quarta-feira, janeiro 17, 2007

A Economia devia servir o Homem e não o contrário

No Quintus

Agostinho da Silva: "Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira"

Agostinho critica aqui as Economias modernas em que o Lucro substituiu o objectivo inicial da actividade económica humana e que era o de suprir as necessidades básicas… Bem pelo contrário, a Economia hoje vive das necessidades supérfluas, já que no Mundo Desenvolvido as Básicas estão já satisfeitas, e que o Mundo em Desenvolvimento não interessa ao mundo da Nova Economia, a não ser na medida em que lhe possa providenciar mão-de-obra muito barata ou consumidores passivos e não-produtores.

Para Agostinho, a Economia devia servir o Homem e não servir-se deste. O tempo do Homem é demasiado precioso para ser gasto a “Trabalhar” em actividades repetitivas, cansativas e intelectualmente desestimulantes… Para quebrar essas cadeias, o Homem têm que se libertar das prisões de produção (fábricas, escritórios e campos) e deixar estas tarefas às máquinas e permitir que a cibernética e a robotização ocupem todos os lugares mecânicos e entediantes… Mas para que isso suceda sem criar espantosos e impossíveis de suster níveis de Desemprego Estrutural, há-que mudar o próprio tecido da Economia

15 comentários:

Fragil disse...

Mudar o próprio tecido da Economia… - A questão é como?

xatoo disse...

"Há que mudar"
pois há - e qual é o "motor" para a mudança? (esta é pró Biranta)
isto já dura desde a Parábola dos Talentos:
"E àquele que tem dar-se-lhe ainda mais. E àqueles que não têm nada, até aquilo que eles parecem ter lhes será retirado"
Mateus, 25:29

Veliberalino disse...

É pá, mudem lá tudo o que quizerem. Mas não mudem o cozido à portuguesa nem o bacalhau à lagareiro, por favor!

Basílio disse...

Agostinho da Silva - esse sim, um Grande Português!!!

luikki disse...

claro que a canalha no poder, no rectângulo ou lá fora, finge que não percebe as posições qua agostinho defendia....
e, como diz o basilio, nem sequer o comum dos cidadãos o reconhece como o maior....

Flávio Gonçalves disse...

Um português como nenhum outro.

DLM disse...

É bem visto, socialismo sim, desde que não signifique plantar batatas no kholkose de almada. O espirito esquerdista habituou-se a jorrar expontaneo e abundante não com enxada na mão mas sim diante do ecra

Macillum disse...

O professor Agostinho da Silva afirmava que "o homem nao nasceu para trabalhar, mas para criar". Criativo, nao oprimido, trabalhador artistico, artista trabalhador, cada qual incentivado desde crianca, acompanhado, olhando exemplos de construcao, entre-ajuda, partilha... neste parametros a sociedade so poderia tornar-se uma familia. Eu, pessoalmente, quando trabalho aristicamente, fazendo aquilo que gosto, trabalho muito mais horas seguidas e sem parar, do que quando estou a trabalhar para outrem. Sou mais produtivo e o meu trabalho sai mais perfeito. Acabo o dia cheio, completo, realizado.
A falta de acompanhamento e de incentivo perante as tendencias naturais que todas as criancas possuem em fazer algo de particular 'e que leva a que muitos se percam entre o caminho de casa e da escola. O professor Agostinho da Silva 'e daqueles personagens que nem depois de morto interessa que os jovens oucam falar dele... desencaminha a juventude dos caminhos que as universidades, as empresas e o Estado querem que a carneirada siga.

Zéi disse...

Depois destes ultimos posts fiquei com vontade de reler um velho livro " A terceira vaga " de Alvin Toffler, recordo a pagina de dedicatória onde ele lembra Carlos Fuentes:

"Viemos cá para rir ou chorar?
Estamos a morrer ou a nascer?"

Macillum disse...

O blogue www.noticmundo.blogspot.com esta novamente activo

Sofocleto disse...

Zéi,

Tenho todos os livros de Toffler e já li "A Terceira Vaga" mais de dez vezes. Foi a ele que fui buscar o conceito do faça-você-mesmo numa nova base tecnológica. Pode muito bem ser esse o futuro.

martelo disse...

mas, os "grandes políticos decisores"... nada têm que os liguem ao espírito social e do bem-estar...
a ideia é criar necessidades mesmo que sejam absurdas.

Rui Martins disse...

Desde há algum tempo que tenho trabalhado no sentido de integrar o pensamento económico de E. F. Schumacher com o de Agostinho da Silva e com os mitos do "Quinto Império" de Pessoa e Vieira.

Nesse sentido e para aprofundar o debate sobre estes temas concentrei a informação recolhida por estas bandas, que vos convido a visitar:

http://movv.org/movimento-quintano-sumario-do-programa/

Willespie disse...

Grande Agostinho da Silva.

Afrancesado disse...

Agostinho com a mesma opinião que um grande economista ?
Já por volta de 1930 Maynard Keynes dizia que por volta de 2000 não havia necessidade de trabalho, ninguem teria privações básicas. Em vez do ócio, as pessoas deviam dedicar-se ao canto.
Eu só digo: esperem pelo fim da energia barata, e logo se verá se há ou não trabalho. Até escravatura...