segunda-feira, abril 30, 2007

Laissez faire, laissez appauvrir, laissez mourir


Este modelo de «desenvolvimento» é-nos vendido diariamente pelos jornais e televisões e é-nos paulatinamente imposto pelo centrão político (PS e PSD). São os novos amanhãs que nos assobiam ao ouvido:

Uma análise dos dados do Censo norte-americano de 2004 revela que 60 milhões de americanos vivem com menos de 7 dólares por dia. Um em cada cinco americanos vive com menos de 2,555 dólares por ano. Ao mesmo tempo, a fatia dos 1% mais ricos recebe cerca de 16 por cento do rendimento nacional, o dobro do que recebiam nos anos sessenta.

Enquanto a desigualdade na distribuição do rendimento global é provavelmente maior do que já alguma vez aconteceu na história da humanidade, com metade da população mundial a viver com menos de 3 dólares por dia, e um por cento dos mais ricos a receberem pelo menos 57% do rendimento total, o facto de tantos americanos viverem com tão pouco, é difícil de perceber.

A denominada "nação mais rica da Terra" tem agora a maior discrepância entre ricos e pobres de todas as nações industrializadas. O facto de que um dólar gasto nas Caraíbas, na América Latina e na Ásia compram o mesmo que três ou quatro dólares nas Estados unidos significa que a qualidade de vida de dezenas de milhões de americanos está agora ao nível de imensas populações a viver no Terceiro Mundo.

E as notícias do relatório ainda são piores. Não houve aumentos reais dos salários desde 1972. Vinte e cinco milhões de americanos dependem da ajuda alimentar de emergência. Esta tendência que está a aumentar rapidamente constitui uma brutal chamada de atenção para a forma como uma política de extrema direita destruiu a rede de segurança social nos Estados Unidos durante os últimos 25 anos. Numa altura em que a globalização avança a todo o galope, e os seus efeitos destrutivos estão a ser sentidos em muitas comunidades trabalhadoras desde Detroit ao Connecticut, a crise nacional está a ser exacerbada pela cultura do «o vencedor leva tudo» que incentiva a ganância e o egoísmo recompensando os ultra-ricos à custa dos pobres.

Por todos os Estados Unidos, o preço da disfunção económica é um aumento do nível de insegurança e sofrimento para todos, e praticamente já não existem locais onde se possa viver sem crime violento, proliferação de drogas, armas, doenças mentais, desespero, cinismo e corrupção. Ao mesmo tempo, a classe média é forçada a carregar o fardo dos custos económicos dos tribunais, polícia, prisões e apoio social através dos impostos. Enquanto o preço médio de uma casa duplicou nos últimos cinco anos, e com as taxas de juro a subir, a execução de hipotecas está a atingir números astronómicos. As rendas acompanharam estas subidas, empurrando muitos milhões de americanos para uma vida de dificuldades económicas, pobreza e sem tecto para dormir. Para demasiados americanos, a litania da violência, punição e sofrimento parece não ter fim, e o Sonho Americano é agora unicamente um Pesadelo Made-in-America.


Mais duas curiosidades das terras do Tio Sam:

Dois milhões e duzentas mil de famílias norte-americanas (Março 2007) em risco de perder as suas casas e cerca de 164 mil milhões de dólares devido à execução das hipotecas.

18,000 pessoas morrem diariamente nos Estados Unidos por falta de seguro de saúde. Ou seja, seis milhões e quinhentos e setenta mil americanos (2,2% da população) morrem por ano porque não têm dinheiro suficiente para pagar o seguro de saúde, e as empresas onde trabalham recusam-se a fazê-lo.

20 comentários:

emepê disse...

Estes números impressionam por se tratar de um dos países mais ricos do mundo e que anda a fazer a ‘colecta’ pelo planeta. E mesmo assim nem todos os seus cidadãos, que pagam do seu bolso os instrumentos necessários a essa ‘recolha’, beneficiam dos resultados.

Por processos que se foram enviesando ao longo dos últimos anos, com regras de acesso quase kafkianas para quem perde o emprego, primeiro, e para quem o recupera, depois, mais de 40 milhões de americanos não têm acesso a quaisquer cuidados de saúde. Depois de muitas pressões pela vergonha nacional que tal sistema comporta, abriu-se uma excepção para grávidas e crianças, e apenas para alguns cuidados primários.

Há uns anos foram encomendados estudos que tentaram provar que os não caucasianos nunca terão o mesmo rendimento escolar que os ‘true americans’ (índios de fora) e portanto gastar milhões de dólares com a sua escolaridade ou gastar o mínimo indispensável, é igual ao litro, não havendo razão para tanto dispêndio com alunos que apresentem aparentes dificuldades escolares. Novo clamor nacional, e para já as coisas estão em stand-by.

Como o burro vai para a rua, não é tão cedo que voltam à carga. Aliás, a madame Clinton quando subiu ao pódio tinha como bandeira a reforma da segurança social e o medical care universal, mas o congresso chumbou-a sem um pingo de solidariedade nacional.

‘Chacun s’amanhe’, é a palavra de ordem. Vamos a ver se ela, caso lá chegue, tenta que a América volte ao espírito de entreajuda dos founding fathers.

Lidador disse...

Lá está o Diogo a exercitar a sua obsessãozinha antiamericana.

Para além de muitos dos dados que revela estarem errados( a culpa só é sua na medida em que engole tudo o que lhe vem parar ao prato), o seu problema é que o seu termo de comparação é a estratosfera.
Ora na estratosfera, não há pobreza, doença, etc, porque não há pessoas.

Vá lá, faça umas comparações com census de outros países e conte-me coisas.

Se quer comparar o que é comparavel compare por exemplo a Califórnia com a Suécia, etc, e a Europa como um todo com os EUA como um todo, (Não falo na China, Rússia, ìndia, África, Améria do Sul, etc, para a sua desonestidade não parecer tão óbvia.


Mas é claro que você não sabe nada disso. Nem quer saber.

Portugal é na Europa, sabia?
A França também.

Mas é claro que esses não são os seus termos de comparação.

Nem quer que sejam.
O que o move é comparar a sua nemésis, os EUA, com o País das Maravilhas que só existe na sua cachola.

A par com a obsessão, claro..

emepê disse...

Realmente, Diogo, os seus números estão errados. Pelo menos é o que afirma o Congresso das Associações de Caridade Católicas. É que a realidade é ainda pior.

Pobreza USA. População 33 000 000. É o segundo maior estado da América. E todos os seus residentes lutam para fugir dele.
(2003)

WASHINGTON, April 26 - Catholic Charities USA took its Campaign to Reduce Poverty in America directly to Congress today, with a briefing on the struggles of 35 million Americans who experience hunger... Those served in Catholic Charities soup kitchens have increased 27 percent since 2001, while clients served by food banks increased by almost 15 percent.
(2007)

http://news.yahoo.com/s/usnw/20070426/pl_usnw/catholic_charities_usa_goes_to_congress_to_urge_action_to_address_poverty

Diogo disse...

Emepê,

O ‘Chacun s’amanhe’ foi capaz de ter resultado enquanto tinham um continente inteiro para ocupar sem adversários à altura (as flechas pouco puderam contra armas de fogo e cobertores infectados de varíola). Mas já não há terras por desbravar nem territórios por civilizar. Já foi tudo privatizado e amanhado. Kaput!


Lidador,

[Se quer comparar o que é comparável compare por exemplo a Califórnia com a Suécia]

Onde quiser, como quiser, com as armas que quiser e às horas que lhe aprouver.

O que é isso – a Europa como um todo?

Nicolaias disse...

Caro Diogo,

não é preciso ler qualquer tipo de artigos para compreender que o povo mundial está, literalmente, a ser saqueado.
Basta andar, pelo menos, pela Europa: Paris, Bruxelas, Madrid, Lisboa, Londres, Rotterdam, Den Haag, Berlin, etc., etc., etc., são a visão da miséria humana, da pobreza urbana e do caos social.
A Nova Ordem Mundial é para poucos, logo, a fome, a pobreza, as guerra, as doenças, o aborto, a ruptura familiar, os venenos alimentícios, as drogas e a criminalidade cumprem seus objectivos de mecanismos de genocídio.
Descubram o que é o projecto “Global 2000”: um projecto incorporado nas Nações Unidas para diminuir, drasticamente, a população mundial.
Quem duvida desses valores que você apresenta não tem consciência do mundo em que vive, pois, os valores são muito mais drásticos!

Nicolaias disse...

Projecto "Global 2000"

http://www.millenniuminstitute.net/publications/G2R.html

a.castro disse...

Amigo Diogo: "copy and paste", dedpois vou usar mais este "copy and paste":
You can use some HTML tags, such as...:
Vim cá outra vez! Só para matar saudades...
Só para matar saudades - diz o meu amigo?... Não terá sido para voltar a ver as "bonecas" que estão no meu post???... ;) ;) ;)
Em qualquer caso, obrigado pela visita.
Abraço.

Anónimo disse...

Destacar a Califórnia do ranking nacional quanto a taxas de pobreza e desigualdade na distribuição da riqueza só pode ser anedota.

A Califórnia apresenta-se acima da média nacional: 13.3% vs 12.7%
pobreza infantil: 21%
(dados oficiais de 2004).

Ajustando ao custo de vida, os números são ainda mais dramáticos: 16,1% vs 12%.

(Public Policy Institute of California)

emepê disse...

Ooops, faltou a assinatura.

Lidador disse...

Projecções independentes, dão como certo que os EUA se mantenham na liderança económica mundial muito para lá de 2050, e que a Europa seja progressivamente ultrapassada por vários países emergentes, se não fizer alterações urgentes em matéria de leis laborais e no sistema de apoio social, que é pura e simplesmente insustentável á luz da natalidade e do envelhecimento da população. Não querer enfrentar isto é adoptar oficialmente a política da avestruz.

Em matéria tecnológica estão vários anos à frente de qualquer outro país e gastam muito mais dinheiro em I&D.
Quase todas as maiores cidades dos EUA oferecem instalações e actuações de música clássica e popular, centros de pesquisa histórica, científica e artística e museus, actuações de dança, musicais e peças de teatro, além de eventos ao ar livre e arquitectura de significado internacional
Os EUA são um incomparável centro de educação superior, com mais de 3000 universidades, e outras instituições de ensino superior, cujos melhores exemplos estão entre as mais prestigiadas e avançadas instituições do mundo
Quanto a “pobres”, o que se entende por “pobre”? . Nos EUA o estatuto de pobre resulta de um algoritmo complexo onde entram os rendimentos, os bens, o agregado familiar, etc. Simplificando, pobre é quem tem um rendimento inferior a 700 usd mensais.
Bem, em Cuba um professor ganha 10 USD mensais. É pobre? O Governo cubano dirá que não.
Em Portugal o SM anda pelos 400 euros...em Espanha pelos 500, na Bulgária anda pelos 60, enfim, não me parece um panorama muito lisongeiro.
O maior é o do Luxemburgo , (1300), mas a verdade é que o salário mínimo não é sequer o limiar da pobreza (há quem ganhe bem menos....)
O que talvez lhe interesse é saber que os USA , como um todo, têm um GDP per capita apenas superado pelo Luxemburgo, mas há regiões nos USA, bem maiores que o Luxemburgo, onde o GDP per capita é muito maior.
Ou seja, vendo as coisas à escala, a Europa é uma economia maior que os USA, têm mais gente, mas os seus indicadores económicos são, no seu conjunto bastante inferiores. E se insistir em dividir por regiões, comparar a melhor região da Europa com a média dos USA, é uma técnica desonesta e que apenas camufla a realidade.

O facto de a “desigualdade” ter aumentado, não é mau. Se os ricos estiverem muito mais ricos e os pobres menos pobres, a desigualdade aumentou, mas ambos estão melhor do que estavam.
Em Cuba desigualdade é menor e passa-se fome de criar bicho.

Que os EUA têm defeitos estamos de acordo. Perfeito só o Papa e mesmo assim tb diz asneiras.

Mas são um país enorme e com muitas diferenças.
Se agarrar por exemplo no North Dakota, tem 5 assassínios em 2002.
Se baixar à Califórnia tem mais de 2000.
Os Estados são diferentes, têm leis diferentes, culturas diferentes.
Se for à França e verificar os departamentos, notará taxas enormes em zonas miscigenadas e taxas pequeníssimas em zonas culturalmente homogéneas.
Que extrapola daí?
E pode fazer o mesmo em Portugal.
Claro que o Diogo não faz comparações…limita-se a falar mal e a exercitar o seu ódiozinho.
Mas eu ajudo-o a comparar
Não falando dos fundos privados, o investimento público em saúde, nos USA, é o 3º a nível mundial (per capita)

E como o investimento privado é de longe o maior do mundo, os USA são o país que gasta mais dinheiro em cuidados de saúde.
Eu sei que isto lhe contraria a ciência dos lugares-comuns, mas pode confirmar.
Nos USA os dados são gratuitos.

O sistema americano é perfeito?
Não, a Europa é pior. O que interessa é a filosofia do sistema e o modo como ele permite ou não agilizar o futuro.
A perfeição não existe, e nunca irá existir, pelo que comparar o real com o ideal é sempre desfavorável ao real.
O problema com o sistema social europeu, é que é um lastro cada vez mais difícil de carregar e que nos está a atrasar irremediavelmente.
O mundo não pára, mas a Europa, ou muda de paradigma (e já há movimentos nesse sentido) ou irá ficando cada vez mais incapaz de competir, num lento estiolamento, que levará as gerações futuras a um nível de vida bastante inferior ao que será possível do outro lado do Atlântico.
Basta olhar para a evolução do rendimento per capita.

Em 2002 (http://www.nationmaster.com/graph-T/eco_gdp_cap)
Lux-48309 USD
USA-35991
Noruega-32797
Islândia-30071
Dinamarca-28699

contradicoes disse...

Por esta e outras razões postei assim hoje, com o título:

A ilusão da liberdade

Vivemos muito convencidos
De desfrutar da liberdade
Quando afinal somos denegridos
Em toda a nossa capacidade

Muito cedo nos apercebemos
Nos nossos locais de trabalho
Que o salário que vencemos
É magro e desactualizado

Não adianta protestar
Com quem nós trabalhamos
Pois a ordem é p’ra roubar
Tudo quanto nós ganhamos

No direito à habitação
Que a Constituição consagra
Logo aí há violação
Quem não pode dorme na escada

Na educação que é um direito
Que também está instituído
Cada vez menos são os que têm feito
O nono ano, ou 12º., concluído

Nesta ilusão de liberdade
Em que continuamos a viver
Numa total infelicidade
Para conseguirmos sobreviver

Hoje festejamos
Mais um 1º. de Maio
Por isso aqui desejamos
A todos um bom trabalho

Marcos disse...

A FALÁCIA dos "americanos abaixo da linha da pobreza" está refutada aqui:

http://www.sentinelas.org/reinada/?p=638

Saudações,

Nicolaias disse...

Caro Lidador,

o cavalheiro anda mesmo a dormir:

"os EUA se mantenham na liderança económica mundial muito para lá de 2050"

Mas quem é que nessas estatísticas faz a diferença? Talvez seja 1% da população, os banqueiros, os grandes financeiros, os milionários, ou seja, a elite.
Tal e qual como em Portugal, dizem que a economia está a subir, mas nós sabemos que está a subir somente nos bolsos de uns poucos que fazem a diferença toda na média nacional.
Vc é mesmo ingénuo: anda aqui há meses a receber informação preciosa que o poderia despertar para a realidade da vida, de Portugal e do mundo, mas continua a dormir. É simplesmente incrível e assustador, uma vez que o cavalheiro é um belo exemplo de muita gente de boas intensões.

"os ricos estiverem muito mais ricos e os pobres menos pobres"

Menos pobres materialmente, mas com mais dívidas agarrados ao sonho americano transformado em hipotecas, hum?
Tal e qual como na Europa: bem-vindo à terra das oportunidades e peça créditos. Tudo fácil e ilusório!!!

"o investimento público em saúde, nos USA, é o 3º a nível mundial "

No entanto, a segurança social está quase completamente destruida desde a entrada de Bush... como explica isto?

E caro Marcos,

essa definição da linha da pobreza que apresenta no link é muito interessante, dizendo que um pobre nos EUA é um milionário no Nepal: até parece que não há pobres.
A questão é: que poder de compra possui esse pobre nos EUA e não que poder de compra possui ele no Nepal!
Logo, "pobre" não depende daquilo que a pessoa ganha em relação ao mundo, mas do poder de compra que ela possui no local onde habita.

O mundo está em decadência social enquanto que a tecnologia ilude-nos de que estamos melhor socialmente;
as populações estão a ser sugadas económica e animicamente, mas existem sempre uns quantos (minoria das minorias) que diz que não. Porque será?

Concordo que melhorámos como humanidade em muitos aspectos, mas, praticamente para cada área que aparentámos melhorar, começámos a pagar facturas altas demais em outras áreas.
P.ex: há mais alimentos hoje em dia, mas todos carregados de venenos que nos estão a modificar negativamente e até a destruir-nos, a nós e ao ecosistema; existem mecanismos de defesa dos direitos do cidadão, mas a corrupção do sistema policial, judicial e político faz-nos muitas vezes preferir nem sequer ter direitos humanos.

Numa coisa evoluimos positivamente: de um modo geral, estamos mais conscientes de quem somos como seres humanos e seres cósmicos.

Mas que farão aqueles outros na vida para pensarem daquela maneira tão positivista?
Que história de vida possuirão que os leva a ter aquela visão de vida?
Talvez sejam a cinza da lavagem cerebral do positivismo republicano e maçónico do final do sec XIX, princípio do sec. XX.
Uma coisa é ter pensamento positivo, esperança num futuro melhor, etc... outra coisa é ser cego, ignorante, muitas vezes por conveniência.

emepê disse...

Mas este post não é sobre a disparidade entre o rendimento e a pobreza no país mais rico do mundo?

Cálculos para a medição da pobreza humana nos países da OCDE

- vulnerabilidade à doença/morte
- exclusão do mundo da leitura e comunicação/informação
- % de pessoas a viver abaixo de 50% do rendimento familiar médio disponível
- taxa de desemprego de longo prazo

Os critérios são iguais para todos os países e medidos localmente, não a partir da média geométrica dos países. Se em Cuba 2 dólares dão para comprar 20 hambúrgueres e na China 200, nos EUA só dão para um. Por isso 35 000 000 de pessoas passam fome e recorrem à caridade das igrejas.


- os EUA têm o mais alto rendimento per capita dos países da OCDE
- Portugal tem o mais baixo rendimento per capita entre os 20
- sete países da OCDE tiveram produtividade mais alta do que os EUA: Noruega, Bélgica, Holanda, Itália, Irlanda, França e Alemanha

- o crescimento real dos salários nos USA foi 0,3%, abaixo da média da OCDE, 05%; 13 países ultrapassaram os EUA, ficando a Noruega no topo com 4.3%
- a desigualdade na distribuição do rendimento nos EUA foi alta e em crescimento, comparativamente com os outros 19 países. No fundo da escala as taxas de pobreza foram mais altas e os níveis de vida mais baixos do que os que se encontram na mesma posição nas economias comparáveis
- a mobilidade de rendimento aparenta ter sido mais baixa do que nos outros países da OCDE
- os CEOs nos EUA ganharam 3 vezes mais do que nos outros 19 países, tendo sido apenas na Suiça que os CEOs chegaram a 50% dos equivalentes americanos

- os EUA apresentaram a mais alta taxa de pobreza (17%) dos 17 países observados. Seguiram-se a Austrália, a Itália, o RU e a Irlanda
- os EUA apresentaram a mais alta taxa de pobreza infantil (21,9%) e 2ª mais alta taxa de pobreza na 3ª idade (24,7%). A Finlândia (5,4), a Noruega (6,4) e a Suécia (6,5) as mais baixas
- a persistência da pobreza ao fim de três anos foi nos EUA a mais alta com 9.5%, duas vezes superior à média dos países, e que oscilou entre 0,8% na Dinamarca e 7,8% em Portugal
- os EUA apresentaram a mais alta taxa de pobreza permanente (14,5%) entre os países da OCDE

(dados retirados dos relatórios da OCDE/PNUD 2005)



Se tudo isto é o estafado antiamericanismo que a OCDE e Nações Unidas são os primeiros a fomentar, os 35 milhões de pobres no país mais rico deveriam não comer e calar-se, para não alimentar sentimentos antipatrióticos. Deviam é lembrar-se que podem usufruir diariamente das melhores universidades, da tecnologia mais desenvolvida, dos melhores equipamentos sociais. Só precisam de fazer um esforço de apetite e comer mais um bocadinho, que tudo fica à sua disposição. Afinal pegar num hambúrguer e enfiá-lo pela boca abaixo é o gesto mais espontâneo do ser humano. É só querer.

Anónimo disse...

"just take away our play-stations,
and we´re another third world nation,
under the thumb of some blue blood royal son,
who stole the oval office in that phony election.

It don´t take a weatherman to see how´s the weather

I raise my glass in a toast,
here´s to our last drink of fossil fuels."

http://www.youtube.com/watch?v=_sEDyFVIg6Y

Lidador disse...

Cara MP, tem a certeza que em Cuba se compram 20 hamburguers com um dólar?

Bem, para já o dólar só está ao alcance de alguns privilegiados.
Depois, é mentira.

Em Cuba e noutros países do "social", há racionamento" e a ração está limitada a 1800 calorias diárias.

Com boas intenções, claro.

Quanto aos hamburgers, há até em economia o chamado índice Big Mac, que mede o poder de compra com uma fiabilidade e simplicidade totais.
Investigue e ficará a saber quanto tempo tem um cubano de trabalhar para trincar um Big Mac.
E um americano, ou alemão.

Quanto aos EUA, já lhe expliquei que se quiser comparar o que é comparável, não pode comparar um país continente , heterogéneo, com um país pequeno que não é mais do que uma região.

Compare a UE com os EUA.
Se quer comparar a Noruega, ou o Luxemburgo, tem de o fazer com estados americanos de idêntica dimensão e características.

Porque por esse caminho mentiroso e falacioso, então o melhor país do mundo é o Vaticano, onde não há pobreza nem desigualdade.

Não disfarce lançando tinta, como os chocos.

O seu problema, bem como o da maioria dos tontos "cósmicos" que neste blogue reluzem a ignorância convencida, é o ódio à América.

Estão completamente alienados, adormecem com o ódio a roer as entranhas e acordam com ele a roncar no intestino.

Isso faz azia e por isso é que o vosso discurso é repetitivo, mentiroso e chato como a potassa.

E é por isso tb que eu venho aqui ao ninho de cucos, para pontapear os tontos e arranjar mote para escrever.

emepê disse...

E para que se dá ao trabalho de escrever NADA? Já viu que o que para aí postou é ZERO?

Sabe o que é uma metáfora? Não sabe.

Aproveito para lhe dizer que segui a sua sugestão anterior e comparei a Suécia com a Califórnia. Mostrei-lhe. Devia ter ficado caladinho e controlar esse seu impulso incoercível para dizer qualquer coisa, de preferência oca e a despropósito. Ou aldrabada.

PS: estado americano com taxas de pobreza semelhantes à de qualquer país escandinavo não há, infelizmente, nenhum. É que, e também infelizmente para os 35 000 000 de pobres, até Portugal se posicionou melhor.

E já gora...os EUA não são um país? Com um governo, parlamento, congresso, leis, economia, impostos comuns?

E faz muito bem vir aqui inspirar-se. Já é um começo.

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