segunda-feira, outubro 20, 2008

O Banco do Cidadão, o dinheiro virtual e o fim da Taxa de Juro

Murray N. Rothbard (liberal da Escola Austríaca) fala da fraude bancária que se pratica hoje:

"Desde então, os bancos têm criado habitualmente recibos de depósitos (originalmente notas de banco e hoje depósitos) a partir do nada [out of thin air]. Essencialmente, são contrafactores de falsos recibos de depósitos, de activos líquidos ou dinheiro padrão, que circulam como se fossem genuínos, notas ou contas de cheques completamente respaldados."

"Os bancos criam dinheiro literalmente a partir do nada, hoje em dia exclusivamente depósitos em vez de notas de banco. Este tipo de fraude ou contrafacção é dignificado pelo termo “reservas mínimas bancárias” [fractional-reserve banking], o que significa que os depósitos bancários são apoiados por apenas uma pequena fracção de activos líquidos que prometem ter à mão para redimir os seus depósitos."



****************
O Banco do Cidadão



Vamos supor que o Estado Português criava um novo tipo de banco público - o Banco do Cidadão. Este banco teria as seguintes particularidades:


a) Inicialmente o Banco do Cidadão não teria quaisquer reservas em moeda, metais preciosos ou outros tipos de valores. Poderia, no entanto, receber depósitos e pagamentos diversos em euros, divisas com solidez reconhecida internacionalmente (dólares, libras, ienes, etc.), e outras valias. O dinheiro e os valores que o Banco do Cidadão recebesse não seriam repostos em circulação.




b) O Banco do Cidadão só emprestaria e só cumpriria as suas obrigações financeiras com dinheiro virtual. Para tal, o Banco do Cidadão tornava-se accionista da SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços, que disponibiliza o sistema Multibanco.





c) O Banco do Cidadão NÃO cobraria juros pelos empréstimos NEM pagaria juros pelos depósitos. Às pessoas e empresas com conta no Banco do Cidadão seria cobrada apenas uma pequena taxa anual para cobrir as despesas de funcionamento do Banco.




Exemplo 1:

O João pretende comprar uma casa ao Afonso no valor de 120,000 euros.

Tanto o João como o Afonso têm de abrir uma conta no Banco do Cidadão.

O João terá de dar todas as garantias actualmente em vigor neste tipo de transacção ao Banco do Cidadão. A casa ficará hipotecada ao Banco do Cidadão até ao pagamento integral da mesma pelo João.

A conta do Afonso no Banco do Cidadão é creditada no valor de 120,000 euros.

O João ficará a pagar uma mensalidade de 500 euros durante vinte anos ao Banco do Cidadão (500 x 12 x 20 = 120,000 - não há lugar ao pagamento de juros).


Exemplo 2:

O Afonso pretende comprar um automóvel a prestações no Stand Autocar no valor de 18,000 euros.

O Stand Autocar tem de abrir uma conta no Banco do Cidadão.

O Afonso ficará a pagar uma mensalidade de 300 euros durante 5 anos (300 x 12 x 5 = 18,000 - não há lugar ao pagamento de juros).

O Banco do Cidadão transferirá ao fim de cada mês, durante 5 anos, 300 euros para a conta do Stand Autocar.


Exemplo 3:

O Afonso pretende comprar um computador a pronto na loja Inforbase no valor de 1,500 euros.

A loja Inforbase tem de abrir uma conta no Banco do Cidadão.

A Afonso passa o seu cartão Multibanco (cedido pelo Banco do Cidadão) no leitor de cartões da loja Inforbase, digita o código secreto e procede ao pagamento.

O Banco do Cidadão transfere 1,500 euros da conta do Afonso para a conta da loja Inforbase.



Conclusão:

Dada a ausência da taxa de juros nos empréstimos, as famílias e as empresas teriam clara preferência pelo Banco do Cidadão como instituição financiadora. O número de contas neste Banco cresceria exponencialmente, bem como a quantidade e o valor dos movimentos financeiros.

A prazo dar-se-ia a falência dos bancos comerciais privados.

21 comentários:

Ana Camarra disse...

Diogo

Pois que me agrada muito esse banco do cidadão.
Era assim que devia de funcionar a banca estatal.

Beijos

alf disse...

Eu compro uma casa ao João por 120.000 euros. O João recebe 120.00 euros do banco do cidadão em dinheiro virtual. Eu pago 500 euros por mes. Ao fim de um ano paguei 6000 euros. Entretanto, a casa desvalorizou - construiram um bairro social ao lado e a casa só vale 50.000 euros. Entrego a casa ao banco do cidadão e parto para outra. O banco do cidadão acabou de perder 64.000 euros.

Será?

Na verdade, até fica com uma casa que vale 50.000 euros, recebeu 6000 euros de dinheiro «real» que eu lhe paguei e no começo não tinha nada.

Diogo disse...

Alf,

Que grande desvalorização apenas num ano. Mas vejamos a mesma situação hoje:

Eu compro uma casa ao João por 120.000 euros, através do BCP. O João recebe 120.00 euros do BCP. Eu pago 500 euros por mês mais os juros. Ao fim de um ano paguei 6000 euros mais os juros. Entretanto, a casa desvalorizou - construíram um bairro social ao lado e a casa só vale 50.000 euros. Entrego a casa ao BCP e parto para outra. O BCP acabou de perder 64.000 euros.

Será? Não! Se a casa for vendida (pelo banco) por um valor inferior ao da dívida, você terá que pagar o remanescente! O mesmo aconteceria com o Banco do Cidadão. Só que não pagaria juros.

Zorze disse...

É uma boa base de partida. Só falta aqui é que os bancos não vivem fechados, tal como os Estados. O banco teria de se financiar no mercado. O mercado iria cobrar determinado preço pelo o dinheiro. Porque o dinheiro tem um preço, na lógica, da sua existência global. Aí é que está o busílis da questão.
Não pode ser um banco sozinho, mesmo que, apoiado por um Estado. Teria que ser todo o sistema a funcionar assim.

Abraço,
Zorze

Diogo disse...

Não Zorze.

O Banco do Cidadão não precisava de financiamento nenhum. Criava dinheiro com cada pedido de crédito.

Faz aquilo que fazem hoje os bancos comerciais, estes com taxas de reserva mínima próximas do zero. O Banco do Cidadão teria uma taxa de reserva mínima igual a zero.

Carlos Portugal disse...

Caro Diogo:
Foi exactamente isso que aconteceu nos Séculos XII e XIII na Europa, quando a oOrdem Franciscana criou os Montepios (que nada tinham a ver com os de hoje), e a Ordem do Templo criou o seu Banco de Cruzada sem juros - porque «o Tempo a Deus pertence».

Pelo sucesso que teve o Banco dos Templários, Filipe o Belo, rei de França e mau pagador, arranjou a cabala por demais conhecida contra o Templo e mandou para a fogueira o Grão-Mestre e vários monges cavaleiros. Ficou Portugal a ganhar, já que o que restava da Ordem - e que era muito - veio para cá e deu início aos Descobrimentos, sob o nome da Ordem de Cristo.

Que Portugal volte a ter um banco assim, e não os de usura e fraude de hoje, que destroem países e sociedades.

Cumprimentos.

Diogo disse...

Carlos Portugal,

Obrigado por essa informação que eu desconhecia. Vou investigar.

mescalero disse...

diogo,

é uma proposta que já me agrada bastante mais, principalmente a parte do "A prazo dar-se-ia a falência dos bancos comerciais privados" :)

Anónimo disse...

boas,
E de onde é que saía o cacau para pagar as rendas das agências e os ordenados e o expediente e as papeladas e o resto?

Diogo disse...

Anónimo,

O BCP tem cerca de 1000 balcões, 10,000 funcionários e um milhão de clientes em Portugal.

Calculando por alto:

10,000 euros mensais por balcão (2.000 contos).

2,500 euros mensais por funcionário (500 contos)

10,000,000 + 25,000,000 = 35,000,000 euros mensais / 1,000,000 clientes = 35 euros mensais = 7 contos por mês por cliente.

No post falei de uma pequena taxa mensal para cobrir as despesas de funcionamento do Banco. 7 contos por mês não me parece um exagero se comparados com os juros e as taxas mensais que os bancos comerciais nos cobram.

Mais, como o próprio BCP admite, o objectivo é aumentar o nº de balcões e reduzir o nº de funcionários (reduzindo de forma significativa os custos totais).

Se somarmos a isto o facto de um banco ter quase só movimentos virtuais, tal significa que precisa de uma fracção dos funcionários de um banco normal, donde a taxa poderá vir para menos de metade.

Anónimo disse...

Diogo,
Você tinha que ter um exército fiel e disposto a tudo para implementar essa ideia.
Os vampiros não dormem os abutres estão sempre à espreita...

Optio

alf disse...

diogo

Onde foi buscar a ideia de que o cidadão tem de pagar o remanescente da dívida se a casa for vendida por um preço inferior ao desta? Nunca ouvi falar disso.

No esquema actual, os bancos são o obrigados a um capital próprio de uns 9% dos créditos que concedem, creio eu; no seu esquema, este capital próprio tem outro valor - 0%. De resto, o esquema será o mesmo e é um bom exemplo para mostrar como funcionam as coisas e como se gera riqueza virtual.

Quanto à taxa de juro, porque razão haveria de ser zero se pode ser 1%? 1% para pagar as despesas com pessoal e isntalações... mas estas depois crescem, admitem-se oa amigos... 2%.. ai ai, os colegas do partido ou do lobby também querem... 3%... mas porque é que os administradores de tão importante e utilíssima instituição hão-de ganhar tão pouco? 4%... e porque só eles hão-de ganhar? 5%...

Bem, o melhor é acabar com o banco único e estabelecer um sistema de concorrência eficaz... mas pode ser uma ideia pôr um banco do estado a concorrer REALMENTE com a banca privada, já que está visto que ninguém é capaz de controlar a cartelização desta. E como um banco do estado pode ter o estado como avalista, os capitais próprios podem ser 0%...

Espreite o meu último post no «outramargem-alf» (as Rainhas), é capaz de lhe interessar

contradicoes disse...

Em relação à 1ª. parte do post com a qual concordo inteiramente, até porque basta-nos lembrar do golpe que deu a anterior administração do Millénium BCP, para concluirmos imediatamente que, com o aumento de capital que foi logo a seguir efectuado através da emissão de títulos para suprir os efeitos do mesmo que esta instituição tem pouco mais do que papel e nesta altura pouco vale. Quanto ao "el dorado" do mercado imobiliário, aquele que foi a galinha dos ovos de ouro da Banca, já foi chão que deu uvas. E tal como aconteceu noutros países o preço das casas está em queda e vai continuar a estar até porque já alguém conhecedor deste fenómeno havia escrito que deveria desvalorizar dentro dos próximos anos entre 35% a 40%. E é fácil de concluir tal possibilidade porque nesta altura a oferta é francamente superior à procura para além do agravamento significativo da situação económica da maioria dos portugueses.

Diogo disse...

Alf: «Onde foi buscar a ideia de que o cidadão tem de pagar o remanescente da dívida se a casa for vendida por um preço inferior ao desta? Nunca ouvi falar disso.»

Diogo: Informe-se, meu caro. O banco cativa-lhe 30% do ordenado até pagar a casa. E não pode pedir mais empréstimos nenhuns.


Alf: «No esquema actual, os bancos são obrigados a um capital próprio de uns 9% dos créditos que concedem, creio eu; no seu esquema, este capital próprio tem outro valor - 0%. De resto, o esquema será o mesmo e é um bom exemplo para mostrar como funcionam as coisas e como se gera riqueza virtual.»

Diogo: Errado Alf, os bancos utilizam o sistema de reservas fraccionais. Ou seja, emprestam muitas vezes mais do que aquilo que têm em depósito. Neste caso 910% dessa reserva mínima obrigatória. Na realidade cobram juros de dinheiro que não têm. Leia o link do Murray N. Rothbard no início do post.

Diogo disse...

Caro Contradições:

O que é certo é que os bancos estão a encher a mula à tripa forra com as subidas dos juros e dos empréstimos à habitação. Não conheço quase ninguém que não esteja a pagar mais 20, 30, 40, 50 contos por mês pela prestação da casa.

Quanto à queda da procura, não obstante alguma insanidade das construtoras, deve-se sobretudo ao brutal aumento das taxas de juro. Não acredito que os dois milhões de portugueses que vivem abaixo do limiar de pobreza não precisem de uma casa com um mínimo de condições. E aposto que a grande maioria não tem.

alf disse...

Diogo

"Diogo: Errado Alf, os bancos utilizam o sistema de reservas fraccionais. Ou seja, emprestam muitas vezes mais do que aquilo que têm em depósito. Neste caso 910% dessa reserva mínima obrigatória." Mas não foi isso que eu disse? Na realidade, para 9% de capitais próprios significa que eles 11 vezes a reserva, ou seja 1111%

Quanto às casas, estou admirado, pensei que a hipoteca é que respondia pelo empréstimo e já ouvi os tipos dos leilões das casas a dizerem que muitas vezes são as próprias pessoas que entregaram a casa ao banco que vão ao leilão compra-las mais barato. Mas voce é que é o sábio destas coisas, eu ando só a ver se entendo...

Diogo disse...

Alf,

John Kenneth Galbraith: «The process by which banks create money is so simple that the mind is repelled»

MONEY & BANKS - Posted By Striderus

Eis como a coisa se processa:

Consideremos um banco hipotético. Este banco tem dez depositantes que acabaram de depositar £500 cada um.

O banco deve-lhes £5,000 e tem £5,000 para liquidar o que deve (o banco guarda as £5,000 numa conta no Banco de Inglaterra – o que está na conta chama-se activos disponíveis).

John, um empresário, vem ao banco pedir um empréstimo de £5,000 para montar a sua empresa.

O empréstimo é concedido com base no reembolso em doze prestações mensais mais 10% de juro.

Uma conta nova no banco é aberta em nome de John. Está vazia, mas o banco permite a John levantar e gastar £5,000.

Os depositantes não são consultados acerca do empréstimo. Não lhes é dito que o dinheiro que eles depositaram já não está disponível – os montantes das suas contas não são reduzidas e transferidos para a conta de John.

Ao conceder este empréstimo, o banco aumentou as suas obrigações para £10,000. John tem direito a £5,000 e os depositantes ainda podem exigir os seus £5,000.

Se o banco tem agora obrigações no valor de £10,000, então como tem apenas £5,000 dos depósitos não está insolvente? De forma nenhuma:

O banco trata o empréstimo ao John como um activo, não como um passivo, no pressuposto de que John agora deve £5,000 ao banco.

A folha de balanço do banco mostra agora que o banco deve £5,000 aos seus depositantes, e que é credor de £5,000 de John. O banco criou para si próprio um novo activo de £5,000 sob a forma de uma dívida de John onde antes não existia nada. O banco está ainda solvente pelo menos em termos contabilísticos.

Nesta fase o banco está a apostar na hipótese de que à medida que John for gastando o dinheiro do seu empréstimo, os depositantes não vão levantar o dinheiro dos seus depósitos.

O banco teve as mãos completamente livres na criação deste empréstimo de £5,000 que, como veremos, representa «dinheiro» novo, onde nada existia antes. Foi feito com um golpe de caneta ou de umas teclas de computador.

A ideia de que os bancos criam dinheiro do nada e cobram juros para lucros privados pode parecer bastante repelente. Quem quer que fizesse isso seria acusado de fraude ou de falsificação.


Dinheiro novo na economia:

O empréstimo de John torna-se efectivamente «dinheiro» novo à medida que ele o vai gastando na sua empresa a pagar equipamentos, renda, salários, etc.

Este «dinheiro» novo é desta forma distribuído por outras pessoas, que o vão usar para pagar bens e serviços – e em breve estará a circular em toda a economia.

À medida que este dinheiro novo circula, irá parar inevitavelmente nas contas bancárias de outras pessoas.

Quando é depositado na conta de outra pessoa, constitui mais um depósito – John paga à sua secretária £100 e ela abre uma conta no nosso banco hipotético – o banco fica agora com £5,100 em depósitos.

Se considerássemos que os restantes £4,900 iriam ser depositados em contas do nosso banco hipotético, este ficaria então com £10,000 em depósitos sem ter tocado nos seus depósitos originais (£5,000). Na prática, muito desse novo dinheiro irá ser depositado em contas noutros bancos, mas de qualquer forma existem agora £5,000 de dinheiro novo em circulação.

Desta forma, todos os depósitos nos bancos são feitos a partir de dinheiro criado por empréstimos (excepto quando os depósitos são feitos em dinheiro-notas-moedas - cash)

Se você tiver £500 na sua conta no banco, o que acontece é que alguém como o John está em débito.

A chave para tudo isto é o facto de:

1 – Levantamentos em dinheiro constituem apenas uma minúscula percentagem do negócio bancário.

2 – Hoje em dia, os clientes dos bancos fazem quase todos os seus pagamentos entre si por cheque, débito directo ou transferência electrónica. As contas bancárias individuais são ajustadas alterando apenas alguns números em bases de dados em computadores – tal como as entradas contabilísticas. Nenhum dinheiro (notas-moedas – cash) muda de mãos. É tudo basicamente um processo contabilístico que acontece dentro do sistema bancário.

Zorze disse...

Diogo,

O exemplo está bom, mas, não é bem assim. Existem algumas falhas nas passagens do último exemplo.

Outro exemplo (real):
O banco A empresta €200.000 a outro banco B em dificuldades de suprir as suas responsabilidades. Na lógica do exemplo anterior, passariam a existir virtualmente €400.000. Só que na realidade, as coisas não se passam dessa forma. O banco A que emprestou ficou temporáriamente sem os €200.000 que espera ser ressarcido no tempo com juros. O banco B cobre algumas prestações urgentes e com o restante tenta captar depósitos para assim gerar dinheiro para ir pagando ao banco A e desenvolver o seu negócio. Só que para azar do banco B em certa medida para o banco A, começam a surgir boatos na praça pública que o banco B está em dificuldades. Como o pânico é algo incontrolável, os clientes depositantes do banco B acorrem a levantar os seus depósitos, que era sangue vital para conseguir recuperar. Mais grave, não capta novos depositantes, logo, começa a asfixiar lentamente. O banco A vai-se apercebendo que o banco devedor vai ter dificuldade de o ressarcir e passa a não mais financiá-lo e aumenta o seu nível de desconfiança. Se o banco B entra em incumprimento o banco A torna-se accionista e toma os passivos e activos do banco B. As perdas, que são reais, vão depender directamente da dimensão dos passivos do banco insolvente.

Voltando à questão dos £10.000 criados virtualmente. Não mais era que a emissão de novo papel moeda para cobrir o diferencial dos £5.000, originando a desvalorização da moeda. Para um País pequeno a desvalorização da moeda reflectia-se de forma bem visível na sua economia. Pois recebia menos pelas exportações e pagava mais pelas importações, tendo como consequência o desemprego. Ao criarem o Euro, juntando várias economias, essa desvalorização fica mais díluida e não tão nítida.

Abraço,
Zorze

Diogo disse...

Zorze, você está enganado.

Leia o texto de Murray N. Rothbard (no link) no princípio do post. Eele é um dos campeões do liberalismo. Portanto, insuspeito em relação à contrafacção dos bancos.

Zorze disse...

Diogo, não é bem assim. Alguns são, mas, existem falhas em algumas passagens. Isto dava para muita conversa.

Abraço,
Zorze

Mr Davicine disse...

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