segunda-feira, julho 03, 2006

A Administração Bush identifica-se com a justiça divina

Thierry Meyssan

George W. Bush a título privado e a Secretária de Estado Condoleezza Rice a título oficial participaram na convenção anual dos Baptistas do Sul. Explicaram a 18 mil «mensageiros de Deus» como eles governam para propagar a justiça divina sobre a Terra na iminência do Fim dos Tempos.



O discurso de Condoleezza Rice:

O Presidente Bush e eu própria partilhamos a vossa convicção de que a América pode e deve ser uma força do Bem no mundo. O Presidente e eu acreditamos que os Estados Unidos devem permanecer empenhados como líderes dos acontecimentos fora das nossas fronteiras. Acreditamos nisso porque somos guiados pelo mesmo princípio duradouro que fez nascer a nossa nação: a dignidade humana não é um dom do governo aos seus cidadãos, nem um dom dos homens a outros homens, é uma graça divina a toda a humanidade.

Vivemos momentos críticos e importantes, e mesmo tempos de teste para a América, mas é um momento onde devemos afirmar porque nos erguemos como nação e qual o papel que devemos desempenhar no mundo. E é sobre isto que vos quero falar esta manhã.

Na América somos abençoados com uma liberdade extraordinária: a liberdade de nos governarmos a nós próprios e de eleger os nossos líderes; a liberdade da propriedade; a liberdade de educar as nossas crianças, os nossos rapazes e as nossa raparigas; e claro a liberdade de pensar como quisermos e de celebrar o culto que desejamos. A América incarna essas liberdades, mas a América não as possui. Erguemo-nos por ideais que são maiores que nós próprios e percorremos o mundo não para pilhar, mas para proteger; não para subjugar mas para libertar, não como senhores dos outros mas como servidores da liberdade.

É aqui, minhas senhoras e meus senhores, que se coloca uma escolha para o nosso país, perante nós enquanto americanos. Devemos conduzir o mundo ou devemos retroceder? Devemos elevarmo-nos à altura dos desafios dos nossos tempos ou devemos pôr-nos de lado? A América é um país rico e poderoso, é verdade. Mas, e isto também é importante, somos também uma nação de grande compaixão e consciência, animada por princípios democráticos. Também ao considerar o nosso papel futuro no mundo, devemos reflectir quais são as questões importantes. Devemo-nos perguntar: se não for a América a fazê-lo, quem conduzirá as outras nações à consciência e à defesa internacional da liberdade de religião?

O Presidente Bush definiu claramente que as melhores relações com os Estados Unidos são reservadas aos governos que respeitem as crenças dos seus povos. Quando se vai a uma região como a China como eu fiz e se se sentarem ao lado de cristãos chineses, não os podemos ajudar mas ficamos maravilhados com a sua coragem. Se não for a América a apoiar estas gentes não importa onde que desejam celebrar o culto livremente e em paz, então eu pergunto-vos: quem o fará?

Sabem, a liberdade religiosa exige claridade moral. E, a mensagem para a América não pode ser mais clara: os governos não têm nenhum direito de se interpor entre os indivíduos e o Todo-o-Poderoso.

Em suma, devemos ter em conta uma questão que ultrapassa esta: não deverá ser a América a comandar as nações amantes da liberdade para defender a liberdade e a democracia no mundo? Quase cinco anos após a tragédia do 11 de Setembro, os Estados Unidos conduzem uma grande coligação de estados numa guerra global contra o terrorismo. Quando é possível trazemos os terroristas à justiça. E quando é necessário fazemos nós mesmos justiça aos terroristas. É a sorte que as nossa tropas reservaram ao terrorista Zarqawi e agora ele não magoará mais ninguém, não matará mais ninguém, não voltará a aterrorizar pessoas inocentes.

Sim, devemos fazer mais que simplesmente capturar e matar individualmente terroristas, e nós fazêmo-lo. Nós atacamos a verdadeira fonte do terror fazendo aparecer uma visão que ultrapassa as ideologias do ódio. Os Estados Unidos apoiam as aspirações democráticas de todos os povos, qualquer que seja a sua cultura, raça ou religião. Nós não conduzimos a causa da liberdade porque pensemos que os povos livres estarão sempre de acordo connosco. Eles não estarão. É o seu direito e a América defenderá a seu direito. Fazêmo-lo porque acreditamos, e porque vemos que a nossa crença é válida, que as pessoas merecem e desejam viver livremente.



Comentário de Thierry Meyssan:

Nesta óptica, os Estados Unidos recusam ser os polícias do mundo encarregues de fazer respeitar o direito internacional. Eles foram investido por Deus para serem os seus justiceiros.

Não se questionem sobre que base legal eles reivindicam ter bombardeado a casa de Zarqawi no Iraque, eles não eram senão instrumentos de Deus a aplicar o castigo supremo. Questionem-se antes o que é que a sua exaltação os levará a fazer amanhã.

É tempo de os aliados de Washington se interrogarem sobre a irracionalidade do governo dos Estados Unidos e das suas consequências.

71 comentários:

Mário disse...

Louvado seja o Senhor. Estamos entregue à bicharada.

Fragil disse...

"os governos não têm nenhum direito de se interpor entre os indivíduos e o Todo-o-Poderoso"

O Todo-o-Poderoso dinheiro, claro! Lembram-se quando a Chevron mudou o nome de um petroleiro chamado "Condoleezza Rice" para "Altair Voyager"?

Leaving a wave of controversy in its wake, one of the most visible reminders of the Bush administration's ties to big oil - the 129,000-ton Chevron tanker Condoleezza Rice - has quietly been renamed, Chevron officials acknowledged yesterday.

"We made the change to eliminate the unnecessary attention caused by the vessel's original name," said Chevron spokesman Fred Gorell.

The double-hulled, Bahamian-registered oil tanker carrying the moniker of Bush's national security adviser was renamed the Altair Voyager, after a star, Gorell said.

http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/c/a/2001/05/05/MN223743.DTL

Carlos Paiva disse...

Não me repugna que uma potência mundial assuma o papel de polícia num mundo crescentemente mais perigoso. Existem demasiados estados com armas nucleares e há que pôr um travão a isso. Entre a Rússia, a China e os Estados Unidos, prefiro este último.

Mário disse...

Normalmente dá-se o nome de pessoas já falecidas a ruas ou barcos. Será a Condoleezza Rice uma morta-viva? Uma zombi? Um corpo morto controlado por um poder sobrenatural?

a.castro disse...

A Condoleeza está a observar o céu, ansiosa. Deve estar a chegar um avião com míssel... (ok, padre, continue...).
Mas que hipocrisia no discurso da Rice!... Zarqawi, claro, agora é terrorista! Descobriram mais "um", ao fim de vários anos em que "andou escondido na mata a comandar um grupo de comunistas"... Não? O quê? Era primeiro-ministro?... tch!...

Júlio Reis disse...

Na América há liberdade de culto. Gostaria de saber se na Arábia Saudita ou no Irão é possível dizer o mesmo. É fácil atacar uma das partes sem nada se saber acerca da outra.

Miguel Bombarda disse...

"Será a Condoleezza Rice uma morta-viva?"

Ó Mário, veja lá não tenha de engolir muitos sapos nas próximas presidenciais... É que corre o risco de ver uma morta-viva (ainda por cima negra! Ainda por cima mulher!! Ainda por cima conservadora!!! "Ó, Meu Deus", pensará o Mário, "pior só se fosse lesbiana!!!!") na presidência do país que lhe permite dizer todos os dislates que se lhe ocorrem...

Ó Mário, pena não haver barcos suficientes na história naval mundial para nomear com os nomes dos que ficaram no "Gulag" soviético!

Aipode disse...

Eu quero que o Thierry meta as bojardas que emite UP HIS ASS!

Sofocleto disse...

Caro Miguel,

Entre uma morta viva (Condoleezza), um vampiro (Cheney), um lobisomem (Wolfowitz – Wolf - lobo) ou um balde de merda com cara de tarado (Rumsfeld), venha o diabo e escolha.


«pena não haver barcos suficientes na história naval mundial para nomear com os nomes dos que ficaram no "Gulag" soviético»

Mas há para os testas de ferro de petrolíferas que usurparam um governo. Há petroleiros, caças, bombardeiros, mísseis, porta-aviões, submarinos, etc. etc. etc. Aparelhos não faltam a essa escumalha. Não há para as vítimas mas há para os assassinos.

Miguel Bombarda a.k.a. Trotsky disse...

Deduzo portanto que este será uma areópago de defesa acérrima de Hillary Clinton, não?

Pode ser que o tempo da bonança e da redenção venha com a mulher de mais um dos "lacaios de Bilderberg", se é que me permite utilizar o vernacular que por aqui se usa...

"Não há para as vítimas mas há para os assassinos."

Mao-Tsé-Tung e os seus famosos silogismos matemáticos não diriam melhor!

Saudações da Sibéria!

Anónimo disse...

Perguntaram ao General Norman, do Exército dos Estados Unidos, se ele perdoaria os terroristas do 11 de Setembro de 2001.

A resposta:

"Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS. A nossa é simplesmente arranjar o encontro".

:-) :-) :-)

PSeven disse...

Júlio Reis e Miguel Bombarda,
Os crimes dos outros justificam os dos Americanos?
Os que “ficaram no Gulag Soviético” ou os silogismos de Mao representam algum perigo para a liberdade dos povos do mundo inteiro?

Saudações de alguém que não está em Guantanamo (por enquanto)

Sofocleto disse...

Miguel Bombarda,

«Deduzo portanto que este será um areópago de defesa acérrima de Hillary Clinton, não?»

- Gosto tanto da Hillary como de Bush.


«Pode ser que o tempo da bonança e da redenção venha com a mulher de mais um dos "lacaios de Bilderberg", se é que me permite utilizar o vernacular que por aqui se usa...»

- Bilderberg não é um termo vernáculo!


«"Não há para as vítimas mas há para os assassinos." Mao-Tsé-Tung e os seus famosos silogismos matemáticos não diriam melhor!»

- Mao-Tsé-Tung era um tipo esperto.


«Saudações da Sibéria!»

- Vista um casaquinho!

João disse...

Valha-nos Deus para nos proteger destes lunáticos!

Miguel Bombarda disse...

Caro Pseven,
Os crimes dos outros não justificam os crimes de ninguém.
Mas os crimes dos outros tendem a ser, nestes fóruns de discussão, relativizados. Não se esqueça que o poderio norte-americano só se hegemonizou depois de vencida a guerra fria, onde o oponente era precisamente o famigerado "bloco soviético".

E descanse, nunca irá parar a Guantanamo! Não se esqueça que a única coisa que está a fazer é exercer o seu direito à liberdade de expressão, e não é propriamente desse crime que os que estão em Guantanamo são acusados.

escrevi disse...

A semelhança ideológica entre este discurso e os dos nazis é temível e terrível.
A Raça superior, neste caso nação superior.
É, talvez pouco correcto lembrar, mas esses senhores, que são hoje os americanos, são descendentes de marginais, assassinos, condenados há morte, que trocaram as penas a que tinham sido condenados pela hipótese de colonizar o "novo mundo".
Numa altura em que os cientistas tanto estudam a influência dos genes na personalidade e comportamento dos humanos e animais, talvez alguém se pudesse debruçar sobre o que estão a provocar os genes dos assassinos, que foram para a América há 3 séculos, nos seus descendentes que hoje dizem que vão salvar o mundo.

Sofocleto disse...

Miguel Bombarda,

«E descanse, nunca irá parar a Guantanamo! Não se esqueça que a única coisa que está a fazer é exercer o seu direito à liberdade de expressão, e não é propriamente desse crime que os que estão em Guantanamo são acusados.»


Eu não estaria assim tão descansado. Os que estão em Guantanamo são camponeses arrebanhados no Afeganistão, que não fizeram rigorosamente nada e que foram levados para um campo de concentração. Servem simplesmente como bodes expiatórios para o terrorismo de estado americano. Porque os americanos precisavam de culpados para justificar o 11 de Setembro que eles próprios planearam e executaram. Não, não é propriamente desse crime que os que estão em Guantanamo podem ser acusados.

PSeven disse...

Miguel bombarda,
Se os crimes dos outros não justificam nada então, porque é que você os citou aqui? Se quer assim tanto discutir os crimes do bloco soviético, porque é que não começa um Blog e põe lá posts a esse respeito? É que, da forma que você os meteu aqui, a martelo, dava mesmo a impressão que era essa a sua resposta à inquietação que causa a muitos como eu, ver fanáticos religiosos a influenciarem desta maneira o governo do país mais poderoso do mundo.

Quanto a Guantanamo, espero que tenha razão. Mas, o canadiano que foi raptado pela CIA e só reapareceu 6 meses depois também tinha igual certeza. Ah, o crime dele foi ser de origem árabe.

Silva disse...

"... o canadiano que foi raptado pela CIA e só reapareceu 6 meses..."

Pois é.
Na "vossa" URSS não era costume "reaparecerem".

Miguel Bombarda disse...

Caro Sofocleto,

Suponho então que não votará em RAlph Nader, essa criação da CIA e de Travistock.

Não me diga que não partilha da paranóia anti-Bilderberg? É que destoaria um pouco do resto dos mitómanos que por aqui grassam...

Mao era esperto? E Stalin? Um tipo bacano? E Pol Pot? Um vivaço? Acho piada a esse tipo de complacência... Diria o mesmo de um Franco? De um Mussolini?

"Sou contra todo o tipo de ditaduras!" Ainda se lembra de quem disse isto tão peremtoriamente?

Welcome back to Rilhafoles!

PSeven disse...

Silva,
Você é de compreensão lenta ou não leu o que o Miguel Bombarda escreveu e eu repeti: Os crimes dos outros não justificam nada!

Ah, e eu nunca tive uma URSS! E você?

Sofocleto disse...

Caro Miguel,

Na América não voto em ninguém. Não vejo nenhum político com carisma suficiente. Quanto a Nader, que é isso?

Quanto ao grupo Bilderberg, um clube que se junta anualmente no maior secretismo, gostaria de conhecer a sua opinião.

Quanto a Mao foi uma piada. Não é que ele não fosse esperto mas era sobretudo um genocida.

luikki disse...

e as bestas continuam a governar o mundo, com toda a impunidade e perante o silèncio ou o apoio criminosos do ocidente....

JSM disse...

Quem traduziu e quem pôs os "bolds"?

Por que não traduziram "If not for America, who would rally likeminded countries in the global fights against HIV/AIDS? As Southern Baptists, you are not new to this struggle. You are a part of a vast international coalition that aims to turn the tide. And Americans are, by far, the largest contributor to these global efforts."

É claro que não ignoro os "Our world needs America's leadership now more than ever", mas podiam ser menos sectaristas e dar relevo a tudo

Sofocleto disse...

«Quem traduziu e quem pôs os "bolds"?»

Fui eu! Poderia ter traduzido tudo mas o post sairia demasiado longo. Mas você acha que o parágrafo acima foge ao tom geral do artigo?

Máquina Zero disse...

E quem lhe disse que você sabia Inglês suficiente para se abalançar a traduções destas? Olhe que o enganaram...

Miguel Bombarda disse...

Caro Escrevi

"É, talvez pouco correcto lembrar, mas esses senhores, que são hoje os americanos, são descendentes de marginais, assassinos, condenados há morte, que trocaram as penas a que tinham sido condenados pela hipótese de colonizar o "novo mundo"."

- Não será precisamente este o problema que o Velho Continente tem com o novo mundo? Ou seja, eles erigiram-se À base da nossa pior escória e em poucos mais de um século ultrapassaram-nos em todos os níveis de desenvolvimento humano e deixaram-nos abandonados, a nós europeus e ao nosso proselitismo senil!

Caro Sofocleto,

"Os que estão em Guantanamo são camponeses arrebanhados no Afeganistão, que não fizeram rigorosamente nada e que foram levados para um campo de concentração."

Excelente exercício de presunção de inocência. Pena que só se aplique a alguns...

"Quanto ao grupo Bilderberg, um clube que se junta anualmente no maior secretismo, gostaria de conhecer a sua opinião."

Bilderberg é um lobby. um lobby extremamente poderoso e influente, mas ainda assim um lobby. Compreendo que na Europa jacobina a ideia de lobby assuste muito boa gente (se ele for do patronato; sim! porque um sindicato não é um lobby... é um grupo exursionista!), mas no norte da Europa e nos EUA a ideia de lobby está muito mais banalizada, logo...
Além do mais vejo que Bilderberg sofre dos mesmos males, e como tal, está a ser atacado com as mesmas armas de tantas outras "sociedades secretas" como a Maçonaria ou a Opus Dei.
Sinceramente não compreendo em pleno século XXI o que leva as pessoas a reunir-se numa sociedade secreta. Mas tenho bastante mais dificuldade em aceitar a perseguição que contra elas é movida por todo e qualquer mitómano em busca dos seus warholeanos minutos de fama.


Caro Pseven

"Se os crimes dos outros não justificam nada então, porque é que você os citou aqui? Se quer assim tanto discutir os crimes do bloco soviético, porque é que não começa um Blog e põe lá posts a esse respeito?"

- Porque, no dizer que um insigne estadista, a morte de Al-Zarqawi foi uma tragédia; a morte dos 100 milhões de vítimas do movimento intenacional comunista, uma estaística.
Gostei da ideia do blog, está interessado em participar?
Bem me queria parecer...

PSeven disse...

Miguel Bombarda,
- Porque, no dizer que um insigne estadista, a morte de Al-Zarqawi foi uma tragédia; a morte dos 100 milhões de vítimas do movimento intenacional comunista, uma estaística.

Sim. E?... O que é que isso tem a ver com o que estamos a discutir aqui? Estamos a falar do perigo que é o governo do país mais poderoso do mundo estar nas mãos de um grupo de fanáticos religiosos. Deixou de estar porque esse estadista tem essa discutível opinião? Deixou de ser um perigo porque houve “100 milhões de vítimas” do movimento comunista internacional (a propósito: foi o Sílvio Berlusconni quem lhe forneceu essas estatísticas duvidosas?).

Você está desesperadamente a tentar salvar a face do mais incompetente e perigoso governo que os Estados Unidos já tiveram. Mas não o consegue fazer pelos “méritos” deles (é óbvio: não existem). Por isso tem de lançar sistematicamente a cortina de fumo dos crimes dos comunistas. QUE NÃO TEM NADA A VER COM O ASSUNTO! Como você mesmo concordou ao admitir que os crimes dos outros não justificam as atitudes actuais de Bush e companhia. É, praticamente, uma confissão de fracasso.

Quanto ao Blog, não. Claro que não estou interessado em participar! Você é que está obcecado pelos “crimes dos comunistas”. Eu tenho mais que fazer e em que pensar. Por favor não me tente arrastar para as suas obsessões passadistas. Há um mundo inteiro por aí muito mais interessante.

Saudações de quem ainda não foi raptado pela CIA

Biranta disse...

pseven!
Eu ia escrever um comentário, mas o meu amigo tirou-me as palavras...
Concordo consigo1 É isso mesmo!

Esta escumalha é estúpida ou pensam que os outros são!
O que é que eu ou outro qualquer cidadão do Mundo temos a ver com os crimes cometidos ou a cometer por um qualquer louco, no poder ou não, quando até se sabe que todos eles "comem do mesmo tacho"?

Por aí se vê o conceito deles de liberdade... Liberdade, liberdade... mas apenas de concordar com eles. Isto se não queremos ser estigmatizados! Odeio gente assim!

Ou será que isto, afinal, não passa duma competição de facínoras?
Quem for mais facínora é que vence e tem direito aos louros. Logo, os americanos trêm de conseguir ser mais facínoras que todos e que tudo, em todo o tempo e somado... Deve ser isso!

Atacar uma das partes semn nada dizer da outra? Que partes? Eles são todos iguais!

Quanto a Guantanamo, é falso que ois que lá estão sejam acusados de alguma coisa. São cidadãos comuns usados e abusados para servirem os objectivos da "campanha de medo e desinformação", SÓ! São muito menos terroristas do que estes terroristas que aqui vêm fazer ameaças veladas e "aterrorizar" tudo e todos, estigmatizando as opiniões alheias, como se houvesse alguma lei que nos impusesse a integração num rebanho (ainda por cima o rebanho escolhido poor eles, de acordo com os seus objectivos) e arcar com as culpas e as consequências duns quaiquer loucos, aind assim menos loucos do que estes e os seus donos americanos.
Deve ser esse "o crime" dos detidos de Guantanamo.
Mas eu volto a dizer: Esta azáfama destes provocadores intensificou-se depois das críticas (públicas, como já é hábito do bandido) de Rumsfeld, aos agentes da CIA, de que não estavam a conseguir controlar a NET...
São bem mandados, esses lacaios abjectos... Esses provocadores, criminosos, agentes da CIA.
É preciso ser-se muito vil para se ser lacaios de gente assim.
Só assim se compreende que insistam em vir aqui ler e comentar...
Eu não vou aos blogues deles, nem sequer para discordar... Nem admito os seus comentários no meu blogue, que é para não terem link lá. Pensam que sabem muito, mas são estúpidos (ou é a missão que é difícil) e já não enganam ninguém!

De facto, é às organizações internacionais e aos restantes governantes dos outros países do Mundo que temos de começar a pedir contas por tolerarem este estado de coisas intolerável, por parte da administração americana.
Estes lacaios que aqui vêm bacorar não têm qualquer importância. Agora os lacaios que, usurpando a nossa representatividade, nos traem compactuando (nem que seja pelo silêncio) com a administração americana é que não podemos nem devemos tolerar, porque eles nos representam, ou deviam!

Miguel Bombarda disse...

Caro Pseven,

Berlusconni não é o meu historiador favorito. Para aventar os números que lhe apresentei fiz questão em basear-me noutros (talvez não tão célebres, mas enfim, foi o que se pôde arranjar) como Robert Conquest, Courtois, Vladimir Bukovsky, Domenech, Slozhenitsyn, Anne Applebaum, Hannah Arendt, Hobsbawn, Furet e porque não o nosso Pacheco Pereira.

Tem toda a razão quando afirma que as vítimas do comunismo não têm nada a ver com o assunto. Mas convenhamos, o facto destes anti-bushianos se andarem a pavonear com t-shirts do "Che" ou do Stalin, não me deixa de ser paradigmático e assaz elucidativo.

Eu não quero salvar a face da administração Bush. De facto, gosto tanto do espécimen como o meu amigo. Agora, isto é uma coisa; outra, é afirmar, como neste blog se afirma que a Al-Qaeda, Been Loadin´ e Al-Zarqawi, et alii, são produtos criados pelos próprios EU, para justificar as intervenções bélicas dos mesmos. Não lhe parece que estra teoria, que faz com que os EUA sejam os índios e os cowboys simultaneamente é assim... como é que lhe hei-de chamar... completamente ezquizofrénica?

A propósito da sua resposta acerca da criação do blog: a minha obsessão não é acerca dos "crimes comunistas"; é acerca dos crimes contra a humanidade. Mas curiosamente, os crimes cometidos por Bush e Cia. têm air-play suficiente. Mas aqueles cometidos por regimes comunistas tendem a ser "esquecidos" ou relativizados (a extrema-direita diz uma coisa muito curiosa sobre o holocausto: que ele nunca existiu! Mas a terem morrido 7 milhões de judeus, foram poucos! Este discurso parece estar a ser apropriado pela extrema-esquerda acerca dos crimes comunistas, bem como por flamejantes e confessos "democratas", salvo seja).

Quanto a isso de ser raptado pela CIA: deixe-se de coisas! Viva a sua vida, "cease the day" e deixe a mitomania para lá!

Associação "Um dicionário para o Biranta, Já!" disse...

Caro leitor,

Somos uma associação de pais de adolescentes e pré-adolescentes que lêem assiduamente este blog, bem como outros blogs em que o biranta participa.
Queremos levar a cabo uma recolha de fundos para comprar um dicionário de calão ao biranta, já que as injúrias são por demais repetitivas e isto fará com que as nossas crianças fiquem com o seu poder vernacular castrado pelas deja-vuianas diatribes do autor em questão.

É favor enviar o vosso donativo para
White House, Washington D.C., USA.

Desde já o nosso obrigado destes vossos lacaios.

PSeven disse...

Miguel Bombarda,

Se você tem consciência que a sua argumentação sobre as vítimas do comunismo não tem nada a ver com isto e, mesmo assim, continua a insistir nessa argumentação, você não só está a fazer demagogia como tem consciência de que a está a fazer. E isso tem um nome: DESONESTIDADE INTELECTUAL.

“…o facto destes anti-bushianos se andarem a pavonear com t-shirts do "Che" ou do Stalin” – Muito obrigado por tirar a máscara e mostra-se tal como é: um anticomunista primário que meteu na cabeça que todos os que estão contra Bush são perigosos comunistas que têm que ser combatidos por todos os meios. Além disto ser completamente ridículo: as t-shirts estão na sua cabeça.

As suas juras de desapego pela administração Bush chocam com a realidade do que tem sido o seu comportamento aqui, de defesa intransigente dele e de elogios a Condoleza Rice.

Se a sua obsessão fosse contra os crimes contra a humanidade, você denunciaria os crimes actuais. Em vez disso você tenta branqueá-los denunciando os crimes cometidos durante uma guerra-fria acabada. A URSS já é só história, não anda por aí a raptar gente, já não invade países com desculpas parvas e não representa perigo para ninguém, a não ser para os obcecados como você.

A sua lista de autores parece a bibliografia de um qualquer panfleto anticomunista primário. Sabe que os mesmos critérios que eles aplicaram, se aplicados aos estados democráticos e capitalistas davam um número de vítimas igual ou superior? Não estou a tentar desculpar os crimes cometidos nas ditaduras comunistas (houve e não devem ser esquecidos). Não embarco é nestas tentativas grosseiras de manipulação dos factos.

Ontem, o vice-chefe dos serviços secretos italianos, Marco Mancini foi preso por ter colaborado com a CIA no rapto de um cidadão, que foi levado para uma prisão egípcia onde foi torturado, e onde continua sem acusação ou julgamento (Noticia aqui: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1263150). Não sou eu que sou mitómano: você é que é completamente cego para este problema.

Anónimo disse...

Este blogue excita-me sexualmente.

Biranta disse...

Um dicionário p'a mim, já!

Bandidos, facínoras, canalhas, manhosos, rafeiros, bandalhos, gente vil e abjecta, falaciosos, vigaristas, desonestos, perversos, destruidores, anti-cristos, terroristas, nazis, reaccionários, prepotentes, facistas, ditadores, déspotas, mafiosos, filhos da p***, bastardos, ignóbeis...
Tudo isto se aplica à administração americana, à alta-criminalidade que a controla e aos provocadores, agentes da CIA, que aqui vêm comentar.

Bora começar o dicionário!
Quem quer dar uma contribuiçãozinha?
Não estão à espera que eu saiba tudo, pois não?
Aguardo a vossa colaboração!

Biranta disse...

Eh pá! Esqueci-me de "criminosos". Imperdoável! Afinal sei mais do que imaginava.

Miguel Bombarda disse...

Rilhafoles no seu melhor!

Hoje à tarde há espectáculos de funâmbulos (reprise)!

joshua disse...

Bombarda de Rilhafoles,
Aí na famosa biblioteca que tem todos os livros do Harbinson, têm algum do Hegel?
Vá lá ler e depois diga-nos alguma coisa.
A única consolação destes comunistas é que a síntese tornar-se-á numa nova tese que por sua vez terá uma nova antítese e aí todos nós deserdados soviéticos teremos uma nova esperança.
Shiu, continue a dormir...

Miguel Bombarda disse...

Querido Joshua,

Gostaríamos de o informar que Hegel foi "TÃO" bem lido e "TÃO" bem compreendido pela extrema-esquerda, como pela extrema-direita, com os resultados que hoje se conhecem!

PSeven disse...

"Miguel Bombarda said...
Querido Joshua,

Gostaríamos de o informar que Hegel foi "TÃO" bem lido e "TÃO" bem compreendido pela extrema-esquerda, como pela extrema-direita, com os resultados que hoje se conhecem! "

Santa ignorancia!

Já não há pachorra!

joshua disse...

Caro Bombarda,
Estamos de acordo?

Miguel Bombarda disse...

Caro Pseven,

Chama-me "anticomunista primário que meteu na cabeça que todos os que são anti-Bush são comunistas". É uma bela teoria, vinda de uma pessoa que sustém que todos os terrorismos que por aí grassam foram criados precisamente por quem os tenta combater. (Vamos por aí fora e a ETA foi criada por Aznar; o IRA por Travistock e a rainha de Inglaterra...).
Diz-me que eu defendi Bush (onde? A propósito de quem tema?), e que teci elogios a Condoleeza Rice (???). Já lhe disse que não nutro simpatia alguma por esta administração. Outra coisa bem diferente é dizer que Bush é o diabo na terra...
O meu amigo vai mais longe e afirma que os crimes comunistas são equiparáveis aos de "estados democráticos e capitalistas". Querer-me-á apontar alguma democracia capitalista responsável pela eliminação física de adversários políticos, ou tão só suspeitos de o ser? Ou movimentos maciças de populações? Ou o apropriamento pelo Estado de todos os meios de produção de forma a causar fomes a níevl nacional ou regional? Ou tão só genocídios, for that matter? Afirma o meu amigo que a URSS é história. é verdade. Pena que o comunismo não o seja também. Está demasiado preocupado com os EUA. Mas não o vejo preocupado com o Laos, a Coreia do Norte, o Vietname, a China... Cuba, mas isso sou eu, com o meu anticomunismo primário. E esses regimes não matam ninguém, certo? Ou se mata, são de certo poucos...

Fico um pouco mais tranquilo quando já não faz finca-pé em desmentir os historiadores que lhe apresentei e desmentir os 100 milhões de vítimas mortais...

Alguém que ainda não foi à festa do Avante!

Anónimo disse...

Olhe que não Pseven.

Existem elementos hegelianos tanto na denominada extrema-direita como na extrema-esquerda.
Hegel é um filósofo que deu para tudo, até para algumas interpretações, digamos, "estranhas".

No caso das extremas direitas é só juntar Nietzsche (que os nazis adoravam, naquele frenesim "wagneriano" tão típico); no caso das extremas-esquerdas é só juntar Marx (ou Trotsky).

Como filósofo prefiro o Arbusto:

"Acredito que o Homem e o peixe podem coexistir pacíficamente"

Brilhante!
:-)

Miguel Bombarda disse...

Querido Joshua,

"Estamos de acordo?"

De acordo em quê? Em condenar TODA e QUALQUER ditadura?

Quando o meu amigo quiser, sob qualquer circunstância!

Miguel Bombarda disse...

Pseven said,

"Santa ignorância!

Já não há pachorra!"

Os seus 54 anos permitir-lhe-ão ser paternalista, mas com a sua idade usar argumentos tão "birantianos"...

PSeven disse...

Miguel Bombarda,
1 - “… uma pessoa que sustém que todos os terrorismos que por aí grassam foram criados precisamente por quem os tenta combater. (Vamos por aí fora e a ETA foi criada por Aznar; o IRA por Travistock e a rainha de Inglaterra...)” – É completamente falso que eu alguma vez tenha defendido isso. Faça favor de indicar um escrito meu em que eu defenda tal teoria, neste ou em qualquer outro Blog. Ou, em alternativa, apresente-me as suas desculpas.

2 – “O meu amigo vai mais longe e afirma que os crimes comunistas são equiparáveis aos de "estados democráticos e capitalistas".” – Nunca afirmei tal disparate. O que eu questionei, e não sou só eu mas muitos estudiosos deste problema, são os métodos utilizados pelos seus historiadores, todos eles comprometidos com ideologias anticomunistas e interessados em maximizar o número de vítimas. Além disso, acrescentei “Não estou a tentar desculpar os crimes cometidos nas ditaduras comunistas (houve e não devem ser esquecidos)”. Não leu esta parte ou não lhe interessa tê-la em conta?

3 - "Está demasiado preocupado com os EUA. Mas não o vejo preocupado com o Laos, a Coreia do Norte, o Vietname, a China... Cuba” – É outra conclusão abusiva sua. Este post é sobre os EUA. E se verificar o que eu escrevi foi fundamentalmente para me opor à sua clara tentativa de branquear a actuação de Bush & Cia com acusações metidas a martelo. Se aqui se tratasse de denunciar qualquer situação condenável num desses países eu não teria a mínima dúvida em juntar a minha voz aos que a condenassem. Não faria como você e não meteria aqui acusações a martelo aos EUA. Agora os EUA preocupam-me mais que qualquer um desses países pelo simples motivo de serem a única super-potencia mundial.

4- “Chama-me "anticomunista primário que meteu na cabeça que todos os que são anti-Bush são comunistas". É uma bela teoria…”. – Não é uma teoria! Veja se reconhece isto: “…o facto destes anti-bushianos se andarem a pavonear com t-shirts do "Che" ou do Stalin...”. É um escrito seu. Que me permite concluir que, para si anti-bush=comunista. Quanto a você ser anticomunista primário, por favor não insulte a inteligência de quem aqui vem exigindo provas.

5 – Vejo que já consultou a minha ficha no Blogger. Fez muito bem! Ao contrário de si, a minha está lá e é pública para ser consultada por quem quiser. Mas que afirmar o que você afirmou a respeito de Hegel, da extrema direita e da extrema-esquerda é disparate, lá isso é, independentemente da idade que qualquer um de nós tenha ou do que o Biranta possa pensar.

Eu já fui a festa do Avante. Não tenho vergonha nenhuma disso. Mas sabe de uma coisa? Não gostei. E não voltei.

PSeven disse...

Anónimo das 15:37,

Não estou de acordo consigo. No que respeita à extrema-direita não vejo lá qualquer influência de Hegel. Já no que respeita à esquerda, toda em geral e não só a “extrema”, a influência de Hegel é indirecta através de Marx e Engels que, em certos aspectos, viraram a dialéctica Hegeliana do avesso. Mas não vamos começar outro tema aqui, pois não?

Miguel Bombarda disse...

Caro Pseven,

1- Tem toda a razão. Pensava que, com a defesa acérrima que faz do que aqui é dito, alinhava pelo seu diapasão. Enganei-me. E por esse facto as minhas sinceras desculpas.

2- "A sua lista de autores parece a bibliografia de um qualquer panfleto anticomunista primário. Sabe que os mesmos critérios que eles aplicaram, se aplicados aos estados democráticos e capitalistas davam um número de vítimas igual ou superior? Não estou a tentar desculpar os crimes cometidos nas ditaduras comunistas (houve e não devem ser esquecidos). Não embarco é nestas tentativas grosseiras de manipulação dos factos." Sem querer comentar as suas palavras relembro-lhe que entre as pessoas que citei estavam os nomes de Solzhenitsyn, Arendt, Furet e Pacheco Pereira.
De qualquer forma gostaria de saber qual é o número de vítimas mortais dos estados democráticos e capitalistas.

3- "Agora os EUA preocupam-me mais que qualquer um desses países pelo simples motivo de serem a única super-potencia mundial." E não será melhor manter as coisas assim, pelo menos por enquanto? Ou seria melhor os EUA dividirem o seu poderio com as grandes potências emergentes (China, Índia, Japão...)

4- Não tome o todo pela parte. O que quis dizer com isso é que o denominado Movimento anti-globalização é demasiado "globalizado". Ou seja, se por um lado há muitos interesses num Fórum Mundial, ou numa reunião do G8, não poderemos afirmar o mesmo quando, espontaneamente, se reunem dezenas de milhares de pessoas às portas dessas mesmas cimeiras? E desculpe-me a franqueza: eu que nunca votaria Bush, da mesma forma que nunca votaria Kerry ou Gore, não posso deixar de estranhar tanta veemência em confundir o "excepcionalismo norte-americano" (como por lá se diz)com esta administração em concreto. Não lhe parece que também aqui haverá interesses político-partidários em jogo?

4b- "Que me permite concluir que, para si anti-bush=comunista." É que conclui mal! Os que mais criticam Bush (e isso "lixa" completamente os europeus, são precisamente os americanos, território onde os comunistas não abundam propriamente...)

5- Não conhecer as implicações do pensamento hegeliano na extrema-direita, especialmente através da influência da universidade de Berlim, não é prova de falta de conhecimento do pensamento daquele filósofo. É falta de conhecimento da própria extrema-direita (pergunte-lhes o que é que esses dizem de Bush! Talvez tenha uma surpresa...)

Ah, e a propósito: com uma ficha de Blogger pública e à mão de qualquer um, como é que não quer ser raptado pela CIA e ir parar a Guantanamo???

Alguém que ainda não foi ao Gambrinus!

PSeven disse...

Miguel Bombarda,
1-Desculpas aceites. E eu não defendo acerrimamente o que se publica em lado nenhum a não ser que é publicado por mim.

2- A questão não é o número de vítimas mortais nos estados democráticos e capitalistas. A questão é que, os mesmos critérios, aplicados a esses estados, dão números igualmente elevados. O que, por absurdo, invalida o número a que esses autores chegaram para os estados comunistas.

3-Nem você nem eu temos meios para alterar a situação. Mas podemos opor-nos aos excessos cometidos. Eu, pelo menos, oponho-me. Da sua parte… Só vi complacência.

4-??? !!! Tem a certeza que não se enganou no comentário a que estava a responder?

4b-Se eu conclui mal foi porque você escreveu mal! Você atribuiu aos anti-bushianos, em geral, as camisas à Che e à Stalin. É claro que assumi que estava a falar dos deste lado do Atlântico. Mas aceito a correcção. Ah, e não me sinto nada lixado por haver muitos criticos de Bush nos EUA. Agora!

5-Confesso o meu desconhecimento sobre os fundamentos “teóricos” da extrema-direita. E o meu total desinteresse sobre o assunto. Há muitas coisas mais interessantes para fazer para perder tempo com isso. Registo que há influências Hegelianas através da Univiersidade de Berlim, e é só.

Se a CIA me quiser apanhar não será a ficha do Blogger que vai fazer diferença. Quanto a si, não creio que corra esse risco.

Miguel Bombarda disse...

Caro Pseven,

2- "A questão não é o número de vítimas mortais nos estados democráticos e capitalistas. A questão é que, os mesmos critérios, aplicados a esses estados, dão números igualmente elevados." Números igualmente elevados de quê, se não estamos a falar de vítimas mortais?

3- A minha "complacência" é uma opção de fundo que advém do actual quadro das relações internacionais. Acabada a Guerra Fria surgiu a hegemonia de um só país, um só bloco civilizacional. É nesse lado da barricada que o meu amigo me vai encontrar.

5- É pena que não conheça o argumentário da extrema-direita. Especialmente no que toca ao que eles pensam de Bush, da guerra no Iraque, do "país irmão" Irão, da influência sionista no mundo ocidental... Ou seja, lá estão os extremos a tocarem-se mutuamente!

Sim, tem novamente muita razão. Quando a CIA se puser a prender pessoas como eu os EUA vão ficar sem espaço para pôr os "camponeses" que estão em Guantanamo.

Sofocleto disse...

Meu caro Miguel Bombarda,

« Acabada a Guerra Fria surgiu a hegemonia de um só país, um só bloco civilizacional. É nesse lado da barricada que o meu amigo me vai encontrar»

É neste lado da barricada que você está?

“According to Chossudovsky, the "war on terrorism" is a complete fabrication based on the illusion that one man, Osama bin Laden, outwitted the $40 billion-a-year American intelligence apparatus. The "war on terrorism" is a war of conquest. Globalisation is the final march to the "New World Order", dominated by Wall Street and the U.S. military-industrial complex.”

“September 11, 2001 provides a justification for waging a war without borders. Washington's agenda consists in extending the frontiers of the American Empire to facilitate complete U.S. corporate control, while installing within America the institutions of the Homeland Security State.”

Miguel Bombarda disse...

Caro Sofocleto,

Por um lado já estranhava não ter ainda visto o nome de Chossudovsky por aqui. Tal como me estranha ainda não ter vindo à baila o do Daniel Estulin. Bom, mas este não é professor universitário, talvez por isso...

O meu amigo está, de facto, bem documentado. Mas todo o arsenal de informação que detém é demasiado opinativo e subjectivo e pouco factual. Vide a citação com que me brindou no comment anterior. É a opinião de Chossudovsky, que é um membro válido e esclarecido da sua comunidade, mas em termos factuais, a que é que nos podemos ater?

Biranta disse...

Já que vocês tanto chamam aqui estou.
Vamos ver se nos entendemos:
Em primeiro lugar não há a menor probabilidade de vocês influenciarem as minhas opiniões (até pelo ridículo dos argumentos), ou de me impedirem de as afirmar... mas agrada-me o vosso incómodo...
"De acordo contra todas as ditaduras". Dito assim até parece fácil, porque eu sou, incondicionalmente, contra todas e qualquer ditadura e até contra as da vigarice, disfarçadas de democracia... Aí é que está o problema. Não basta dizer que se é democrático, é necessário demonstrá-lo. E a América é uma pérfida ditadura.
Não me preocupo com a América por serem a única super-potência, mas pelas atrocidades, infámias e crimes que cometem, contra todos os povos, que querem condenar à miséria para mais facilmente dominarem o Mundo.
Depois, há uma coisa que me intriga: vocês não estão a confundir Hegel e Engels?
É que são filósofos diferentes e também são referências diferentes...

Sofocleto disse...

Meu caro Miguel Bombarda,

«mas em termos factuais, a que é que nos podemos ater?»

Vamos a factos. Chossudovsky diz também que:

"Across the land, the image of an "outside enemy" is instilled in the consciousness of Americans. Al Qaeda is threatening America and the world. The repeal of democracy under the Patriot legislation is portrayed as a means to providing "domestic security" and upholding civil liberties."

"The 9/11 Commission Report destroys the historical record of US covert support to international terrorism, while creating the illusion that America and "Western Civilization" are threatened. In turn, the various terrorist warnings and code orange alerts have created, across America, an atmosphere of fear and intimidation."


Veja este vídeo legendado de 2:46 minutos e dê-me a sua opinião:

AQUI

Neste vídeo, o humor ímpar de Jon Stewart desmonta, de forma magistral, a forma como a administração Bush, pela voz do seu ministro da Segurança Interna Tom Ridge, utiliza uma «pretensa ameaça da Al-Qaeda» para fins eleitorais (8 de Julho de 2004).

«The United States has "credible" information indicating that the al Qaeda terrorist network is preparing a large-scale attack in the United States aimed at disrupting this year's electoral process, Homeland Security Secretary Tom Ridge said today.»

Miguel Bombarda disse...

Caro Sofocleto,

Partilho consigo a admiração que nutre por Jon Stewart e quejandos. Pena que não possamos ter em Portugal um tipo de crítica social e política tão esclarecida e directa...

Ridge usa e abusa da ameaça terrorista para condicionar o acto eleitoral? Parece-me óbvio que sim. Pergunta-me se, a ser assim, eu o condenaria? Mais óbvio ainda.
Mas a ameaça existe ou não? Já conheço a sua resposta. A minha como deve suspeitar é totalmente avessa à sua.

Não só isso, como penso agora nisso pela primeira vez: não seria um golpe de génio haver um ataque terrorista nos EUA para condicionar as eleições e a orientação político-MILITAR da administração norte-americana?

Responder-me-á o meu amigo: só não há porque são os EUA que controlam os terroristas.

Mas repare que em Espanha foi precisamente isso que aconteceu.
O PP de Aznar (de los Azores) e Rajoy esteve sempre em vantagem para ganhar as eleições. Zapatero faz a promessa de retirar as tropas do Iraque. Dá-se o 11-M e, espectacularmente, o PSOE ganha as eleições. Dias mais tarde Zapatero manda retirar as tropas de solo iraquiano. Não sei se está a par da actualidade espanhola, mas seria curioso que sim. Para me dizer se vê ou não paralelismos entre esta situação e a "trégua" com a ETA.

Como dizem aí os seus amigos: "history repeats itself".

PS: como lhe digo admiro sinceramente o programa e a coragem de Jon Stewart, mas, novamente, factos, ali há muito poucos.

Anónimo disse...

As aparências iludem. A acrescentar ao 11M, Terroristas, PSOE e eleições, não deixa de ser curioso as muitas notícias que começam a chegar de Espanha a própósito de negociações do PSOE com a ETA... antes das eleições e antes do 11M.
Ou seja, ingredientes mais do que suficentes para o Sofocleto embarcar em mais uma teoria da conspiração. Mas nesta ele não embarca porque não lhe é ideológicamente favorável.

Sofocleto disse...

Caro Miguel Bombarda,

«Ridge usa e abusa da ameaça terrorista para condicionar o acto eleitoral? Parece-me óbvio que sim. Não só isso, como penso agora nisso pela primeira vez: não seria um golpe de génio haver um ataque terrorista nos EUA para condicionar as eleições e a orientação político-MILITAR da administração norte-americana?»


Na mesma linha gostava que me explicasse isto:

Peter Power é Director Chefe da empresa Visor Consultants, que se define a si própria como uma empresa de consultoria para a “gestão de crises”. Power é um ex-funcionário da Scotland Yard:

POWER: Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.

Artigo AQUI.

Peço-lhe para ver o pequeno vídeo e ouvir estas declarações na BBC. E que me diga a sua opinião sobre esta «coincidência» impossível. Continuamos 2ª Feira.

Anónimo disse...

"De qualquer forma gostaria de saber qual é o número de vítimas mortais dos estados democráticos e capitalistas."

pois...isso é um bocado problemático porque se, no caso dos comunistas´ainda é possivel apontar um número, no caso dos crimes do capitalismo já se perdeu mesmo a conta. seja como for, tenho um sugestão de leitura para si: O LIVRO NEGRO DO CAPITALISMO.

se fizermos entrar o homincidio por negligencia na lista de crimes, então o capitalismo vai ter que se explicar por deixar morrer só de fome CEM MIL PESSOAS POR DIA. essas pessoas não morrem por haver falta de comida, visto que só a produção alimentar do zimbabwe alimentaria a áfrica inteira e que a etiopia exportava comida durante as piores fomes, ELAS MORREM PORQUE O CAPITALISMO, APESAR DE TER TODOS OS RECURSOS NECESSÁRIOS PARA AS SOCORRER, DEIXA-AS MORRER PORQUE O SEU SOCORRO NÃO LHE PODE PROPORCIONAR QUAlQUER LUCRO. homicidio por negligencia ainda é homicidio, mas não nos fiquemos por aí:

- genocidio dos indios americanos e sua recolocação em colónias, em nada diferente do que o paizinho dos povos fez com as diferentes nacionalidades na URSS.

- genocidio no congo. cortesia de sua majestade Leopoldo I, rei da bélgica.

- genocidio nas filipinas. cortesia dos americanos, que tentaram colonizar esse país após terem expulso os espanhois, durante a guerra hispano-americana.

- massacre de 300.000 operários parisiences após a queda da comuna de paris, em 1971. cortesia do sr. thiers.

- fomes na india sobre o raj britanico. cortesia dos ingleses, que retinham o arroz para fazer subir os preços.

- a grande fome na irlanda, cortesia dos senhores ingleses, que, após a escrofulose ter arrazado a colheita de batatas que conmstituia a base da alimentação da população, se recusaram a enviar provisões para lá para que o preço dos bens alimentares não diminuisse.

- biribi, o sinistro campo de concentração militar frances na argélia onde se cometiam atrocidades contra os prisioneiros que deixariam os proprios nazis de boca aberta. consultar o livro de georges darien sobre o mesmo: BIRIBI.

- os massacres levados a cabo pelos franceses durante a guerra na argélia.

- o bombardento do cambodja pelos EUA. cairam mais bombas sobre o cambodja durante esses bombardeamentos do que sobre o mundo inteiro durante a segunda guerra mundial. o pretexto era expulsar os vietmin que se escondiam naquele país.

- a guerra do vietname. há muito por onde escolher, desde o naplam e o agente laranja até ao masacre de mi lai.

Biranta disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Biranta disse...

Só???
Esta lista acima está muito pobre!
Mesmo que nos limitemos aos casos que são notícia, ainda falta muita coisa. Para além desses há ainda todos os outros casos que não são notícia, ou já deixaram de sê-lo. A propósito: as vítimas da SIDA e do tráfico de droga (toxicodependência, ou assassinatos) não contam? Eu acho que deviam.
E as vítimas das provocações, dos actosa de vandalismo que pretendem desestruturar as sociedades, provocar retrocesso? Também não contam? É que, de cada vez que isso acontece, (e acontece, frequentemente, por todo o Mundo, veja-se a França e Timor, recentemente) a violência provoca vítimas mortais...
E ainda estamos muito longe duma lista exaustiva.

Anónimo disse...

se eu fosse a por tudo, nunca mais acabava :)

PHK disse...

Se pusessem tudo tinham que fazer um update de minuto em minuto!

Biranta disse...

Pois...
No Iraque é a toda a hora...
Agora, novamente, a Índia...
Porque é que toda essa gente (governantes destes países que são constantemente provocados) se calam, também, quanto ao essencial: denunciar a monstruosa conspiração de que são vítima e seus episódios maiores, isso é que me causa preplexidade...
Não compreendo! Serão todos lacaios? Provocadores? Ou são apenas repressores dos respectivos povos, com cujo apoio não podem contar, por isso mesmo?
Gentalha, lá isso são!

Anónimo disse...

E lá tinha o BIRANTA (o intolerante, o paranoico) k meter a colher...FODA-SE é TUDO IGNORANTE ?VIVA CON RICE...vocês vão dizer o kê? Bn laden, hitler, lenin, KEM, KEM ?

Anónimo disse...

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