A China acusa os Estados Unidos de proteccionismo comercial. O governo americano impediu que uma empresa chinesa, a CNOOC Ltd., adquirisse a UNOCAL Corp., uma empresa petrolífera de capitais norte-americanos. Bush simplesmente mandou bloquear a transacção, alegando que constituía “uma ameaça à segurança nacional”… argumento que caiu mal entre os chineses, provocou mesmo azia forte no governo de Pequim: “exigimos que o Congresso dos Estados Unidos mande corrigir o erro que é politizar assuntos comerciais e económicos e que pare de interferir nas trocas comerciais entre empresas dos dois países”, declarou o Ministro dos Negócios Estrangeiros da China. Já vi declarações de guerra parecidas com esta declaração… e, o que se passa é, de facto, o preliminar de uma guerra. Uma guerra pelo controlo das fontes energéticas e das matérias-primas essenciais. O surgimento da China como potência global está a alterar os antigos equilíbrios geopolíticos e a aumentar a tensão internacional. O apetite chinês por combustíveis é irreprimível. O governo chinês ordenou às suas empresas para adquirirem tudo o que puderem no que respeita a exploração petrolífera, de modo a permitir a manutenção do ritmo de crescimento e a agressiva industrialização do país.
Este litígio à volta da aquisição da Unocal Corp., foi também o primeiro confronto entre a China e a multinacional petrolífera gigante Chevron Corp., que também pretende adquirir a empresa, mas por apenas 16 mil milhões de dólares, enquanto os chineses da CNOOC ofereciam 19 mil milhões de dólares…
Em Washington, os políticos realçam o facto da empresa chinesa ser estatal, isto é, “pertencer ao Partido Comunista da China”, o que “faz aumentar a ameaça”. Só de imaginar uma importante empresa norte-americana nas mãos dos comunistas chineses deve ter provocado insónias a muitos yankees… agora, penso que, hoje, já não faz sentido continuar valorar o termo “comunista” do mesmo modo, mas enquanto lhes der jeito, os comunistas continuarão a comer criancinhas ao pequeno-almoço.
Depois dos problemas motivados pela invasão têxtil chinesa, depois dos americanos terem reparado que o seu deficit comercial com a China já ronda os 160 mil milhões de dólares, depois dos americanos terem acusado a China de manter uma cotação artificial do yuan só para manter as suas exportações muito baratas, depois da China estar a ser acusada de manter uma classe operária sem quaisquer direitos sociais… a tensão política entre os dois países não podia ser maior. Tanto mais que problemas adjacentes continuam por resolver, casos do programa nuclear norte-coreano, em que a China acusa os EUA de “demonizar” o governo de Pyongyang. A questão de Taiwan permanece outro foco de tensão, mas o governo chinês parece estar a marcar pontos com a sua política de “aproximação entre as duas margens”.
Vamos ver o que acontece no próximo Outono, quando está prevista uma visita a Washington do presidente chinês, Hu Juntao. Se a visita abortar… Wall Street vai tremer… é que a China tem andado a comprar “toneladas” de acções no mercado americano, investimento calculado em 600 mil milhões de dólares. A retaliação chinesa pode ser, pura e simplesmente, largar aquilo tudo duma vez… e o “crash” de 1929 poderá repetir-se.
A coisa está a aquecer. Let`s wait and see...
3 comentários:
eheheh, acham que os xinocas vão foder os américas? e acham que estamos bem aqui?
Wellcome! Good article.
That's a great story. Waiting for more. Venlafaxine nice divorce in nevada Design home interior office portfolio Leather case blackberry 7100t Accounting software access Video slot machines sale texas Hypnosis quit quit quitsmokingcentral.com smoking smoking Adipex pills fasting Zone games Replacment of heater core in mercury http://www.auto-insurance-coverage-1.info
Enviar um comentário