segunda-feira, novembro 05, 2007

Simon Wiesenthal, um negacionista do Holocausto disfarçado de caçador de nazis?




A propósito das incontáveis testemunhas do Holocausto


O Site scrapbookpages.com (Páginas_do_Álbum_de_Recortes.com) é um site com bastante informação sobre o Holocausto. Na secção «About Us» informam-nos:

«Este website não está ligado a nenhuma organização e não tem nenhuma agenda política. O nosso objectivo é fornecer informações aos turistas sobre o que podem esperar sobre lugares com interesse histórico como os campos de concentração de Dachau, Auschwitz e Theresienstadt.»


No último parágrafo da página Survivors (Sobreviventes) do campo de concentração de Mauthausen do site scrapbookpages.com, temos o paradoxal testemunho de um dos mais célebres sobreviventes do Holocausto:

Simon Wiesenthal

Simon Wiesenthal, um judeu nascido na Áustria em 1908, é talvez o mais conhecido sobrevivente do campo de concentração de Mauthausen. Wiesenthal chegou a Mauthausen em Fevereiro de 1945, após ter sido evacuado do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Wiesenthal é um dos poucos sobreviventes de Mauthausen que afirma que não existiam câmaras de gás nesse campo. Wiesenthal trabalhou para o Gabinete de Crimes de Guerra norte-americano de 1945 até 1947 e fundou o Centro de Documentação Judaico em Linz (na Áustria) em 1947. Mudou-se para Viena em 1961 e tem trabalhado incansavelmente na caça de criminosos de guerra nazis. O Simon Wiesenthal Center em Los Angeles é assim chamado em sua honra.


Mas a negação, por parte de Simon Wiesenthal, da existência de câmara de gás em Mauthausen vem contrariar centenas de testemunhas, incluindo o próprio comandante do campo, Frank Ziereis:

Segundo a versão oficial, poucos dias depois de 3 de Maio de 1945, o comandante do campo Frank Ziereis deixou o campo de Mauthausen, na companhia da sua mulher, mas foi perseguido por soldados americanos que o encontraram na sua cabana de caça no monte Phyrn na Upper Austria (um Estado da Áustria) a 23 de Maio de 1945. Segundo o seu biógrafo, Ziereis foi alvejado três vezes e ficou gravemente ferido enquanto tentava escapar. Depois da sua morte, um ou dois dias depois fruto dos ferimentos, os soldados americanos entregaram o seu corpo aos ex-prisioneiros, que enforcaram o cadáver numa cerca do campo de Gusen, onde o corpo foi deixado várias semanas. Nesta versão da história, Ziereis foi interrogado por Hans Marsalek e Francisco Boix (ex-prisioneiros) enquanto esteve moribundo.

Frank Ziereis, o comandante do campo de concentração de Mauthausen já moribundo depois de ter sido alvejado

Na sua confissão, que foi escrita de memória dez meses depois por Hans Marsalek, um dos prisioneiros que o interrogou, Frank Ziereis nomeou o Dr. Krebsbach como o homem responsável para colocar em funcionamento a câmara de gás em Mauthausen. Também confessou ter pessoalmente conduzido uma «Gas Van» (camioneta de caixa fechada onde as vítimas morriam envenenadas com o monóxido de carbono proveniente do motor) entre Mauthausen e Gusen, matando prisioneiros com monóxido de carbono pelo caminho.


E ainda tantas outras testemunhas:

Quando o Terceiro Exército libertou o infame Campo de Concentração Nazi de Mauthausen a 5 de Maio de 1945, encontraram corpos de vários prisioneiros mortos na câmara de gás. De acordo com o Museu de Mauthausen o ultimo gaseamento de prisioneiros no campo principal aconteceu a 28 de Abril de 1945, a semanas apenas da libertação.

A 21 de Abril de 1945, a Cruz Vermelha começou a evacuar prisioneiros do campo, mas a operação de gaseamentos ainda continuou durante o tempo em que o representante da Cruz Vermelha, Louis Haeflig, esteve no campo. Uma marca na câmara de gás diz-nos hoje que Ludwig Haider foi gaseado a 23 de Abril de 1945, no mesmo dia em que uma camioneta da Cruz Vermelha levou alguns prisioneiros seleccionados para fora do campo, com a permissão do comandante.


A câmara de gás em Mauthausen disfarçada de chuveiros


Um prisioneiro de guerra americano, o tenente Jack Taylor, disse aos libertadores que esteve marcado quatro vezes para morrer na câmara de gás, mas que foi salvo por outros prisioneiros. A próxima data para o seu gaseamento seria 6 de Maio de 1945, mas os libertadores americanos salvaram-no no momento exacto.

Pierre-Serge Choumoff, um "Nacht und Nebel" (“Noite e Nevoeiro” - activista contra o regime nazi) prisioneiro do sub-campo Gusen, escreveu num dos seus livros que a câmara de gás de Mauthausen foi colocada em funcionamento em Março ou Maio de 1942 e que 3.455 prisioneiros foram gaseados. Escreveu também que os guardas SS removeram o equipamento de gaseamento da câmara a 29 de Abril de 1945, no dia em que o comandante Franz Ziereis entregou o campo à polícia de Viena. Uma marca na câmara confirma que os instrumentos de gaseamento foram retirados a 29 de Abril de 1945.

O narrador de um filme mostrado no Museu de Mauthausen confirma que as SS saíram a 3 de Maio de 1945 depois de removerem os instrumentos de gaseamento a 2 de Maio. O narrador explica que os prisioneiros eram gaseados “porque as metralhadoras eram demasiado barulhentas”. Contudo, o local das execuções onde os prisioneiros condenados eram mortos em Mauthausen era no mesmo edifício que a câmara de gás, e muito próximo desta.

De acrordo com o livro «Mauthausen: A história de um Campo da Morte» ("Mauthausen: The History of a Death Camp") de Evelyn Le Chene, calcula-se que um número combinado de 10.000 pessoas foram executadas por gaseamento na câmara de gás de Mauthausen, na camioneta Gas Van que circulava entre Mauthausen e Gusen, e nas câmaras de gás do castelo de Hartheim.

Paul Berben, um prisioneiro de Dachau, escreveu no seu livro «Dachau: a história oficial» ("Dachau: the Official History") que o médico chefe do campo de Dachau, o Dr. Julius Muthig, confessou o gaseamento de prisioneiros de Dachau na câmara de gás no campo de Mauthausen. Na confissão do médico, Berben escreveu que o Dr. Muthig afirmou que “os prisioneiros que não serviam para trabalhar eram sujeitos a eutanásia e transferidos para Mauthausen para serem gaseados”.

Um cano de água entra na câmara de gás através da parede sul


De acordo com o Museu Memorial do Holocausto Norte-Americano em Washington DC, uma câmara de gás foi construída no campo de concentração de Mauthausen, “provavelmente em 1941”. Disfarçada de chuveiro, a câmara de gás estava localizada no subsolo por baixo do edifício do hospital, que é agora o Museu no Site do Memorial de Mauthausen. Em relação à câmara de gás, o website do Museu Americano tem a seguinte informação:

"Enquanto a maior parte dos prisioneiros eram mortos a tiro, enforcados, espancados, com fome e por doença, Mauthausen tinha uma câmara de gás capaz de matar cerca de 120 pessoas de cada vez. A câmara de gás era normalmente utilizada quando transportes de prisioneiros chegavam. Demonstrações especiais de assassínios em massa eram organizados em honra da visita de dignitários nazis, tais como Heinrich Himmler, Ernst Kaltenbrunner, e Baldur von Schirach, que tinham oportunidade de observar os assassínios através de uma pequena vigia na porta de entrada."

"Periodicamente, prisioneiros do sistema de campos de Mauthausen submetiam-se a selecções. Aqueles que os nazis consideram demasiado fracos ou doentes para trabalhar eram separados dos outros prisioneiros e mortos na própria câmara de gás de Mauthausen, em camionetas «Gas Van» ou no vizinho centro de morte por eutanásia de Hartheim. Os médicos do campo na enfermaria usavam injecções de fenol para matar doentes demasiado fracos para andarem."


Comentário:

E agora viveremos eternamente na dúvida: existia de facto uma câmara de gás no campo de concentração de Mauthausen, como atestam centenas de testemunhas, ou não existia nenhuma câmara de gás, como assevera Simon Wiesenthal, o caçador de nazis que lá esteve internado?
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18 comentários:

Diogo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
J. Lopes disse...

O Sr Wiesenthal, não teve muitas vezes a sua tarefa facilitada, mas fez com que o mundo tivesse conhecimento sobre aqueles que numa época negra da História trouxeram muita desgraça à humanidade.

O Mundo deve muito a este homem. Que nunca se ignore aquilo que ele combateu.

Castanheira disse...

Não foi a defesa da decência humana que animou Simon Wiesenthal. Foi o simples espírito de vingança o que de certa forma é compreensível, humano e perdoável.

Quanto aos testemunhos parece haver alguma confusão porque as pessoas estavam enfurecidas com os seus bárbaros carrascos.

contradicoes disse...

Contradições destas existem a vários níveis. Por exemplo ninguém tem dúvidas em relação à PIDE/DGS que ela existiu e que fez inúmeras vítimas.
Mas julgo que ninguém se atreve ao certo a confirmar o seu número porque deve ter havido procedimentos por parte desta criminosa polícia que nem sequer permitem fazer uma verdadeira avaliação. Ora em relação aos campos de concentração nazis e ao número exacto de vítimas que em cada um deles foram executadas ficará sempre a dúvida quanto ao seu número exacto, tudo levando a crer que aquele que é revelado peca por excesso.

Anónimo disse...

Como é que o sr. Wiesenthal sobreviveu a CINCO campos de morte?

Resposta: Não eram campos de morte!

Anónimo disse...

"E agora viveremos eternamente na dúvida..."
Pois que vivamos e, se possível, que sejamos muito felizes.

Historiador Livre disse...

Meu caro, acreditamos que seria uma boa aquisição para o futuro http://revisionismoemlinha.blogspot.com

Diogo disse...

Meu caro Historiador Livre, devo informá-lo que não alinho com os chamados neo-nazis nem com cabeças rapadas.

Alinho pela verdade histórica a todos os níveis. Se for essa a linha do seu Blog, pode contar comigo.

Faça lá o seu primeiro post.

on disse...

Caro Diogo,

já respodi aos comentários.
Juntei algumas perguntas...

O-Lidador disse...

"devo informá-lo que não alinho com os chamados neo-nazis "

Ou, em português, informo que não gosto de frango assado, mas adoro churrasco.

Heil Hitler, kameraden Diogo.

O-Lidador disse...

Diogo, continuo à espera que explique a diferença entre campos de trabalho, os campos de extermínio e os mistos.

Por exemplo Buchenwald era um campo de quê?
E Auschwitz?
E Mauthausen

Estou em crer que depois de perceber as subtis diferenças entre uns e outros, entenderá que não pode, se for intelectualmente honesto, continuar a traduzir e postar as palermices que vai buscar aos sites neonazis.

Uma pista:

Campos de extermínio:


-Auschwitz-Birkenau ou Auschwitz II (Auschwitz I era um campo de concentração e Auschwitz III, um campo de trabalho);
-Belzec;
-Chelmno
-Majdanek;
-Sobibór;
-Treblinka.

De que Auschwitz você fala, quando coloca aqui as patranhas?
Do I, do II, ou do III?

Daquele em que se trabalhava ou daquele onde se exterminava?

Vá lá Diogo,até você consegue...

P.S. Por esta altura espero que já tenha percebido que Mauthausen NÃO ERA UM CAMPO DE EXTERMÍNIO.

Chateia-o que assim fosse?

Diogo disse...

Lidador,

Não existiam campos de extermínio nem na Alemanha nem nos territórios ocupados pelos alemães. Os milhares de «testemunhos fiáveis», de que este post é um bom exemplo, comprovam-no.

Não houve nenhum genocídio, não existiram câmaras de gás nem morreram seis milhões de judeus (a Cruz vermelha aponta para 150 mil, de doença e inanição). Respondi a todas as suas perguntas?

Johnny Drake disse...

1) Se o suposto extermínio de Judeus na Alemanha Nazi está assim tão "comprovado", por que será que mais nenhum outro "facto histórico" possui um série de punições para quem até "duvidar" dele?!
2) Sabem como se mata um ser humano numa câmara de gás Americana? Depois de saberem, venham-me explicar como se podiam matar, há 60 anos e diariamente, centenas de pessoas com gás em locais onde existiam "portas de madeira com postigos para os sádicos Nazis assistirem" e com o gás a ser "lançados por umas aberturas do tecto" e que depois "saía por uns ventiladores"... Isto sem falar na retirada dos corpos... Se o tema não fosse trágico, toda a argumentação dos "exterminacionistas" era mais do que cómica!...

Caro Diogo, gostava imenso de poder conhecê-lo um dia para falarmos pessoalmente!
Um grande abraço e espero que continue a acompanhar o nosso:

http://revisionismoemlinha.blogspot.com/

Um grande abraço

Johhny Drake

Anónimo disse...

afinal...essas pessoas que deixaram as suas opiniões no site...tiveram familiares que morreram nos campos??ou...algum familiar lutou na 2a grande guerra??
alguém conhece alguém que esteve em campos de concentração?
alguém conhece a filha de Olga Benário???

Anónimo disse...

alguém conhece o mapa da europa e a história das duas guerras, de 1914 e 1939?
alguém sabe qual foi o consul brasileiro em katowice - Polonia - pai e filho que foram considerados personas nao gratas e foram trocados por prisioneiros alemães, e onde ficaram em trânsito ( bastante abalados e fracos) antes de sair da Polonia?

Anónimo disse...

será que alguém também vai dizer que as cruzadas, a inquisição , os gulags na rússia não existiram???
será que alguém tem alguma dúvida em relação ao governo stalinista ou maoista???será que existiram mesmo???? Stalin e Mao????
será que o Japão atacou mesmo pearl harbor???
e a tal da bomba atômica??? ilusão de ótica???

Anónimo disse...

incrível como o problema dos judeus atrapanham a vida das pessoas!!!!!afinal.......no que eles atrapalham???alguém poderia me explicar????

Anónimo disse...

desculpem-me o erro ortográfico e de concordância:"sic....incrível como o problema dos judeus atrapalha a vida das pessoas."
grato pela atenção - anonimo antigo