domingo, novembro 05, 2006

Martial Law (b)Less America

Excerto do artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso – 4/11/2006

‘God bless America’

«… E foi o que se sabe: emergiu, após uma escandalosa batota eleitoral, esse medíocre do Bush-filho, estudante e empresário falhado, com a sua biografia militar e universitária declaradas confidenciais para que não se possa saber nunca a dimensão da sua mediocridade.»

«E George W. Bush perverteu a América, sem pudor nem consciência. Dinamitou todos os programas sociais e de integração de Clinton. Reduziu aos ricos o direito à saúde e à educação. Baixou os impostos às empresas, para que elas acumulassem lucros milionários, enquanto ele desbaratava o superavit recebido de Clinton. Recusou-se a ratificar o Protocolo de Quioto, já assinado pelos Estados Unidos, fazendo com que a nação mais poluente do mundo dê uma imagem de indiferença perante os problemas de aquecimento global do planeta. Autorizou a exploração de petróleo na zona altamente sensível do Alasca, de acordo com os interesses dos seus amigos e sócios da indústria petrolífera do Texas. Denunciou o tratado ABM, que tanto tinha custado a ser negociado com a Rússia, e acaba de declarar o espaço “zona de interesse militar e estratégico dos Estados Unidos, tal como a terra e o mar”. Recusou a admissão ao Tribunal Penal Internacional, promovendo o julgamento dos outros como réus de “crimes contra a humanidade”, mas excluindo os americanos acusados. Fez tábua rasa da centenária Convenção de Genebra sobre o tratamento dos prisioneiros de guerra, instaurando em Guantánamo a primeira prisão mundial onde os presos não gozam de qualquer estatuto nem direito, nem sequer o de se saber que estão presos. Instituiu países aliados como territórios de tortura livre para os seus prisioneiros, que para lá são transportados em aviões dos Estados Unidos, a fim de serem interrogados e torturados livremente por oficiais americanos, em total impunidade e clandestinidade. Promoveu a invasão do Iraque, depois de inventar e forjar provas de que o Iraque tinha armas de destruição maciça, para melhor servir os interesses do seus amigos da Halliburton, entre os quais o vice-presidente, Dick Cheney, e o maquiavélico secretário de Estado, Donald Rumsfeld. E, na semana passada, por instruções directas de Bush, os Estados Unidos foram o único país que votou nas Nações Unidas contra o comércio livre de armas de guerra.»

«Esta semana Bush vai a julgamento nas eleições legislativas americanas. Será uma ocasião decisiva para perceber se os americanos já realizaram finalmente os danos causados por este Presidente, que representa o que de pior e mais obscuro a América tem. Já vai sendo tempo de os Estados Unidos se reconciliarem com o mundo e nós com eles.»



Comentário:

Infelizmente, penso que ainda não será desta que o Uncle Sam fará as pazes com o mundo. A dúvida é se a zanga se irá manter apenas graças a outra «escandalosa batota eleitoral», semelhante às de 2000 e 2004, ou se os neoconservadores irão recorrer a outro trunfo: «Lei Marcial».

Public Law 109-364, or the "John Warner Defense Authorization Act of 2007" (H.R.5122), que foi assinada pelo comandante em chefe (Bush) a 17 de Outubro de 2006, numa cerimónia privada na Sala Oval, permite ao Presidente declarar “emergência pública”, estacionar tropas em qualquer ponto da América e tomar o controlo das unidades da Guarda Nacional sem o consentimento dos governadores ou das autoridades locais, de forma a suprimir «desordem pública».

33 comentários:

inominável disse...

OI! não comento o conteúdo do texto de MATavares, mas não posso deixar de constatar uma ironia na escrita:

"para perceber se os americanos já realizaram finalmente os danos causados por este Presidente"... - se os americanos já perceberam ou não o presentente que têm é lá com eles, mas que o autor aportuguesifique "to realise" para "realizar" é coisa que me preocupa...

bem sei que não é um estrangeirismo novo e que tem aparecido com frequência na imprensa, que devia ter a função de educar (OK, não vamos discutir o ridículo!), mas que apareça assim, descaradamente, no artigo de alguém que se assume, também, como escritor, valha-me um deus qualquer!!!

agora, com o verdadeiro sentido de "realizar" já nas nossas cabeças, voltemos ao texto de MSTavares e digam-me se o valor semântico da frase não é adulterado?

e tb sei que são os locutores que fazem as línguas, pois são os seus utilizadores privilegiados, mas daí até esta "adaptação livre" injustificada e, de certo modo, apedantada, vai um longo caminho...

Fragil disse...

Muito convenientemente, Saddam Hussein foi hoje condenado à morte, a dois dias das eleições americanas. Mais uma “grande” vitória para Bush.

Carlos Paiva disse...

Eu considero que a invasão do Iraque, embora errada, era apenas o passo inicial de um, plano anti-terrorismo a longo prazo, concebido para forçar os países limítrofes a pararem o seu apoio às grandes organizações terroristas. Não acho que a administração americana pensasse ser possível vender essa ideia ao povo americano, portanto inventaram a história das armas de destruição maciça. De qualquer forma, mostraram incompetência e arrogância, e estas duas qualidades combinadas são a fórmula para o desastre.

JC disse...

Caro Diogo,precisas de uma resposta...desculpa lá meter-me aqui no teu blogue.

Vejamos alguns dos “argumentos” de MST sobre o Bush

MST: (Bush) emergiu, após uma escandalosa batota eleitoral

Custa a crer que MST não saiba que houve uma eleição renhida, com diferenças mínimas e pedidos de recontagem. As coisas acabaram no poder judicial, como está previsto na lei, e o poder judicial fez o que lhe competia: decidiu.
Ambas as partes acataram a decisão e a vida continuou sem dramas.
MST não gostou, e queria ver sangue ou uma decisão diferente, mas os gostos de MST não passa disso mesmo.
Todavia, porque se acha detentor da VERDADE, incha na crença de que só não haveria “escandalosa batota” se a decisão lhe agradasse. Como se isto fosse um jogo do FCP.
O facto de os tribunais terem decidido e as coisas se terem passado de forma institucional, é uma demonstração da solidez do estado de direito nos EUA. Noutros países uma tão apertada margem de vitória não se resolve sem sangue ou zaragatas nas ruas (o México, por exemplo)...mas esses não estão no radar de MST.

MST: medíocre do Bush-filho, estudante e empresário falhado, com a sua biografia militar e universitária declaradas confidenciais para que não se possa saber nunca a dimensão da sua mediocridade.»

Confidenciais?
É estranho que MST acredite que um candidato presidencial na America possa esconder o que quer que seja de uma imprensa voraz que tudo escrutina, desde o sótão às manchas na roupa.

Quanto à “mediocridade” académica de G.W.Bush, a verdade é que, goste-se ou não, é o Presidente americano com maiores habilitações universitárias. Tem uma licenciatura em História por Yale e um MBA por Harvard.
No universo mental de MST, talvez seja universidades de 2ª categoria, mas as credenciais de MST nesta matéria deviam incutir-lhe alguma humildade na forma como sentencia.
Infelizmente a ignorância é sempre muito convencida.

MST: Recusou-se a ratificar o Protocolo de Quioto, já assinado pelos Estados Unidos

MST não sabe do que fala, mas fala.
O Protocolo de Quioto foi chumbado pelo Senado, durante a Administração Clinton, por unanimidade (95 votos contra 0) . A democracia é assim...nenhum estado votou a favor e não é certamente um ignoto jornalista português que vai dar lições de democracia a um país que já o é há mais de 2 séculos.
Já depois de Bush ter sido eleito, pouco antes de transferir o poder, Clinton assinou uma Executive Order a reafirmar o seu apoio ao Protocolo. É da praxis na America que este tipo de gestos de um presidente cessante não podem condicionar o seu sucessor e Bush limitou-se naturalmente a anular a EO, porque não estava de facto em condições de reduzir 5.2% nas emissões de gases, sem provocar uma recessão devastadora na economia americana e, por arrastamento, no resto do mundo.
Até porque não existe consenso científico de que o aquecimento global seja provocado sobretudo por causas humanas.

MST: Denunciou o tratado ABM, que tanto tinha custado a ser negociado com a Rússia

MST parece não ter a mínima ideia do que são ABM (Anti Balistic Missiles).
O tratado ABM destinava-se a limitar a investigação e investimento em mísseis anti-balísticos, ou seja, mísseis defensivos que têm como única finalidade abater mísseis balísticos.
A lógica, no tempo da guerra fria era que se uma parte instalasse mais ABM, a outra parte tenderia a romper o equilibrio fabricando mais mísseis balísticos.
A lógica do terror deixou de fazer sentido relativamente à Rússia e é perfeitamente racional que um país como os USA, alvo de tantos e tão furiosos inimigos como o MST, alguns deles não tão inócuos, com uma mão cheia de mísseis balísticos e com lideranças instáveis, não queira correr o risco de um belo dia um desses mísseis lhe cair em cima da cabeça. Qual é o problema em ter ABM? Quantos mais melhor...servem apenas para proteger populações, destruindo misseis atacantes.
Estou em crer que o MST não se sente ameaçado por misseis Patriot...creio aliás que a sua fúria deriva do facto de nunca se ter preocupado em saber o que é um ABM.
Não iria mal a Portugal, por exemplo, instalar alguns ABM nas principais cidades....não foi há muito tempo que a Líbia lançou um Scud sobre território italiano...

MST: Recusou a admissão ao Tribunal Penal Internacional

E fez muito bem, desde logo porque a Constituição americana não permite a abdicação da soberania em favor de uma entidade supranacional. E depois porque não cabe na cabeça de nenhum presidente americano permitir que um seu cidadão seja julgado por juízes cuja competência e imparcialidade são altamente questionáveis.
Imagine o MST que um soldado americano se senta no banco dos réus perante um juíz do Irão, ou do Paquistão, ou do Sudão, ou da Coreia do Norte, ou até do Burkina Faso. Qual a fiabilidade destes juízes? Quem os escolhe? A quem representam?
Portugal, por exemplo, ratificou a adesão. Imagine que amanhã um soldado português no Líbano mata um muçulmano e acaba a ser julgado por um juiz indonésio?
Acha que Portugal deve permitir isso?
A diferença entre Portugal e os EUA, é que os nossos polítcos gostam de ficar bem na foto e não pensam muito nas consequências dos acordos que assinam tão alegremente.

MST: Fez tábua rasa da centenária Convenção de Genebra sobre o tratamento dos prisioneiros de guerra

Nada disso. Os detidos foram apanhados com a boca na botija ou com planos para tal. Pessoal estrangeiro capturado em território estrangeiro. Ora segundo a lei americana não se lhes aplicam as leis internas americanas, logo não tem acesso às garantias dessa lei.
Sendo combatentes à civil e não pertencendo a nenhum estado que tenha declarado guerra aos EUA, também não se lhes aplicava assim de caras a Convenção de Genebra. Havia pois um limbo jurídico que teria de ser regulamentado mais tarde ou mais cedo, por jurisprudência do sistema jurídico americano, o que acabou po acontecer já este ano, determinando que são, a partir de agora, prisioneiros de guerra.
Assim sendo, começaram a ser tratados como tal, pelo que segundo a Convenção de Genebra, poderão ficar presos até ao fim da guerra.
O que é muito bom, na minha opinião.



MST: Promoveu a invasão do Iraque, depois de inventar e forjar provas de que o Iraque tinha armas de destruição maciça,

Bem, o Iraque tinha ADM (de facto até as usou bastante, tanto na repressão interna como contra o Irão). Em 1991 assinou uma rendição nos termos da qual se obrigou a destruir as ADM e a desmantelar os programas. As ADM ficaram listadas, foram vistas e constam dos documentos da ONU. Todavia em 1998, Saddam expulsou os inspectores das NU e na altura, como consta da resolução, ainda tinha ADM.
Basta ler o Relatório Blix para verificar que nunca o Iraque apresentou provas da sua destruição, como lhe havia sido expressamente exigido pela ONU.
Pelo que a conclusão de que elas ainda lá estavam era perfeitamente racional. Elas não evaporam, nem desaparecem, por magia do génio da lâmpada.
É fácil falar à posteriori, do alto do que se sabe alguns anos depois, mas na vida real as decisões têm de ser tomadas antes, com a informção disponível.
Profetas do passado, é o que mais há por aí. Na altura até o Dr Louçã acreditava que existiam.


E o Dr MST também.

MST: os Estados Unidos foram o único país que votou nas Nações Unidas contra o comércio livre de armas de guerra.»

Votou contra o comércio livre de armas?
Não acredito....se calhar foi ao contrário...




MST: Já vai sendo tempo de os Estados Unidos se reconciliarem com o mundo e nós com eles.»



Isso nunca acontecerá...pessoas como o MST, que se comprazem no ódio à América existem há mais de meio século...façam os americanos o que fizerem. E se nada fizerem serão também criticados.
É dos livros...argumentos nunca faltarão. Certas pessoas necessitam de um Satanás como recipiente de tudo aquilo que não lhes corre bem ou não lhe agrada.

Anónimo disse...

A única razão de Bush para a invasão do Iraque foi proteger os Estados Unidos e seus cidadãos. A 'vitória' é um meio de proteger América e não um fim em si mesmo.

Mas às vezes há alturas em que é mais dispendioso para a América 'ganhar' do que meramente 'não perder'. Acredito que 'ganhar' a guerra no Iraque é uma dessas situações, onde os custos para a América – em vidas e dinheiro não valem a melhoria marginal de tornar a América mais segura… e é por isso que, no caso de Iraque, eles deviam optar por 'não perder'.

Sofocleto disse...

És sempre bem-vindo a este espaço JC. Mas trata-me por Sofocleto. Vamos lá então desmontar os teus «argumentos», one by one. Comecemos por este a itálico:


MST: (Bush) emergiu, após uma escandalosa batota eleitoral

Custa a crer que MST não saiba que houve uma eleição renhida, com diferenças mínimas e pedidos de recontagem. As coisas acabaram no poder judicial, como está previsto na lei, e o poder judicial fez o que lhe competia: decidiu.

Ambas as partes acataram a decisão e a vida continuou sem dramas.

MST não gostou, e queria ver sangue ou uma decisão diferente, mas os gostos de MST não passa disso mesmo.

Todavia, porque se acha detentor da VERDADE, incha na crença de que só não haveria “escandalosa batota” se a decisão lhe agradasse. Como se isto fosse um jogo do FCP.

O facto de os tribunais terem decidido e as coisas se terem passado de forma institucional, é uma demonstração da solidez do estado de direito nos EUA. Noutros países uma tão apertada margem de vitória não se resolve sem sangue ou zaragatas nas ruas (o México, por exemplo)...mas esses não estão no radar de MST.



Houve fraude eleitoral e da grossa, tanto em 2000 como em 2004:

O secretário do Estado de Ohio, responsável pelas eleições de 2004, Kenneth Blackwell – assim como Katherine Harris da Flórida em 2000 – teve um duplo papel: secretário para os procedimentos eleitorais e chefe de campanha de Bush no mesmo Estado.

Blackwell permitiu o uso de máquinas electrónicas que não forneciam o registro em papel, para impedir a verificação dos votos. O fabricante de muitas destas máquinas, o presidente da Diebold Company, tinha prometido “entregar Ohio a Bush”.

Num dos locais de votação, no condado de Franklin, um destes sistemas deu a Bush 3.893 votos num total de 638 eleitores votantes na mesma urna.

Blackwell presidiu também um sistema de votação que resultou em filas rápidas e curtas nos bairros predominantemente republicanos e em filas de quatro horas nas regiões centrais das cidades (de maioria democrata). Os locais com maioria democrata receberam um número inadequado de máquinas

Tanto no Ohio, como na Flórida e na Pensilvânia houve uma forte incoerência entre as sondagens à boca-da-urna e os resultados escrutinados, tendo as primeiras sido a favor de John Kerry e os últimos a favor de Bush. A probabilidade de que isso acontecesse, de acordo com o professor Steven Freeman, da Universidade da Pensilvânia, é cerca de 250 milhões para 1.

Os resultados das sondagens à boca-da-urna em Ohio, pela empresa independente da media, Zogby, devam vantagem a Kerry com 53% dos votos e até a CNN, instrumentada pelas corporações norte-americanas, deu 51`% a Kerry.


«e o poder judicial fez o que lhe competia: decidiu»

Decidiu mal. A meio da recontagem. É o que se chama um golpe de estado!

Sofocleto disse...

MST: medíocre do Bush-filho, estudante e empresário falhado, com a sua biografia militar e universitária declaradas confidenciais para que não se possa saber nunca a dimensão da sua mediocridade.»

Confidenciais? É estranho que MST acredite que um candidato presidencial na América possa esconder o que quer que seja de uma imprensa voraz que tudo escrutina, desde o sótão às manchas na roupa.

Quanto à “mediocridade” académica de G. W. Bush, a verdade é que, goste-se ou não, é o Presidente americano com maiores habilitações universitárias. Tem uma licenciatura em História por Yale e um MBA por Harvard.

No universo mental de MST, talvez seja universidades de 2ª categoria, mas as credenciais de MST nesta matéria deviam incutir-lhe alguma humildade na forma como sentencia.

Infelizmente a ignorância é sempre muito convencida.



A ignorância é de facto uma chatisse:

Bush fell short on duty at Guard

In February, when the White House made public hundreds of pages of President Bush's military records, White House officials repeatedly insisted that the records prove that Bush fulfilled his military commitment in the Texas Air National Guard during the Vietnam War.

But Bush fell well short of meeting his military obligation, a Globe reexamination of the records shows: Twice during his Guard service -- first when he joined in May 1968, and again before he transferred out of his unit in mid-1973 to attend Harvard Business School -- Bush signed documents pledging to meet training commitments or face a punitive call-up to active duty.

He didn't meet the commitments, or face the punishment, the records show. The 1973 document has been overlooked in news media accounts. The 1968 document has received scant notice.



Bush's Harvard professor remembers a lazy liar

A business school professor who taught Bush at Harvard University in the early 1970s says the future president told him that family friends had pulled strings to get him into the Texas Air National Guard.

Yoshi Tsurumi told CNN that the coward confided in him during an after-class hallway conversation during the 1973-74 school year.

He admitted to me that to avoid the Vietnam draft, he had his dad -- he said 'Dad's friends' -- skip him through the long waiting list to get him into the Texas National Guard. He thought that was a smart thing to do. What I couldn't stand -- and I told him -- he was all for the US to continue with the Vietnam War. That means he was all for other people, Americans, to keep on fighting and dying.

Bush's Harvard professor remembers a lazy liar
A business school professor who taught Bush at Harvard University in the early 1970s says the future president told him that family friends had pulled strings to get him into the Texas Air National Guard.

Yoshi Tsurumi told CNN that the coward confided in him during an after-class hallway conversation during the 1973-74 school year.

He admitted to me that to avoid the Vietnam draft, he had his dad -- he said 'Dad's friends' -- skip him through the long waiting list to get him into the Texas National Guard. He thought that was a smart thing to do. What I couldn't stand -- and I told him -- he was all for the US to continue with the Vietnam War. That means he was all for other people, Americans, to keep on fighting and dying.

Tsurumi got to know Bush when the future president took his 'Economics EAM' (Environmental Analysis for Management), a required two-semester class from the fall of 1973 to the spring of 1974, Bush's first year at Harvard's business school.

Tsurumi has previously spoken of Bush as a student:

In thirty years you always remember the two kinds of students. One is really good. The other is a George Bush kind. Terrible. Intellectually very shallow. But more importantly immature, but lacking the sense of responsibility, compassion, always indulging in denials when he is called on in his lies. And lies came very easily to him.

Anónimo disse...

O texto terá sido plagiado da New Yorker ? ;-)

para mim disse...

Sofocleto és um ganda mentiroso! O senhor Tavares nunca mencionou a Halliburton! ele estava a falara da Ali burton, que é uma empresa diferente. E é tão secreta que nunca ouvimos falar dela!... Outra coisa: ele conhece uma américa que não é esta que nós conhecemos hoje. ele viajou até um universo paralelo onde, em 1976, Richard Nixon ainda era Presidente dos EUA!...

Sofocleto disse...

MST: Recusou-se a ratificar o Protocolo de Quioto, já assinado pelos Estados Unidos

MST não sabe do que fala, mas fala.

O Protocolo de Quioto foi chumbado pelo Senado, durante a Administração Clinton, por unanimidade (95 votos contra 0) . A democracia é assim...nenhum estado votou a favor e não é certamente um ignoto jornalista português que vai dar lições de democracia a um país que já o é há mais de 2 séculos.

Já depois de Bush ter sido eleito, pouco antes de transferir o poder, Clinton assinou uma Executive Order a reafirmar o seu apoio ao Protocolo. É da praxis na America que este tipo de gestos de um presidente cessante não podem condicionar o seu sucessor e Bush limitou-se naturalmente a anular a EO, porque não estava de facto em condições de reduzir 5.2% nas emissões de gases, sem provocar uma recessão devastadora na economia americana e, por arrastamento, no resto do mundo.

Até porque não existe consenso científico de que o aquecimento global seja provocado sobretudo por causas humanas.



Muitos governos criticaram o facto de os Estados Unidos não terem ratificado o Protocolo de Quioto, que fora assinado pelo Presidente Bill Clinton. Bush, que se opunha ao tratado, não apresentou a proposta do tratado ao executivo americano para aprovação.Portanto Bush recusou-se a ratificar o Protocolo de Quioto, não foi?

Bush não estava em condições de reduzir as emissões de gases? E os outros que assinaram? Estavam?

Quanto ao consenso científico sobre o aquecimento global, isso é outra conversa.

Sofocleto disse...

MST: Denunciou o tratado ABM, que tanto tinha custado a ser negociado com a Rússia

MST parece não ter a mínima ideia do que são ABM (Anti Balistic Missiles).

O tratado ABM destinava-se a limitar a investigação e investimento em mísseis anti-balísticos, ou seja, mísseis defensivos que têm como única finalidade abater mísseis balísticos.

A lógica, no tempo da guerra fria era que se uma parte instalasse mais ABM, a outra parte tenderia a romper o equilíbrio fabricando mais mísseis balísticos.

A lógica do terror deixou de fazer sentido relativamente à Rússia e é perfeitamente racional que um país como os USA, alvo de tantos e tão furiosos inimigos como o MST, alguns deles não tão inócuos, com uma mão cheia de mísseis balísticos e com lideranças instáveis, não queira correr o risco de um belo dia um desses mísseis lhe cair em cima da cabeça. Qual é o problema em ter ABM? Quantos mais melhor...servem apenas para proteger populações, destruindo mísseis atacantes.

Estou em crer que o MST não se sente ameaçado por mísseis Patriot...creio aliás que a sua fúria deriva do facto de nunca se ter preocupado em saber o que é um ABM.

Não iria mal a Portugal, por exemplo, instalar alguns ABM nas principais cidades....não foi há muito tempo que a Líbia lançou um Scud sobre território italiano...




DECEMBER 9-15: INTERNATIONAL; THE END OF ABM TREATY - Published: December 16, 2001

Since Ronald Reagan's heyday, conservatives and missile defense advocates have longed to axe the 1972 Anti-Ballistic Missile Treaty. Well, they got their wish: President Bush said in six months the United States would withdraw from the accord


«um país como os USA, alvo de tantos e tão furiosos inimigos»

Os mais furiosos inimigos da América encontram-se na Casa Branca e no Pentágono. Foram eles que lançaram os aviões contra as torres.


«servem apenas para proteger populações, destruindo mísseis atacantes»

Não, servem para encher os bolsos das empresas de armamento, aquela que estão por trás do «11 de Setembro» e da «guerra ao terrorismo».


«Portugal, por exemplo, instalar alguns ABM nas principais cidades»

Para alimentar o dito complexo militar-industrial? O Portas já foi medalhado. Já chega de despesas inúteis!

JC disse...

Sofocleto, amigo, tudo o que escreves não passa de especulações e opiniões pessoais, com a tua pessoalíssima moralidade como referência.

Contudo os factos são inamovíveis.

1. A eleição de 2004 foi contestada e decidida pelos tribunais. O facto de tu achares que foi mal decidida, é apenas a tua opinião. Mas tu não és juiz e nem sequer tiveste acesso ao processo.

2.Os ABM são mísseis de defesa. Tê-los não ameaça ninguém, apenas enraivece tipos como o Querido Líder e os aiatolas das barbas que acham que se tiverem uns símbolos fálicos grandes, atemorizam os seus vizinhos. Quantos mais ABM melhor...e nós tb os iremos comprar mais tarde ou mais cedo, como fez o Japão, Israel, a Coreia do Sul e todos os países sensatos que estão no raio de alcance dos mísseis de países pouco fiáveis.

3.O Protocolo de Quioto não foi ratificado pelo Senado americano. O facto de Clinton concordar com ele é irrelevante. O Presidente não é aiatola, nem a América é um regime fascista ou comunista. Se estás em desacordo, emigra para a América, naturaliza-te e submete os teus pontos de vista a sufrágio.

4.Bush tem uma licenciatura em História por Yale e um MBA por Harvard, o que é muito mais do que muitos daqueles que largam postas de pescada do alto de imaginárias superioridades.

POdes citar os artigos que quiseres, se procurares cuidadosamente encontrarás outros tantos a dizer precisamente o contrário. O facto de tu te agarrares a uns e ignorares outros, demosntra apenas que vês o mundo a preto e branco.
Mas é a cores e com infinitos cambiantes.

Fica bem

augustoM disse...

Eu sou mais pessimista. Quando é que houve uma altura, só uma, em que os EU estiveram de bem com o Mundo?
Sai um entra outro, mas a política é sempre a mesma, só tem nuances diferentes conforme os tempos.
O Bush é um mal previsível, o pior são os encapotados com falinhas mansas, que muitas vezes só tarde de mais vimos a sua verdadeira faceta. A América, é o sinismos dos conquistadores.
Um abraço. Augusto

Diplodus disse...

"Até porque não existe consenso científico de que o aquecimento global seja provocado sobretudo por causas humanas."
Você, JC, é sectário. Caso esteja interessado poso enviar-lhe várias referências de artigos científicos publicados em revistas insuspeitas (e.g. Science) que mostram uma elevada probabilidade do aquecimento global ter como principal causa a actividade humana. Leia um pouco sobre o assunto para poder emitir uma opinião fundamentada, OK?

JC disse...

Para o diplodocus

http://en.wikipedia.org/wiki/Global_warming_controversy

Há uma controversia em curso sobre a questão, com respeitáveis cientistas de um lado e de outro, muitas convicções e poucas certezas.

Infelizmente o assunto foi politizado e passou a ser mais uma arma de arremesso contra o "Império".

Não é tão simples como o diplodocus acredita...é até bastante complicado, acredite.
Tudo se baseia em modelos, e os modelos são asbtrações da realidade, não a realidade.


O link que lhe dei dar-lhe-á uma boa aproximação ...

JC disse...

De qq modo diplodocus, não faz nenhum sentido tecer considerações sobre mim. Isso não lhe aumenta a razão, nem torna mais válida a sua opinião.
Aliás nem percebo por que se zanga....

Sofocleto disse...

JC, amigo, continuas com os teus malabarismos mentais:

«A eleição de 2004 foi contestada e decidida pelos tribunais. O facto de tu achares que foi mal decidida, é apenas a tua opinião.»

Disparate! Provaram-se inúmeras irregularidades nas eleições da «maior democracia do mundo». Daí se ter procedido a uma recontagem. O facto do Supremo Tribunal tê-la interrompido foi apenas outra «irregularidade».


«Os ABM são mísseis de defesa. Tê-los não ameaça ninguém, apenas enraivece tipos como o Querido Líder e os aiatolas das barbas que acham que se tiverem uns símbolos fálicos grandes, atemorizam os seus vizinhos. Quantos mais ABM melhor...»

Os ABM são armas que permitem um ataque sem medo de retaliações. São portanto, também, uma arma ofensiva. E que se insere perfeitamente na estratégia do império definida no PNAC.

Diplodus disse...

Para o JC
Ainda não consultei o site que mencionou. Fá-lo-ei mais tarde. De qualquer modo, as minhas desculpas pelo tom menos cortês que utilizei no comentário anterior.

Biranta disse...
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Biranta disse...

Acho piada ao JC porque, para ele, tudo o que ele diz é incontestável "verdade absoluta" e tudo o que os outros dizem é "especulação"...
Ah pois! A lógica é uma batata e a realidade não passa de Matrix.

Nem vale a pena perder tempo a responder porque é um daqueles casos em que "não há maior cego do que aquele que não quer ver".

Lá que ele não queira ver, isso não me oncomoda... Agora que tenha a prosápia de achar as suas convicções, tendenciosas e sectárias (de quem defende "a causa" acima de tudo e contra todas as evidências), a verdade absoluta a impor a todos os outros, coitados, que não sabem pensar, nem têm o direito de perceber e avaliar a realidade que lhes é imposta todos os dias... isso é que ultrapassa todos os limites da decência.

Homem! As suas balelas são falaciosas e destinam-se a impedir os cidadãos de perceberem onde está a verdade e assim caminharem para a resolução dos problemas do Mundo, da humanidade e das sociedades... Isso porque você não sabe pensar, nem quer pensar, porque acha que isso é "função" dos responsáveis americanos, os mesmos facínoras que destroem o Mundo e impedem a paz e o progresso!
Tá bem assim?

Não me venha com tretas que eu conheço de longa datra porque os seus conceitos só são "bons" para si (nem eu percebo por quê, mas também não quero perceber). Só quero que entenda que a sua falta de respeito pelos outros não adianta um milimetro à "validade" dos seus argumentos que é zero, porque baseados em desinformação, em demagogia, em manipulação falaciosa!
TODOS os seus argumentos.

Com isto tudo perdi-me no que ia a dizer em relação ao post...

VouNaBroa disse...

Já sei...
Os EU teêm armas de destruição maciça, verdade?
Então e porque não, em nome da segurança mundial, as Nações Unidas, decidirem invadir os Estados Unidos...

Nã...

Peço desculpa...

Lá estou eu...vou tomar o remédio...

Rouxinol disse...

JC:


"não cabe na cabeça de nenhum presidente americano permitir que um seu cidadão seja julgado por juízes [...] do Irão, ou do Paquistão, ou do Sudão, ou da Coreia do Norte, ou até do Burkina Faso. Qual a fiabilidade destes juízes? Quem os escolhe? A quem representam?"

Para além da ideia paradoxal de que o problema da imparcialidade se resolve de acordo com a nacionalidade dos juízes, o autor do texto em cima é o mesmo que assina esta missiva:

"Nada disso. Os detidos foram apanhados com a boca na botija ou com planos para tal. Pessoal estrangeiro capturado em território estrangeiro. Ora segundo a lei americana não se lhes aplicam as leis internas americanas, logo não tem acesso às garantias dessa lei."

E de facto não é que ele tem mesmo razão ?!?! Tribunais Internacionais ?? que ideia mais parola essa...não cabe na cabeça de nenhum presidente paquistanês permitir que um seu cidadão seja julgado por juízes [...] dos EUA, ou da Inglaterra, ou da Espanha, ou de Portugal, ou até da Alemanha. Qual a fiabilidade destes juízes? Quem os escolhe? A quem representam?
Perdão, quais juízes quais julgamentos, isso é que era bom

"Portugal, por exemplo, ratificou a adesão. Imagine que amanhã um soldado português no Líbano mata um muçulmano e acaba a ser julgado por um juiz indonésio?
Acha que Portugal deve permitir isso?"
Sim.

"A diferença entre Portugal e os EUA, é que os nossos polítcos gostam de ficar bem na foto e não pensam muito nas consequências dos acordos que assinam tão alegremente."
Ainda há esses malvados que estão dispostos a trocar um bocadinho de patriotismo pela humanidade.

"Bem, o Iraque tinha ADM"
ehehhehe...nunca viste aquele sketch do gato fedorento chamado "o meu filho é uma jóia de moço"

"pessoas como o MST, que se comprazem no ódio à América existem há mais de meio século"
Ódio à América ?!?!? o que eu li foi uma crítica a um presidente, que por sinal, tem menos de 30% de aprovação.

JC disse...

CARO SOFOCLETO:

Pesem embora as tuas inegáveis competências jurídicas, não consta que faças parte de nenhum tribunal de apelo nos EUA. Claro que podes achar que houve “irregularidades”, a opinião é livre, outros acham que não e quem tinha competência para decidir, decidiu.
É o que fazem os tribunais...ditam sentenças sobre conflitos em que duas partes acham que têm razão.
A partir de agora, só pedindo a intervenção divina ou desatando à batatada.
Qanto aos ABM, dizeres que são uma “arma ofensiva”, é tão rigoroso como dizer que comprar um guarda-chuva faz chover.
Aliás, como irás verificar, a Europa ou desenvolve muito rapidamente um sistema ABM, ou terá de, mais uma vez, se acolher debaixo do guarda-chuva americano.


Caro Diplodocus

Ainda bem que vai aprofundar...verificará que o assunto é bem mais complexo do que as “evidências” que nos são servidas todos os dias pelo pensamento politicamente correcto. Talvez não se recorde, mas na década de 70, os mesmos aiatolas do catastrofismo climático, profetizavam uma nova idade do gelo se “nada se fizesse”.

Caro Biranta

Ainda bem que me acha piada... eu tb acho alguma piada ao facto de o meu caro amigo dizer que não vale a pena perder tempo a responder e depois escrever um lençol de sobressaltadas fúrias.
Se calhar a lógica é mesmo uma batata, quando se deixa cair na armadilha dos paradoxos.

Caro Rouxinol

Não custa nada ser relativista quando se está comodamente alapado numa cadeira, sob a protecção de um estado de direito. Podemos ser olímpicos e fazer de conta que é tudo igual.
Na parte que me toca, se algum dia tiver de ser julgado, prefiro ter à frente do tribunal um juíz decantado no sistema jurídico australiano, inglês, alemão, americano, etc do que um outro apurado no sistema chinês, indonésio, zimbabweano, ou do burkina faso.
E estou em crer que o meu amigo também...

Quanto aos tribunais internacionais, a adesão é voluntária, os Estados aderem se quiserem, goste você ou não goste. Se os EUA decidem não aderir, estão no seu direito e creio que você não tem nada com isso, a não ser que seja americana, mas nesse caso tem de eleger representantes que defendam aquilo que você quer.
Caso não saiba, nenhum Estado é obrigado a aderir ao que quer que seja..a Suiça só muito recentemente aderiu à ONU, por exemplo.
Quanto à troca de “patriotismo” por “humanidade”, não entendo a que se refere. Quando voto naqueles que me vão governar, voto nos que defendem os meus interesses e que gerem os meus impostos, não os que defendem os interesses dos outros com o meu dinheiro. Os outros fazem o mesmo e é assim que a coisa funciona.
O seu conceito de “humanidade” provavelmente não coincide com o meu. Porque razão acha que o seu é melhor e deve prevalecer?

Quanto às ADM do Iraque, recomendo-lhe a leitura das várias resoluções unânimes da ONU sobre a questão, nomeadamente da 1441 que intimava expressamente o Iraque a apresentá-las aos inspectores que a mesma resolução nomeou.
Pode tb seguir o próximo julgamento de Saddam Hussein sobre a o genocídio da população de uma cidade curda usando precisamente ADM.
Certamente que aprenderá mais do que com os episódios do Gato Fedorento que, contrariamente ao que imagina, não se destinam a ensinar, mas sim a divertir.
E estou em crer que se o Rouxinol estivesse em Halabjah, em 1988, divertir-se-ia de morte, porque os gases eram facto muito fedorentos.
Apesar de não existirem....

Anónimo disse...

AO JC

Se o senhor Presidente tem alguma formação superior de facto, deves andar muito distraído e devias "ouvi-lo" mais vezes...

Comparado com a minha empregada
doméstica, ela é PROFESSORA DOUTORA...

JC disse...

Caro anonymous

Parabéns pelas qualificações académicas da sua empregada doméstica, embora, na verdade não me recorde de lhe ter pedido satisfações sobre a sua vida.
Na verdade nem o assunto me interessa muito.
Quanto ao Bush, goste você ou não, tem uma licenciatura e um MBA obtidos naquelas que são consideradas universidades de excelência mundial.

Quanto ao resto, talvez devesse fazer umas investigações sobre dislexia e dislalia..no mínimo iria perceber que não estão relacionadas com a inteligência.
Por exemplo, Einstein também era disléxico...

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