terça-feira, julho 04, 2006

O desejo de Bush atacar o Irão preocupa militares

As chefias militares estão com dificuldade em satisfazer um pedido do Presidente Bush para planear o bombardeamento do Irão.

No seu último artigo, Seymour Hersh escreve, "Os generais e os almirantes comunicaram à administração Bush que a campanha de bombardeamento provavelmente não terá sucesso na destruição do programa nuclear iraniano. Um ponto crucial na discórdia dos militares, é o facto das agências de informações americanas e europeias não terem encontrado provas explícitas de actividades clandestinas ou instalações escondidas. Os projectistas da guerra não têm a certeza do que hão-de bombardear."


Entrevista de Seymour Hersh à CNN (cortesia do Crooks and Liars):

Vídeo (5:32m):

23 comentários:

Mário disse...

A história repete-se. No Iraque foram as armas de destruição maciça. Agora no Irão são as actividades clandestinas ou instalações escondidas de enriquecimento de urânio.

Bush faz dois em um: controla o petróleo e massacra a população árabe.

luikki disse...

e porque não bombardear israel?

Sofocleto disse...

É que em Israel sabe-se que existem e onde estão as armas de destruição maciça. Bush rege-se pelo princípio da incerteza de Heisenberg, que estabelece que é impossível conhecer simultaneamente a posição e a existência de uma arma tal como a bomba atómica.

Bombardear armas de destruição maciça autênticas tirava toda a piada à coisa. É o sabor da incerteza que dá gosto à guerra!

zecadanau disse...

Só para deixar um @bração após o meu regresso de uma ausência mais ou menos breve.

Zeca da Nau

luikki disse...

sofocleto:
a minha pergunta era retórica....

Pedro Soares disse...

Os artigos de Hersh são histórias de ficção. O facto deste homem ser considerado um jornalista sério é inconcebível.

Júlio Reis disse...

Não penso que Bush deseje verdadeiramente atacar o Irão ou até provocar lá uma mudança de regime. Ele quer apenas fazer o jogo de Kennedy de forma a forçar o Irão a fazer concessões aos Estados Unidos inclusivamente no Iraque.

Carlos Paiva disse...

Para o Ocidente em relação ao Irão há três opções:

1. Derrotar o islamismo radical agora, antes que eles consigam armas nucleares.

2. Combater o islamismo radical mais tarde, depois de eles conseguirem armas nucleares o que pode acontecer já no próximo ano, o que será muito mais perigoso, caro e sangrento.

3. Ou capitular perante o islamismo radical e aceitar o seu domínio do Médio Oriente agora, nos próximos anos na Europa e por fim na América.

Porque os jihadistas já disseram que desejam uma Europa e uma América islâmica. Se nos opusermos à guerra agora devem-nos habituar à ideia de os nossos filhos e netos poderem vir a viver num mundo islâmico sob os Mullahs e sob a Sharia.

Anónimo disse...

Vocês não estranham esta treta toda???

Eu, até agora, só tenho visto: conversa, conversa, ameaças, esconjuros, ameaças, conversa e mais conversa.

De cada vez que se sobe o tom, lá vem mais um aumentozinho do crude!

Porreiraço!

E quem lucra?....perguntarão vocês.

Fácil. Lucra um enorme "batalhão" de petrolíferas e mais uma catrefa de apaniguados e lucra......o Irão, cujos rendimentos do petróleo aumentaram drásticamente, fazendo as delícias da governança iraniana e enchendo os cofres de Teerão como nunca.

É muita malta a lucrar ao mesmo tempo e isto do negócio do petróleo, j~´a se sabe.
Por isso, não acalentem "ilusões" e, sobretudo, não se fiem nas aparências.
Afinal de contas, não seria a primeira vez que os EUA e o Irão nos brindariam com uma enorme farsa.
Ou já se esqueceram da grandessíssima pouca vergonha de há duas décadas atrás, protagonizada pelos EUA e pelo Irão, com implicações bem profundas?
Lembram-se de um senhor cujo nome em inglês se traduz "Norte"? ;)

ah, pois é.....

augustoM disse...

Resposta de Bush: na dúvida, bombardeiem tudo, que alguma vai acertar.
Um abraço. Augusto

Sofocleto disse...

«Ou já se esqueceram da grandessíssima pouca vergonha de há duas décadas atrás, protagonizada pelos EUA e pelo Irão, com implicações bem profundas?»

É verdade que há uns anos houve grossa negociata entre os dois. Mas não me parece que agora seja o caso. Os EUA querem o controlo de todo o Médio Oriente. E querem testar as suas mini-nukes.

xatoo disse...

Sofocleto (não ao caso no que respeita à matéria do post, mas vai-me desculpar por responder à sua obsrevação sobre a final Portugal-Itália:
como deve ter reparado "cozinhei" o post antes do jogo - gosto de me divertir a ver se acerto. Mas o "xatoo" começa desde já a aderir à campanha psicológica para diabolizar os mafiosos da "squadra azurra". É verdade: enquanto a máfia futebolistica italiana está toda sob controlo apertado da Justiça - acabam por passar com honras de Estado à final do campeonato do mundo.
Não há direito. Cambada de Mafiosos! e, óh prá gente,prós nossos dirigentes do futebol, tão sériozinhos e humildes,,, (ihihihi)
http://www.insurgente.org/module...rticle&sid=5705

xatoo disse...

é verdade que os EUA planeiam atacar o Irão já desde 2002 (tenho para aí um apontamento onde diz isso mesmo, mas de momento não sei onde)
mas no entanto é preciso cuidado nas interpretações que são feitas sobre "noticias" tratadas na CNN. É quase certo que se trata de contra-informação para consumo interno (nós somos os maiores!,etc e tal)
As ultimas informações que tenho é que houve uma negociação secreta USA-Irão onde a moeda de troca para a manutenção do programa nuclear foi a colaboração das autoridades Iranianas na pacificação do Iraque, nomeadamente não permitindo que continue o apoio às guerrilhas xiitas.
Será tambem por via desse acordo que na recente reunião do Bildelberg no Canadá foi convidado pela 1ª vez uma alta personalidade do Irão, Mahmood Sariolghalam professor de Relações Internacionais da Universidade Nacional do Irão,,,
e o sabujo do Chalabi tambem esteve presente, claro

Biranta disse...

Xatoo!
O radicalismo muçulmano tem sido uma arma nas mãos dos US, usada para subjugar os povos e assim mais facilmente permitir o controlo e o domínio dos americanos. Foi essa a estratégia usada também na guerra dos balcãs. Também foi assim com Saddam!
O radicalismo islâmico é ensinado e incutido em "escolas" financiadas pela CIA, em conluio comn a pior escória de criminosos que sempre lucram com estas guerras e conflitos (para além de se exercitarem). Se não fossem estas provocações americanas, detinadas a impedir os governos de controlarem as suas próprias riquezas e a usá-las em proveito dos próprios países, estes "fundamentalismos" já nem existiriam, de tão contra-natura que são. Eles só existem porque mantêm os povos subjugados, não os deixam ser livres e isso facilita o domínio americano.
O Presidente Iraniano não é um fundamentalista? Logo: foi "ensinado" e "doutrinado" pela CIAEntão tire as suas conclusões acerca do que eu penso das divergências Irão-US...
A invasão do Kuweit foi instigada e encomendada pelos US. Toda a gente sabe disso.

Oh palhaço, bandalho, Carlos Paiva!
Quem controla o Fundamentalismo islâmico, quem os doutrina e ensina, quem financia as suas escolas é a CIA... Para arranjar pretextos apresentáveis aos patetas dos cidadãos odicentais que "justifiquem" as suas atrocidades e lhes permitam se apropriarem dos recursos naturais desses países.
Mas os patetas são cada vez menos, por mais que tu te esforces...
Sem os financiamentos e a instrução da CIA não haveria fundamentalismos no poder!

Macillum disse...

Já há alguns anos que eu refiro isso: que os E.U.A. fazem intensões de invadir o Irão. Já se ouvem falar de rumores na Casa Branca de que as armas nucleares que estavam no Iraque foram para a Síria, uma vez que a Síria é a póroxima, seguida da Jordânia e do Libano. A Turquia já é europeia; a Arábia Saudita é alidada da Casa Branca e Israel vê a Estrela de Israel, ou dos Judeus, ou de David, no Selo Oficial dos E.U.A.
O que acontece hoje em dia é logo compreendido quando descobrimos que está-se a caminhar para uma Nova Ordem Mundial, em que uma só nação haverá no planeta, assegurando a paz e a segurança dentro de uma civilização de controle tecnológico absoluto.
Reparem: Estados Unidos da América; União Europeia; União Africana; União Asiática; Mercosul... daqui até chegar ao acordo de uma moeda única global é um passo.
A conquista do Irão e da Síria são cruciais para o desenvolvimento deste sistema de controle, manipulação, intimidação, uma vez que ali se encontram algumas das maiores reservas de petróleo do mundo. A Coreia do Norte sabe o que se passa e como o Japão é parte integrante da Comissão Trilateral, os testes nucleares servem de aviso, que se eles procurarem demo-cratizar a Coreia do Norte, vão ter troco.
Os valores expandidos por esta civilização conturbada que hoje vivêmos ergueram-se com a Revolução Francesa disfarçados de liberdade, mas apelidados de liberalismo, iluminismo, positivismo, republicanismo e toda uma quantidade de "ismos" que estilhaçou a sociedade portuguesa em vários ramos, dando origem à ordem social que hoje vivêmos: basta passear por Lisboa num dia da semana e compreendemos o falhanço deste sistema civilizacional

Anónimo disse...

"ali se encontram algumas das maiores reservas de petróleo do mundo."

SO WHAT!

Adianta-lhes muito...
Ao actual nível de consumo (sem levar em conta o mais que previsível aumento) o petróleo está a pouco mais de duas décadas (30 anos máximo dos máximos!) do esgotamento.
Antes disso começará a cair (primeiro devagar, depois com mais força) a quantidade de crude extraído.

Quero ver depois como é que vai ser.
Ai quero, quero...

Anónimo disse...

So what?

Vinte ou trinta anos para o petróleo se esgotar é muito tempo. Dá para fazer muita coisa.

Anónimo disse...
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contradicoes disse...

Parece que neste caso concreto as chefias militares americanas, estão a revelar algum bom senso, até porque pessoalmente acredito que, se a administração Bush atacar o Irão muito provávelmente outras potências poderão
reagir contra esse ataque e isso ter consequências imprevisíveis.

Júlio Reis disse...

Que outras potências é que vão reagir? Os russos têm petróleo e já não são potência nenhuma. A China fabrica mísseis que são vendidos nas lojas dos trezentos e a Índia toma banho no Ganges. Só se está a referir à Coreia do Norte do fantoche Kim Jong Il.

Macillum disse...

A invasão do Iraque fará avançar a Síria e o Líbano, pelo menos: depois é ver qual a posição da Jordânia e do Paquistão.
Porém, os dois primeiros, esses, ou atacam os E.U.A. juntos com o Irão, ou serão os próximos a ser invadidos.
Acredito que,se os E.U.A. avançarem, Israel poderá desaparecer do mapa!
Se assim fôr e desaparecer a cidade Santa, que mudanças trará isso para o mundo?

Anónimo disse...

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