quinta-feira, fevereiro 24, 2005

O Papa, o aborto e o holocausto

Para João Paulo II, o holocausto e o aborto resultam do esquecimento da lei de Deus em virtude da valorização da democracia. No seu último livro, intitulado Memória e Identidade, o Papa escreve que «foi um parlamento eleito legalmente que elegeu Hitler». Com este exemplo, João Paulo II aponta o direito de questionar algumas decisões das democracias actuais, como a legalização do aborto. «Os parlamentos que criam e promulgam essas leis têm de saber que estão a transgredir os seus poderes e a entrar num conflito aberto com a lei de Deus e a lei da natureza», acrescenta o Sumo Pontífice. Estas afirmações suscitaram uma forte reacção dos judeus alemães, para quem «a igreja católica não percebe ou não quer perceber a enorme diferença entre um genocídio massivo e o que as mulheres fazem com o seu corpo».

Ex. Sumo Pontífice.
Embora profundamente católico e adepto sem reservas de todos os dogmas da Igreja, nesta questão, em particular, não consigo estar de acordo consigo. Tenho a sensação que você, Pontífice, terá ido longe de mais no paralelo que faz entre judeus a embriões. Senão vejamos:

O embrião em formação alimenta-se através do sangue da mãe.
Não é do sangue da mãe que os judeus se alimentam.

Nos embriões já existe um coração rudimentar.
Nos judeus não existe tal coisa.

Nas três primeiras semanas de gestação, o embrião humano apresenta-se ao lado de uma espécie de bolsa de grandes dimensões, o chamado saco vitelino.
Os judeus apresentam-se ao lado de várias bolsas de miséria de grandes dimensões, os chamados colonatos palestinianos.

Nos vertebrados ovíparos o saco vitelino funciona como um reservatório de material nutritivo.
Para os judeus, o colonato palestiniano funciona como um reservatório de mão de obra barata.

No embrião, após o terceiro mês de vida fetal, a formação do sangue processa-se, em particular no fígado.
Com os judeus, o derramamento de sangue processa-se, em particular, na intifada.

O embrião continua a crescer rapidamente e toma o forma de um girino com cabeça, brotos dos braços e pernas e uma pequena cauda. É encurvado como uma vírgula com a cabeça em direcção ao tórax.
Já os judeus são descritos como pessoas sem raízes, fisicamente fracos, horrivelmente avessos ao prazer, contrários ao trabalho físico e alienados da natureza.

Pelo final do primeiro trimestre o embrião avançou para o estágio onde seu cérebro já pode transmitir mensagens.
Entre os judeus, as mensagens emitidas são interceptadas pela Mossad.

E, como se não bastasse, os judeus têm ainda o pálio nupcial, a circuncisão aos 8 dias, o acender de velas à sexta-feira, o dia de sábado sagrado e o banho ritual das mulheres na chamada mikvá ao concluir o período das regras. Ainda por cima, o rei israelita Saúl teve um filho chamado Yirmiá, cujo filho, por sua vez, se chamou Afegana. Eu pergunto-me: o que é que isto tem a ver com embriões?

Portanto, Sua Santidade, chamar holocausto ao aborto é o mesmo que chamar Bar Mitzvá à ontogénese. Eu sei que vestiu a batina há muitos anos, mas devia ter o discernimento suficiente para distinguir entre um genocídio massivo e aquilo que as mulheres fazem com o corpo. Eu tenho, embora nada perceba de genocídios massivos.

2 comentários:

Diletante a priori disse...

Hilariante!

Anónimo disse...

Keep up the good work » »