domingo, maio 07, 2006

Stephen Colbert arrasa Bush no jantar anual dos jornalistas na Casa Branca



No discurso no jantar anual dos jornalistas na Casa Branca, Stephen Colbert, o autor do programa satírico "The Colbert Report", arrasou completamente Bush, a administração americana e os domesticados media americanos. Com George W. Bush sentado na mesma mesa, Colbert, sob o pretexto de lhe dar o seu apoio, expôs todos os podres do presidente, para estupefacção da assistência.

Vídeo absolutamente imperdível AQUI (24:10m)






Transcrição em inglês do discurso de Colbert

Tradução do discurso:

Muito obrigado, senhoras e senhores. Antes de começar, foi-me pedido para dar um recado. Quem estacionou 14 jipes pretos à prova de bala em frente do edifício, pode ir lá tirá-los? Porque eles estão a impedir a passagem a outros 14 jipes pretos à prova de bala e eles precisam de sair.

Mas que honra! O jantar dos correspondentes da Casa Branca. Estar aqui sentado, à mesma mesa que o meu herói, George W. Bush, estar tão próximo deste homem. Parece que estou a sonhar. Alguém que me dê um beliscão. Sabem que mais? Eu durmo bem com o barulho – pode não ser suficiente. Alguém que me dê um tiro na cara. Ele está realmente aqui esta noite? Diabo, O tipo que poderia ter ajudado.

Já agora, antes de começar, se alguém precisar de alguma coisa na mesa, basta falar lenta e claramente para o nº da mesa. Alguém da NSA aparecerá imediatamente com um cocktail. Mark Smith, senhoras e senhores da imprensa, Primeira Dama, Sr. Presidente, o meu nome é Stephen Colbert e esta noite é meu privilégio homenagear este presidente. Nós não somos assim tão diferentes, ele e eu. Nós entendemos. Não somos vilões de uma patrulha idiota. Não somos membros dos “factuais”. Agimos em função daquilo que nos está nas entranhas, não é senhor? É onde a verdade está, aqui nas entranhas. Sabiam que temos mais extremidades nervosas nas entranhas do que temos na cabeça? Podem verificar. Já sei que alguns vão dizer “já verifiquei, e não é verdade”. É porque foram verificar isso num livro.

Da próxima vez, vejam nas própria entranhas. Eu fi-lo. As minhas disseram-me como é que funciona o nosso sistema nervoso. Todas as noites no meu show, o « Colbert Report», eu falo directamente das entranhas, OK? Dou a verdade às pessoas, não filtrada por argumentos racionais. Chamo a isso a “Zona Sem Factos”. Fox News, eu tenho direitos de autor sobre esse termo.

Sou um homem simples com um espírito simples. Possuo um pequeno conjunto de crenças com o qual vivo. Primeiro, eu acredito na América. Acredito que ela existe. As entranhas dizem-me que eu vivo lá. Sinto que ela se estende do Atlântico ao Pacífico, e acredito piamente que tem 50 estados. E não resisto para ver como o Washington Post vai desmentir isto amanhã. Acredito na democracia. Acredito que a democracia é a nossa maior exportação. Pelo menos até a China descobrir uma forma de cunhá-la em plástico a três cêntimos a unidade.

De facto, embaixador Zhou Wenzhong, benvindo. O seu grande país torna possíveis os nossos Happy Meals. É uma homenagem. Acredito que o governo que governa melhor é o governo que governa menos. E por estes padrões, nós colocámos um governo fabuloso no Iraque.

Acredito que conseguem melhorar a vossa situação sozinhos. Acredito que é possível – vi uma vez um tipo fazer isto no Circo do Sol. Foi mágico. E contudo sou um cristão comprometido. Acredito que toda a gente deve ter o direito a ter a sua própria religião, seja Hindu, Judeu ou Muçulmano. Acredito que há uma infinidade de caminhos para aceitar Jesus Cristo como vosso salvador.

Senhoras e senhores, acredito que é iogurte. Mas recuso-me a acreditar que não é manteiga. Acima de tudo, acredito neste presidente.

Sei que existem por aí algumas sondagens que dizem que este homem tem uma taxa de aprovação de 32%. Mas pessoas como nós, não prestamos atenção a sondagens. Sabemos que as sondagens são apenas colecções de estatísticas que reflectem o que as pessoas estão a pensar na “realidade”. E a realidade tem uma bem conhecida propensão esquerdista.

Portanto, Sr. Presidente, por favor, não preste atenção às pessoas que afirmam que o copo está meio vazio, porque 32% significa que está 2/3 vazio. O importante é que ainda existe algum líquido no copo, mas eu não o beberia. O último terço é normalmente água estagnada. Bom, rapazes, a questão é que eu não acredito que isto seja uma fase má desta presidência. Acredito que é apenas uma trégua antes da recuperação.

Ou seja, é como no filme “Rocky”. Bom. Neste caso o Presidente é Rocky Balboa e Apollo Creed é – tudo o resto no mundo. É o décimo round. Ele está ensanguentado. Ao seu treinador Mick, que neste caso poderia ser o vice presidente, está-lhe a gritar, “Estimula-me, Dick, estimula-me”, e cada vez que ele cai todos dizem, “deixa-te ficar! deixa-te ficar!” Fica ele no chão? Não. Tal como Rocky, volta a levantar-se e no fim... – na verdade, ele perde no primeiro filme.

Bem. Não interessa. O importante é que é a afectuosa história de um homem que foi repetidamente esmurrado na cara. Portanto não prestem atenção às sondagens que dizem que 68% dos americanos desaprovam o trabalho que este homem tem feito. Pergunto-vos uma coisa, não significa isso também que 68% aprovam o trabalho que ele não tem feito? Pensem nisso. Eu não pensei.

Eu apoio este homem. Apoio-o porque ele representa coisas. Não apenas por coisas, mas nas coisas. Coisas como porta-aviões e entulho e recentemente cidades inundadas. E isso tem um grande significado: não interessa o que aconteça à América, ele regressa sempre – com as mais poderosas fotografias encenadas de celebridades no mundo.

Bom, pode haver uma crise energética. Este presidente possui uma política energética muito avançada. Porque é que pensam que ele está sempre no seu rancho a cortar lenha? Ele está a tentar criar uma fonte de energia alternativa. Em 2008 já devemos ter um carro movido por arbustos.

E eu gosto dele. É boa pessoa. Obviamente adora a sua mulher, chama-lhe a sua melhor metade. E as sondagens mostram que a América concorda. Ela é uma verdadeira senhora e uma mulher maravilhosa. Mas eu já tenho carne, minha senhora.

Lamento, mas este meu discurso. Lamento, nunca fui um fã dos livros. Não tenho confiança neles. São todos factuais, sem coração. Quer dizer, são elitistas, dizem-nos o que é ou não é verdade, ou o que aconteceu ou não. Quem é a enciclopédia Britannica para me dizer que o canal do Panamá foi construído em 1914? Se eu quiser dizer que foi em 1941, esse é um direito que eu tenho como americano! Eu estou com o Presidente, deixem a história decidir o que é que aconteceu ou não.

O melhor acerca deste homem é que ele é firme. Sabemos o que é que ele defende. Ele acredita na quarta-feira na mesma coisa em que acreditava na segunda-feira, não importa o que tenha acontecido na terça. Os acontecimentos podem mudar; as crenças deste homem nunca. Excitado como estou por estar aqui com o Presidente, estou apavorado por estar rodeado pelos media esquerdistas que estão a destruir a América, com a excepção da Fox News. A Fox News dá-vos dois lados de qualquer história: o lado do Presidente e o lado do vice-presidente.

Mas e vocês, o resto dos media. O que é que estão a pensar quando dão as notícias das escutas telefónicas da NSA ou das prisões secretas na Europa Oriental. Estes assuntos são secretos por uma razão muito importante: são extremamente depressivos. Se isso era o vosso objectivo, então, foi levado a cabo miseravelmente. Nos últimos cinco anos vocês foram tão bons – sobre corte de impostos, informações sobre armas de destruição maciça, os efeitos do aquecimento global. Nós americanos não quisemos saber, e vocês, media, tiveram a gentileza de não tentar descobrir. Estes eram os bons tempos, tanto quanto sabíamos.

Mas, ouçam, vamos rever as regras. Eis como isto funciona: o Presidente toma decisões. Ele é o decisor. O assessor de imprensa anuncia essas decisões, e vocês, malta da imprensa, escrevem essas decisões. Decidir, anunciar, escrever. Passem o texto por um corrector ortográfico e vão para casa. Para junto da vossa família novamente. Façam amor coma vossa mulher. Escrevam esse conto que anda a deambular nas vossas cabeças. Sabem, aquele em que um repórter intrépido de Washington com coragem para enfrentar este governo. Vocês sabem – ficção!

Porque na realidade, que incentivo tem esta gente para responder às vossas questões, afinal? Quero dizer, nada vos satisfaz. Todos pedem por remodelações de gente do governo. Logo a Casa Branca faz essas remodelações. Então vocês escrevem, “Oh, eles estão apenas a reajustar as cadeiras do convés do Titanic”. Em primeiro lugar, esta é uma metáfora terrível. Esta administração não se está a afundar. Esta administração está a levantar voo. Se estão a reajustar algumas cadeiras são as do Hindenburg! [o balão dirigível Hindenburg incendiou-se ao chegar ao aeroporto de Lakehurst nos EUA, e literalmente desapareceu em poucos minutos].

Bom, não há só maus rapazes por aí. Alguns são heróis: Christopher Buckley, Jeff Sacks, Ken Burns, Bob Schieffer. Todos eles estiveram no meu show. Já agora Sr. Presidente, obrigado por ter aceite estar presente no meu show. Eu estava tão chocado como qualquer um aqui, juro-vos. Como é que está a ser a terça-feira para si? Eu tive lá Frank Rich, mas não o podemos injuriá-lo. E eu quero dizer injuriá-lo.

Vamos lá ver quem é que temos aqui esta noite. General Moseley, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea. General Peter Pace, presidente dos Chefes do Estado-Maior. Estes ainda estão com Rumsfeld. Bom vocês ainda não se reformaram, pois não? Exacto ainda estão com Rumsfeld.

Olhem, já agora, tenho uma teoria acerca da forma de lidar com estes generais reformados que estão a levantar todo este problema: não os deixem reformar-se! Vá lá, arranjem um programa pára-perdas; vamos usá-los aí. Já vi o Zinni e aquela multidão no programa de Wolf Blitzer. Se têm força suficiente para ir a um desses programas, então também têm para estar num teclado de computador a enviar homens para a batalha. Vá lá.

O reverendo Jesse Jackson está cá. Não tenho ouvido falar dele já há algum tempo. Já o tive no meu show. Uma entrevista muito estimulante e interessante. Pode-se perguntar-lhe tudo, mas ele só vai dizer o que quer, ao ritmo que ele quer. É como dar murros num glaciar. Aproveitem a metáfora, porque os vossos netos não vão fazer ideia do que um glaciar é.

O juiz Scalia está cá. Benvindo, senhor. Posso ser o primeiro a dizer que você está fantástico. Como está? [Após cada frase, Colbert faz um gesto manual, uma alusão ao uso recente de um gesto obsceno por Scalia ao falar com um jornalista. Scalia ri histericamente]. Estou apenas a falar siciliano com o meu paisano.

John McCain está cá. John McCain, John McCain, que dissidente! Aluém sabe que garfo é que ele usou na salada, porque garanto-vos que não era um garfo para saladas. Este homem pode ter utilizado uma colher. Não é previsível. Já agora, senador McCain, é tão bom vê-lo voltar para a congregação Republicana. Tenho uma casa de férias na Carolina do Sul; procure-me quando for falar na Universidade Bob Jones. Estou tão contente por o Sr. ter visto a luz.

Mayor Nagin! Mayor Nagin de Nova Orleães está cá, a cidade de chocolate! Sim, desista. Mayor Nagin quero desejar-lhe boas-vindas a Washington, D.C, a cidade de chocolate com um doce no centro. E uma crosta de corrupção. É um doce, penso que é o que eu estou a descrever, um biscoito periódico.

Joe Wilson está cá, Joe Wilson mesmo aqui em frente, o marido mais famoso desde Desi Arnaz. E, claro, trouxe a sua maravilhosa mulher Valerie Plame. Oh, meu Deus. O que é que eu disse? Desculpe Sr. Presidente, queria dizer que ele tinha trazido a sua maravilhosa mulher, a mulher de Joe Wilson. Patrick Fitzgerald não está cá esta noite? Ok, safou-se.

E, claro, não podemos esquecer o homem do momento, o novo assessor de imprensa, tony Snow. Nome de código, “Snow Job”. Emprego difícil. Que herói. Ficou com o segundo emprego mais difícil do Governo, a seguir, evidentemente, ao de embaixador no Iraque.

Arranjaste uma boa trabalheira, Tony, uma boa trabalheira. Scott McClellan conseguia dizer coisas como ninguém. McClellan, claro, desejoso da reforma. Sentiu realmente que precisava de passar mais tempo com os filhos de Andrew Card. Sr. Presidente, gostaria que não tivesse tomado a decisão tão depressa.


[Segue-se uma conferência de imprensa de Colbert a gozar]

38 comentários:

Fragil disse...

A coragem de Colbert é espantosa face a face com Bush e a dizer-lhe tudo aquilo na cara. E também a chamar vendidos aos jornalistas presentes. Por isso é que ninguém se ria.

luikki disse...

absolutamente impagáve!!!

Anónimo disse...

Google search: Fishki.net zapatero

Margarida disse...

Escrevam esse conto que anda a deambular nas vossas cabeças. Sabem, aquele em que um repórter intrépido de Washington com coragem para enfrentar este governo. Vocês sabem – ficção!

Uma pessoa que diz isto em frente de toda aquela gente, não tem medo de nada. Para Colbert não é ficção, é realidade.

jorge disse...

Já tinha visto o número do Bush com o sósia na televisão, mas isto não passaram. Vendo o vídeo percebe-se porquê. O humorista tem um humor muito refinado e inteligente.

FCR disse...

Há no entanto um lado positivo: só numa democracia (mesmo sabendo que é formal) é que um Presidente aceita ser enxovalhado (mesmo a brincar) desta maneira. Numa ditadura já se sabe o que lhe aconteceria...ou por outra, não lhe aconteceria nada porque nunca teria sequer aberto a boca.

ReiArtur disse...

Isto não teve piada e mesmo assim ri-me das piadas todas. E porque é que não teve piada? Porque é a verdade. E havia pessoas naquela sala que não se estavam a rir mas que tinham o poder para mudar as coisas. O mal de que fala o Stephen Colbert é real. E todas as pessoas poderosas naquela sala têm tornado as coisas ainda piores.

Anónimo disse...

Uma coisa podem ter a certeza, uma coisa destas só é possivel na America. Em mais nenhum país do mundo seria imaginável uma situação semelhante.

Deve ser um problema de falta de liberdade e do poder demoniaco e obscuro dos governantes americanos. Os mesmos que não conseguem plantar umas ADM's no Iraque...

escrevi disse...

Não consegui ver o clip.
Amanhã tento novamente.
É bom que comece a aparecer cada vez mais gente a denunciar, masmo atraves do humor, a política americana.

fvaz disse...

Stephen Colbert é fabuloso. No Daily Show com Jon Stewart são uma dupla imparável.

Anónimo disse...

Vocês gozam, porque isto é a América. País de liberdades...sentem-se orfãos da URSS, não é? São anti-americanos, não é ' Pois vejam que o vosso inimigo até se deixa criticar. E sabem porquê ? Estão-se a CAgAR para a vossa mioleira aniquilosada de vermelhiscus horrorosus. VIVA A DEMOCRACIA. VIVA OS EUA!

Anónimo disse...

APOIADO! Esta gente que critica quem realmente espalhou democracia e pão (plano marshall, já ninguém se lembra...) merece duas coisas:
-o ridículo;
-a compaixão.
Os invejosos, os que têm medo de competir de forma sã em prol da comunidade, inventam coisas como social democracia, socialismo democrático, ou bloco das ganzas!

Anónimo disse...

APOIADO. COMEça-se a poder falar em PORTUGAL, sem ser alcunhado logo "fascista!". Bom caminho, após 32 anos começo a cheirar os ares de abril!

Conservador disse...

APOIADO! afinal nos comentários sempre se diz algo de interessante e elevado.

Anónimo disse...

Conservador = Homem sensato

Anónimo disse...

Enquanto elogiam a coragem de Colbert na terra das liberdades, simultanemente simpatizam com Chavez que já anda a exprimentar um novo conceito de "democracia", 25 anos no poder através de referendo.

Coragem era existir um Colbert venezuelano a fazer o mesmo numa cerimónia em frente ao Chavez. Ou melhor, um Colbert cubano a brincar com o Fidel numa qualquer cerimóia em Havana. Imaginam um discurso de 3 horas de Colbert a gozar com Fidel? Seria um tratado de humor. E com o lider iranino ? Seria lindo ! Com direito a decapitamento do humorista no fim do show ! Memorável !

A terra das liberdades, onde um sinistro governo inventa a identidade de mais de uma centena de pessoas que viajam em aviões, silenciaram mais umas centenas que trabalharam com esses aviões ou fê-las desaparecer em Marte juntamente com os aviões, que despenhou misseis contra edificios quando milhares e milhões viram aviões, que inventa guerras no Iraque mas não consegue lá inventar uma fábrica quimica, esse país de governantes poderosos, sinistros e sem escrúpulos não é capaz de silenciar um simples e incómodo humorista.

Extraordinário !

VouNaBroa disse...

Alguém me esclareça, como o que aqui se diz contra o autismo do governo americano, tem de ver com o 25 de Abril em Portugal?...

Anónimo disse...

A Fidel Castro le gastaron una broma telefonica desde Miami, se enfandó y le llamó "mariconzón"(paneleiron) al humorista.....

escrevi disse...

É igorância ou estupidez?
Tantos comentários raivosos...
Porque não dedicam algum tempo ao estudo da história?
Podia ser que aprendessem alguma coisa, mas duvido.
Porque não tentam utilizar as células que têm na cabeça (às quais se dá o nome de cérebro) e pensam um bocadinho. Dá trabalho, mas com algum esforço talvez conseguissem.
Tenho pena de vocês.
De qualquer forma repito uma frase atribuída a Cristo:
"Abençoados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus."

Biranta disse...

Caro amigo "escrevi"!
Os comentários raivosos são todos do mesmo tipo. É uma estratégia, primária, de manipulação. Não se impressione! "Os cães ladram e a caravana passa". Além disso "este" está a fazer o seu "trabalho". Não se esqueça de que isto se intensificou depois de Rumsfeld ter criticado "os seus" por não estarem a conseguir controlar a NET!
Para este tipo de coisas a minha receita é simples: apagar! Mas o amigo sofocleto não ouve o meu conselho... Não compreende que esta escumalha já controla os OCS, onde existe a mais implacável e absurda censura em relação a tudo quanto ponha em causa a versão oficial dos U.S. e que vêm aqui fazer este tipo de campanha para fornecer pretextos que permitam manter essa censura...
Na américa, as pessoas ainda têm direito a conhecer este tipo de "opiniões" que põem em causa a administração americana, mas nós, apesar de não sermos americanos, não temos esse direito, porque os fdacínoras americanos não querem e são eles que decidem sobre a nossa "liberdade".

augustoM disse...

A Birante é capaz de ter razão. Com a verdade nos enganam.
Um abraço. Augusto

Anónimo disse...

Exactamente. O Biranta tem toda a razão quando diz:

«Para este tipo de coisas a minha receita é simples: apagar! Mas o amigo sofocleto não ouve o meu conselho...»

Assim se vê o conceito de liberdade de alguns partidários deste blogue. E o mais curioso é que o Biranta diz que os comentários que não aprecia são raivosos. O que não deixa de ser fantástico, a maior parte dos comentários com que não concordam são escritos de forma civilizada. Curiosamente vocês respondem a chamar "ignorantes", "escumalha", " cães" e por aí além a quem não concorde com as vossas opiniões.

É essa a escola de liberdade que algumas pessoas que apreciam os conteúdos deste blogue.

Anónimo disse...

Vamos a mais um capitulo de desconstrução do documentário de ficção científica chamada "Loose Change".

A propósito do buraco na parede do Pentagono, que segundo os adeptos das teorias de conspiracção foi feito pelo avião, missil ou lá o que quer que seja (na verdade foi feito pelo trem de aterragem, o elemento mais resistente de um avião como o 757), a propósito do buraco citam um artigo dum tipo chamado Karl Schwarz. Se se derem ao trabalho de pesquisar no Google vão encontrar muita informação sobre o homem. Já escreveu uns quantos livros, alguns contra o Bush, e até queria ser candidato à presidência americana, mas parece que acabou por desistir. Se pesquisarem na Web encontram um longo historial desta personagem teatral, exêntrica e fala-barato. Pior, é tido como um grande aldrabão e burlão. Parece que o homem passa metade da vida em tribunais, ou a pôr processos contra quem lhe chama aldrabão, ou a sofrer processos por quem foi enganado por ele.

Durante anos andou por aí a dizer que era proprietário de várias empresas de biotecnologia (COMMAXXESS, etc), mas sempre que alguem queria saber mais detalhes nunca encontrava nenhuma fábrica, muito menos qualquer local onde trabalhassem as centenas de cientistas que dizia ter nos seus projectos.
Com alguma investigação, rapidamente se percebeu que as tais empresas com centenas de trabalhadores não passavam de meros sites na Internet e contactos dum pequeno escritorio. Ou seja tudo, era tudo virtual, tudo mera fachada. O homem gabava-se de ter milhões de dolares investidos em biotecnologia mas curiosamente há decisões de tribunais a condená-lo por não pagar a pensão de alimentos dum filho.

É este o tipo de aldrabão e burlão que os autores do documentário de ficção científica chamado "Loose Change" recorrem quando citam especialistas. São estas as provas com que se fazem maus documentários que excitam estas largas audiências de adeptos das teorias de conspiração.

ad perpetuam rei memoriam disse...

Dr. Mario Soares anti- americano. Senador don Manuel Fraga Iribarne, anti- americano. Jose Blanco (psoe) described freedom endurance as foolish. Blanco congratuled Zapatero (psoe) for taking the decision to withdraw spanish troops from iraq illegal war (sic)

PHK disse...

Anonimo o buraco no pentagono foi feito pelo trem de aterragem?
Estás brincar só pode e mesmo que Karl Schwarz seja um aldrabão achas mesmo que não temos olhos na cara para que o que atingiu o pentagono fui tudo menos um aviao, estes anonimos já estao passar de comicos pra ridiculos, se querem defender a vossa tese mostrem provas e argumentos decentes!

Anónimo disse...

Biranta fica calado no Sociocracia

Sofocleto disse...

Anonymous do Loose Change:

Se, a propósito daquilo que embateu no Pentágono, os autores citam Karl Schwarz, e se o homem é um vigarista, como você afirma, pode ter a certeza de que existem muitos outros autores que dizem a mesma coisa e nada têm de vigaristas. Cito-lhe Thierry Meyssan, por exemplo, talvez o primeiro a chamar a atenção para o evento.

Mas faço-lhe três perguntas:

a) O Pentágono possuía um elevado número de câmaras de vídeo no exterior. Porque é que não disponibiliza um ou dois filmes do impacto do Boeing para calar as más línguas. Só disponibilizaram cinco frames onde não se percebe nada.

b) O Pentágono é o coração militar da América. É público que o edifício dispunha na altura, de pelos menos cinco baterias de anti-mísseis, que reagiriam automaticamente a qualquer ataque aéreo, fosse de um míssil fosse de um avião suicida. Porque é que as defesas não funcionaram?

c) Já viu com certeza, tal como eu, fotografias da fachada do edifício, antes de uma parte colapsar, e do buraco, pouco maior que uma janela, feito pelo «Boeing». Diga-me: acha que cabia ali algum avião de passageiros? E porque é que não há marcas do embate das asas no edifício, tão visíveis nas Torres do WTC?

Peço-lhe um favor, invente um nickname. Para o poder distinguir dos outros anonymous. Digo o mesmo aos outros.

Sofocleto disse...

«Enquanto elogiam a coragem de Colbert na terra das liberdades, simultaneamente simpatizam com Chavez»

A terra das liberdades. Que lindas palavras! Vejamos alguns acontecimentos da terra das liberdades:

1 - As eleições presidenciais foram falsificadas em 2000 e em 2004.

2 – Roosevelt atraiu os japoneses a Pearl Harbor e tendo conhecimento do ataque não avisou as bases militares, provocando cerca de 3000 mortos.

3 – John F. Kennedy foi assassinado pela CIA, porque queria retirar as tropas do Vietname.

4 – Os actuais neoconservadores planearam e executaram o 11 de Setembro, provocando a morte de cerca de 3000 pessoas.

5 – Todos os media americanos estão concentrados em cinco grandes grupos, que por acaso pertencem ao complexo militar-industrial que levou a cabo o 11 de Setembro.

fcr disse...

É evidente. Eles controlam os media, não há dúvida, mas felizmente ainda até certo ponto pois dois jornais referiram o assunto. Mas a prazo isso não lhes vai chegar, veja-se o que está a acontecer ao Blair.

Anónimo disse...

Colbert se parece a Jorge Verstrynge

luikki disse...

os "anónimos" que por aqui passam dão-se a um imenso trabalho para desmentir a realidade!

Mais Notas Soltas disse...

Democracia é assim. Estou à espera para ver o mesmo no Irão, na Venezuela, Na Arábia Saudita e em Cuba.

fvaz disse...

Anónimo:

"São anti-americanos, não é?"

Eu não falo pelos outros, mas se visitar um dos meus blogs dedicado aos prazeres poderá ver que eu adoro a América. Visito os EUA 2-3 vezes por ano. E no entanto criei um blog só para dizer mal do Bush. Será que isso faz de mim anti-americano?

Os generais, o Clooney, os Red Hot Chili Peppers, os senadores (alguns deles republicanos), os 68% de americanos que estão contra a administração Bush, serão todos anti-americanos?

"simpatizam com Chavez"

Chavez é um populista sem graça, mas poderá ser perigoso para a Venezuela. Bush é perigoso à escala global. Bush tornou o mundo mais perigoso. E mais caro.

Conservador disse...

ISTO é do melhor. Nós, os raivosos, os imbecis, a escumalha, como nos chama o BIRANTA (o todo poderoso que vê tudo, sendo cego), somos contra isto e aquilo, o resto do pessoal anda tudo no surreal. PARANOICOS: joaaannna do bloocoo há aqui material para si e para o papá!

Anónimo disse...

«O Pentágono possuía um elevado número de câmaras de vídeo no exterior. Porque é que não disponibiliza um ou dois filmes do impacto do Boeing para calar as más línguas.»

Caro Sofocleto, e restantes pessoas que não entendem esta questão.

Não há nada de misterioso, a resposta até é simples. O impacto nas torres foi gravado por meios de comunicação social. O impacto do Pentagono não. Por norma qualquer governo duma democracia ocidental abstêm-se de divulgar imagens demasiado chocantes. É essa a razão da não divulgação de corpos esventrados por exemplo nas vitimas do WTC.

Tudo indica que existam mais imagens do Pentagono. E tudo indica que pela proximidade das camaras com o avião elas ainda sejam mais pertubadoras, principalmente para os familiares das vitimas, quer as que viajavam no avião, quer as do próprio Pentagono, quer pelos demais americanos directamente afectados. E para além do chocante, é preciso não esquecer que o edificio representa a própria força militar dos Estados Unidos. E ninguem gosta de ver os seus simbolos a serem atacados ou destruidos.

Eu sei que isto é dificil compreensão para vocês, mas é esta a realidade. É essa a diferença entre uma democracia ocidental e uma AlJazeera que divulga imagens chocantes como crianças desfeitas ou refens a serem decapitados.

Quanto a disponibilizar o filme para calar as línguas. Os governos disponibilizam filmes nas circunstâncias em que elas necessitam de ser divulgadas. Como por exemplo num julgamento, como por exemplo num pedido dum deputado/congressista, numa comissão de investigação, etc,etc.

Coisas desta gravidade ou com tão grande impacto não se disponbilizam como se fosse um programa da MTV de pedidos de videoclips de música por-rock por parte dos telespectadores. Muito menos ceder tais gravações a pessoas que na maior parte dos casos, salvo raras excepções, são pessoas que fazem desta vida de teorias da conspiração a sua profissão. São autores de muitos e muitos livros sobre variados temas, e fazem disso a sua vida. E finalmente não se esqueca, para a generalidade das pessoas, estas teorias da conspiração são um violento insulto a todas as vitimas.

No entanto, podem estar descansados, será uma questão de tempo até que algum congressista ou outra qualquer entidade americana acabará por pedir estes registos. Tal como no julgamento recente o juiz pediu as gravações audio do cockpit do voo 93. E com o tempo virá a público. Mas jamais a pedido de algum destes autores. Jamais ! Se houver por exemplo vários congressistas que acreditem em algma coisa destes autores, aí já é diferentes, e provavelmente será isso que irá acontecer.

Anónimo disse...

With a pain of fucking balls

doomer disse...

Anónimo said:
(na verdade foi feito pelo trem de aterragem, o elemento mais resistente de um avião como o 757)


Fantástico, ficamos a saber que o trem de aterragem é mais resistente que os motores, que pesam toneladas e são construídos, entre outras coisas, com titânio e que por coincidência nem um arranhão fizeram no pentágono.

O que é que andas a fumar?
Também quero.

Um Homem das Cidades disse...

Engraçado como um país que permite e encoraja o «espectáculo» da execução de condenados à morte é tão sensível a imagens chocantes de «queda de aviões»...