sexta-feira, setembro 19, 2008

Judaísmo – Religião ou Refúgio?


Publicado no Forum Magazine, EUA, Outubro de 1937, pp. 99-104

WHERE THE JEWS FAIL [Onde os Judeus falham]

Por Maurice M. Feuerlicht [Judeu, filho de um rabi]

(Tradução minha)


Há já muito tempo, nos turvos recessos da memória da minha infância, está marcada a fogo a lembrança do conhecimento – colhido de muitas fontes disponíveis para alertar ouvidos juvenis – que eu era Judeu. Mais do que isso, Aprendi em incontáveis discussões ao jantar e com os acesos debates do meu pai e com as suas visitas que, de alguma forma, os Judeus eram diferentes das outras pessoas e que existia um “problema Judeu.”

Através dos anos ouvi e li muito acerca deste “problema” e, portanto, tornei-me agudamente consciente do facto de que, por alguma razão, os Judeus serem um povo à parte dos seus vizinhos. À medida que à experiência pessoal se somava o discernimento da maturidade, dois factos infelizes tornaram-se progressivamente aparentes. Em primeiro lugar, os Judeus como grupo não agem como pessoas normais, e por “normal” pretendo apenas significar a maioria dos cidadãos. Em segundo lugar, ninguém pode honestamente provar o segredo da diferenciação dos Judeus,

Os Judeus são, por norma, hipersensitivos sobre o seu Judaísmo, mesmo que não tenham a certeza do que é que o Judaísmo. Consequentemente, os Gentios não se atrevem a discutir esse tópico à luz da razão, para não serem acusados de “preconceito”. Por outro lado, por muitas razões, poucos Judeus querem arriscar uma tempestade de indignação que irrompa na cabeça de algum dos outros elementos do grupo pela imprudência de ter expresso outro sentimento que não seja uma queixa amarga contra a perseguição dos Judeus por toda a sociedade. O grito de “Renegado!” não é agradável a ouvidos sensíveis.

Antes de avançar, quero antecipar alguma da crítica que possa vir a receber, salientando que, como filho de um rabi e o resultado de um ambiente Judeu, dificilmente poderia ter preconceitos contra os Judeus. Apesar da natureza das minhas peculiares opiniões religiosas, falo de “nós os Judeus” ao longo desta conversa, de forma a deixar perfeitamente claro que não tenho nenhum desejo de evitar ser considerado um Judeu.

Não acredito que haja Judeus ao nascer. Pelo contrário, a consciência Judaica é semeada e cultivada consistentemente, a partir do momento em que o jovem Judeu é capaz de entender as palavras – talvez até antes disso. A partir daí, qualquer experiência religiosa leva-o a lembrar-se de que ele não é como os seus amigos Gentios. Tal foi a minha experiência, que pode ser considerada típica já que Estados Unidos fui criado com menos inflexibilidade Judaica ortodoxa mas com mais preparação da que é encontrada nas casas de Judeus Reformistas. A minha primeira lembrança é a celebração da Festa das Luzes, ou Hanukkah. Sentei-me aos pés do meu pai, como fizeram muitos outros jovens Judeus, e ouvi-o contar-me a emocionante história de Judas Maccabeus e do seu corajoso grupo que arriscaram as suas vidas pela sua religião. Todos os anos pelo Hanukkah acendi velas em comemoração da libertação das mãos dos opressores e cantava:

Crianças da raça mártir
Estejam livres ou acorrentados
Acordem os ecos com a vossa canção
Onde vocês possam ser dispersos


Com os meus camaradas Judeus, tive esses versos, “Crianças da raça mártir” gravados na minha cabeça tão profundamente que se tornaram parte do meu próprio ser, um elemento básico da minha vida emocional e mental. As primeiras palavras que eu percebi, foram povo oprimido, mártires, perseguição preconceituosa. Quando jovens Gentios me chamavam “Judeu,” os meus pais explicavam-me cuidadosamente que os rapazes me queriam insultar, que o mundo não gostava de judeus e que Estados Unidos devia ser como Judas Maccabeus. Depressa percebi que, por alguma razão, o mundo não era amistoso para mim, e as instruções recebidas em casa nunca me permitiriam esquecer o passado. Tive um longo treino em martiriologia, ensinada com os subtis e sublimados refinamentos que 3,000 anos de amarga experiência trouxeram à educação. O sensato Papa Alexandre escreveu:

A educação forma a mente comum,
Tal como o ramo é dobrado, a árvore inclinada.



Imagem do Blog «Rua da Judiaria»:



A minha herança singular

Os cientistas têm uma máxima que declara que a “ontogenia recapitula a filogenia.” Traduzindo em termos gerais, significa que a história da vida física dos indivíduos segue a vida histórica da raça. Isto é verdade em campos que vão para além da experiência física e biológica da raça. Indirectamente, cada bom pequeno jovem Judeu sofre a dor da perseguição que afligiu o seu grupo. Depois do Hanukkah, celebrei a Páscoa Judaica e odiei o Faraó com todo o fervor do meu coração juvenil porque ele perseguiu os Judeus. Para que não esquecesse a rápida fuga através do Mar Vermelho, comi pão ázimo, matzoth, para me lembrar das dificuldades sofridas há 2,000 anos. Quando o Purim (carnaval judaico) chegou, odiei Haman e vaiei o seu nome porque ele quis exterminar os Judeus. Nas cerimónias da sinagoga à sexta-feira à noite ouvi o meu pai dissertar, com voz atroadora, queixas indignadas contra a “mão do opressor” e ouvi-o falar com orgulho da sobrevivência Judaica após “três mil anos de perseguição.”

Na escola ao Domingo e em casa, enquanto as outras crianças pequenas ouviam histórias de fadas e brincavam com soldadinhos, eu aprendia acerca dos sangrentos progroms de Kishinev; encolhia-me de medo com as torturas da Inquisição Espanhola; indignava-me profundamente com o confinamento dos Judeus nos guetos; aprendia sobre as roupas diferentes que os Judeus foram obrigados a usar; o sangue fervia-me com as acusações dos “Protocolos do Sião” – acusações de que os Judeus sacrificavam crianças cristãs, planos Judeus para tomar o poder do mundo. Com todas as outras crianças judaicas, tive uma indirecta mas não menos realista infância desgraçada e, como eles, tornei-me, sem o saber, um excelente caso de suave paranóia. Sabia que o mundo tinha rancor contra mim. À medida que me ia tornando mais velho, este complexo de perseguição tornou-se mais forte. Não aprendi muita coisa sobre os princípios do Judaísmo mas sabia tudo sobre o caso Dreyfus, o Ku Klux Klan, o "numerus clausus" restringindo o número de Judeus na universidade, no country-club e as restrições nos hotéis. Esse conhecimento, mais do que qualquer outra coisa, constitui a consciência que temos hoje. Pode-se dizer que nós, os Judeus, somos normais? Estamos mais cientes dos maus-tratos que nos fizeram sofrer do que da nossa própria religião. Este complexo de mártir tem as suas origens na história e o seu desenvolvimento nas nossas relações sociais. Ninguém nega as injustiças ou a realidade da sua existência.

Concedam-nos as injustiças passadas, concedam-nos o nosso martírio, mas deixem-nos fazer mais do que isso: deixem-nos considerar o efeito infeliz que nós, Judeus, criamos quando interpretamos as ocorrências do dia-a-dia à luz da história passada do nosso grupo. Quando pensamos constantemente em nós, primeiro como Judeus e só depois como indivíduos, podemos imaginar se o mundo aceita o nosso sentido pervertido de valores? Essa concepção deformada pode ser mais facilmente compreendida à luz das brutalidades da nossa história, mas o seu efeito em cada um de nós não é menos devastador. É com os efeitos do complexo de perseguição, mais do que com as suas causas, que estou preocupado.


O Preconceito como Alibi

O complexo de mártir torna-nos estranhos a lidar com os nossos vizinhos, primeiro que tudo, por causa dos seus efeitos em nós como indivíduos. Há poucos Judeus que tenham sido penalizados de alguma forma pela sociedade por deficiências pessoais que tenham a coragem de admitir que a falha possa estar dentro dos seus próprios limites. O orgulho de um homem é uma coisa preciosa; sem ele, o seu equilíbrio e auto-segurança desaparecem, a moral é estilhaçada. Tem de preservar o seu orgulho a todo ao custo. É verdade que a natureza humana procura geralmente culpar pelas suas falhas outra coisa qualquer. É uma racionalização comum com o objectivo de preservar o nosso valor aos nossos olhos.

Quão normal, então, é o Judeu que falha ao tentar arranjar um emprego ou entrar para um clube, porque está abaixo dos padrões pessoais necessários ao sucesso neste particular desafio, e que diz, “Eles foram preconceituosos; porque eu sou Judeu.” Divergimos da normalidade quando isto se torna um hábito mental com o qual saramos as feridas dos nossos fracassos; então a falha deixa de ser normal e passa a ser um complexo de perseguição.

Nós, os Judeus, devemos dar menos atenção ao Shylock (personagem agiota cruel de ''O Mercador de Veneza'') de Shakespeare e mais atenção a Cássio, que diz:

O defeito, caro Brutus, não está nas nossas estrelas,
Mas em nós mesmos, ao qual estamos subordinados.


O uso de um álibi para esconder uma deficiência pessoal começa normalmente cedo. Lembro-me que na escola a nossa professor fez um generoso discurso sobre os Judeus, usando como texto o carácter de Rebecca (mulher de Isaac e mãe de Jacob) em Ivanhoe, que estávamos a estudar na altura. Durante a aula, Mose Levy foi chamado para uma recitação. Não tendo estudado, tentou fazer bluff mas falhou miseravelmente. No dia seguinte, fui chamado ao reitor da escola para testemunhar a favor da perturbada professora, cujo emprego estava em perigo por causa da extrema indignação da mãe de Mose. O jovem Mose tinha dito à mãe que a professora o odiava, e tinha-o “escolhido” só porque era Judeu. Ele tinha sido humilhado na turma. A professora tinha dito coisas muito deselegantes sobre Rebecca. A Sra. Levi pediu que o envergonhado director demitisse a professora por esta ter maltratado o seu brilhante e muito sofrido filho Mose. A professora quase perdeu o emprego porque o reitor não queria a publicidade de uma audição sobre as acusações infundadas, se trazidas à direcção da escola. A professora foi transferida, e o Mose apareceu na turma uma semana depois, rindo insolentemente para a nova instrutora.

Fui depois para uma proeminente universidade, e os quatro anos que lá passei significaram mais do que qualquer outra coisa que tivesse ocorrido na minha vida. Tive várias conversas informais com o reitor acerca de estudantes Judeus. Ele salientou que 15% do todo o corpo estudantil era Judeu, e no entanto a universidade tinha sido acusada de descriminação nas admissões. Vários distintos membros da faculdade eram Judeus, e um trabalhava na comissão de admissões. O reitor citou vários exemplos onde os funcionários administrativos e a faculdade tinham sido bastante complacentes com os seus estudantes Judeus. E, no entanto, vi na sua agenda que um número impressionante de pais Judeus tinha igualmente feito acusações impressionantes baseadas no preconceito, normalmente porque os seus filhos tinham fracassado ao tentar num grupo, numa fraternidade, ou num escritório ou tinham falhado num determinado curso.

Lembrem-se por favor que estou a falar destes rapazes em particular e de muitos como eles, quando eu digo que sabia através do contacto diário que eles eram grosseiros, mal-educados, preguiçosos, jovens mimados que teriam sido vistos como completamente indesejáveis se fossem Presbiterianos ou Confucionistas e que eram ignorados pelos seus colegas judeus. Sentiram que o mundo os tinha posto de lado por causa da perseguição social perpétua e portanto guardavam ressentimentos contra toda a gente. Os seus pequenos sucessos eram devidos a chantagem; as autoridades da universidade tinham-nos em mais consideração do que aos outros estudantes, com medo de que uma manhã o mundo despertasse e os acusasse de flagrante discriminação precisamente na casa da verdade e da luz. (universidade).


Imagem do Blog «Holocausto / Shoa»:



Judaísmo – Religião ou Refúgio?

Um número infinito de exemplos podia ser dados, sobre todas as fases da vida e todos os tipos de Judeu. Os exemplos são apenas cumulativos e não permitem uma base correcta para generalizações. Os princípios nos quais foram fundados ainda se aplicam geralmente. Existem muitos, muitos casos de verdadeiro preconceito [contra os Judeus]. Isto não esconde o facto de que demasiadas vezes o preconceito contra a raça e a religião é uma justificação totalmente pessoal, ou então imaginada; mesmo quando existe verdadeiro preconceito é frequentemente devido a incidentes pelos quais o Judeu é largamente responsável e onde é o primeiro a introduzir o assunto na situação.

Por estranho que pareça, a maior parte dos Gentios [não Judeus] são seres humanos e basicamente sem preconceitos. Pensam em termos de indivíduos e julgam os indivíduos pelos seus próprios méritos. Para a maioria dos Gentios, o que um homem pensa de Deus ou o que faz ao Domingo são assuntos privados. Os Gentios não gostam de falar acerca do “problema Judeu” porque reconhecem que isso lança um reflexo bastante sombrio no seu senso de justiça. É o Judeu, com o complexo de mártir, que cria falsas questões e fazem os Gentios temê-los.

Acredito que nós, os Judeus, nunca seremos indivíduos normais enquanto mantivermos e encorajarmos o nosso complexo de mártir, enquanto evitarmos a auto-avaliação e o auto-aperfeiçoamento, e enquanto acharmos mais fácil culpar os outros pelos nossos erros.

Resumidamente, isto tem sido o efeito de compensação do complexo de mártir do Judeu. O seu sentido de justiça perpetuamente ultrajado, afecta também a sua atitude em relação ao Judaísmo. Abraça orgulhosamente a sua religião como um protesto e não como uma convicção. Quando a um Judeu é recusado o acesso a um clube, quando um Hitler dá largas à sua fúria fanática, ou quando o Ku Klux Klan usa as suas vestes brancas, o Judeu reconhece que, embora possa nunca ir ao Templo, será sempre um Judeu para o mundo. Fecha-se um pouco mais no casulo por causa do mundo exterior. O Judaísmo pode ser preservado pela pressão do exterior, mas a sua vitalidade deve crescer a partir de dentro. Demasiadas vezes é o complexo de mártir que faz o Judeu voltar para o Judaísmo. Embora possa ser um Judeu fervoroso, pelo facto de o mundo persistir em relembrá-lo disso, não é um Judeu inteligente e portanto não constitui uma mais-valia qualitativa para a sociedade mas apenas quantitativa. Nem o Judaísmo nem os seus aderentes.
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14 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

From: noticias@portugalnoticias.com
To: ;
Subject: Paneleiros
Date: Fri, 19 Sep 2008 09:43:37 -0300
ESTÁ O “BAILE ARMADO”
CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS CRIA ROTURA NO PS

Manuel Abrantes
Segundo publica o “Diário de Notícias” a direcção nacional do PS receia que possa haver uma rebelião no grupo parlamentar socialista quando da discussão do projecto do Bloco de Esquerda para legalizar o casamento entre homossexuais. O DN sabe que as indicações vieram do secretariado e que a direcção do grupo parlamentar impôs ontem o voto contra do PS no próximo dia 10. Mas a reunião de ontem da bancada foi um prenúncio de que a matéria não é nada pacífica. No dia 10, a rebelião poderá estender-se a cerca de 30 deputados.

Ontem, um grupo de pouco mais de uma dezena de deputados, liderados por Paulo Pedroso, pediu a palavra para dizer que a liberdade de voto nestas matérias é uma exigência. O antigo braço-direito de Ferro Rodrigues, que regressou esta semana ao Parlamento, lembrou que existe uma Declaração de Princípios do PS, aprovada no congresso de 2002. O deputado disse ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Contra a obrigatoriedade do voto contra falaram vários deputados da JS (entre os quais o ex-líder Pedro Nuno Santos) e ainda Maria de Belém, Miguel Coelho (líder do PS/Lisboa), Vasco Franco, Ventura Leite, Marcos Sá e Ricardo Gonçalves. Este último resume o espírito, em declarações ao DN: "Este é um problema de consciência de cada um, tem a ver com o que cada um pensa sobre a matéria. Eu até posso ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e achar que não é a altura de seguir o projecto do BE. Mas não prescindo da liberdade de voto". Ao fim da tarde, também José Eduardo Vera Jardim, antigo ministro da Justiça, veio reconhecer a necessidade de haver liberdade de voto. Contra a ideia falou Alberto Martins, líder parlamentar, e o porta-voz do PS, Vitalino Canas, que se resguardaram na ideia de que não existe um mandato para discutir a matéria que não consta do programa de Governo.
E NÃO HÁ LOBBY GAY…

Tal como afirmei na peça anterior ainda acredito que, como se aproximam actos eleitorais, os socialistas optem pela não aprovação dos casamentos homossexuais.Não é por acaso que os comunas apresentaram os seus projectos nesta altura. Sabiam que deixavam os socialistas entre a espada e a parede.Porque, se o calendário eleitoral não estivesse tão próximo, seriam os socialistas a apresentarem os tais projectos. Aliás, Sócrates já afirmou que essa discussão “ainda não era oportuna”. Assim, os comunas adiantaram-se na corrida.Se não houver reviravolta política nas próximas Legislativas podem contar com a aberração dos casamentos de homens com homens e de mulheres com mulheres.
Este será um facto.
Esta reviravolta apressada para aprovação e discussão do tema não foi por acaso. Se por um lado os comunas quiseram-se adiantar aos socialistas e, simultaneamente, encosta-los à parede, por outro, estão com medo dos resultados que possam advir das próximas legislativas.
Tudo aponta para que o tempo do “quer, posso e mando” dos socialistas está a chegar ao fim. Claro que o lobby gay está atento a isto e não perdeu tempo a elaborar estratégias. E, nada melhor do que os bloquistas para as porem em prática. Os bloquistas e o apêndice pcista “os verdes”.
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E, já agora:
- Será que foi por acaso a reentrada de Paulo Pedroso na Assembleia nesta altura do campeonato ?
Isto, sem esquecer que este tema atira para segundo plano outro dos temas quentes : o dos divórcios a pedido. E isto interessa – e muito – ao PS.
São tudo coincidências ?
Será….
Manuel Abrantes

Carlinhos Medeiros disse...

Como sempre, um blog polêmico e atual, um dos melhores que conheço com bons conteúdos para reflexão.

Passei para deixar meu abraço

xatoo disse...

"Religião ou Refúgio?" parece-me ser uma questão que não se pôe. A religião funciona como elemento atractor de grupo, no caso sequestrado por ortodoxos das seitas fanáticas (como p.exemplo os Crishtians for Israel) - Refúgio, parece-me evidente que sim, até por uma questão de se arranjar emprego; exemplos engraçados são estes: vcs sabiam que a Elizabeth Taylor "se converteu" ao judaismo quando iniciou a carreira?, outra famosa que aderiu à causa, até por força do 1º casamento, foi Marilyn Monroe - estão a ver, os grandes estúdios e o show biz sempre foram regidos em regime de monopólio por patrões de etnia Judaica, o Warner, a MGM da familia Meyer, a Universal dos Bronfmann, etc.

Diogo disse...

Xatoo, vou-te contar a minha teoria:

O cristianismo foi criado por romanos de forma a poder consolidar o império «espiritualmente» (ver Zeitgeist). O certo é que a Igreja de Roma durou até hoje.

O judaísmo pode ter sido criado por uma facção romana contrária à de Constantino. Uma luta pelo «poder espiritual». Em suma, uma luta pelo poder no império romano

O império romano dominava as duas margens do Mediterrâneo. As elites romanas lutavam entre si pelo poder. Uma terá criado o cristianismo. Outra o judaísmo.

De forma que, nos últimos 1700 anos, temos assistido a uma luta entre duas facções rivais que vêm do tempo do império romano.

Zorze disse...

Xatoo, julgo que passaste ao lado da mensagem, com todo o respeito.

Diogo, bom post. A tua caixa de comentários está muito esquisita.

Será que existem assuntos proibidos ao debate?
Acima da crítica?

Abraço,
Zorze

Ana Camarra disse...

diogo

Vou voltar para ler com calma.
è um assunto que me interessa muito.
Também tenho uma costela judaica e fascinam-me estas questões.
Volto com calma ok?

beijocas

Anónimo disse...

"também tenho uma costela judaica" disse a Ana - ainda hão-de dizer-nos qual é o português que a não tem. Só que não é só judaica (uma criação recente dentro dos povos semitas) mas principalmente somos mais ou menos todos mouriscos,,,
excepto os galegos
xatoo

produçõesanómalas disse...

Recentemente foi editado um livro que é best-seller em Israel: "Judeus, um povo inventado?"
Poderão aproveitar para uma pequena leitura sobre o mesmo, no blog do Nonas: http://nonas-nonas.blogspot.com/2008/09/pblico-judeus-um-povo-inventado.html

1 Abraço Diogo,
sou mais um leitor assíduo do seu blog e claro, do Xatoo também!
Parabéns aos dois.

Paulo.

Diogo disse...

Caro Productions, você não deixa comentar no seu blog. De qualquer forma fica aqui o comentário ao seu post Katyn:

Mais uma enorme mentira dos tempos de guerra, ao nível de muitas outras.

Isto mostra que a História deve ser estudada a fundo e não por «historiadores» a soldo e nunca deve ser dada por concluída.

O artigo do Nonas, já o li e achei-o extremamente interessaste. Guardei-o nos meus arquivos.

Abraço
Diogo

Ana Camarra disse...

Diogo

Agora vim com calma.
Em primei ro lugar especificar que quando digo que tenho costela judaica, não é no abstrato, os meus bisavós, pois da minha avó materna para além do Apelido, claramente Judeu, passaram maneirismos, receitas culinárias especificas, superstições e algumas lendas. Eram conhecidos pelos Judeus.
Tinham ainda algumas caracteristicas fisicas marcantes.
Acrescento ainda que tenho a mixórdia do português comum genéticamente: Judeus, Árabes (tenho patologias na familia relacionadas com patologias existentes no Norte de Africa, para além de uma parte da familia ter traços fisionómicos), ingleses (estou na 4ª geração desde que sairam da Cornualha e desses fisionómicamente não tenho nada, pelo menos comparando com os meus primos branquinhos e louros), indios do Brazil (uma trizavó).
Esclarecido este ponto, as religiões fascinam-me talvez por ter nascido num ambiente agnóstico, o Judaismo será a mãe das religiões ocidentais.
Leio bastante e já apanhei vários livros muito bons sobre as questões do Judeus em Portugal.
Fascina-me por exemplo a história de Branca Dias.
Outra coisa que acho importante é que os Judeus valorizam o conhecimento.
Por fim o que é ser Judeu, sempre foi pouco claro.
Não é só uma religião e em muitas épocas que foram perseguidos individuos que não raticavam a religião judaica ou ainda que nem sequer tinham consciência que eram judeus...
Por fim lamentar que Judeus organizados enquanto nação persigam outros seres humanos com a mesma fúria,xenofobia e desumanidade como a que sofreram.

cumpts

Anónimo disse...

Memória e Justiça:

Em Memória dos milhares de Judeus vítimas da intolerância e do fanatismo Religiosos.
Como Frei Tomás, neste caso sera; Bem o escreveu, mal o faz.

“Eles” os judeus, falam e escrevem sobre justiça.

Se falarmos aqui em Justiça; Onde está a justificação para que os judeus tivessem assassinado JESUS CRISTO?

“Eles” os judeus, falam e escrevem sobre vítimas, quem?...quais vítimas?...os palestinos?... JESUS CRISTO?... Os alemães?... Todos nós?

“Eles” os judeus, falam e escrevem sobre intolerância, qual intolerância?... A deles judeus que não toleram, nem aceitam outras Religiões, que não seja a deles, que não aceitam, nem toleram, que a faixa de Gaza é terra de Palestina e que eles os judeus invadiram apoderando-se de terras alheias, expulsando os seus povos, assassinando diariamente as suas crianças, em atitudes de intolerância e convivência.

“Eles” os judeus, falam e escrevem sobre o fanatismo Religioso. Se neste Mundo existem fanáticos Religiosos, são exactamente os judeus, esses fanáticos.

“eles” são intolerantes.
“eles’ são fanáticos.
“eles” são arrogantes.
‘eles’ são dominadores de povos, de sociedades, da economia.

Saberão verdadeiramente a razão porque Hitler expulsou os judeus e alguns morreram nos campos de trabalho? Não?... Procurem saber a verdade e não as verdades que os americanos impingiram ao mundo.

Os judeus que só têm por DEUS os bezerros de ouro. Nunca conseguiram expurgar o gravíssimo crime, do assassinato de JESUS, eles e todos os seus descendentes têm as mãos sujas com o sangue de um Inocente JESUS.

E continuam a banharem-se no sangue de seres humanos inocentes da Palestina.
Os judeus estão a lever o mundo à derrocada fatal.
Os judeus são o mal no mundo,afinal eles não querem nada com DEUS.

Mas sim com o diabo.

Ana Camarra disse...

Ao anónimo:

Jesus era Judeu!

Não generalize nem todos os Judeus são ricos, nem todos os Judeus são apoiantes de Hitler, nem todos os Judeus aprovam as acções do estado de Israel...

Os Judeus são como as outras pessoas, há bons, maus, assim-assim, ricos, pobres, estupidos, inteligentes e por aí a fora...

Diogo disse...

Ana Camarra,

Está um artigo no blog Nonas extremamente interessante:

Judeus, um povo inventado?