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quinta-feira, setembro 11, 2014

Há males que vêm por bem... e que rendem lucros incomensuráveis aos complexos militar-industriais privados...



Nos últimos 200 anos a América só não esteve em guerra durante 5 anos.

Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 13 anos



A 11 de Setembro de 2001, «19 piratas do ar ao serviço da Al-Qaeda, organização terrorista chefiada por Bin Laden», conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta.

Após uma eternidade e dada a completa inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e fizeram implodir as duas torres gémeas e também conseguir implodir (por obra do espírito santo maometano) o edifício nº 7 do World Trade Center (um edifício de 47 andares e bastante mais largo que as Torres), onde não embateu qualquer avião. Todos os edifícios caíram exactamente na vertical tal como acontece nas implosões controladas. Outro avião sequestrado foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.



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Alguns dados da política americana imediatamente antes destes funestos acontecimentos:


PNAC (Project for the New American Century)


Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título:

"Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.


Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.


O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela poderosíssima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":



"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

Tradução: «Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»


Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".



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Zbigniew Brzezinski (Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA): "...pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [entre a população americana] sobre questões de política externa [desencadear guerras], a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

Tradução: "...pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [entre a população americana] sobre questões de política externa [desencadear guerras], a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."


Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation - a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano - previu numa conferência, com seis meses de antecedência, os atentados de 11 de Setembro de 2001 - "(...) bom, não discutindo agora se era realmente possível (pela Al.Qaeda) fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul (do WTC) e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)".

Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

Tradução: "Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 1,3 biliões (1.300.000.000.000) de dólares anuais, um aumento de cerca de 325% em treze anos. Será caso para dizer - abençoada Al-Qaeda!


Este gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até 2011, em milhares de milhões de dólares, demonstra os lucros pornográficos de que tem beneficiado o complexo militar-industrial norte-americano (desde o 11 de Setembro), e cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


Ironicamente, o Complexo Militar-Industrial Americano, devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro (tal como descrito no PNAC), tem tido ao longo dos últimos 13 anos excelentes motivos para esfregar as mãos de contente.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, até há pouco chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, ou melhor, no anedotário mundial, só encontra paralelo na série televisiva onde a todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelos agentes da C.O.N.T.R.O.L.E., cujo Ás era o inimitável Maxwell Smart. A diferença, é que no embuste do 11 de Setembro morreram de facto cerca de 2000 americanos.



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Os Estados Unidos possuem dezenas de agências secretas de informações: CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.


Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. Não existe atentado neste mundo que não tenha sido levado a cabo pela Al-Qaeda, por um grupo próximo da Al-Qaeda, por um bando com ligações à Al-Qaeda ou por uma associação que simpatiza com a Al-Qaeda. Os contínuos atentados perpetrados por toda esta malta terrorista, que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza visto chacinarem praticamente só cidadãos muçulmanos...

Em suma, os criminosos que estão à frente dos destinos dos Estados Unidos querem-nos fazer crer que duas dúzias de árabes, maltrapilhos, analfabetos e com armas de polichinelo, entraram pela América dentro e infligiram-lhe um golpe que poucas potências mundiais teriam capacidade de executar.

É necessário não esquecer que o complexo militar-industrial norte-americano está todo nas mãos de privados e que sem guerras não podem justificar aos contribuintes americanos os gastos gigantescos que eles são obrigados a pagar na compra de porta-aviões, mísseis de todo o tipo, aviões de caça, bombardeiros, tanques, metralhadoras, balas e toda a panóplia de armamento que eles produzem.




quarta-feira, setembro 11, 2013

Há males que vêm por bem... e que continuam a render os seus frutos...


Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 12 anos



A 11 de Setembro de 2001, 19 piratas do ar, ao serviço da Al-Qaeda chefiada por Bin Laden, conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta. Após uma eternidade e dada a inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e conseguiram fazer implodir as duas torres gémeas e também o edifício nº 7 do World Trade Center. Outro avião foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.


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Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.

Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela celebérrima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


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De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).

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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares anuais, um aumento de cerca de 120% em onze anos. Abençoada Al-Qaeda!

Gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até hoje, em milhares de milhões de dólares, que tem beneficiado enormemente o complexo militar-industrial norte-americano, cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


Ironicamente, o Complexo Militar-Industrial Americano, devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro, tem tido ao longo dos últimos 12 anos excelentes motivos para sorrir.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, até há pouco chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, só encontra paralelo na todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelo agente da C.O.N.T.R.O.L.E., Maxwell Smart.


À esquerda, o presidente George W. Bush em visita às instalações da CIA.
À direita, o famigerado Bin Laden, chefe da organização terrorista Al-Qaeda.



À esquerda, o agente Maxwell Smart e o chefe da C.O.N.T.R.O.L.E.
À direita, o famigerado Siegfried, chefe da organização terrorista K.A.O.S.

E se existe um paralelismo indesmentível entre a atual Al-Qaeda, chefiada pelo recentemente falecido Bin Laden, e a antiga K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried, já a organização onde trabalhava Maxwell Smart, a C.O.N.T.R.O.L.E., hoje está hoje desmultiplicada por inúmeras agências:

CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.

Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. Não existe atentado neste mundo que não tenha sido levado a cabo pela Al-Qaeda, por um grupo próximo da Al-Qaeda, por um bando com ligações à Al-Qaeda ou por uma associação que simpatiza com a Al-Qaeda . Os contínuos atentados perpetrados por toda esta malta terrorista, que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza visto chacinarem praticamente só cidadãos muçulmanos...


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Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los.

[...] Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?

segunda-feira, setembro 10, 2012

Há males que vêm por bem...


Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 11 anos



A 11 de Setembro de 2001, 19 piratas do ar, ao serviço da Al-Qaeda chefiada por Bin Laden, conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta. Após uma eternidade e dada a inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e conseguiram fazer implodir as duas torres gémeas e o edifício nº 7 do World Trade Center. Outro avião foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.


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Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.

Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela celebérrima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


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De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).

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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares anuais, um aumento de cerca de 120% em onze anos. Abençoada Al-Qaeda!

Gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até hoje, em milhares de milhões de dólares, que tem beneficiado enormemente o complexo militar-industrial norte-americano, cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


O Complexo Militar-Industrial Americano, ironicamente devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro, tem tido ao longo dos últimos 11 anos excelentes motivos para sorrir.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, só encontra paralelo na todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelo agente da C.O.N.T.R.O.L.E., Maxwell Smart.


À esquerda, o presidente George W. Bush em visita às instalações da CIA.
À direita, o famigerado Bin Laden, chefe da organização terrorista Al-Qaeda.



À esquerda, o agente Maxwell Smart e o chefe da C.O.N.T.R.O.L.E.
À direita, o famigerado Siegfried, chefe da organização terrorista K.A.O.S.

E se existe um paralelismo indesmentível entre a atual Al-Qaeda, chefiada pelo recentemente falecido Bin Laden, e a antiga K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried, já a organização onde trabalhava Maxwell Smart, a C.O.N.T.R.O.L.E., hoje está hoje desmultiplicada por inúmeras agências:

CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.

Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. A Al-Qaeda reivindicou 163 atentados cometidos no Iraque entre o final de junho e meados de julho de 2012. Só ontem (9/9/2012), cometeram nesse país atentados que causaram mais de 90 mortos e cerca de 400 feridos. Para uma organização terrorista que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza que se mostrem tão assanhados em chacinar tantos cidadãos muçulmanos...


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Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los.

[...] Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?

sábado, setembro 11, 2010

Há males que vêm por bem...

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Faz hoje 9 anos que aconteceram os atentados do 11 de Setembro de 2001


Em Setembro de 2000, poucos meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses").


Paul Wolfowitz, Dick Cheney e Donald Rumsfeld

O vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld adoptaram o projecto PNAC antes das eleições presidenciais de 2000.

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo estrangular qualquer potencial "rival" ou qualquer alternativa viável à visão americana de uma economia de mercado”.

O projecto do PNAC também esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalizador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-indústrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento anual americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares, um aumento de cerca de 120% em nove anos. Abençoado Bin Laden!

O Complexo Militar-Industrial Americano, graças ao evento catastrófico e catalizador do 11 de Setembro, tem excelentes motivos para sorrir.

O diagrama seguinte é perfeitamente explícito: as empresas da defesa controlam as televisões, rádios, jornais e, portanto, as campanhas políticas. Estas, por sua vez, fazem eleger para presidentes, senadores e congressistas, os homens de mão da indústria da defesa. Estes agentes, por seu turno, votam sucessivos aumentos nos orçamentos da Defesa. E quando perante a opinião pública se torna impossível justificar tais aumentos em tempo de paz, organizam-se imaginativos eventos catastróficos e catalizadores:

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terça-feira, setembro 15, 2009

Dirigentes políticos e oficiais de topo dos Estados Unidos colocam em causa o Relatório da Comissão do 11 de Setembro


Questões sobre o 11 de Setembro de 2001

[Tradução minha]

Muitos respeitados altos funcionários militares, dos serviços de informações, e do Governo americano expressaram críticas significativas ao Relatório da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro. Alguns alegam mesmo cumplicidade do Governo nos terríveis acontecimentos de 11 de Setembro de 2001. Abaixo encontram-se as declarações mais reveladoras sobre este assunto vital de alguns dos principais altos funcionários com os respectivos links para verificação e investigação adicional.

As vozes colectivas destes respeitados altos funcionários, bem como mais de 100 respeitados professores, mais de 200 pilotos e profissionais da aviação, e centenas de arquitectos e engenheiros dão credibilidade à afirmação de que o Relatório da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro está tragicamente viciado. Estes dedicados indivíduos provenientes do todo o espectro político não são crentes irresponsáveis de uma qualquer teoria da conspiração sobre o 11 de Setembro. A sua preocupação sincera, suportada por décadas ao serviço do seu país, demonstra que a crítica ao Relatório da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro é não apenas razoável e responsável, mas é de facto um dever patriótico.

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Ex-Presidente de Itália - Francesco Cossiga


Francesco Cossiga – Presidente de Itália, 1985-1992. Foi Primeiro-Ministro, Sub-secretário da Defesa e Presidente do Senado Italiano.

Artigo no Corriere della Sera, 30/11/07: O Sr. Cossiga comentando sobre um alegado novo vídeo de Osama bin Laden: "A não autenticidade do vídeo é reforçada pelo facto de Osama bin Laden ter nele 'confessado' que a al-Qaeda foi responsável pelos ataques de 11 de Setembro às Torres Gémeas em Nova Iorque. Contudo, todas as regiões democráticas da América e da Europa, com o centro-esquerda italiano na linha da frente, sabem agora muito bem que o terrível ataque foi planeado e executado pela CIA Americana e pela Mossad… para incriminar falsamente os países árabes e para convencer as potências ocidentais a intervirem no Iraque e no Afeganistão."

Biografia

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Senador Max Cleland


Senador Max Clelandex-membro da Comissão do 11 de Setembro, demitiu-se em Dezembro de 2003. Foi senador pelo estado da Geórgia de 1996 a 2002. Actualmente faz parte do conselho de administração do Export-Import Bank dos Estados Unidos. Foi administrador da U.S. Veterans [organização americana de ajuda a veteranos de guerra] de 1977 a 1981. Foi galardoado com a Estrela de Prata e a Estrela de Bronze pelo exército americano no Vietname.

Artigo no Boston Globe a 13 de Novembro de 2003 - Max Cleland: "Se esta decisão se mantiver [limitar o acesso da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro aos documentos da Casa Branca], eu, como membro da Comissão, não serei capaz de encarar nenhum americano nos olhos, especialmente os membros das famílias das vítimas, e afirmar que a Comissão teve acesso completo à documentação. Esta investigação está agora comprometida."

Max Cleland num artigo no Boston Globe a 21 de Novembro de 2003: Quanto à Comissão do 11 de Setembro: "É um escândalo nacional."

Max Cleland demitiu-se da Comissão do 11 de Setembro em Dezembro de 2003.

Transcrição áudio da sua entrevista a 23 de Março de 2004: "Qualquer dia teremos de saber a história completa porque a questão do 11 de Setembro é demasiado importante para a América. Mas esta Casa Branca quer encobri-la."

Biografia: Biblioteca do Congresso

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Louis Freeh, ex-Director do FBI


Louis Freeh – Director do FBI de 1993 a 2001. Ex-juíz do Tribunal Regional dos Estados Unidos do Distrito Sul de Nova Iorque, nomeado pelo Presidente George H. W. Bush (Bush pai). Ex-vice-procurador dos Estados Unidos em Nova Iorque. Ex-agente do FBI. Ex-oficial do Exército do Estados Unidos.

No Wall Street Journal de 17 de Novembro de 2005: "Até o mais inexperiente investigador saberia imediatamente pelo nome e pela foto da identificação do chefe dos piratas, Mohammed Atta, em 2000, que esta é precisamente a táctica que o FBI empregou muitas vezes para prevenir ataques e prender terroristas. E no entanto a Comissão do 11 de Setembro concluiu inexplicavelmente que tal 'não era historicamente significante'. Esta conclusão espantosa – combinada com o fracasso de investigar Able Danger [um programa secreto militar e de informações criado para desenvolver um plano de campanha contra o terrorismo transnacional "especialmente a al-Qaeda"] e incorporar as suas descobertas – levanta sérios desafios à credibilidade da Comissão e, se os factos se provarem, podem tornar o trabalho da Comissão do 11 de Setembro totalmente irrelevante. Não admira que as famílias das vítimas do 11 de Setembro se sintam ultrajadas por estas revelações e tenham pedido a constituição de uma nova Comissão."

Biografia - FBI Website

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General Albert Stubblebine


General Albert Stubblebine, reformado do exército dos Estados Unidos – Comandante General dos Serviços de Informações do Exército e do Comando de Segurança (INSCOM), 1981 – 1984. Comandou igualmente o Centro de Informações do Exército dos Estados Unidos. Ex-director da Interpretação de Imagem para o Serviço de Informações Científicas e Técnicas. Uma carreira de 32 anos no Exército. Nomeado em 1990 para o Military Intelligence Hall of Fame (por excepcionais serviços para os Serviços de Informações Militares).

Vídeo: "Um dos meus trabalhos no Exército era estar à frente do Serviço de Interpretação de Imagem para o Serviço de Informações Científicas e Técnicas do Exército. Eu media peças do equipamento soviético a partir de fotografias. Era o meu trabalho. Mas olho para o buraco no Pentágono e para o tamanho do avião que é suposto ter embatido no Pentágono. E afirmo, 'O avião não cabe naquele buraco'. Então o que é que atingiu o Pentágono? O que foi? Onde está? O que é que se passa?"

Biografia

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Coronel Robert Bowman


Coronel Robert Bowman, doutorado, reformado da Força Aérea dos Estados Unidos – Director do Desenvolvimento de Programas Espaciais Avançados sob a presidência de Ford e Carter. Piloto de caça da Força Aérea, mais de 100 missões de combate, doutorado em Aeronáutica e Engenharia Nuclear.

Vídeo: "Uma data de peças de informação, tomadas em conjunto, provam que a história oficial... do 11 de Setembro é um monte de palermices... É impossível... Existe um segundo grupo de factos que têm a ver com encobrimento. Tomadas em conjunto estas coisas provam que os altos escalões do nosso Governo não querem que nós saibamos o que se passou. Quem ganhou com o 11 de Setembro? Quem escondeu informação crucial? E quem é que divulgou história falsas a propósito do 11 de Setembro em primeiro lugar? Considero este caso perfeitamente claro e que os autores foram indivíduos colocados nos mais altos cargos desta Administração com Dick Cheney aos comandos. Penso que a coisa mais simpática que podemos dizer de George W. Bush e de todo as pessoas do Governo dos Estados Unidos que estiveram metidos neste encobrimento massivo... é que estavam a par dos ataques iminentes e deixaram-nos acontecer. Mas até isso é alta traição e conspiração para cometer assassínio."

Biografia

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Raymond L. McGovern


Raymond L. McGovern – Ex-presidente do Serviço Nacional de Avaliação de Informação da CIA. Responsável pelos relatórios diários aos Presidentes Ronald Reagan e George H.W. Bush. 27 anos de trabalho na CIA. Ex-Oficial dos Serviços Secretos do Exército.

Vídeo: "Penso simplesmente que houve um encobrimento. O Relatório do 11 de Setembro é uma anedota. A questão é: O que é que está a ser escondido? Uma péssima actuação, uma grande negligência? Agora existe uma enorme quantidade de coisas por responder. E a razão porque não estão respondidas é porque esta Administração não responderá às questões. Este é o ponto-chave para mim; tal como Hitler em 1933 explorou cinicamente o incêndio no edifício do parlamento, o Reichstag, isto foi exactamente o que o nosso Presidente fez ao explorar o 11 de Setembro. A forma cínica como ele jogou com o nosso trauma, usando-o para justificar um ataque, fazer uma guerra de agressão contra um país que ele sabia não ter nada ver com o 11 de Setembro. Isso basta-me. É certamente um crime de que pode ser acusado."

Biografia

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Capitão Russ Wittenberg


Capitão Russ Wittenberg, Força Aérea dos Estados Unidos – Ex-piloto de caça da Força Aérea, mais de 100 missões de combate. Piloto comercial na Pan Am e na United Airlines durante 35 anos. Já tinha pilotado os dois tipos de aviões da United que foram pirateados a 11 de Setembro de 2001.

Artigo: "'A história que o Governo nos contou sobre o 11 de Setembro é um disparate completo'. Russ Wittenberg argumentou convincentemente que não havia absolutamente qualquer possibilidade do avião nº77 'ter descido dois mil metros em dois minutos, fazendo ao mesmo tempo, inclinado, uma volta de 270 graus antes de embater no primeiro andar do Pentágono.'

'Para um tipo simplesmente saltar para o cockpit e pilotar como um ás é impossível,' disse Wittenberg, relembrando que quando ele passou dos Boeings 727 para os altamente sofisticados 737 e 767, levou-lhe um período considerável para se sentir confortável a pilotá-los."

Entrevista Áudio em 16/9/2004: "[O avião nº 77] não podia ter voado às velocidades que eles dizem sem ter entrado em perda de sustentação. O avião não pode ir tão depressa se se começar essa manobras a ângulos tão inclinados. Imaginar que este alegado avião fez estas manobras com um amador a pilotar é simplesmente ridículo."

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De forma a não tornar demasiado longo este post, foram incluídas apenas oito de mais de 50 testemunhas governamentais e militares que colocam em causa a versão oficial do 11 de Setembro. Para a lista completa aceda AQUI.
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sábado, março 22, 2008

Outra «brincadeira» de Cheney & CIA, agora deste lado do Atlântico?




Diário de Notícias - 21/3/2008

«A Europa está atenta às novas mensagens de Ussama ben Laden e mantém-se vigilante face a uma ameaça terrorista que é permanente. Numa cassete de áudio divulgada na quarta-feira à noite por uma organização americana que vigia os sites de grupos islamitas radicais, a SITE, uma voz atribuída ao número um da Al-Qaeda diz que a Europa deve ser castigada por causa da publicação das caricaturas de Maomé

«Actualmente pode haver uma ameaça acrescida por parte de militantes extremistas no estrangeiro contra interesses dinamarqueses...»

«As mensagens de Ussama ben Laden, para a França, mostram que a ameaça terrorista é permanente...»

«A Itália, por seu lado, está a levar muito a sério as acusações feitas naquela cassete de cinco minutos, nomeadamente as que são dirigidas ao Papa Bento XVI...»

«Na Alemanha o Ministério do Interior lembrou que o país se mantém na mira do terrorismo...»


«A cassete de Ben Laden, que diz que "a resposta será aquilo que verão e não o que ouvirão", poderá ter mais que ver com o aniversário do profeta Maomé do que com os cinco anos da guerra do Iraque. "No dia 12 do terceiro mês islâmico [quarta-feira à noite para os não muçulmanos] assinala-se o nascimento e também o falecimento do profeta", explicou ao DN o xeque Zabir Edriss.»


Comentário:

Seis anos e meio depois do 11 de Setembro, Cheney prepara o assalto ao Irão com um atentado de igual envergadura na Europa?



segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Parlamento japonês acusa a Administração Bush de estar por detrás dos atentados de 11 de Setembro de 2001


Atentados de 11 de Setembro de 2001

O Parlamento japonês faz perguntas



Por senador Yukihisa Fujita

No dia 11 de Janeiro de 2008, os telespectadores japoneses tiveram o privilégio de assistir em directo a uma surpreendente audiência senatorial: o presidente de uma comissão parlamentar chamou à parte o Primeiro-Ministro, os ministros dos Negócios Estrangeiros, das Finanças e da Defesa, com o intuito de lhes fazer constatar que, seis anos depois dos atentados de 11 de Setembro, eles continuavam a não conseguir explicar os factos nem a poder confirmar se os atentados tinham sido comandados a partir de uma gruta afegã. Esse crime de lesa majestade do império é aqui reproduzido na íntegra.

Transcrição integral das audiências realizadas pela Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Alta Câmara japonesa por ocasião dos debates sobre a nova lei antiterrorista e o comprometimento japonês ao lado dos Estados Unidos no Afeganistão.

Audiências do dia 11 de Janeiro de 2008 da Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Câmara dos Conselheiros (Senado), Dieta do Japão (Parlamento).




Conselheiro Yukihisa Fujita: Eu queria falar sobre as origens da "Guerra contra o terrorismo." Estará com certeza lembrado que eu, em Novembro passado, perguntei se o terrorismo constituía uma guerra ou um crime. A "Guerra contra o terrorismo" começou a seguir aos atentados de 11 de Setembro. O que eu desejo saber é se esses atentados foram ou não cometidos pela Al-Qaeda?

Até agora, tudo o que o governo disse foi que acreditava na responsabilidade da Al-Qaeda porque foi o que a Administração Bush lhe transmitiu. Nós não vimos nenhuma prova real da culpabilidade da Al-Qaeda. Por essa razão, eu gostaria de saber por que é que o Primeiro-Ministro pensa que os Talibãs são responsáveis pelo 11 de Setembro? Gostaria de saber isso, porque o Primeiro-Ministro era secretário do Chefe de Gabinete [1] nessa altura.


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Depois desses atentados, comunicámos com o governo americano, e com outros governos a níveis diferentes, e foram trocadas informações.

Segundo informações secretas obtidas pelo nosso governo, e tendo em conta os relatórios reunidos por outros governos, os atentados de 11 de Setembro foram realizados pela organização terrorista internacional conhecida pelo nome de Al-Qaeda.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Assim está a evocar simultaneamente informações secretas e públicas. A minha questão é: terá o governo japonês conduzido o seu próprio inquérito com a ajuda da polícia e de outros recursos? Trata-se de um crime, portanto, um inquérito tem que ser feito.

Quando um jornalista foi morto no Mianmar, o governo conduziu o seu próprio inquérito. Dado que 20 japoneses foram mortos no dia 11 de Setembro, pergunto: será que o governo actuou da mesma forma efectuando o seu próprio inquérito e decidiu que a Al-Qaeda era responsável? Que tipo de inquérito é que fizeram? Na altura, o senhor era o secretário do Chefe de Gabinete, estava na melhor posição. O que é feito desse inquérito?


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Depois dos ataques, a Agência da Polícia Nacional enviou a Nova Iorque uma equipa antiterrorista de urgência, que se reuniu com as autoridades americanas e recolheu junto destas informações sobre os japoneses desaparecidos.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Então, o que está a dizer é que pelo menos 20 japoneses foram vítimas desse crime e trabalhavam em Nova Iorque. Também havia japoneses nos aviões caídos. Eu gostaria de saber o número exacto de mortos nas torres e dentro dos aviões.

Será que isso pode ser confirmado? Gostaria de obter uma resposta do Ministro dos Negócios Estrangeiros.


Masahiko Komura, Ministro dos Negócios Estrangeiros: Nós encontrámos os corpos de uma dúzia de vítimas japonesas dos ataques de 11 de Setembro. Fomos também informados pelas autoridades americanas da morte de 11 outras pessoas. Isso perfaz um total de 24 vítimas japonesas, 2 das quais morreram nos aviões.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Gostaria de perguntar em que voos é que se encontravam as duas vítimas japonesas e como é que tiveram a garantia da sua identidade. Se o ministro dos Negócios Estrangeiros não souber, a resposta de um colaborador será suficiente.


Ryoji Tanizaki, chefe de divisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros: Uma vez que nos interpelam sobre os factos, eu vou responder. Tal como disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, entre as 24 vítimas, duas estavam a bordo dos aviões. Uma delas a bordo do voo 93 e outra a bordo do voo 11 da American Airlines.

Como é que nós sabemos isso? Pois bem, não tive essa informação à frente dos olhos, mas as autoridades americanas confirmaram-nos isso, e, em geral, eles fazem testes de ADN. Foi assim que fomos informados sobre a identidade dessas pessoas.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Então diz que não sabe porque não tem documentos. Também diz que pensa que foram feitos testes de ADN, mas não tem a certeza. O que eu quero hoje dizer aqui é que estamos perante um crime e os crimes devem dar lugar a inquéritos.

O governo deve manter informadas as famílias das vítimas dos resultados do seu inquérito. Além disso, em vez de apenas se comemorar anualmente o aniversário de 11 de Setembro, deveriam ser recolhidas informações e para se poder agir em conformidade. Ao longo destes seis últimos anos, alguma vez forneceram informações às famílias das vítimas? Gostaria que fosse o Ministro dos Negócios Estrangeiros a responder.


Masahiko Komura, ministro dos Negócios Estrangeiros: Agora já não pergunta como confirmámos a morte dos japoneses, mas quer saber que informações demos às famílias das vítimas. Nós fornecemos informações sobre os corpos e sobre o fundo de compensação. Quanto aos 13 japoneses cujos restos mortais foram encontrados, ajudámos as famílias a tratar deles. E em cada aniversário, suportamos financeiramente os custos da visita das famílias ao sítio do World Trade Center.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Não tenho muito tempo. Falemos agora de todas as informações que foram dissimuladas e de todas as dúvidas que toda a gente tem sobre o dia 11 de Setembro. Muitos cépticos são pessoas influentes. Em tais circunstâncias, penso que o governo japonês, que afirma que os atentados foram perpetrados pela Al-Qaeda, deveria fornecer essas novas informações às famílias das vítimas.

Neste contexto, gostaria de fazer algumas perguntas. Gostaria de pedir a todos os membros desta assembleia para olharem para as fotografias e as imagens que vos forneci. Elas constituem provas concretas, sob a forma de fotografias e de outros elementos de informação.

Na primeira fotografia, uma simulação informática mostra como era grande o avião que embateu contra o Pentágono. Um 757 é um avião bastante volumoso, com uma largura de 38 metros. Como podem observar, ainda que tenha sido um avião volumoso a embater contra o Pentágono, existe apenas um buraco demasiado pequeno para ter sido esse avião. Nessa fotografia vemos os bombeiros a trabalhar e nenhum estrago do tipo daquele que um avião desse tamanho poderia ter provocado.

Vejam a relva e notem que não existe nenhum fragmento do avião. Vejamos a terceira fotografia – igualmente do Pentágono – retirada a partir de uma reportagem televisiva norte-americana. O texto explica que o telhado do Pentágono está intacto. Ainda que se suponha que um grande avião embateu lá, os destroços não correspondem. Passemos à fotografia seguinte que mostra um buraco. Como o Ministro Komura sabe, o Pentágono é um edifício bastante sólido e tem muitas paredes.


No entanto, o avião conseguiu atravessá-las. Mas como sabem, os aviões são feitos de materiais muito leves. Um avião feito com esses materiais não poderia ter feito um buraco como esse.

Agora vejam uma fotografia que mostra como o avião embateu no edifício. O avião deu meia volta, evitou os escritórios do Ministério da Defesa, para atingir a única parte do Pentágono que tinha sido reforçada para resistir ao ataque de uma bomba. No meio da página 5, podemos ler o comentário de um responsável da US Air Force:

"Eu pilotei os tipos de avião utilizados no dia 11 de Setembro e não posso acreditar que tenha sido possível, para alguém que pilote um pela primeira vez, conseguir fazer tal manobra."

Como sabem não foram encontradas as caixas negras da maioria dos aviões. Havia mais de 80 câmaras de segurança no Pentágono, mas eles recusaram reproduzir a maioria das sequências de vídeo. Como podem constatar, não existe imagem alguma do avião ou dos seus destroços nas fotografias. É muito estranho que nenhuma dessas imagens nos tenha sido mostrada. Como sabem, as forças de defesa japonesas têm o seu quartel-general em Ichigaya. Conseguem imaginar que uma hora depois de um avião atingir uma cidade como Nova Iorque, um outro possa ainda ter atingido o Pentágono? Numa situação como essa, como é que os nossos aliados podem ter deixado acontecer tal ataque? Gostaria que o ministro da Defesa respondesse.


Shigeru Ishiba, ministro da Defesa: Eu não preparei nada, terei de improvisar. Se tal acontecesse, a Defesa enviaria caças para abater o avião. O Tribunal Constitucional alemão fez leis sobre isso. No caso do Japão, a nossa reacção dependeria do tipo de avião, das pessoas que estivessem no seu comando e das suas intenções. No entanto, segundo as nossas leis, seria difícil ordenar o abate de um avião porque ele voava a baixa altitude. Enviaríamos provavelmente forças de defesa que voariam junto a ele e pediríamos uma decisão ao Gabinete. Se o avião tivesse muita gente a bordo, teríamos de debater que acção empreender.

Isso aconteceu há muito tempo quando um Cesna embateu contra a casa de uma pessoa chamada Yoshio Kodama [2]. Também houve um caso de um voo da companhia All Japan Airlines que foi desviado e cujo piloto foi morto.Seria melhor que nunca acontecesse nada disso, mas teremos de preparar novas leis para essas situações e debatê-las no Parlamento.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Como temos pouco tempo, gostaria de apresentar uma nova prova. Queiram ver este painel. A primeira fotografia é uma daquelas que vemos frequentemente, das duas torres que foram atingidas pelos aviões desviados. Eu poderia compreender que isso acontecesse imediatamente após os aviões terem embatido, mas aqui nós vemos grandes pedaços de materiais a percorrer uma grande distância no ar. Alguns foram projectados a 150 metros. Aqui vêem-se objectos a voar como se tivesse havido uma explosão.

Vejam esta fotografia extraída de um livro. Ela mostra a que distância os objectos foram projectados. A terceira fotografia tem um bombeiro que participou nas operações de socorro. Ele fala de uma série de explosões dentro do edifício que pareciam tratar-se de uma demolição profissional. Não podemos passar vídeos hoje e então eu traduzi o que diz o bombeiro: "ouvia-se um bum, bum, como se fossem barulhos de explosões".

Uma equipa japonesa constituída por membros oficiais do serviço de bombeiros do Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes [3] interrogou uma sobrevivente japonesa que disse que enquanto fugia ouviu explosões. Este testemunho figura num relatório redigido com o apoio do serviço de bombeiros do Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes.

Agora, gostaria de vos mostrar a imagem seguinte. Normalmente, diz-se que as torres gémeas (WTC1 e 2) se desmoronaram porque foram atingidas por aviões. No entanto, a um quarteirão das torres gémeas encontrava-se a torre n.º 7 (WCT7). Podemos ver neste mapa que ela se encontrava num pequeno grupo de casas ladeadas por ruas. Esta torre desmoronou-se 7 horas depois do ataque às torres gémeas. Se eu vos pudesse mostrar um vídeo seria fácil de compreender, mas olhem para esta fotografia.


É um edifício de 47 andares que caiu desta maneira. A torre desmoronou-se em 5 ou seis segundos. É quase a mesma velocidade a que cai um objecto no vazio. Esta torre cai como o que poderiam ver num espectáculo de Kabuki. Para além disso, ela cai conservando a sua forma geométrica. Lembrem-se que ela não foi atingida por um avião. Deveriam perguntar-se se uma torre se desmorona daquela maneira por causa de um incêndio de sete horas.

Temos aqui uma cópia do Relatório da Comissão de Inquérito do 11 de Setembro. É um relatório publicado pelo governo americano em Junho de 2004, no entanto, não é aí mencionado o desmoronamento de que vos acabo de falar. Não é mencionado em parte alguma do relatório. O FEMA publicou igualmente um relatório mas omitiu igualmente essa torre [WTC7]. Muita gente pensa que há algo de estranho, principalmente depois de ter tido conhecimento da história da torre n.º 7. Como se trata de um acidente em que morreram numerosas pessoas, todas as pistas deveriam ser estudadas.

Temos pouco tempo, mas ainda gostaria de mencionar as opções de venda [venda de acções suspeitas antes do dia 11 de Setembro]. Precisamente antes dos ataques no dia 11, nos dias 6, 7 e 8, houve investimentos de opções sobre as acções das duas companhias aéreas [American e United Airlines] que foram desviadas pelos piratas. Houve igualmente opções de venda sobre Merril Lynch, um dos maiores locatários do World Trade Center. Por outras palavras, alguém sabia que tinha de especular e apostar na baixa dessas acções para fazer fortuna.

Ernst Welteke, presidente do Deutschen Bundesbank, na época, o equivalente do governador do banco no Japão, disse que havia muitos factos que provavam que as pessoas implicadas nos ataques beneficiaram de informações confidenciais. Ele disse que houve muitas negociações suspeitas que envolveram sociedades financeiras antes dos atentados. O presidente do banco central alemão queria que isso se soubesse. Gostaria de interrogar o Ministro das Finanças sobre essas opções de venda. O governo japonês estava ao corrente disso? O que pensa sobre isto? Gostaria de interrogar o ministro Nukaga sobre o assunto.


Fukushiro Nukaga, ministro das Finanças: Eu estava em Burquina Faso, na África, quando ouvi falar do acidente. Decidi voar directamente para os Estados Unidos mas quando cheguei a Paris, disseram-me que não havia mais voos para os Estados Unidos. Só mais tarde ouvi o que ia sendo relatado sobre esses acontecimentos.

Sei que existem vários relatórios sobre os pontos que focou. Daí termos tornado obrigatório que as pessoas forneçam uma ID [identificação] para transacções fiáveis ou suspeitas, e decretámos também que o financiamento das organizações terroristas é um crime. Em todo o caso, o terrorismo é uma coisa horrível e deve ser condenado. O terrorismo não pode ser parado por um só país, é necessário toda a comunidade internacional.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Gostaria de interrogar o especialista financeiro Assao para saber mais sobre as opções de venda. Um grupo de indivíduos tem de dispor de montantes altos de dinheiro, de informações confidenciais e de uma especialização financeira para que tal coisa se realize. Será possível que alguns terroristas no Afeganistão e no Paquistão realizem um conjunto de transacções tão sofisticadas e em tão grande escala? Gostaria que respondesse o senhor Assao.


Conselheiro Keiichiro Asao: As opções de venda são uma aposta de venda das acções a um certo preço num certo momento. Neste caso, alguém deve ter tido informações confidenciais para efectuar esse tipo de transacção porque, normalmente, ninguém pode prever que aviões dessas companhias aéreas vão ser desviados. Consequentemente, creio que se tratou de um caso de delito de iniciados.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Senhor Primeiro-Ministro, o senhor era secretário do Chefe de Gabinete na altura, e como alguém revelou, foi um acontecimento com o qual a humanidade nunca tinha sido confrontada. Parece que agora circulam mais informações do que nos meses que se seguiram aos atentados.

Actualmente, vivemos na sociedade da Internet e do visual, essas informações são tornadas públicas, se olharmos para a situação, para o ponto de partida destas duas leis, para o ponto de partida da própria "Guerra contra o terrorismo", vemos que, como pudestes constatar a partir das informações que apresentei, ela não deu lugar a um inquérito ou análise séria. Penso que o governo não inquiriu convenientemente, nem pediu explicações ao governo norte-americano.

Ainda não começámos a reabastecer de carburante os navios norte-americano, por isso, penso que deveríamos voltar ao início, e não confiarmos cegamente nas explicações do governo norte-americano, nem nas informações indirectas que eles nos dêem. Existem demasiadas vítimas, penso, por isso, que temos de retomar o assunto desde o seu início. Devemos perguntar-nos quem são as verdadeiras vítimas da "Guerra contra o terrorismo". Penso que são os cidadãos do mundo que são as vítimas. Aqui, no Japão, temos pensões para as vítimas do sangue contaminado pela hepatite C que desaparecem, mas tudo o que apresentei, hoje aqui, se baseia em factos e provas verificáveis.

Falemos das caixas negras evaporadas, dos aviões evaporados, dos restos evaporados.
Muitos destroços de edifícios também desapareceram. Mesmo a FEMA [4] disse que isso a impediu de investigar convenientemente. Temos de olhar para estas provas e perguntar-nos o que é verdadeiramente esta "Guerra contra o terrorismo".

Vejo que os senhores ministros concordam, mas gostaria de fazer uma pergunta ao Primeiro-Ministro Fukuda. Por favor, olhe para mim. Ouvi dizer que quando o senhor ministro era chefe de gabinete do ministro na altura, notou coisas estranhas relativamente a estes atentados. Não lhe ocorreu que se passava algo de estranho?


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Eu nunca disse que pensava que era estranho.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Senhor Primeiro-Ministro, donde vem a origem da "Guerra contra o terrorismo" e da ideia de que é justo ou não participar nela? Existe realmente uma razão para se participar nessa "Guerra contra o terrorismo?" Temos, nós, realmente necessidade de participar nela? Gostaria ainda de perguntar como se luta verdadeiramente contra o terrorismo.


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Com base nas provas que nos foram fornecidas pelo governo americano, acreditamos que os atentados de 11 de Setembro foram perpetrados pela Al-Qaeda. Temos de pôr um fim a esse terrorismo da Al-Qaeda. É por essa razão que a comunidade internacional está unida na luta contra o terrorismo.

No que toca a uma lei votada pelo vosso próprio Partido Democrata, no ano passado, que se baseia na resolução 1368 das Nações Unidas – uma resolução votada como resposta aos atentados terroristas contra os Estados Unidos –, vocês votaram nessa lei que estava de acordo com essa resolução, não é assim?



Conselheiro Yukihisa Fujita: Tem noção dos corpos e dos factos que estão por detrás da resolução? Pois é essa a razão pela qual o senhor afirma ter de participar na "Guerra contra o terrorismo". Creio que para se meter um fim ao terrorismo, nós devíamos votar uma lei para ajudar de facto as populações do Afeganistão. Gostaria que o senhor Inuzuka nos falasse da lei e da luta contra o terrorismo.


Conselheiro Tadashi Inuzuka: Entre os numerosos problemas levantados pelo conselheiro Fujita, aquele com o qual nos devemos preocupar mais... é que os afegãos possam viver em paz. Está no centro da questão da luta contra o terrorismo. Se não debatermos esse problema e nos contentarmos apenas em dispor da gasolina, sem pensar na situação global, nem nas pessoas envolvidas, o debate em torno desta lei não terá sentido. Essa lei deverá ser feita pela paz e pela segurança no Afeganistão. O nosso país deve votar uma lei antiterrorista.



O vídeo original desta audiência, legendado em inglês, pode ser visionado em oito módulos sucessivos:

http://www.youtube.com/watch?v=Oq4_07FmCyA

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Notas

[1] No Japão, o secretário do Chefe de Gabinete (naikaku shokikancho) ocupa uma posição ministerial. Ele é simultaneamente o porta-voz do governo e o secretário do Conselho de Ministros. O actual Primeiro-Ministro, Yasuo Fukuda, exerceu essa função junto dos Primeiros-Ministros sucessivos Yoshiro Mori e Junichiro Koizumi durante 1289 dias, recorde absoluto na história do país.
[2] Ver "Yoshiro Kodama, le yakusa de la CIA", por Denis Boneau, Réseau Voltaire, 8 de Setembro de 2004.
[3] No Japão, o serviço de bombeiros está ligado ao MLIT, o poderoso Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes (Kokudo Ko-tsu-sho-), a mais vasta administração do país.
[4] A FEMA (Federal Emergency Management Agency) é a agência estado-unidense de gestão de situações de crise.

Artigo copiado de AvenidadaLiberdade.org. Tradução de RM.