quinta-feira, junho 30, 2005

Aiatolas versus máquinas electrónicas

26 de junho de 2005



O novo presidente iraniano critica EUA e diz que quer Irão poderoso e moderno
No seu primeiro discurso após vencer as eleições para a Presidência do Irão, Mahmoud Ahmadinejad prometeu transformar o Irão num símbolo e exemplo para os países muçulmanos de como se deve exercer a democracia.

Segundo Ahmadinejad, os iranianos colocaram em "xeque-mate" seus inimigos, termo com o qual designa frequentemente os Estados Unidos.

"Na rude guerra psicológica que actualmente se trava, o Irão colocou em xeque-mate os seus inimigos pela sua ampla participação eleitoral", declarou o actual presidente da Câmara de Teerão na televisão pública. "Desta forma, o Irão desbaratou todas as efabulações imaginadas contra o país no mundo", acrescentou.

O Guia Supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei, reforçou as palavras de Ahmadinejad ao afirmar que os iranianos "humilharam profundamente" os Estados Unidos com a "transparência de sua democracia", manifestada durante a eleição presidencial.

"Apesar de seus discursos, o vosso inimigo foi profundamente humilhado pela vossa grandeza e a transparência de vossa democracia", declarou o número um iraniano numa mensagem lida na televisão estatal.

"Vocês mostraram todos vossos recursos de solidez e poderio contra as políticas expansionistas da arrogante potência", disse após a vitória de Ahmadinejad.

A porta-voz do Departamento de Estado, Joanne Moore, disse que o resultado não muda a visão dos EUA sobre o Irão. "Continuamos a achar que o Irão está fora de sintonia com os países da região na luta por liberdade", declarou Moore.

Analistas políticos esperam que Ahmadinejad faça mudanças amplas na gestão da indústria estatal de petróleo após repetidos comentários durante a campanha nos quais ele acusou as "máfias poderosas" de monopolizar a receita do petróleo.

"Cortarei as mãos das máfias que dominam o nosso petróleo. Apostarei a minha vida nisso... As pessoas precisam de ver nas suas vidas a sua parte na riqueza do petróleo", disse ele durante a campanha.

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Eleiçoes nos Estados Unidos - Novembro de 2004

Timothy BANCROFT-HINCHEY – - Voto electrónico e máquinas viciadas

De acordo com as máquinas, no Condado de Hernando, não houve votos registados. Facto estranho num condado que vota a favor dos democratas e onde muitas pessoas foram votar.

No Ohio, 14,6% dos votos foram obtidos através de máquinas de voto electrónico, susceptíveis de manipulação fraudulenta. Os Republicanos tinham tentado, com sucesso, impedir que houvesse um registo de papel ligado a estas máquinas, resultando no facto de que nunca se pode verificar como foi registado qualquer voto.

Sem registo de papel, as muitas pessoas que disseram que votaram em Kerry mas que a máquina registou Bush, não têm fundamento nenhum para apresentarem uma reclamação.

Na Florida, que há quatro anos votou a favor dos Democratas, registou-se um aumento no voto a favor de Bush em 128% nestas máquinas, em alguns lugares foi de 400% e em Liberty County, 700%. E Kerry diminuiu 21%, em média, num estado democrata.

Ohio, por exemplo, comprou as suas máquinas electrónicas à Diebold Corporation, cujo Presidente executivo, Wally O’Dell, é Republicano, angariador de fundos para a campanha de Bush e prometeu “ajudar o Ohio a entregar os seus votos ao Presidente”.

Porque será que o facto de Bush ganhar mais uma vez por fraude eleitoral não surpreende ninguém? Será por ele e o seu regime terem passado quatro anos a mentir? Mas por que razão é que o John Kerry (o candidato democrata) desistiu tão facilmente, quando estes abusos estavam a ser cometidos? Não sabia? Não foi informado?

Será que há algo mais sinistro? Será por exemplo que há uma entidade neo-conservadora supra-partidária nos Estados Unidos da América, controlada e orquestrada pela clique de elites corporativas (Cheney), uma corporação cinzenta que dita a política externa e interna de Washington sem que ninguém realmente perceba quem ou o que é?



Comentário:

Retórica à parte, os percursos e objectivos políticos de Bush e Ahmadinejad são, de facto, curiosamente semelhantes:

- Ambos são fundamentalistas radicais.

- Ambos querem o poder político do Irão (directo, ou por interpostos fantoches).

- Ambos querem o domínio do petróleo iraniano.

- Ambos foram eleitos presidentes dos respectivos países. Ahmadinejad com o apoio dos aiatolas e Bush com o apoio de máquinas electrónicas viciadas. Não sei o que é que será mais repugnante!

10 comentários:

marujo disse...

eu continuo a suspeitar que um quis o outro. a besta apocaliptica tem agora um inimigo fácil de esbofetear e fácil de demonizar.
mahmoud pode ser um cordeiro no altar de bush, ou então os ayatollahs são uns tipos espertos e, antes, já fizeram um pacto com o diabo, isto é, com a rússia ou com a china. ou com os dois...

Anónimo disse...

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