domingo, novembro 12, 2006

Henrique Monteiro do Expresso escreve ao director do MI 6

Numa epístola plena de angústia, Henrique Monteiro (nome de código - Comendador Marques de Correia), escreve ao director dos serviços secretos britânicos, dando-lhe conta das trapalhadas que tiveram lugar na reunião dos comunistas internacionais em Lisboa, trapalhadas que não lembrariam nem ao Dan Brown, nem aos tipos todos das teorias da conspiração:


A Internacional silenciosa

Jornal Expresso - 11 de Novembro de 2006


Meu caro Director do MI 6

«Escrevo-te no dia em que passam 89 anos sobre a data da grandiosa Revolução de Outubro, a revolução soviética - também conhecida por aquele malfadado dia em que os bárbaros invadiram o Palácio de Inverno em São Petersburgo e deram cabo do champanhe todo - para te dar conta de uma coisa absolutamente incrível.»

«E a coisa quase incrível é esta: por um processo que nem ao Dan Brown e aos tipos todos das teorias da conspiração alguma vez lembrou, somos capazes de escutar coisas que ainda não aconteceram. Foi o que se passou com a reunião dos comunistas internacionais em Lisboa, que era para ser num sítio secreto mas que, afinal, é num hotel em frente da sede do PCP.»

A agenda dos trabalhos, de acordo com os nossos informadores, era bastante difícil de estabelecer. Isto porque cada partido tem a sua mania e nenhuma delas agrada aos outros.

«Por exemplo: os tipos da FARC, que aliás não vêm, mas mandam uma mensagem, adorariam fazer uma comunicação sobre raptos, tráfico de droga e assassínios políticos…»

«O mesmo se passa, aliás, com o Partido Comunista da Coreia do Norte. Este partido queria fazer uma comunicação ao Congresso intitulada: «A Bomba Nuclear - uma forma limpa de acabar com o capitalismo e com o pessoal todo que não tem uma admiração profunda, sincera e sem reservas pelo nosso querido líder Kim Jong Il, ou seja, para acabar com toda a gente menos um punhado de pessoas que são amigas dele, seja por interesse ou por medo de levarem com a bomba» (era este o título completo da comunicação). Foi recusada!»

«E foi um sucesso. A reunião que vai decorrer este fim-de-semana e que nós já escutámos por antecipação, saldou-se num enorme reforço da cooperação e compreensão entre os povos. Vais ver se o comunicado final não é isso que diz.»

«E leva um abraço do teu fiel espião (nas horas vagas)»

«Comendador Marques de Correia»



Comentário:

Tendo Henrique "Comendador" Monteiro toda a razão no que toca à barafunda que constituiu este simpósio de comunistas, é contudo pouco avisado reportar estes tristes acontecimentos ao director do MI6. Porque, no que toca a balbúrdias, estes serviços secretos ingleses são praticamente imbatíveis:


Relembremos o dia 7 de Julho de 2005:

O diálogo seguinte teve lugar na tarde do dia dos atentados (7 de Julho de 2005) na rádio da BBC 5. O repórter da BBC entrevistou Peter Power, Director Chefe da empresa Visor Consultants, que se define a si própria como uma empresa de consultoria para a “gestão de crises”. Power é um ex-funcionário da Scotland Yard:

POWER: Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.

BBC: Sejamos claros, você estava e efectuar um exercício para testar se estavam à altura de um acontecimento destes, e ele aconteceu enquanto faziam o exercício?

POWER: Exactamente, e foi cerca das nove e meia da manhã. Nós planeámos isto para uma empresa, que por razões óbvias não vou revelar o nome, mas eles estão a ouvir e vão sabê-lo. Estava numa sala cheia de gestores de crises e, em menos de cinco minutos, chegámos à conclusão que aquilo era real, e portanto passámos dos procedimentos de exercícios de crise para uma situação real.

As declarações de Peter Power na BBC 5 estão AQUI.


O Sr. Power repetiu estas declarações na televisão (ITN). O clip de vídeo de dois minutos está disponível AQUI.

20 comentários:

inominável disse...

gosto das crónicas deste comendador... sempre me ri às gargalhadas com ele...

"rio, rio, rio, rio prá não chorar"....

Fragil disse...

Convenhamos que não é todos os dias que uma pessoa faz figura de parvo com textos desenxabidos, burrice endémica e erudição medíocre. O Comendador Marques de Correia vai de mal a pior.

brito disse...

As implicações continas nas afirmações do sr Power são no mínimo extraordinárias. Pergunto-me quantos ingleses terão conhecimento destes "exercícios terroristas".

brito disse...

A proposito deste exercicio no metro de Londres, onde é que eu posso encontrar o texto desta entrevista?


Desde ja obrigado e um abraço

jorge s disse...

Bolas, este jornalista é um imbecil! Entre ele e o Saravaiva, venha o diabo e escolha! O homem é de uma arrogância e de uma estupidez atroz.

Mário Costa disse...

Existem coincidências do arco da velha.

O-Lidador disse...

Sofocleto,leia tudo o que disse o sr ..olhe aqui o que disse o Sr Peter:

“It is confirmed that a short number of 'walk through' scenarios planed well in advance had commenced that morning for a private company in London (as part of a wider project that remains confidential) and that two scenarios related directly to terrorist bombs at the same time as the ones that actually detonated with such tragic results. One scenario in particular, was very similar to real time events".

Percebeu? Eram vários cenários e um deles em particular era muito parecido.

O cenário em questão baseava-se em ataques simultaneos numa estação e no metro. Não foi bem isso que aconteceu, meu caro. Houve bombas perto de uma estação e até num autocarro.

É aliás normal que os cenários sejam realistas. No fundo procuram antecipar a provável modalidade de acção dos terroristas.

No caso de Londres sabia-se que mais tarde ou mais cedo iria haver um atentado parecido com o de Madrid, até já tinham sido desmantelados alguns.

Além disso tratava-se de exercícios no papel, o que na tropa se chama “de postos de comando”.

"In fact, the 'exercises' he spoke of on Five Live were carried out purely 'on paper', or at least PowerPoint, by a small group of seven or eight executives (Power remains tight-lipped about the client) seeking to examine the impact on corporate decision-making of a potential crisis situation."

Vamos lá Sofocleto...mude de disco. Esse já está riscadíssimo e o Dan Brown escreve bem melhor que você...

O-Lidador disse...

Mas esta paranóia da teoria da conspiração, faz-me lembrar o Agente Mulder, dos X-Files.

O nosso agente Mulder,que arrasta as "nalgas" nestes blogues conspirativos, também acredita que a América é comandada pelos “poderosos”, um grupo satânico e secreto constituído pelas “corporações dos media”, pelos políticos “neocons” e pelo “complexo militar-industrial” (CMI).

O agente Mulder acha que este grupo demoníco se aproveita do bom e ignorante povo americano para, usando o poder americano, dominar o mundo.

O agente Mulder acredita ser um dos poucos homens espertos do planeta, porque não se deixa enganar e está disposto a tudo para nos salvar dos “poderosos”.

O agente Mulder acha que o Plano Marshal foi apenas uma manobra para enriquecer o CMI.

O agente Mulder acha que o ataque japonês foi orquestrado pelos "poderosos" apenas para arranjar tema para o filme "Tora, Tora, Tora"

O agente Mulder sabe que o comunismo soviético, o nazismo e o terrorismo islâmico não existiram de facto e que são criações metafísicas do grupo de “poderosos”, apenas para justificar os lucros do CMI.

O agente Mulder passa a vida a monitorizar o que se diz e o que se escreve sobre a América, e a coleccionar tudo aquilo que, na sua esclarecida opinião, revela os planos demoníacos dos "poderosos"

O agente Mulder acha que nada se passa no Darfur, no Tibete, ou no Zimbabwe, enquanto não encontrar lá uma mãozinha do grupo dos “poderosos”.

O agente Mulder acha que os atentados terroristas que todos os dias acontecem em todo o mundo são desencadeados a mando do CMI.

O agente Mulder julga que tem a Verdade e portanto acha que todos aqueles que discordam da Verdade são ignorantes, conspiradores ou lacaios pagos pelos “poderosos”.

O agente Mulder está em missão. Não combate pelo Bem, porque depois da falência da utopia marxista, não sabe que Bem nos há-de propor, mas combate ferozmente contra o Mal (a América)

O agente Mulder é mestre no disfarce. Por vezes disfarça-se de esquerdista radical, outras de neonazi, outras de “ambientalista”, outras ainda de islamista, activista da “globalização justa”, e dos “fóruns sociais”.

O agente Mulder acha que o Estaline não foi tão mau como isso, (o Bush é pior), Hitler até tinha alguma razão naquela coisa dos judeus, Pol-Pot queria uma sociedade onde reinasse a igualdade, Amadinejah tem carradas de razão e é bem melhor que o Blair, e o Hugo Chavez é uma referência da nova esquerda (apesar de ter quase metade da população a viver na miséria, o que, aliás, só pode ser culpa dos americanos).

O agente Mulder é como o agente Smith: tem muitos clones iguazinhos a ele, mas nenhum sabe que é clone. Cada um deles acha-se o único Mulder, o verdadeiro, aquele que tem a Verdade.

Sofocleto disse...

O-Lidador said:

«Percebeu? Eram vários cenários e um deles em particular era muito parecido e além disso tratava-se de exercícios no papel, o que na tropa se chama “de postos de comando.»


Peter Power, no dia 7 de Julho de 2005 na BBC5, poucas horas depois dos acontecimentos:

«Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.»


Percebeu Lidador?

Sofocleto disse...

Lidador: Mas esta paranóia da teoria da conspiração, faz-me lembrar o Agente Mulder, dos X-Files.

Sofocleto: acredito que sim.


Lidador: O nosso agente Mulder, que arrasta as "nalgas" nestes blogues conspirativos, também acredita que a América é comandada pelos “poderosos”, um grupo satânico e secreto constituído pelas “corporações dos media”, pelos políticos “neocons” e pelo “complexo militar-industrial” (CMI).

Sofocleto: acredito que sim.


Lidador: O agente Mulder acha que este grupo demoníaco se aproveita do bom e ignorante povo americano para, usando o poder americano, dominar o mundo.

Sofocleto: acredito que sim.


Lidador: O agente Mulder acredita ser um dos poucos homens espertos do planeta, porque não se deixa enganar e está disposto a tudo para nos salvar dos “poderosos”.

Sofocleto: Engana-se! Trinta por cento dos americanos pensam o mesmo. E na Europa também.


Lidador: O agente Mulder acha que o Plano Marshal foi apenas uma manobra para enriquecer o CMI.

Sofocleto: O Plano Marshall foi um projecto de reconstrução da Europa que visava garantir os investimentos americanos ao mesmo tempo que criava um mercado interno. To sum up: toma lá um empréstimo para me comprares os meus produtos.


Lidador: O agente Mulder acha que o ataque japonês foi orquestrado pelos "poderosos" apenas para arranjar tema para o filme "Tora, Tora, Tora"

Sofocleto: “Franklin D. Roosevelt afirmou que é muito provável que sejamos atacados já na próxima segunda-feira. Roosevelt interrogou-se: “a questão está na forma de os manobrar de forma a que sejam eles a dar o primeiro tiro sem que isso constitua um perigo demasiado para nós. Não obstante o risco envolvido, contudo, em deixar os japoneses dar o primeiro tiro, chegámos à conclusão que para termos o total apoio do povo americano é desejável que asseguremos que sejam os japoneses a fazê-lo de forma que não restem quaisquer dúvidas no espírito de ninguém de quem foram os agressores”.

"...everything that the Japanese were planning to do was known to the United States..." ARMY BOARD, 1944
http://www.geocities.com/Pentagon/6315/pearl.html


Lidador: O agente Mulder sabe que o comunismo soviético, o nazismo e o terrorismo islâmico não existiram de facto e que são criações metafísicas do grupo de “poderosos”, apenas para justificar os lucros do CMI.

Sofocleto: o terrorismo islâmico é.


Lidador: O agente Mulder passa a vida a monitorizar o que se diz e o que se escreve sobre a América, e a coleccionar tudo aquilo que, na sua esclarecida opinião, revela os planos demoníacos dos "poderosos"

Sofocleto: Toda a vida não! Umas horas por semana.


Lidador: O agente Mulder acha que nada se passa no Darfur, no Tibete, ou no Zimbabwe, enquanto não encontrar lá uma mãozinha do grupo dos “poderosos”.

Sofocleto:
The Los Angeles Times has revealed that the U.S. has quietly forged a close intelligence partnership with Sudan despite the government's role in the mass killings in Darfur.
http://www.democracynow.org/article.pl?sid=05/05/03/1357228

It appears that former DCI John Deutch is getting his wish and the CIA is conducting or escalating yet another paramilitary and political action operation, this time in Tibet. The CIA also runs paramilitary operations in The Sudan, Libya, Iraq
http://www.freedomdomain.com/cia/mcgehee02.html

Tony Blair stated openly that he is working with the Movement of Democratic Change in Zimbabwe to effect regime change. To achieve this objective the western secret services MI6, CIA, and others used their arsenals of alliances, networks of military bases, economic devices such as sanctions, sabotage, blackmail, and provocateurs. Equally insidious is the psychological weapon of propaganda which aims to impress on the masses a number of imperialist dogmas.
http://www.pambazuka.org/en/category/comment/37717

Dê-me uns mais difíceis para a próxima vez, Lidador.


Lidador: O agente Mulder acha que os atentados terroristas que todos os dias acontecem em todo o mundo são desencadeados a mando do CMI.

Sofocleto: Cerca de 87%.


Lidador: O agente Mulder julga que tem a Verdade e portanto acha que todos aqueles que discordam da Verdade são ignorantes, conspiradores ou lacaios pagos pelos “poderosos”.

Sofocleto: Falta nessa lista o grupo dos «menos perspicazes».


Lidador: O agente Mulder está em missão. Não combate pelo Bem, porque depois da falência da utopia marxista, não sabe que Bem nos há-de propor, mas combate ferozmente contra o Mal (a América)

Sofocleto: Não é contra a América. É contra os gajos que a sequestraram.


Lidador: O agente Mulder é mestre no disfarce. Por vezes disfarça-se de esquerdista radical, outras de neonazi, outras de “ambientalista”, outras ainda de islamista, activista da “globalização justa”, e dos “fóruns sociais”.

Sofocleto: Não. Para quê?


Lidador: O agente Mulder acha que o Estaline não foi tão mau como isso, (o Bush é pior), Hitler até tinha alguma razão naquela coisa dos judeus, Pol-Pot queria uma sociedade onde reinasse a igualdade, Amadinejah tem carradas de razão e é bem melhor que o Blair, e o Hugo Chavez é uma referência da nova esquerda (apesar de ter quase metade da população a viver na miséria, o que, aliás, só pode ser culpa dos americanos).

Sofocleto: concordo com três:

1 - o Bush é pior.

2 - Amadinejah tem carradas de razão e é bem melhor que o Blair.

3 - Quase metade da população da Venezuela já vivia na miséria antes de Chávez. E, no entanto, o país é um dos grandes produtores de petróleo de mundo. Porque seria? Será que as grandes petrolíferas e os palhaços (por estas pagos, que «governavam» a Venezuela), metiam as receitas todas ao bolso?


Lidador: O agente Mulder é como o agente Smith: tem muitos clones iguaizinhos a ele, mas nenhum sabe que é clone. Cada um deles acha-se o único Mulder, o verdadeiro, aquele que tem a Verdade.

Sofocleto: Não somos clones. Mas sabemos que somos cada vez mais: 30% na América e provavelmente mais na Europa.

Lidador disse...

«««Sofocleto: Não somos clones. Mas sabemos que somos cada vez mais: 30% na América e provavelmente mais na Europa»»»


Lidador: O agente Mulder é como o agente Smith: tem muitos clones iguaizinhos a ele, mas nenhum sabe que é clone. Cada um deles acha-se o único Mulder, o verdadeiro, aquele que tem a Verdade.

Clones Mulder ponham-se a pau. Vem aí o Neo.

Lidador disse...

Sofocleto,uma vez que a chusma de teóricos da conspiração começou logo a tresler aquilo que ele disse e a encontrar sinais cabalísticos nas suas declarações, o Sr Peter esclareceu posteriormente ( 13 de Julho e com pormenor o que aconteceu.

POr exemplo:

"It is confirmed that a short number of 'walk through' scenarios planed [sic] well in advance had commenced that morning for a private company in London (as part of a wider project that remains confidential) and that two scenarios related directly to terrorist bombs at the same time as the ones that actually detonated with such tragic results. One scenario in particular, was very similar to real time events.

"However, anyone with knowledge about such ongoing threats to our capital city will be aware that (a) the emergency services have already practiced several of their own exercises based on bombs in the underground system (also reported by the main news channels) and (b) a few months ago the BBC broadcast a similar documentary on the same theme, although with much worse consequences [??]. It is hardly surprising therefore, that we chose a feasible scenario - but the timing and script was nonetheless, a little disconcerting.

"In short, our exercise (which involved just a few people as crisis managers actually responding to a simulated series of activities involving, on paper, 1000 staff) quickly became the real thing and the players that morning responded very well indeed to the sudden reality of events."

Como vê, a intervenção do Agente Mulder é aqui totalmente desnecessária.

Sofocleto disse...

«Como vê, a intervenção do Agente Mulder é aqui totalmente desnecessária»

Peter Power, no dia 7 de Julho de 2005 na BBC5, poucas horas depois dos acontecimentos e antes de levar as duas chapadas de Blair:

«Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.»

Não há de facto necessidade da intervenção do Agente Mulder. Não há mistério nenhum.

O-Lidador disse...

Infelizmente para si, o tempo não parou em 7 de Julho.

Conclusão:

Peter Power em 7 de Julho: o oráculo da verdade, o poço da sabedoria.

Peter Power em 13 de Julho: um mentiroso, um vendido, um títere dos "poderosos".

Na perspectiva do Agente Mulder, houve aqui uma intervenção clara dos "poderosos" e o Sr Peter é um mero peão

Na pespectiva do bom-senso, o Sr Peter limitou-se a explicar com mais pormenor aquilo que havia dito antes, justamenta para evitar que se o colassem às toleimas dos agentes Mulder que por aí arrastam os "cuzes".

A pespectiva do bom sesno, não precisa de mais provas.
A perspectiva do Agente Mulder tem de provar que houve intervenção dos "poderosos" (quem, quando, onde, como)
E até agora o Agente Mulder ainda não o fez...e já lá vai mais de um ano...

Sofocleto disse...

Você é teimoso!

Peter Power, no dia 7 de Julho de 2005 na BBC5, poucas horas depois dos acontecimentos e antes de levar as duas chapadas de Blair:

«Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.»


Peter Power, no dia 13 de Julho de 2005, depois de levar as duas chapadas de Blair:

«In fact, the 'exercises' he spoke of on Five Live were carried out purely 'on paper', or at least PowerPoint, by a small group of seven or eight executives (Power remains tight-lipped about the client) seeking to examine the impact on corporate decision-making of a potential crisis situation.»

Sofocleto disse...

«A perspectiva do Agente Mulder tem de provar que houve intervenção dos "poderosos" (quem, quando, onde, como)»

O Agente Mulder não tem qe provar nada. Quem tem de explicar porque é que deu o dito por não dito é Peter Power. Estava bêbado? ou levou um puxão de orelhas?

O-Lidador disse...

O Agente Mulder não tem qe provar nada

Claro que não.
A fé não depende de provas.
E a má-fé muito menos.

Nariz de cão e cu de crente, nunca está quente.

O-Lidador disse...

Você é teimoso.
O Sr Peter, pormenorizou e contextualizou, não se contradisse.
O Sofocleto é que tem de acreditar nisso, para não sentir o ridículo.

Vá lá, leia e reflicta:

"It is confirmed that a short number of 'walk through' scenarios planed [sic] well in advance had commenced that morning for a private company in London (as part of a wider project that remains confidential) and that two scenarios related directly to terrorist bombs at the same time as the ones that actually detonated with such tragic results. One scenario in particular, was very similar to real time events.

"However, anyone with knowledge about such ongoing threats to our capital city will be aware that (a) the emergency services have already practiced several of their own exercises based on bombs in the underground system (also reported by the main news channels) and (b) a few months ago the BBC broadcast a similar documentary on the same theme, although with much worse consequences [??]. It is hardly surprising therefore, that we chose a feasible scenario - but the timing and script was nonetheless, a little disconcerting.

"In short, our exercise (which involved just a few people as crisis managers actually responding to a simulated series of activities involving, on paper, 1000 staff) quickly became the real thing and the players that morning responded very well indeed to the sudden reality of events."


Vê aqui alguma contradição?

Pois é...o sr Peter come os figos e ao Sofocleto rebenta-lhe a boca.

Sofocleto disse...

Você é teimoso, porra!

Peter Power antes das chapadas: «Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício»

Peter Power depois das chapadas: «the 'exercises' he spoke of on Five Live were carried out purely 'on paper'»


Peter Power antes das chapadas: «utilizando mais de mil pessoas»

Peter Power depois das chapadas: «by a small group of seven or eight executives»


Peter Power antes das chapadas: «exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã»

Peter Power depois das chapadas: «and that two scenarios related directly to terrorist bombs at the same time as the ones that actually detonated with such tragic results. One scenario in particular, was very similar to real time events»


Não há aqui contradições? Power, nas suas últimas declarações, mente com os dentes todos.

O-Lidador disse...

Power, nas suas últimas declarações, mente com os dentes todos

Isso é aquilo em que o Sofocleto acredita.
Porém a verdade e a mentira não se definem e função das crenças do Agente Mulder, uma vez que o Agente Mulder já sabe a verdade antes de a saber e nenhum mero facto o demove da sua heróica crença.

Nunca o agente Mulder medrou, nem quem à beira dele morou.