaseados. Alguns minutos depois os guardas entram e arrastam os corpos para os fornos onde serão cremados.

Se seis milhões de judeus foram gaseados, este cenário deve-se ter repetido milhares de vezes, em vários campos diferentes, durante vários anos. Esta cena macabra é algo que qualquer fotógrafo gostaria de fotografar. Mas supostamente era proibido tirar fotos, e assim nenhuma foto foi tirada lá. Isto é um disparate. Os guardas da prisão eram a lei. Ninguém os proibiria de tirar fotografias.

Pergunte-se a Lynndie England na prisão iraquiana de Abu Ghraib.
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16 comentários:

xatoo disse...

citou o caríssimo ML:

"a megalomania do Hitler e a preocupação do resto do gang". Não me parece que seja com este tipo de argumentação que nos conseguiremos aproximar, numa perspectiva histórica correcta, da verdade dos factos. Não considero válida a ideia que foi um bando de fanáticos que usurpou o poder na Alemanha. O Nazismo é obra do povo alemão que apoiou essa politica em peso. Vamos a um pouco de história. As elites na Alemanha, maioritariamente de origem judaica, abstiveram-se ou emigraram em consequência do perigo dum renascimento alemão, sabido que quase toda a economia estava nas mãos desse grupo de privilegiados, enquanto o país definhava na penúria derivada da imposição pelos aliados das caninas obrigações estipuladas pelo Tratado de Versailhes. As potências ocidentais estavam em crise (como sempre, pela conquista de mercados) e os derrotados da 1ª Grande Guerra, a Alemanha e a Rússia, tinham (contra)tratado em Brest-Litovsky a divisão entre si dos territórios que por direito natural lhes pertenciam por herança da antiga Prússia extinta por aquele conflito. A Rússia renasceria através do socialismo afirmado na Revolução de 1917, a Alemanha, depois da social democracia ter assassinado Rosa Luxemburgo e o movimento spartaquista em 1918, haveria de tentar renascer através do Nacional Socialismo. Foi na ressaca da grande depressão de 1929 que atingiu a Alemanha de forma dramática que o povo alemão se levantou. Dessa época cuja decadência é bem expressa pelo movimento conhecido por “New Objectivity”, quis-se passar, perversamente, a idílica imagem dos cabarets, das farras de madame Magdalene Dietrich (“Marlene” para o amigo americano) – quando na verdade se tratava da condenação da juventude alemã à prostituição mais abjecta enquanto os banqueiros (os tais, os mesmos de sempre) enriqueciam com a crise.
Como muito bem observou neste post o Diogo, os judeus de além Atlântico não tardaram em fazer ouvir a sua declaração de guerra. Os lobies mais influentes com os banqueiros por trás) trataram de envolver Roosevelt no fabrico de formas de intervenção no conflito (babando-se como é próprio da ideologia judaica pelos lucros vindouros que se adivinhavam chorudos). São conhecidas as maquinações do embaixador americano em Varsóvia que estiveram na origem dos incidentes provocatórios que haveriam de levar, como retaliação, à invasão da Polónia, a 1ª etapa da WWII. Por outro lado os relatórios do Conde Potocki, embaixador polaco em Washington frequentemente acentuavam que “Roosevelt tem a clara noção do perigo da derrocada de todo o seu castelo de cartas económico, carecendo a todo o custo de uma manobra de diversão para a politica externa” (sic). O próprio Hitler os nomeou no discurso feito ao povo alemão no Reichtag em 11 de Dezembro de 1941 quando a Alemanha declara oficialmente guerra aos Estados Unidos.
O historiador Giovanni Arrighi em “O Longo século XX” não tem dúvidas ao afirmar que na WWII do se tratou foi de um conflito para resolver a hegemonia mundial entre duas opções bem distintas – 1.O modelo continental Europeu, baseado nas suas próprias forças tendo como centro o Reich alemão (a Alemanha como país mais industrializado e economicamente mais desenvolvido) e por outro lado, 2. o Modelo Imperialista de Exploração Ultramarina advogado pelas potências anglo-saxónicas. 60 anos anos depois parece-nos irrelevante quem ganhou ou perdeu.
É nesta perspectiva, de guerra entre potências concorrentes, e não noutra, a de um “bando de fanáticos que tomou o Poder”, que tem de ser equacionado aquilo que aconteceu aos judeus, e a muitos outros milhões de vítimas. O que aconteceu ontem a uns, está a acontecer hoje aos árabes, também eles semitas.

luis oliveira disse...

Hoje começa com o pé direito, logo a abrir o post:

[Holocausto – um segredo por demais anunciado

Texto de Joseph Conrad]

LOL!!!

De Conrad é apenas a citação que fecha a página de onde copiou este "artigo":

"After all every sort of shouting is a transitor ything. It is the grim silence of facts that remains."

Joseph Conrad - Notes on Life and Letters (1921)

Que "scholarship"! Fantástico!

Veja lá se descobre quem realmente escreveu esta bosta. A césar o que é de césar!

luis oliveira disse...

[Se os gaseamentos tivessem acontecido, haveria fotografias. Mas não existe nenhuma fotografia.]

QED. Brilhante.

Diogo disse...

Oliveirinha,

O texto é de facto de Lyle Burkhead.


«Se os gaseamentos tivessem acontecido, haveria fotografias. Mas não existe nenhuma fotografia. QED. Brilhante.»

Embora, pela lógica matemática, a inexistência de fotografias ou quaisquer outros documentos não provem a inexistência de gaseamentos, de facto, a probabilidade de terem existido milhares de gaseamentos, de milhões de pessoas, em vários campos, durante vários anos, sem existirem quaisquer registros fotográficos é praticamente nula. E as probabilidades também fazem parte da matemática como talvez saiba.

luis oliveira disse...

[Embora, pela lógica matemática, a inexistência de fotografias ou quaisquer outros documentos não provem a inexistência de gaseamentos]

Não se incomode com isso da lógica, a lógica está sobrevalorizada.

Podia agora fazer aqui uma paródia sobre uma série de outros acontecimentos históricos que, segundo esta "lógica", também não ocorreram, mas hoje não tenho muito tempo. Fique aí a discutir o assunto com o xatto e o ml. Bom proveito.

luis oliveira disse...

OK, vá, não fique triste, só uma então:

How To Be A Revisionist Scholar


"10. Fun With Math -- Charge the anti-revisionists with playing numbers games while engaging in them yourself. For example, argue that the "holohoaxers" have changed the estimated number of Jews killed at Auschwitz from 4 million to 1 million. When it's pointed out to you that the 4 million figure was supplied by the Soviets and refers to the total number of victims, not just Jews, and has always been considered ridiculously inflated by non-Soviet historians who have never varied from the 1 million figure for Jews, just repeat that the holohaoxers have changed the number of Jews killed at Auschwitz from 4 million to 1 million and that the Holocaust is therefore a hoax. The point of this tactic, of course, is to try to make ALL the death figures questionable. If 4 million is unreliable, then 1 million is likewise unreliable, and you just keep revising the numbers downward until you reach zero, and then - poof! - no Holocaust!"

luis oliveira disse...

LOL! Este Michael Philips que escreveu isto conhece-o? Ou há assim tantos imbecis (para usar uma palavra que lhe é querida) como você?


17. Although all of your arguments will be consistently blown to smithereens, just wait a few days or weeks and then re-post them.

18. Remember that the revisionist community is peopled mainly by racists, white-supremacists, Israel-bashers, and Nazis. This means that everyone except these kinds of people will dismiss you. But don't let that stop you. Don't let your Fellini-esque, internally inconsistent, un-researched, hypocritical distortions and lies prevent you from continuing to post. After all, you're fighting for the truth (as you'd like it to be).

xatoo disse...

este gajo passa a vidinha toda a fazer copy-past de links em lingua inglesa, mas da mona dele não sai peva! é a estratégia de afundar o assunto no mar da palha

luis oliveira disse...

[este gajo passa a vidinha toda a fazer copy-past de links em lingua inglesa, mas da mona dele não sai peva!]

Até que enfim diz qualquer coisa acertada! Realmente é só que sabe fazer o diogo. E nem sequer sabe quem está a copiar!

Anónimo disse...

eh, oliveirinha, ele houve holocausto assim grande?

maior que o dos russos todos da sigunda guerra?

mais que os muito mais milhões de escravos pilhados de áfrica para morrerem como sardinhas, baratas, quando não atirados borda fora, acorrentados nos porões dos navios, se não atirados para as fazendas e ranchps dos novos colonos judeus da américa, ó oliveirinha?

oh, e ele houve, siquer, esse livro de excelência da ana franco, para além da bela forja académica?

tamém, se houve, bem se vingaram judios, depois de xristo, nessa abu ghraib, da foto dessa miúda judia acima!...

que pra mim, não há memória, além do busha e do rooms, como do wolfovitz, de maior sádico que o wizenthal ou que foi esse caçador, pior que o carlos, um chacal à solta!...

symphronic

fialves disse...

Isto é absurdo... então agora a culpa do Holocausto é dos judeus????

Basta ler o "Mein Kampf", escrito vários anos antes de Hitler subir ao poder, para perceber as ideias dos nazis sobre o "Problema Judeu". Em 1933, já era bem claro que o novo governo era profundamente anti-semita e que se preparava para retirar aos judeus qualquer papel na sociedade alemã.

Diga-me uma coisa: um grupo de rufias não gosta de si por causa do seu dinheiro, por se vestir de forma diferente, por falar com sotaque, por ter ascendentes estrangeiros, por ter uma religião diferente... ou simplesmente por não gostar da sua cara. Esse grupo pega-lhe fogo à casa ou ao local de trabalho, insulta-o e agride-o quando passa por si na rua, ameaça-o de morte, faz mal à sua família e prepara-se para o exterminar a si e aos seus. Você, compreensivelmente, tenta lutar contra esses rufias.

Como resultado, eles voltam-se contra si, partem-lhe as pernas e deixam-no feito num oito.

Segundo a sua teoria, a culpa disto foi .... sua!!! Levou e mereceu!

luis oliveira disse...

[Isto é absurdo... então agora a culpa do Holocausto é dos judeus???? ]

Credo quia absurdum. É assim a verdadeira fé.

xatoo disse...

Diogo
Nesta passagem que citas,
"Se no começo e durante a Guerra doze ou quinze mil destes corruptores hebreus tivesse sido sujeita a gás tóxico, como aconteceu a centenas de milhares dos nossos melhores trabalhadores alemães, o sacrifício de milhões na frente não teria sido em vão,
Hitler estava a referir-se ao sacrificio dos soldados alemães durante a 1ª Grande Guerra onde os gazeamentos fizeram pela primeira vez a sua horrorosa aparição. Não tem nada de nada a ver com as câmaras de gaz da WWII.

Diogo disse...

Eu sei Xatoo. Mas é aproveitado pelos exterminacionistas. Evidentemente que o Lidador, o Oliveirinha e o ml, que me lembram a santíssima trindade (1 em 3) não irão estar de acordo.

xatoo disse...

o Lidador não tem aparecido, coitado, o pobre rato especulador deve estar embrulhado naquelas filas do Northern Rocks.
Lidador: se me estás a ouvir, toma nota, volta porque em Portugal vai abrir novamente a sopa dos pobres

Anónimo disse...

ih, com tanta
mentira do eixo
sionisto-maricano,
vê-se agora, os nazis
foram as grandes cobaias
do império do terror!

marianita