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segunda-feira, novembro 30, 2015

Cavaco Silva - um caso extremo de abuso existencial…


O Céu Já Não Pode Esperar (mais)


Piada rapinada ao Quino e adaptada por mim à política nacional


Sinopse

O Presidente da República Portuguesa (Aníbal Cavaco Silva) [1939 - 2016] parece nunca se ter dado conta dos problemas que atormentavam o país. Constantemente acossado por uma cara-metade saloia, odiado pela população portuguesa e tendo de conviver com um partido que o desprezava e uma oposição que o abominava, a dada altura, o Silva de Boliqueime já não fazia, nem dizia coisa com coisa.




Quando já todos lhe diziam para desaparecer, Cavaco continuava convencido de que era "O escolhido para manter Portugal em "banho-maria". Sempre hesitante, convencido de que a "Crise era para aguentar, ah pois era», achou que podia continuar a piorar ainda mais a situação sem um respingo de revolta das pessoas. Até que a população se fartou...




No meio, jaz o indivíduo [1964 - 2016] que, igualmente a pedido da Banca, fez o papel do «Cobrador do Fraque», e que nessa tarefa reduziu os salários, as pensões, destruiu empregos, a segurança social, a saúde, a educação e a economia, e entregou de mão beijada aos privados os monopólios públicos lucrativos. Até que a população compreendeu de facto o que era a «Austeridade» e, naturalmente, zangou-se...




Mais à esquerda, jaz o sujeito [1957 - 2016] que, a pedido da BANCA, pediu empréstimos colossais a juros agiotas para fazer obras faraónicas, inúteis, pornograficamente dispendiosas e com derrapagens financeiras inexplicáveis (as celebérrimas Parcerias público-Privadas). A maior parte destas obras foi feita a meias com empresas privadas em que ficava estabelecido que estas ficavam com os lucros e o Estado (o Povo português) com os prejuízos. A população acabou por se lembrar desses desmandos e decidiu ter uma conversa a sério com esse indivíduo...

segunda-feira, outubro 26, 2015

Paulo Morais - Abuso da maioria. Não tem sido por falta de maiorias que o País chegou a este estado. Mas sim por falta de seriedade e por desrespeito pelas minorias.


Paulo Morais é candidato anunciado às eleições presidenciais de 2016


Paulo Morais é licenciado em Matemática, tem um MBA em Comércio Internacional e é doutorado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade do Porto. Foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, de 2002 a 2005, tendo sido responsável pelos pelouros do Urbanismo, Acção Social e Habitação. Regressou então ao ensino e ao seu combate de sempre pela denúncia dos mecanismos de corrupção em Portugal. É professor na Universidade Portucalense e investigador no InescPorto. Integrou o grupo de trabalho para a revisão do Índice de Percepções da Corrupção, levada a cabo pela Transparency International. Foi perito no Comité Europeu Económico e Social. É perito do Conselho da Europa em missões internacionais sobre boa governação pública, luta anti-corrupção e branqueamento de capitais.


Publicou os livros “Porto de Partida, Porto de Chegada”, “Mudar o Poder Local” e “Da Corrupção à Crise”. É docente do ensino superior nas áreas da Estatística e Matemática e director do Instituto de Estudos Eleitorais da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias do Porto. É vice-presidente da Direcção - Transparência e Integridade, Associação Cívica (TIAC), com o mandato suspenso desde 13 de Março de 2015, a seu pedido, por período indeterminado. Pediu a suspensão do mandato de vice-presidente da TIAC para se candidatar à presidência da República.

Tem fortemente denunciado, em diversos meios de comunicação social, a corrupção e a promiscuidade entre os poderes políticos e os poderes económicos, e a inconstitucionalidade preconizada por alguns escritórios de advogados, ao serem redactores das leis nacionais, e ao mesmo tempo representantes nos meios judiciais de entidades que se deparam com essas mesmas leis.


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Abuso da maioria. Não tem sido por falta de maiorias que o País chegou a este estado. Mas sim por falta de seriedade e por desrespeito pelas minorias.


As legislativas aproximam-se e são cada vez mais os atores políticos que secundam a opinião de Cavaco Silva: reclamam um resultado de maioria, que gere estabilidade governativa. Discordo em absoluto, pois foram as maiorias que nos trouxeram à crise e a miséria. Todas as maiorias governativas são de má memória: Cavaco, Guterres, Sócrates e Passos. Foi com Cavaco Silva no governo que se desbarataram fundos europeus sem critério, se começou a instalar a promiscuidade entre negócios e política e se assistiu à instalação da corrupção no regime. Os dinheiros do Fundo Social Europeu para formação foram desviados para o bolso de alguns. A política era dominada por Duarte Lima, Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Em maioria.

Cavaco Silva, Duarte Lima, Dias Loureiro e Oliveira e Costa


Foi Guterres que, apesar de prometer "no jobs for the boys", permitiu a entrada na Administração Pública de milhares de boys sem concurso. Na enxurrada, Guterres engordou a Administração. Dominavam a política socialista Jorge Coelho, Pina Moura, Armando Vara e Sócrates. Tudo gente séria, portanto. Em maioria. Foi já a maioria absoluta de Sócrates que celebrou os contratos ruinosos das dezenas de parcerias público-privadas que comprometem as contas públicas até 2035. Foi também Sócrates que nacionalizou o BPN, assumindo todos os prejuízos e deixando intactos os bens dos responsáveis pelo descalabro do banco.

António Guterres, Jorge Coelho, Pina Moura, Armando Vara e José Sócrates


Também Passos Coelho dispôs de uma confortável maioria, em coligação com Paulo Portas. Aproveitou esse poder absoluto para privatizar sem critério e ao desbarato a REN, a EDP, EGF, CTT, ANA e TAP. Entregou o ouro ao bandido e fê-lo sem sentido estratégico ou patriótico. Hoje os chineses dominam a energia elétrica em Portugal, num modelo neocolonial em que os colonizados somos nós. Os aeroportos são controlados pela mesma empresa que detém as pontes Vasco da Gama e 25 de Abril, pelo que as entradas na capital estão fora do controlo público, uma verdadeira ameaça à nossa segurança.

Passos Coelho e Paulo Portas


Não tem sido, pois, por falta de maiorias que o País chegou a este estado. Mas sim por falta de seriedade e por desrespeito pelas minorias.


segunda-feira, abril 06, 2015

O acidente pascal que deixaria eufórica a esmagadora maioria dos portugueses (em formato Facebook). A GNR atribui ao excesso de Austeridade o contentamento generalizado da população...



Zé de Portugal

5/4 às 21:46 · Editado

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Um despiste, na madrugada do dia 4 de Abril, próximo da localidade de Benfeita, provocou quatro mortos, tudo malta da Área da Governação: Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho; Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, e um ferido grave - José Sócrates - que os bombeiros não sabem prever quando será possível desencarcerar.

Políticas pouco transparentes e relações escorregadias com o Grande Dinheiro terão sido as causas prováveis do acidente.




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Dez milhões de portugueses e duas outras pessoas gostam disto.

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segunda-feira, setembro 08, 2014

São cada vez em maior número os portugueses que consideram que Cavaco Silva não possui densidade psicológica suficiente para desempenhar o cargo de Presidente da República.



Aníbal António Cavaco Silva - Presidente da República Portuguesa

Não obstante a habitual frontalidade com que Cavaco aborda todas as questões políticas (por mais melindrosas que possam ser), a transparência dos seus discursos, a facilidade e a disponibilidade que demonstra em explicar aos portugueses os prós e os contras das medidas governamentais, e o seu papel de contrapoder aos excessos do Governo PSD + (cds), o número de portugueses que considera Cavaco um peso morto não pára de aumentar.


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De realçar a notável semelhança nas expressões entre o nosso actual Presidente e uma múmia de Guanajuato (México) com cerca de três mil anos. Se olvidarmos os microfones e a entourage do Presidente, quase se poderia dizer que se trata da mesma pessoa...


Expressão tipicamente cavaquista no esclarecimento ao país da necessidade de mais cortes

terça-feira, novembro 12, 2013

Mais um caso fatal de abuso existencial. Sgundo se diz, será um flagelo crescente para os têm o hábito de andar mergulhados nas águas pútridas da Finança


O Céu Não Pode Esperar


Piada original rapinada ao Quino e adaptada por mim à política nacional


Sinopse

O Presidente da República Portuguesa (Aníbal Cavaco Silva) [1939 - 2013] nunca se deu conta dos problemas que atormentavam o país. Constantemente acossado por uma cara-metade saloia, odiado pela população portuguesa e tendo de conviver com um partido que o desprezava, a dado passo, o Silva já não dizia nem pensava coisa com coisa.




Quando já todos lhe diziam para desaparecer, Cavaco convenceu-se de que ainda podia persuadir as gentes de que era "O escolhido para manter Portugal em "banho-maria". Sempre hesitante, convencido de que a "Crise" era para aguentar, «ah pois era», achou que podia piorar ainda mais a situação sem um respingo de revolta da gentalha. Até que a população se fartou e lhe esticou o pernil (recorrendo a um tronco sólido de carvalho, uma corda, um nó corredio e um cavalo assustadiço).






No meio, jaz o tipo[1964 - 2013] que, igualmente a pedido da Banca, fez o papel do «Cobrador do Fraque», e que nessa tarefa reduziu os salários, as pensões e os empregos, destruiu a segurança social, a saúde e a educação, e entregou de mão beijada aos privados os monopólios públicos lucrativos. Foi espancado, empalado e incinerado quando ainda libertava CO2 pelas narinas. Apesar dos esforços do INEM para o reacender, as cinzas do Coelho já não deram fumo nem fogo.





Mais à esquerda, no jardim onde descansa agora o Silva, jaz o sujeito [1957 - 2013] que, a pedido da Banca, pediu empréstimos a juros agiotas para fazer obras faraónicas, inúteis, pornograficamente dispendiosas e com derrapagens financeiras inexplicáveis. A maior parte destas obras foi feita a meias com empresas privadas em era estabelecido que estas ficavam com os lucros e o Estado com os prejuízos. Acabou por falecer num infeliz acidente de caça, em pleno centro de Lisboa, em que cerca de uma dúzia de balas perdidas se lhe alojaram na cabeça e no coração.

segunda-feira, agosto 12, 2013

Até mesmo um mentecapto como o Nicolau Santos, director-adjunto do semanário Expresso e co-apresentador de Expresso da Meia-Noite na SIC Notícias, já percebeu que os políticos são uma máfia a soldo de uma Banca assassina




O caso BPN continua a queimar as mãos de muita gente. Tanto que, quando alguém que esteve ligado ao banco vai para um lugar público e tem de divulgar o seu curriculum, elimina cuidadosamente essa atividade do seu passado.

Foi isto que fez Rui Machete, foi isto que fez Franquelim Alves, passando aos jornalistas um atestado de incompetência e aos cidadãos um atestado de estupidez.

Não está em causa a compra ou venda de ações de uma instituição bancária. Mas está em causa saber 1) se toda a gente podia comprar ações do BPN; 2) se toda a gente que comprou as viu recompradas pelo dobro ou pelo triplo do seu valor original; 3) se esses ganhos assentavam na atividade normal do banco.

Ora para quem não se lembra, o BPN não estava cotado em bolsa. Por isso, só comprava ações do banco quem a administração convidava para tal. Foi assim com Cavaco Silva, que comprou e vendeu ações do BPN tratando diretamente do assunto com o presidente da instituição, Oliveira Costa.

Depois, a compra de ações de ações pelo banco por valores muito superiores aos que as tinha vendido não resultava do livre funcionamento do mercado - mas de uma decisão da administração e, em particular, de Oliveira Costa.

Quer isto dizer que o presidente do BPN beneficiou quem quis - e beneficiou seguramente os seus amigos. Não por acaso, todos (ou a esmagadora maioria) os beneficiados com a venda de ações altamente valorizadas ou com vultuosos empréstimos não reembolsados são membros ou simpatizantes do PSD. E suponho que não é preciso dizer os nomes.

Por isso, se tudo fosse tão normal e transparente, Rui Machete não teria eliminado do seu curriculum as funções que ocupou no BPN. Por isso, também não devia ter dito que isto revelava a podridão da sociedade portuguesa.

É que se este caso revela alguma coisa é a podridão com que altas figuras do PSD ligadas ao Estado ganharam muito dinheiro com um banco fantasma que era liderado por uma grupo de malfeitores.

E é esse dinheiro fácil que está agora a ser pago, com língua de palmo, por todos os contribuintes. Mais de 4 mil milhões de euros dos nossos impostos servem para pagar as mais-valias e os empréstimos não reembolsados que o BPN concedeu.

Por isso, seria de muito bom tom que todos os que lucraram com o BPN se calassem e que não nos tentassem convencer que tudo foi limpo e transparente no dinheiro que ganharam. É que, como de costume, os senhores privatizaram os lucros. E deixaram para os contribuintes a socialização dos imensos prejuízos. Haja vergonha!

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Coliformes fecais à solta na governação do país



Professor Luís Manuel Cunha

In "Jornal de Barcelos" - 10.10.2012


Os fantasmas

Esta coisa de escrever crónicas "é um jogo permanente entre o estilo e a substância". Uma luta entre "o deboche estilístico" do gozo da escrita e "a frieza analítica" do pensamento do cronista. Por isso, enquanto cidadão, só posso ver este governo como uma verdadeira praga bíblica que caiu sobre um povo que o não merecia. Mas, enquanto cronista, encaro-o como uma dádiva dos céus, um maná dos deuses, "um harém de metáforas", uma verdadeira girândola de piruetas estilísticas.

Tomemos como exemplo o ministro Gaspar. Licenciado e doutorado em Economia, fez parte da carreira em Bruxelas onde foi director do Departamento de Estudos do BCE. Por cá, passou pelo Banco de Portugal, foi chefe de gabinete de Miguel Beleza e colaborador de Braga de Macedo. É o actual ministro das Finanças. Pois bem. O cronista olha para este "talento" e que vê nele? Um retardado mental? Uma rábula com olheiras? Um pantomineiro idiota? Não me compete, enquanto cidadão, dar a resposta. Mas não posso deixar de referir a reacção ministerial à manifestação de 15 de Setembro que, repito, adjectivava os governantes onde se inclui o soporífero Gaspar, como "gatunos, mafiosos, carteiristas, chulos, chupistas, vigaristas, filhos da puta". Pois bem. Gaspar afirmou na Assembleia da República que o povo português, este mesmo povo português que assim se referia ao seu governo, "revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal"! Assumpção autocrítica de alguém que também é capaz de, lucidamente, se entender, por exemplo, como um "chulo" do país? Incapacidade congénita de interpretar o designativo metafórico de "filhos da puta"? Não me parece. Parece-me sim um exercício de cinismo, sarcástico e obsceno, de quem se está simplesmente "a cagar" para o povo que protesta. A ser assim, julgo como perfeitamente adequado repetir aqui uma passagem de um texto em forma de requerimento "poético" de 1934. Assim:



"A Nação confiou- lhe os seus destinos?... / Então, comprima, aperte os intestinos./ Se lhe escapar um traque, não se importe… / Quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte? / Quantos porão as suas esperanças / Num traque do ministro das Finanças?... / E quem viver aflito, sem recursos / Já não distingue os traques dos discursos." Provavelmente o sr. ministro desconhecerá a história daquele gajo que era tão feio, tão feio, que os gases andavam sempre num vaivém constante para cima e para baixo, sem saber se sair pela boca se pelo ânus, dado que os dois orifícios esteticamente se confundiam. Pois bem. O sr. ministro é o primeiro, honra lhe seja concedida, que já confunde os traques com os discursos. Os seus. Desta vez, o traque saiu-lhe pelo local de onde deveria ter saído o discurso! Ou seja e desculpar-me-ão a grosseria linguística, em vez de falar, "cagou-se". Para o povo português. Lamentavelmente.



Outro exemplar destes políticos que fazem as delícias de um cronista é Cavaco Silva. Cavaco está politicamente senil. Soletra umas solenidades de circunstância, meia-dúzia de banalidades e, limitado intelectualmente como é, permanece "amarrado à âncora da sua ignorância". Só neste contexto se compreende o espanto expresso publicamente com "o sorriso das vacas", as lamúrias por uma reforma insuficiente de 10 mil euros mensais, a constante repetição do "estou muito preocupado" e outros lugares-comuns que fazem deste parolo de Boliqueime uma fotocópia histórica de Américo Tomás, o almirante de Salazar. Já o escrevi aqui várias vezes. Na cabeça de Cavaco reina um vácuo absoluto. Pelo que, quando fala, balbucia algumas baboseiras lapalicianas reveladoras de quem não pode falar do mundo complexo em que vivemos com a inteligência de um homem de Estado. Simplesmente por que não a tem. Cavaco é uma irrelevância de quem nada há a esperar, a não ser afirmações como a recentemente proferida aquando das comemorações do 5 de Outubro de que "o futuro são os jovens deste país"! Pudera! Cavaco não surpreenderia ninguém se subscrevesse por exemplo a afirmação do Tomás ao referir- se à promulgação de um qualquer despacho número cem dizendo que lhe fora dado esse número "não por acaso mas porque ele vem não sequência de outros noventa e nove anteriores..." Tale qual.

Termino esta crónica socorrendo- me da adaptação feliz de um aforismo do comendador Marques de Correia e que diz assim: "Faz de Gaspar um novo Salazar, faz de Cavaco um novo Tomás e canta ó tempo volta para trás". É que só falta mesmo isso. Que o tempo volte para trás. Porque Salazar e Tomás já os temos por cá.

P.S.: Permitam-me a assumpção da mea culpa. Critiquei aqui violentamente José Sócrates. Mantenho o que disse. Mas hoje, comparando-o com esse garotelho sem qualquer arcaboiço para governar chamado Passos Coelho, reconheço que é como comparar merda com pudim. Para Sócrates, obviamente, a metáfora do pudim. Sinceramente, nunca pensei ter de escrever isto.



Comentário


Alto lá, Professor Luís Manuel Cunha!

Chamar merda a Passos Coelho, ainda vá, mas, comparativamente, considerar Sócrates a um pudim, isso é ir demasiado longe. Sócrates nada mais á que uma prequela coerente de Passos Coelho (ou, para os menos letrados, Passos Coelho é uma sequela lógica de Sócrates).

Dito de outra maneira - se Passos Coelho é uma merda e Sócrates um pudim, então este teria necessariamente de ser confeccionado da seguinte forma:

Ingredientes do pudim (Sócrates):

1 – Dois barris de fezes com consistência líquida;

2 – Cinco latas de esterco condensado;

3 – Quatro Kg de excrementos;


Preparação: bater tudo num liquidificador, colocar numa forma untada de caca e deixar em banho-maria durante duas horas. Quando a bosta adquirir uma consistência pastosa e esverdeada, decore com caganitas.



segunda-feira, outubro 22, 2012

Financial Markets For Dummies ou, como quem diz, os Mercados Financeiros explicado a Idiotas


Expresso - 27-12-2010: O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelou aos líderes europeus para estarem "mais calados em relação à crise da dívida soberana" e "perceberem que os mercados financeiros estão a ouvir".

Cavaco Silva colocou-se ao lado de Durão Barroso no apelo ao silêncio sobre a crise, não fosse dar-se o caso, o Diabo seja surdo, de os "mercados" ouvirem as lamechices dos dirigentes europeus...


O Sr. Aníbal, de Boliqueime


A Bola.PT - 27.12.2010:

O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou esta noite «muito sensato» o apelo de Durão Barroso para a contenção nos discursos sobre a crise financeira na Europa.

«Há pessoas em Portugal que parecem não saber que os nossos credores são as companhias de seguros, os fundos de pensões, os fundos soberanos, os bancos internacionais e os cidadãos espalhados por esse mundo fora», acrescentou Cavaco Silva, para quem as «palavras de insulto» terão como única consequência «mais desemprego para Portugal.»

O Presidente da República espera agora que o «bom senso» de Durão Barroso chegue «a alguns políticos portugueses». «Esses políticos têm, acima de tudo, falta de conhecimento quanto ao comportamento dos nossos credores, ou seja, daqueles que nos emprestam dinheiro», ressalvou Cavaco Silva.


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Vicenç Navarro López


Vicenç Navarro López é um sociólogo e politólogo espanhol. É especialista em economia política, foi professor catedrático de Economia Aplicada na Universidade de Barcelona, onde é actualmente professor catedrático de Ciências Políticas e Sociais na Universidade Pompeu Fabra. É também professor na Universidade Johns Hopkins de Baltimore [EUA].

Artigo publicado por Vicenç Navarro no diário PÚBLICO, 20 de Maio de 2010

Tradução de Paula Sequeiros


Que mercados financeiros?

Na realidade, os mal denominados mercados têm muito pouco de mercado. São bancos com muito lucro e poucos riscos. Se os mercados financeiros fossem mercados de verdade, os bancos teriam de absorver as perdas em investimentos financeiros falidos.

Este artigo assinala que os mal denominados mercados financeiros não correspondem às características que definem os mercados, pois os seus agentes – os bancos – gozam dum grande proteccionismo fornecido pelos estados, assim como por instituições internacionais – como o Fundo Monetário Internacional – que garantem os seus exuberantes lucros à custa de enormes reduções dos gastos públicos e da protecção social das populações. O artigo mostra exemplos deste proteccionismo no caso dos EUA e na mal denominada "ajuda" do FMI-Euro aos países com elevados défices e dívida pública, como a Grécia, que constitui na realidade uma ajuda primordialmente aos bancos europeus.

A linguagem que se utiliza para explicar a crise é uma linguagem que aparenta ser neutra, meramente técnica, quando, na realidade, é profundamente política. Assim, dizem-nos que os "mercados financeiros" estão a forçar os países da União Europeia e, muito em especial, os países mediterrânicos – Grécia, Portugal e Espanha – e Irlanda, a seguir políticas de grande austeridade, reduzindo os seus défices e dívida públicos, com o objectivo de recuperar a confiança dos mercados, condição necessária para alcançar a recuperação económica. Como disse há uns dias Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE): "A condição para a recuperação económica é a disciplina fiscal, sem a qual os mercados financeiros não certificam a credibilidade dos estados" (Financial Times, 15-05-10).

A realidade, contudo, é muito diferente. Estas medidas de austeridade, promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia (UE), estão a criar uma grande deterioração da qualidade de vida das classes populares, pois estão a afectar negativamente a sua protecção social e estão a destruir emprego, dificultando a sua recuperação económica. Assim aconteceu na Lituânia, onde o PIB diminuiu 17% e o desemprego alcançou 22% da população activa (veja-se o meu artigo Quién paga los costes del euro ?). Uma situação semelhante ocorrerá nos países citados anteriormente.



Pareceria, pois, que são os mercados financeiros que estão a impor estas políticas aos governos. Ora bem, que quer dizer “os mercados financeiros”? Em teoria, na dogmática liberal que domina os establishments europeus (o Conselho Europeu, o BCE e a Comissão Europeu, assim como nos governos da maioria dos países da UE), os mercados são um processo de livre comércio entre agentes financeiros – os bancos – que obtêm benefícios para compensar os seus riscos, pois que se assume que existem riscos em tais mercados. Mas tal retórica não define a realidade, pois tais entidades – os bancos – operam em âmbitos e instituições enormemente proteccionistas dos seus interesses, nos quais o risco, em geral, brilha pela ausência. Na realidade, os mal denominados mercados têm muito pouco de mercado. São bancos com muito lucro e poucos riscos. E o que está a acontecer mostra a certeza deste diagnóstico.

Nos EUA, onde existe amplo consenso sobre o facto de que a crise financeira foi iniciada pelos comportamentos de Wall Street, a crise bancária foi resolvida com a entrega aos bancos de quase um bilião de dólares pagos pelo Estado, que beneficiou enormemente os banqueiros e os seus accionistas, conseguindo inclusive mais benefícios do que os que tinham antes da crise. A obscenidade de tais benefícios e as práticas desonestas e criminosas dos banqueiros (causadores da crise) explicam a sua enorme impopularidade e a de tais medidas, que não se repercutiram favoravelmente sobre a população, que viu como os seus padrões de vida diminuíram devido à crise provocada pelos bancos. Não foram os mercados, mas os bancos e os seus políticos no Congresso (com nomes e apelidos conhecidos) e nas administrações Clinton, Bush e Obama (também com nomes e apelidos conhecidos) que criaram a crise, salvaram os bancos e agora apelam à austeridade.

Uma situação quase idêntica está a acontecer na UE. Os comportamentos especulativos da banca europeia foram consequência de decisões políticas que desregularam a banca, decisões que se tomaram particularmente, não apenas em Wall Street, mas também nos centros financeiros, principalmente a City de Londres e Frankfurt, consequência da enorme influência da banca sobre os governos britânico e alemão. A mal denominada “ajuda” do FMI-EU (de 750.000 milhões de euros) aos países com dificuldades não é uma ajuda às populações daqueles países, mas sim aos bancos (e muito em especial aos alemães e franceses) para assegurar-lhes que os Estados lhes pagarão as dívidas com os juros confiscatórios que exigiram. Na realidade, se os mercados financeiros fossem mercados de verdade (e, portanto, houvesse competitividade e risco no seu comportamento), os bancos teriam de absorver as perdas em investimentos financeiros falidos. Se o Governo da Grécia, por exemplo, fosse à bancarrota, a banca alemã teria de absorver as perdas por ter tomado a decisão de comprar cupões do Estado grego.


ENCONTRE AS DIFERENÇAS
Dez anos após a aplicação de um programa de ajustamento estrutural do FMI

Ora bem, isto não acontece nos mal denominados mercados financeiros devido a haver toda uma série de instituições que protege os bancos. E a mais importante é o FMI, que empresta dinheiro aos Estados para que o paguem aos bancos. Daí que, como nos EUA, os bancos nunca perdem. Quem perde são as classes populares, pois o FMI exige aos governos que extraiam o dinheiro dos serviços públicos das tais classes populares para pagar aos bancos. O que o FMI faz é a transferência de fundos das classes populares para os bancos. Isto é o que se chama "conseguir a credibilidade dos Estados face aos mercados".

Estas transferências, contudo, além de serem profundamente injustas, são enormemente ineficientes. O fracasso das políticas de austeridade propostas pelo FMI nos países em crise é bem conhecido, o que explica o descrédito de tal instituição. O FMI, desde a era Reagan, é a organização financeira que impôs mais sacrifícios às classes populares dos países que receberam a "sua ajuda", com resultados económicos altamente negativos, tal como denunciou correctamente Joseph Stiglitz. Não são os mercados, mas os interesses bancários e seus aliados – entre os quais se destacam o FMI e o BCE – que estão a impor estes sacrifícios. Ao menos, chamemos os culpados pelo nome.

quinta-feira, setembro 20, 2012

O Presidente da República recebeu na segunda-feira os parceiros sociais



Aníbal Cavaco Silva (em primeiro plano na horizontal)
envergando as faixas presidenciais distintivas do cargo que ocupa.

Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, na sua postura habitual de grande estabilidade e firmeza, regista atentamente as preocupações dos parceiros sociais neste momento de crise grave que o País atravessa.

O Mais Alto Magistrado da Nação recebeu na segunda-feira (17-09-2012) os parceiros sociais subscritores do Acordo Tripartido «Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego».


Os parceiros sociais da esquerda para a direita:

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes;

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva;

O Secretário Geral da UGT, João Proença;

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), José Carlos Pinto;

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Pedro Machado.

quarta-feira, junho 20, 2012

Loquaz, como é seu timbre, Cavaco Silva felicita a Seleção Nacional



Embora, para o Sr. Silva de Boliqueime, o silêncio seja de ouro,
as pensões que aufere não lhe chegam para as despesas que tem...

Aníbal Cavaco Silva afirmou não ser este o momento mais apropriado para comentar o percurso da selecção nacional, apesar de Portugal já ter alcançado o primeiro objetivo a que se propôs no Euro2012, ao vencer ontem a Holanda por 2-1 e qualificando-se para os quartos de final da prova ao garantir o segundo lugar do Grupo B.

O Presidente da República também não se quis pronunciar acerca da fraca prestação da laranja mecânica, que entrou neste Europeu 2012 como uma das candidatas à vitória final, e que sai sem qualquer ponto somado neste Grupo B.

O PR insistiu nada ter a acrescentar sobre a diferença gritante entre o ataque e a defesa da selecção holandesa, onde o equilíbrio foi coisa que nunca se viu, e sobre a dificuldade de construção de jogo, entre a defesa e o meio-campo e erros crassos de posicionamento na hora de suster os ímpetos atacantes dos portugueses.

Quando questionado sobre a forma como o jogo se desenrolou, com Portugal a demonstrar alguma ansiedade ao início, não conseguindo controlar a posse da bola, mas com uma reacção fantástica a partir dos vinte minutos, vindo a alcançar uma excelente vitória e uma qualificação justíssima, o mais Alto Magistrado da Nação afirmou não ser a altura própria para opinar sobre a atitude em campo da equipa nacional.

Ao ser-lhe perguntado, agora que a selecção nacional vai defrontar a forte equipa da República Checa, que também se qualificou com justiça, quais as nossas possibilidades de chegar às meias-finais, o Sr. Silva de Boliqueime optou por se remeter ao silêncio.


Que esta vontade de virar o jogo incite os pobres, os precários, os desempregados, os assalariados de miséria, os reformados com fome e a população em geral, a unir-se e a esmagar aqueles a quem o actual resultado (e os árbitros) favorece de forma pornográfica.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Cavaco Silva pede silêncio sobre a rapina ao nosso país cometida por agiotas internacionais

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Expresso - 27-12-2010: O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelou aos líderes europeus para estarem "mais calados em relação à crise da dívida soberana" e "perceberem que os mercados financeiros estão a ouvir".


Cavaco Silva ao lado de Durão Barroso no silêncio sobre a crise

O Sr. Aníbal, de Boliqueime

A Bola.PT - 27.12.2010:

O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou esta noite «muito sensato» o apelo de Durão Barroso para a contenção nos discursos sobre a crise financeira na Europa.

«Há pessoas em Portugal que parecem não saber que os nossos credores são as companhias de seguros, os fundos de pensões, os fundos soberanos, os bancos internacionais e os cidadãos espalhados por esse mundo fora», acrescentou Cavaco Silva, para quem as «palavras de insulto» terão como única consequência «mais desemprego para Portugal.»

O Presidente da República espera agora que o «bom senso» de Durão Barroso chegue «a alguns políticos portugueses».

«Esses políticos têm, acima de tudo, falta de conhecimento quanto ao comportamento dos nossos credores, ou seja, daqueles que nos emprestam dinheiro», ressalvou Cavaco Silva.




Comentário

Afirma o Sr. Aníbal haver gente ingrata em Portugal que parece desconhecer quem são os nossos beneméritos credores financeiros e que se mostra mal-agradecida pelas imensas benfeitorias que, da parte deles, temos sido alvo.

E o Sr. Aníbal enumera essas entidades notáveis:

1Companhias de Seguros (que estão nas mãos dos bancos).

2 - Fundos de Pensões - geridos por Companhias de Seguros ou Sociedades Gestoras de Fundos de Pensões (que estão, umas e outras, nas mãos dos bancos).

3 - Fundos Soberanos - Instrumentos Financeiros adoptados por alguns países que utilizam parte das suas imensas reservas de divisas para adquirir participações em empresas estrangeiras, com objectivos financeiros (obter os maiores dividendos possíveis) e estratégicos.

4 - Bancos Internacionais.

5 - Cidadãos espalhados por esse mundo fora (como são os casos de Barker, Maalouf, Raymond, Bauer, Ortiz, Hiroyuki, Blomqvist, Mendoza, Krüger, Espírito Santo, Ryzhkov, Barnes, Dąbrowski e tantos outros).


Como não concordar de alma e coração com o Sr. Aníbal (e o Barroso, da Cimeira dos Açores), quando estes barafustam, e com razão, pela nossa ingratidão para com todos estes admiráveis benfeitores que se atropelam para nos emprestar dinheiro com juros a 7% por forma a que possamos sair da crise?
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terça-feira, dezembro 07, 2010

Chega de espírito de rebanho, de mansidão cobarde, de choradinho, de lástima, de miséria...

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Este texto chegou-me por email. Não sei quem o escreveu. Sei, apenas, que é difícil não concordar com ele.


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Texto de um Anónimo

Vou ser breve, e introduzir já a frase com que se deverá concluir este texto: chegámos ao tempo em que é preciso fazer cortes, mas não nos salários, e, sim, de certas cabeças.


O Sr. Aníbal, de Boliqueime

O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e a mais recente, o BPN, onde estavam todos, 20 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer ser uma "Crise".

Depois, veio a outra "Crise", a Internacional, cozinhada em Bilderberg, e que se destinava, como se destinará, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, e impotentes. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade, e vamos ter, nós, os intelectuais, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra esse pântano civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.


O Sr. Sócrates, um Matrix de Trás-os-Montes

Como na Epopeia de Jasão, depois do miserável Cavaco, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sr. Sócrates, um Matrix de Trás-os-Montes, o que, já de si, cheira a ovelha, animal que só estimo naquela classe de afectos que São Francisco de Assis pregava, e nada mais. Podem chamar-se o que quiserem, Pedros Silvas Pereiras, a Isabel Alçada, a aquecer os motores para substituir o marido na Gulbenkian, mal ele se reforme; a mulher a dias do Trabalho, e aquele pequeno horror, chamado Augusto Santos Silva, que parece uma barata de cabelos brancos. Esta gente toda convive connosco, quer-nos levar ao abismo, e fala da inevitabilidade de "cortes".


O fedor de Vara, Cardona, Gomes e Zeinal Bava

Eu também estou de acordo: toda a frota de carros da Administração Pública deve ser vendida em hasta pública -- pode ser aos pretos da Isabel Dos Santos, que adoram essas coisas... -- e passe social L123, para todos os Conselhos de Administração, com fedor de Vara, Cardona, Gomes, ou Zeinal Bava. Os gabinetes imediatamente dissolvidos, e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; os "Institutos", de quem o Vara era especialista, e o Guterres, num súbito fulgor de não miopia chamou "o Pântano"; os "off-shores"; a tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases, enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treat, inaugurado pelo Sr. Soares, e transformado depois, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos governa.

Acontece que, se os Portugueses sentissem que estavam a ser governados por gente honesta, e tivesse acontecido um descalabro financeiro, prontamente se uniriam, para ajudar a salvar o seu pequeno quintal. Na realidade, a sensação geral é a de que há, ao contrário, um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", "BPNs", "BPPs", "BCPs", "Furacões", "Independentes", "Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, do rimel das Cândidas e das menos cândidas, das Relações, e das relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus, enfim, de uma Corja, que devia ser fuzilada em massa, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou já mesmo nada.

Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser. Pessoalmente, não tenho armas, mas já escolhi alguns alvos.

Um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio

Curiosamente, se pudesse, nem seria um Político aquele que eu primeiro abateria, seria uma coisa, uma lêndea, um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio, que julga que, por estar longe, fugiu da alçada de um qualquer desvairado que se lembre de ainda o esborrachar com o tacão.

Infelizmente, ou felizmente, nem sou violento, nem tenho armamento em casa, porque é chegada a hora, não dos cortes no bem estar de quem tem pouco, mas das cabeças que provocaram, ao longo de décadas, o imenso horror em que estamos.

Toda a gente lhes conhece os rostos, e suponho que será unânime na punição.

Por muito menos, há quase 100 anos, deitou-se abaixo um regime, cuja corrupção era uma brincadeira, ao lado do que estamos a presenciar.


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Há quase 370 anos, um verme pútrido sofre uma queda mortal de uma varanda lisboeta
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domingo, outubro 24, 2010

Cinco formas, quase indolores, de obviar o profundo desgosto de Cavaco Silva com a actual situação do país

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Jornal Expresso - 23 de Outubro de 2010

(Clicar para ampliar a imagem)


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O Presidente da República anda triste e amargurado com a situação em que vivemos, sabendo, ele, do gesto inútil em insultar banqueiros internacionais e o FMI , porque (sic) "eles, pura e simplesmente, não nos ligam".


Para debelar a amargura que flagela o espírito do mais alto Magistrado da Nação existem, todavia, vários bálsamos muito populares e ao alcance de qualquer bolsa:

1 - Exsanguination (sangramento): Este método implica cometer suicídio executando uma incisão nos punhos ou na artéria carótida. A perda sanguínea é tão elevada que a vida se esvai num ápice.

2 - Afogamento: Muita gente comete suicídio por afogamento. Este consiste na aspiração de líquido não corporal causada por submersão ou imersão. Mesmo sabendo nadar, o indivíduo fica debaixo de água o tempo suficiente para deixar de respirar.

3 - Asphyxia: Este modo de cometer suicídio envolve asfixia. A pessoa que pretende o sufocação, opta normalmente por um saco de plástico enfiado na cabeça ou respirar monóxido de carbono (um dos gases que sai do escape de um automóvel).

4 - Enforcamento: Este é talvez o método mais comum de cometer suicídio. É um processo que conduz à quebra do pescoço ou o esmagamento da traqueia.

5 - Saltar de uma ponte: A Ponte 25 de Abril, tal como a famosa Golden Gate Bridge, nos E.U.A., é um local popular para as pessoas saltarem e cometerem suicídio. Aqui, a pessoa morre pelo impacto na água ou da queda.


Esperam os cidadãos deste país não ter de assistir, por muito mais tempo, à agonia moral de Cavaco Silva, ou ao pagamento das chorudas reformas que ele acumula (e o país paga). Um tal gesto, além de revelar o profundo patriotismo da figura mais grada da nação, seria um alívio para as depauperadas finanças do contribuinte.


quarta-feira, setembro 29, 2010

The Four Thousand Million Euros Question

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Adivinha do dia

1 - Tem um processo de investigação em curso
2 - Negou coisas que o seu chefe afirmou numa Comissão Parlamentar
3 - Esteve intimamente ligado ao PSD
4 - Sabe cantarolar e jogar golfe
5 - De há uns meses para cá, nunca mais se ouviu falar dele


De quem falamos ????





- Dias Loureiro! -


A viver actualmente à grande e à farta
em Cabo Verde



É o dono do maior Resort Turístico da Ilha do Sal...

(... é aquela ilha, daquele país africano, onde o BPN criou umas "sucursais" e um banco mais ou menos virtual, em que se faziam operações de lavagem de dinheiro e fugas ao fisco, etc. e tal...)


PS - Alguém dá por ele na nossa imprensa? O que nos leva a pensar tal esquecimento..?
Como vêem, é fácil fazer esquecer um roubo superior a mais de 4 mil milhões de euros, quando se tem amigos por todo o lado... até em Belém!



That's What Friends Are For




Jornal i - 6 de Agosto de 2010

quinta-feira, abril 24, 2008

O Sr. Silva e o Jardim além-mar plantado



Texto de Miguel Sousa Tavares (Expresso 19/04/2008)

Cavaco no estrangeiro

«Os relatos da longa visita de Cavaco Silva à Madeira - uma semana inteira, que a agenda divulgada está longe de justificar - deixaram-me a estranha sensação de que o Presidente está de visita a um país estrangeiro: uma espécie de Palop, só que um Palop muito especial onde pagamos um alto preço por a bandeira nacional ainda flutuar onde o governo local consente.

A visita começou mal antes mesmo de começar. Primeiro, porque foi antecedida de uma outra da segunda figura do Estado - essa anémona política que é Jaime Gama - que resolveu entronizar o dr. Jardim como símbolo supremo da vida democrática: o presidente do Parlamento nacional propondo como exemplo alguém que trata o parlamento regional como um lugar onde coabitam um bando de eunucos às suas ordens e “um bando de loucos” que se atreve a pôr em causa os ensinamentos do querido líder. Depois, porque antes mesmo de embarcar, já Cavaco tinha feito divulgar um comunicado anunciando ao que ia: elogiar a ‘obra’ do dito líder. E, enfim, porque, à partida, já o Presidente sabia que a sua agenda era determinada pelo dr. Jardim e de acordo com os seus desejos: estava afastado da Assembleia Regional, para que os “loucos” não envergonhassem a Região; estava afastado das traseiras da obra de sucesso do querido líder, onde entre 20 a 30% da população vivem abaixo do limiar de pobreza e em condições que deveriam obrigar o Presidente da República a perguntar alto e bom som para onde foi o dinheiro, além dos túneis e viadutos para encher o olho; e, finalmente, porque apenas lhe era consentido - e ele aceitou - receber a oposição representada no parlamento regional em “encontros informais”, no hotel onde Sua Excelência se hospedava, tal qual como receberia amigos ou conhecidos locais. E Cavaco Silva - o “sr. Silva” de Alberto João Jardim - aceitou tudo isto, muito mais do que é normal aceitar numa visita ao estrangeiro.

A visita de Cavaco à Madeira é uma nódoa que não sairá tão cedo, um momento de vergonha e capitulação que veio manchar uma Presidência até aqui pacífica, louvada e isenta de riscos. Mas, na primeira vez em que tinha de correr riscos políticos e assumir-se como representante primeiro da nação portuguesa, Cavaco Silva mostrou a massa de que é feito. E deixou muitas saudades de Presidentes com coragem e capazes de distinguir aquilo que, às vezes, é essencial e de que não há forma de fugir. Tivemos dois desses: Eanes e Mário Soares. Cavaco não tem esse instinto democrático inato: é um democrata por educação, não por natureza. Já o sabíamos, mas foi penoso ter de o recordar e logo a pretexto desta fantochada interminável e menor que é a longa chantagem de trinta anos que o dr. Jardim exerce sobre os órgãos de soberania e a política portuguesa.

O que eu gostava que um Presidente da República do meu país fosse fazer à Madeira era que, em lugar de se juntar ao coro dos elogios à ‘obra’ do dr. Jardim, tivesse um elogio para os portugueses que, trabalhando e pagando impostos ao longo de trinta anos, contribuíram para que a ‘obra’ se fizesse e para que o dr. Jardim fosse sucessivamente reeleito à conta disso. Que tivesse a coragem de resgatar a dívida de gratidão que a Madeira tem para com Portugal e que tem sido paga pelo dr. Jardim com intermináveis insultos e provocações, como se fosse nosso dever pagar e calar em troca do privilégio de a Madeira continuar portuguesa. Gostava que o Presidente explicasse aos madeirenses que ser português não é o resultado de uma conta de merceeiro, em que se pesa o deve e o haver e em que se reivindicam todos os direitos e se exige isenção de todos os deveres. E que, a continuar por este caminho, chegará o dia em que os portugueses vão exigir, não a “autonomia sem limites” de que falava o infeliz Luís Filipe Menezes, mas sim a independência da Madeira: a independência declarada por Portugal, entenda-se; não a independência declarada pela Madeira. Que chegará o dia em que os portugueses se vão perguntar por que é que hão-de continuar a sustentar o poder, os negócios e o exibicionismo mediático daquelas figuras patibulares que esperavam Cavaco no aeroporto do Funchal. A mim, se me perguntarem se quero continuar a pagar impostos para sustentar esta ‘autonomia’ da Madeira, representada e usufruída por aquela gente, eu respondo já que não. Que vão à vida deles e que arranjem quem lhes pague as contas, porque a mim nunca me pagaram para ser português nem eu aceitaria.

Cavaco Silva deveria ter mais cuidado, mais sensibilidade política e mais noção de Estado ao afirmar que “nenhum português contesta hoje a autonomia regional”. Qual autonomia: a que custa 60, a que custa 90 ou a que custa 120 milhões por ano?

Eu faço parte de um grupo, só aparentemente minoritário, dos que não acham o dr. Alberto João Jardim “engraçadíssimo”. Não lhe acho mesmo piada nenhuma. Portugal já não é, felizmente, aquela tristíssima gente que vimos nas reportagens televisivas desta semana à espera da comitiva dos drs. Cavaco e Jardim. Aquilo é o Portugal no seu pior - inculto, ignaro, subserviente perante o poder, mendicante, reverente, alimentado a ‘sopas de cavalo cansado’ e vendendo o voto por um chafariz. E também não sou sensível àqueles supostos esgares de humor de Cavaco Silva, debitando banalidades grandiloquentes, quando desce ao ‘povo’, protegido por um eterno esquadrão de gorilas que jamais dispensa. Acho tudo aquilo uma fantochada, o Américo Tomás revisitado num país que eu desejo para sempre defunto e sepultado.

Esta viagem de Cavaco à Madeira serviu para me explicar, se eu não soubesse já, a razão pela qual jamais votei ou votarei neste homem. Porque, ao contrário do que ele parece pensar, não é o cargo que está ao serviço dele, mas ele que deveria estar ao serviço do cargo. E não esteve.
»


Comentário:

Mas o Expresso não gosta de deixar assim maltratados os seus políticos favoritos por escritorzecos tão «out of the main stream».

Para compensar o mau génio de Sousa Tavares, o jornalista do Expresso João Garcia, o das fotografias e dos comentários do «Altos & Baixos», não faz a coisa por menos: dá um Alto a um cúmplice de genocídio e um Altíssimo a uma nódoa presidencial:

João Garcia: «Cavaco Silva Presidente da República - O "sr. Silva" deve estar a ter uma das visitas de Estado mais divertidas desta República. Surpreendido com o dislate sobre o "bando de loucos", o chefe de Estado não tem perdido a oportunidade para elogiar o bom senso, a dignidade, a moderação, a serenidade e a sobriedade das diferentes personalidades com que se cruza na Madeira. Só se tem esquecido do líder».

Garcia coloca ainda, para contraste, as caras de Menezes e de Avelino Ferreira Torres na secção dos «Baixos». Em vão! Nódoa por nódoa, assassino por assassino, os «Baixos» pecam apenas por ingenuidade e benevolência.

Tal pasquim, tal «democracia», tal merda.
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