quarta-feira, janeiro 23, 2008

Os Protocolos dos Sábios do Sião - 1897

Reza a história que «os Protocolos dos Sábios do Sião» são um livro apócrifo, uma fraude feita na Rússia pela Okhrana (polícia secreta do Czar Nicolau II), que culpa os judeus pelos males do país. Foi publicado secretamente em 1897 e tornado público em 1905, por Serguei Nilus no seu livro "Velikoe v Malom" (Os Grandes e Os Pequenos). É copiado de uma novela do século XIX (Biarritz, 1868) e afirma que uma cabala secreta judaica conspira para conquistar o mundo.








O Wiquipedia faz uma descrição sucinta dos temas dos Protocolos:


a) Liberdade fictícia na política – 1

b) Promoção de tendências subversivas na ciência – 2

c) Guerras económicas – 2

d) Guerras mundiais e conflitos internos – 7

e) Revoluções mundiais – 15

f) Direitos fictícios para as massas – 3

g) Estabelecimento do comunismo – 3 e 9

h) Controlo da Imprensa – 2, 7, 9, 10, 12, 13, 17, 19

i) Corrupção das políticas dos goim (gentios) e das suas leis – 9

j) Triunfo judeu por meio do voto do povo, sufrágio universal e despotismo das massas – 10

k) Liberdade, Igualdade e Fraternidade – 1, 9

l) Instabilidade das constituições – 3

m) Charlatanaria parlamentária – 3

n) Embotamento dos jovens com educação fundada em teorias e princípios falsos – 9

o) Promoção de distracções para evitar a reflexão aos gentios: jogos, diversões, prostituição e actividades desportivas – 13

p) Destruição do Cristianismo e demais religiões – 17

q) Descrédito dos sacerdotes cristãos, diminuição da sua influência – 17

r) Importância e acumulação do ouro – 2, 3, 4, 5, 15, 20

s) Importância do anti-semitismo para a causa – 9

t) Abolição da liberdade de ensino, do pensamento livre, Educação superficial – 16

u) Manipulação e falsificação da História – 16, 19

w) Anarquia entre os trabalhadores e a sua habituação ao álcool – 6

v) Controlo da economia por via da especulação – 4

x) Crises económicas, geração de dívida por meio de empréstimos – 20, 21

y) Monopólios – 5, 6

z) Governo Mundial – 10

aa) Destruição de nacionalidades, fronteiras e da diversidade de moedas – 10

bb) Supressão da herança natural – 24

cc) Proibição de sociedades secretas – 15

dd) Propagação de ideias, como darwinismo, marxismo, nietzschismo, liberalismo, socialismo, comunismo, anarquismo, etc. – 2, 9, 12

ee) Propagação do materialismo - 16



Comentário:

O extraordinário, é que sendo o livro «os Protocolos dos Sábios do Sião», provavelmente uma fraude, não encontrei um único tema dos Protocolos que não se enquadrasse na realidade do século XX e nos primeiros anos deste novo milénio.

De tal forma que decidi comprar o livro, para uma leitura mais serena.
.

14 comentários:

Nicolaias disse...

Caro Diogo,

fez bem em comprar, mas poderia ter baixado da internet.

Apesar de algumas pessoas se esforçarem sempre em me convencer de que o livro era uma falsificação, eu nunca compreendi porque é que os supostos falsos planos - dos judeos conquistarem o mundo - apresentados no livro, se encaixavam tão bem com os factos que eu estava a presenciar na realidade... assim como se encaixavam tão bem com os resultados de minhas pesquisas acerca da evidente influência maçónica na instauração da Noiva Ordem Mundial de controle tecnológico a caminhar para o absoluto.

Ora, sendo eu um investigador que procura ao máximo que a minha precepção me permite, isolar as minhas expectativas (ou até mesmo anulá-las) do resultado de minhas investigações, como é que um livro escrito no sec. XVIII vai corraborar com tudo aquilo que descubro?

Ainda existe, obviamente, muita coisa que ainda não entendo...

Diogo disse...

Precisamente, caro Nicolaias. A coincidência entre os Protocolos e a realidade é de tal ordem, que é impossível qualificá-los uma impostura.

Um abraço.

xatoo disse...

Eu penso que os Protocolos são assim um género de palavreado chapa 27, um pouco à imagem das conversas das videntes que adivinham os horoscópos. Hão-de reparar que as frases são construidas por forma a encaixarem perfeitamente e de forma genérica e o mais abrangente possivel nas mais diversas situações individuais das pessoas que desejam adivinhar o futuro.
De qualquer forma, a parte mais significativa das críticas é esta: o desejo de erradicar os Comunistas da vida politica, como sempre,

"O Império Russo usou partes da tradução russa da novela de Goedsche, publicando-as separadamente como os "Protocolos", e afirmando que se tratava de actas autênticas de reuniões secretas de judeus. O seu propósito era político: reforçar a posição do czar Nicolau II, apresentando os seus oponentes como aliados de uma gigantesca conspiração para a conquista do mundo. O czar já via o "Manifesto Comunista" de Marx e Engels (de 1848) como uma ameaça. Como Marx era judeu de nascimento, apesar de não seguir a religião e de propor um regime político onde ela seria banida, a origem dele poderia ser usada para fundamentar a "ameaça judaica"
e mais esta:
"Grupos de extrema-direita e extrema-esquerda, além dos países árabes, usam os "Protocolos" para justificar seu ódio aos judeus para fins políticos"
e uma curiosidade: os Protocóis só foram publicados na Gringolândia em 1971

Diogo disse...

Xatoo,

«Manipulação e falsificação da História – 16, 19»

A tanga do holocausto judeu só podia ser levada a cabo com o apoio dos EUA, Inglaterra, França e Rússia.

Porque é que a Rússia comunista está metida nesta mentira do século?

Só há uma explicação possível...

Rouxinol disse...

São plágios de Maurice Joly e Hermann Goedsche, de realidade previsível.

Esqueceram-se foi de prever o nascimento de um Estado judeu. No fundo, esqueceram-se de tudo o que não era previsível.

Cumprimentos

Diogo disse...

Rouxinol, não tenho acesso à tua caixa de comentários. E só se vê parte?? do último post. Qué pasa?

Vou ler o livro. No fim, dou-te a minha opinião sobre a previsibilidade (ou não) dos Protocolos.

xatoo disse...

Na verdade a "tanga" do holocausto judeu foi quase exclusivamente levada a cabo pela Russia, que tinha um directório judeu no Politburo comandado por Estaline, ele próprio judeu. Que manteve em segredo atrás da cortina de ferro, durante décadas, que não havia câmaras de gaz em Auschwitz (os crematórios) assim como noutros campos e colaborou na farsa de Nuremberga.
Na verdade a Rússia tinha recebido, em conjunto com a Inglaterra de Churchill (outro proto-judeu, da casa de Blenheim, cujo filho casou com a filha do banqueiro judeu yankee Harriman) substanciais ajudas materiais e em dinheiro dos Estados Unidos para os ajudarem a preparar-se para o esforço de guerra.
O grande embuste disto tudo é levarem as pessoas a pensar que era a "Rússia Comunista". A ideia de Comunismo nunca foi, não é, nem nunca será aquele tipo de organização centralizada num núcleo duro de Estado.
Mas para quem não tem formação Marxista, como é o teu caso Diogo, isto é talvez dificil de entender.
Aconselho-te vivamente que leias um pequeno livro, de Jonathan Wolff que faz uma introdução não académica sobre o tema: "Porquê ler Marx Hoje".
Depois cruza a teoria com o desenvolvimento histórico e verás como muitas coisas começam a fazer mais sentido.
Boa sorte

Rouxinol disse...

É possível que estejas num browser onde não se lê o link "Continue a ler...", clica aqui.

Em relação ao livrinho...já se sabe que é plágio e não me apetece estimular a paranóia da conspiração judaica. Se o livro acerta nalgumas previsões, os parabéns devem ser endereçados ao legítimo autor (a título póstumo) dos diálogos entre Maquiavel e Montesquieu.

Rouxinol disse...

"A ideia de Comunismo nunca foi, não é, nem nunca será aquele tipo de organização centralizada num núcleo duro de Estado."

Mas é preciso o Estado para lá chegar, disse-lo Marx.

xatoo disse...

É preciso o Estado para pôr termo ao Estado. Não é preciso o "núcleo duro" que negoceia semi-clandestinamente com o exterior (enquanto houver "exterior" capitalista) sem nenhuma transparência. Só em função da verdade, não da propaganda, o voto é democrático. Nesta questão particular do Estado ideologicamente sigo Trotsky

Apache disse...

Parece ser um livro interessante. Vai ficar na lista de compras.

alf disse...

Cá para mim, a maioria das "estratégias" de conquista do mundo não são mais nem menos que as grandes conquistas da humanidade desde o fim da Idade Média - vistas, é claro, na óptica daqueles que desejam um regresso à Idade Média.

E não diz nada acerca das mulheres? grande falha...

Anónimo disse...

Este livro é pura realidade, pois até Jesus falou sobre os judeus na parabola do Jovem Rico, completando o ensino e admoestação ao jovem rico (Israel) com o dizer que :" de que adianta ganhar o mundo e perder a alma". Deus não esta neste negócio, "pois o meu Reino não é desta terra".

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